Depois de três dias incríveis em Lhasa, partimos para mais uma aventura pelo Tibete. No quarto dia, pegamos a estrada cedinho, dirigindo rumo ao sudoeste, 350 km até a próxima parada: Shigatse. A segunda maior cidade do Tibet é nosso ponto de parada. No caminho, muitas subidas, até passar por Gyantse (cidade) e pelo estonteante Yamdrok Yumtso Lake. O lago é muito bonito, com uma cor azul turquesa e não dá vontade de parar de tirar fotos. Os tibetanos o consideram um dos quatro lagos sagrados do Tibet e, com certeza, é uma das paisagens mais bonitas da viagem.
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No caminho encontramos um dogão mastiff tibetano, que parece uma fera, mas era dócil demais e alguns locais muito amigáveis.
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No dia seguinte, partimos para o ponto máximo da viagem: o EBC (base camp do Monte Everest). O plano era dormir no pé da montanha, no último ponto do lado tibetano, onde é possível ir sem ser escalador profissional. Dessa vez, decidi não escalar :) Para irmos lá, mais uma autorização com a polícia local e 350 km de estrada. Aliás, diga-se de passagem, a estrada foi uma surpresa muito agradável, nova e bem conservada. Muito segura. No início da tarde, já se avistava a cadeia do himalaya com todos seus picos nevados e o grande astro, o imponente Everest. O base camp fica a 5.200 metros acima do nível do mar, o ar falta, dá aquela sensação estranha, mas o visual e a energia do lugar compensam, que dia! Sensação indescritívelmente boa estar com meus pais nesse lugar. Como falei anteriormente, a intenção era dormir no acampamento ao pé da montanha, mas estava tão frio e ventando que o acampamento estava fechado. Fomos dormir no EBC Tent Guest House, o único lugar para ficar hospedado. Ali as camas eram simples, muitos edredons e saco térmico de dormir. Mas nada de aquecedor. E olha que chegou a fazer -17°C (menos 17!) na madrugada!! Acho que nunca passei tanto frio na vida!

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Neste dia, para fechar com chave de ouro, uma ótima surpresa: o restaurante com fogão a lenha e vários turistas reunidos, conversando e bebendo vinho, muito astral.
No dia seguinte, mais queixo caído com o visual do ponto mais alto do mundo. Muitas fotos e uma visita ao Monastério RongPhu, o mais alto do mundo (ainda em atividade) e com vista das montanhas.
monasterio alto mundo Rong Phu tibete
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Hora de voltar até Shigatse, recarregar as baterias e no dia seguinte partir para o longo caminho até Lhasa. Foi uma viagem inusitada e muito legal, conhecendo e passando por lugares bem remotos e convivendo com um povo muito calmo, religioso e humilde, que mantém suas crenças e tradições. Superou as expectativas. Até a próxima!