A maior e mais importante atração turística dentro de Beijing é, com certeza, a Forbidden City! Mas você sabe exatamente o que é e por quê recebe esse nome? Considerado o maior complexo de palácios do mundo e a maior área preservada de prédios antigos da China, a “cidade” de 720 mil metros quadrados, no coração de Beijing, foi moradia da família Imperial nas dinastias Ming e Qing. O nome “Proibida” foi dado, pois somente funcionários do governo e serviçais podiam entrar, jamais um cidadão comum poderia acessar seus portões, sem autorização do Imperador e o sistema de segurança era bem rígido. Até os dias atuais, o conjunto de pavilhões e palácios é conhecido por este nome, mas na verdade, desde 1925 (um ano após a saída do último imperador) se chama, oficialmente, Museu do Palácio.

Cidade Proibida Museu do Palacio Pequim

A posição dos palácios e portões de entrada obedecem os príncipios da numerologia, da mitologia e do Feng Shui, a arte chinesa que acredita que a disposição dos objetos e das construções influência na harmonia e nos bons fluídos. A porta de entrada principal de todos os palácios é voltada para o sul, mesma direção do sol. E há portões de entrada nos quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste.

Para chegar lá, pegamos o metrô até a estação Tian’anmen East que é próxima do portão leste (pode descer na estação West e entrar pelo portão oeste que dá no mesmo). Logo de cara, já passamos por um raio x (antes mesmo de comprar os ingressos). O primeiro contato com a Cidade Proibida é no portão onde fica o famoso retrato de Mao Tse Tung. Foi ali que ele proclamou a independência da República Popular da China em outubro de 1949, de frente para a Tian’anmen, a maior praça do mundo, a Praça da Paz Celestial. Após passar o prédio onde fica o retrato, você imagina que já está quase entrando na Cidade Proibida, mas não. É preciso caminhar um bocado ainda e passar por mais uns dois extensos corredores até chegar no “The Palace Museum Ticket Office”, lugar para compra dos ingressos.

Cidade Proibida retrato de Mao Tse Tung

O portão oficial de entrada é o Portão Meridiano (Meridian Gate), de onde o Imperador informava o calendário de Ano Novo, passava instruções para o seu exército e julgava os prisioneiros. Depois de passar desse portão, nos deparamos com uma das áreas mais incríveis da cidade, um enorme pátio formado por pontes de mármore em formato de arcos, um rio chamado Golden Stream ou Rio de Ouro, enormes estátuas de leões e, ao fundo, o Portão da Suprema Harmonia (Gate of Supreme Harmony). Não deixe de dar uma volta por aqui e ali e desvendar o que tem à sua direita e a à sua esquerda (no começo do passeio sempre estamos com muito pique hehe).

Forbidden City Beijing escadas

Portão Palácio Cidade Proibida Pequim

China Chic Cidade Proibida

Após o Portão da Suprema Harmonia, fica o Hall da Suprema Harmonia, que é a maior e mais importante construção da Cidade Proibida, construída no século XV e reformada no século XVII. Ali era celebrado o aniversário do Imperador, feita a nominação e condecoração de líders militares, entre outras celebrações. Dentro desse palácio fica um majestoso trono do dragão, mas infelizmente estava fechado para o público no dia.

À frente da entrada de cada pavilhão há três escadarias. A passagem central é a mais linda, toda trabalhada no mármore, com vários desenhos, o que mais se destacam são os de dragões. Nas dinastias, era reservada apenas para a passagem do Imperador e até hoje são fechadas para o público, que deve subir pelas escadas laterais.

Hall da Suprema Harmonia Cidade Proibida Pequim

Cidade Proibida passagem do Imperador dragoes

Achei interessante a quantidade de caldeirões e estátuas de leões que avistamos pela cidade. E como aqui tudo tem uma história, estes tem seus motivos para estarem aqui. Os caldeirões eram enchidos d’água e serviam para combater o fogo, em caso de incêndio. E era algo tão relevante na época, que, durante o inverno, eles eram protegidos por mantas grossas para impedir que a água congelasse. Os leãos serviam como guardas dos palácios. O macho tem a pata direita por cima de um globo, que representa o poder do Imperador sobre o mundo e a fêmea tem a pata sobre um leão bebê, que representava a fertilidade.

Cidade Proibida Beijing estatuas de leão

Cidade Proibida Beijing caldeiroes

Além dos palácios, pavilhões e estátuas, há galerias de cerâmica, pintura e caligrafia chinesa, teatro de ópera, a famosa tela dos nove dragões e mais. É realmente muita coisa para ver, o lugar é enorme (isso que uma parte dele não é aberta ao público) e rende uma boa caminhada. Quando já cansamos de ver palácios e portões, portões, portões, finalmente chegamos em uma das áreas mais bonitas, o Jardim Imperial. O jardim enorme de estilo chinês tem belas paisagens, árvores antigas, esculturas em pedra, passarelas e mais estátuas. Ele fica próximo do portão norte, que é o portão de saída da cidade museu.

Jardim Imperial Cidade Proibida

Arvores Jardim Imperial Cidade Proibida

Enfim chegamos ao fim da nossa jornada pela Cidade Proibida, que levou quase o dia inteiro, mas foi uma delícia. O passeio é um verdadeiro mergulho na história e nas belas construções ancestrais da China. Dependendo da epóca do ano, o museu pode estar cheio de turistas (como no lindo sábado de sol que fomos), mas o espaço é tão amplo que o povo se dispersa. Lotado ou não, não deixe de parar e reparar em cada detalhe, nos desenhos, nas pinturas, na arquitetura antiga,  afinal são construções de mais de 500 anos, que carregam muitas histórias e muitos significados.

Informações importantes: o ingresso de entrada custa ¥ 60,00 por pessoa em alta temporada e ¥ 40,00 na baixa temporada. E quem tiver interesse, tem áudio tour por um plus de ¥ 40,00. Eu não usei, mas acredito que tenha em português. Há restaurantes chineses, ATM e banheiros dentro do museu. 

Para saber mais da história da Cidade Proibida, assista ao filme O Ultimo Imperador, muito bom! Agora me conta o que achou do passeio pela Cidade Proibida com o China Chic?…