Finalmente, finalmente, o post tão esperado sobre o Tibete!! Para falar sobre esse lugar tão inusitado, o blog recebeu um colaborador muito especial – meu noivo/(futuro) marido, Rodrigo, que fez uma viagem incrível ao Tibete. Eu não pude ir, pois estava no Brasil resolvendo umas pendências e, principalmente, porque só é permitido grupos de até três brasileiros por vez, na região (ele explica melhor no post). Mas depois de ter lido o relato dele e visto as fotos do lugar, eu confesso que me arrependi de não ter ido :/ Confere só a primeira parte da viagem:

Destino China Sete dias no Tibete

Qual a primeira ideia que vem à cabeça ao se mencionar o destino “Tibet“? Sem dúvida, os primeiros conceitos são os de um lugar místico, cheio de história, política e acima de tudo religião, especialmente o budismo. Além disso, as montanhas dessa região, talvez pela distância e dificuldade de logística, dão à sensação de ser uma viagem longe do alcance da galera do mundo ocidental.

Morando há quase dois anos na China, uma das minhas metas é aproveitar a oportunidade e desbravar essa cultura e as províncias e cidades chinesas e por isso, muitos lugares nesse país incrível e maluco me atraem, e a terra do Dalai Lama, por toda sua misticidade, com certeza é uma delas. Por isso, resolvi aproveitar a visita dos meus pais ao país e, nas minhas férias, levá-los para esse lugar único e diferente. Um presentão para eles e para mim, uma viagem incrível, cheia de surpresas e lugares indescritivelmente lindos.

Nossa viagem foi planejada para o final de outubro, quando os preços estão mais em conta, o frio ainda não chegou com tudo e os pontos turísticos não estão cheios.
Começamos por Lhasa, a capital do Tibet e cidade com o maior número de voos da China. Pegamos um voo de Chongqing vindo de Xiamen, nossa cidade de partida. Várias empresas chinesas voam de e para Lhasa e ainda há a opção de ir de trem, num vagão com dormitório. Porém, a viagem é longa. Partindo de Beijing, por exemplo, são duas noites no trem. Há ainda a opção de pegar o trem no meio do caminho, mas não queríamos perder tempo dormindo dentro de um vagão.
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Para ir ao Tibet, um capítulo à parte, é a preparação da viagem. É necessário uma autorização específica das autoridades locais que é requisitada já no embarque da viagem e, além disso, é preciso contratar uma agência credenciada que irá agendar e informar os tempos e as datas de visita. Com todo esse “pano preto” para se chegar lá, pesquisamos e optamos pela Explore Tibet, do agora meu amigo Kalsang. Recomendo.
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No primeiro dia, mesmo com dor de cabeça e outros sintomas por causa da altitude (Lhasa fica a mais de 3.500 metros acima do nível do mar), fomos dar um giro pela cidade e a primeira parada foi no Barkhor Circuit, onde está o Jokhang Temple, um dos pontos mais antigos e históricos de Lhasa e um dos três circuitos da cidade que são percorridos no sentido horário pelos budistas. Tudo é feito no sentido horário pela crença deles, desde as visitas nos templos até o jeito de girar os vários sinos tibetanos espalhados pela região. Como pra mim, a gastronomia e o happy hour são partes importantíssimas de qualquer trip, seguindo meus “estudos”, nosso fim de tarde foi no House of Shambhala, um boteco com decoração bem tibetana com um cardápio farto de opções indianas, nepalesas e locais, claro. Lugar bacana e com um terraço com vista para as montanhas, vale a passada lá. Falando nisso, cerveja no Tibet é a Lhasa Bier, bem honesta e de 10 a 15 RMB nos bares. Pra China, de graça.
Lhasa Tibete barkhor center
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Tibete lhasa povo budismo
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Tibete Lhasa peregrinaçao reza agradecimento templo budismo
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Tibete Lhasa sinos templo sentido horario
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jokhang temple temple Lhasa
Tibete Lhasa vista do templo montanhas
Segundo dia cedinho fomos para um dos highlights da viagem, especialmente para minha mãe: o Potala Palace, antiga casa do Dalai Lama, filmado inúmeras vezes no filme “Sete anos no Tibet” que nós reassistimos antes de pegar o avião, para aumentar ainda mais a empolgação com a viagem e a moral dos turistas. Acho muito legal ver filmes que tenham a ver com a viagem. E foi bem bacana ver de perto os lugares onde eram feitas às cerimônias, no filme, e reconhecer alguns cantinhos pessoalmente. O palácio é cheio de energia, enorme, com mais de mil quartos e cheio de altares e estátuas do budismo. Escadarias pra tudo quanto é lado e lá do topo, uma vista incrível da cidade. Sem dúvida o melhor passeio de Lhasa. Prepara-se para subir muitos degraus e lutar contra a falta de ar, devido a alta altitude.

Potala Palace Dalai Lama palacio Tibete Lhasa

Viagem Tibete Lhasa Potala Palace

Escadaria Potala Palace Dalai Lama

Escadas do Potala Palace Lhasa Tibet
Tibete Potala palace vista do palacio montanhas
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Palacio de potala iluminado
No nosso terceiro e último dia em Lhasa, nosso guia nos levou em dois monastérios: o Sera Monastery, do século 15 e o Deprung Monastery, que chegou a ter mais de 10.000 monges na época áurea do Tibet e foi a residência do Lama antes do Potala Palace. Mais uma vista sensacional da cadeia de montanhas e da cidade, que cresce em ritmo acelerado desde a incorporação à China. O Nima, nosso guia, explicava todas as fotos, estátuas altares e seus significados. Uma religião muito rica em detalhes, Santos, crenças e histórias e que tem uma ligação enorme com a Índia, de onde foi trazida.
 Sera Monastery monasterio Lhasa Tibete

Sera Monastery monasterio montanhas

Monasterio monges vida no Tibete Lhasa

decoração monasterios budismo

Como curiosidade, era dia de pintura no monastério e no Potala, e a “tinta” era uma mistura de leite, iougurte de yak (um boi próprio da região) e açúcar. Tudo material doado e jogado de balde por centenas de voluntários e monges. Finalizamos um ótimo dia com um happy hour num boteco estrangeiro chamado Dunya. Cervejas belgas e cardápio de western food a preços honestíssimos. Boa pedida! A viagem continua ainda mais emocionante no próximo #DestinoChina. Até lá!