Assim que decidimos que nosso próximo destino seria a Cote d’Azur (faça biquinho para falar como os franceses), tratei logo de começar as pesquisas para montar meu próprio roteiro de viagem. Também conhecida como Riviera Francesa ou Costa Azul (mais fácil de pronunciar, né?! rsrs), este é o destino dos sonhos de muita gente. A minha empolgação era tanta que me dediquei horas e horas de pesquisas para fazer esses quatros dias serem inesquecíveis. E foram! Viagem feita e muita bem aproveitada, agora chegou a hora de compartilhar minhas dicas e experiências :)

Para onde ir? A Costa Azul vai de Toulon até Menton, na fronteira com a Itália e possui dezenas de localidades entre os 180 km que divide essas duas cidades. Considerando que esta era a minha primeira viagem pelo sul da França, incluí no roteiro as cidades mais famosas: Nice, Principado de Mônaco, Cannes e claro, Saint Tropez. Aproveitei para visitar os pequenos vilarejos que ficam entre Nice e Mônaco, como Ville-French, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail e ainda Antibes e Juan Les-Pins, que ficam entre Nice e Cannes. Em todos estes lugares passamos por praias lindas e cenários paradisíacos, exceto Èze, que é um vilarejo medieval no alto de uma colina com uma vista de tirar o folêgo. Todos valem totalmente a visita.  Não posso deixar de citar Saint-Paul de Vence, um vilarejo ao norte de Nice, aconchegante e cheio de obras de arte espalhadas pelas ruas de ares antigos. O destino foi muito bem recomendado por amigos que já conhecem a região, mas infelizmente, não tivemos tempo de ir.

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Quantos dias ficar? Se você pretende conhecer a região da Rivieira Francesa por completo, prepare-se para viajar durante algumas semanas pelo sul da França. Como não tínhamos esse tempo todo, focamos em conhecer Nice e arredores e Saint Tropez. No nosso caso, só tínhamos quatro dias na França. Quatro dias para seguir o roteiro que eu tinha planejado e que envolvia nove cidades. Sim, nove cidades em quatro dias! Mas algumas são bem pequenas e só visitamos a praia. Mesmo assim, tive que planejar tudo muito bem detalhado, pesquisar muito, para não perder tempo. No fim das contas, não foi tão corrido como parece. Visitamos todos os lugares que gostaríamos, curtimos muito, mesmo dormindo apenas umas três ou quatro horas por noite. Acredito que ficar de cinco a sete noites seriam suficientes para conhecer todos esses lugares com mais tranquilidade.

Onde ficar? Nossa base foi Nice, uma das cidades mais turísticas da França e a maior e mais completa de todas que estavam no roteiro. Nice também tem uma localização geográfica estratégica, fica entre Mônaco e Cannes. Ou seja, partindo de Nice e andando cerca de 25km a oeste, estamos em Cannes, e a mesma distância a leste, chegamos a Mônaco. Das quatro noites no país, ficamos uma hospedados em St-Tropez.

Quando ir? Julho e agosto são os meses de alta temporada. Fomos no início de setembro, finalzinho do verão, mas eu achei ótimo. O clima ainda estava bem quente, tinha horário de verão, o pôr do sol era em torno das oito horas da noite e não enfrentamos trânsito lento em momento algum. Na baixa temporada é possível fazer ótimos passeios, mas esqueça pegar praia. Em maio acontece o Festival de Cinema de Cannes e ouvi dizer que os preços triplicam na cidade.

Agora o roteiro de quatro dias que preparei e compartilho com vocês:

DIA 1

No primeiro dia no destino, deixamos para conhecer e curtir Nice. Logo que chegamos a cidade, em voo saindo do aeroporto Charles De Gaulle em Paris, deixamos as malas no apart-hotel que alugamos pelo Booking.com e fomos conhecer um dos principais pontos turísticos de Nice: a praia!

praia Nice Promenade des Anglais pedrinhas

E claro, a Promenade des Anglais, a agradável avenida a beira mar com 7 km de extensão. A praia de Nice é diferente de todas as que estamos acostumados a ver – não tem areia. A praia é inteira de pedras e tenho quase certeza que estas são as grandes responsáveis pela água do mar ser tão cristalina. Depois de um happy hour em um dos beach clubs da beira-mar, de relaxar deitada em uma confortável cadeira de praia e de mergulhar na água (bem gelada, diga-se de passagem) do Mar Mediterrâneo, voltamos para a Promenade des Anglais e fomos caminhando em direção à Colline du Chatêau ou Colina do Castelo. À noite, passeamos pela Cours Saleya, a principal rua do centro antigo de Nice, repleta de cafés, restaurantes e lojinhas.

DIA 2

Dia de conhecer o Principado de Mônaco. Saímos cedinho de Nice em direção a Mônaco, que fica cerca de 20 km de distância. Mas nossa ideia era chegar ao país (Mônaco é considerado cidade-país) somente no fim de tarde. Durante o dia visitamos as principais praias que existem pelo caminho: Villefranche-Sur-Mer em Villefranche, Paloma Plage em Cap Ferrat e Plage Mala em Cap D’Ail, além do vilarejo medieval encantador de Èze. Difícil escolher a parte mais bonita do passeio. Ainda conseguimos andar nas três Corniches, que nos proporcionam panoramas incríveis da região, cada uma a níveis diferentes do mar. O bom é que todas as praias tem chuveiro de água doce e conseguimos nos arrumar para chegarmos cheio de pompa em Mônaco rsrs Para mim, esse dia foi o auge da viagem (farei um post bem completo sobre).

Monaco palacio cassino

DIA 3

Pegamos a estrada A8, em direção a St-Tropez, que fica cerca de 170 km de Nice. Trânsito fluindo bem, pagamos alguns pedágios no meio do caminho e depois de umas duas horas de estrada, chegamos ainda de manhã em St-Tropez, prontos para curtir o pequeno e luxuoso vilarejo. A praia mais frequentada pelos turistas e que concentra todos os famosos Beach Clubs da região é a Plage de Pampelonne em Ramatuelle, pertinho de St-Tropez. O almoço foi no Le Club 55 e o fim de tarde no Bagatelle, beach club mais tradicional e o mais animado, respectivamente. Mal caiu a noite e já estávamos de volta ao centrinho de St-Tropez e o que tem para se fazer lá? Observar os iates luxuosos atracados no Porto, jogar bocha na Place des Lices e ter um jantar delicioso no tradicional restaurante Brasserie des Arts, que depois de certo horário vira até balada de leve. Foi o que fizemos.

saint tropez famoso balneario chic

DIA 4

Depois de passarmos uma manhã deliciosa caminhando pelas ruelas de St-Tropez e fazermos umas comprinhas na feira artesanal da Place des Lices, que acontece todas as manhãs de sábado na principal praça da cidade, pegamos a estrada em direção a Nice. E aí fizemos o oposto do que a maioria dos turistas fazem – ao invés de partirmos de Nice para visitarmos Cannes, Antibes e Juan Les-Pins, que ficam no meio do caminho, voltamos de St-Tropez e fomos parando nestas cidades até chegar no nosso destino final do dia, Nice. Almoçamos em Cannes, conhecemos a praia de Antibes e ainda curtimos um som em um animado beach club de Juan Les-Pins. Quando finalmente chegamos em Nice, ainda tive energia para me arrumar, sair para aproveitar nossa última noite na Riviera Francesa e ainda visitar outro famoso ponto turístico da cidade – o luxuoso e irreverente hotel Negresco.

Ufa, quanta coisa pode se fazer em uma dia, ein?! Nosso roteiro foi bem eclético e teve de tudo um pouco: centros antigos, lugares históricos, praia, cultura, bons restaurantes, compras e até noitada. Aí você se pergunta: como nos locomovemos tanto durante esses dias? Como tínhamos pouco tempo para conhecer tantos lugares, alugamos um carro. Reservamos pela internet em uma das várias locadoras disponíveis e saímos do aeroporto de carro já, tudo muito easy-going. Mas para quem não pretende dirigir durante suas férias na Costa Azul, o transporte público da região é muito conveniente e com preço justo. Há a opção de andar de trem, inclusive, na Praia de Villefranche, o trem passa quase na beira-mar. E há a Lignes d’Azur, a linha de ônibus que liga praticamente todas as cidades e vilarejos da região. As passagens são baratíssimas, mesmo se falando em euro.É possível chegar em Nice de avião ou trem de alta velocidade. E para se locomover dentro da cidade, as opções são: ônibus, tramway ou através do aluguel de bicicletas, chamado Vélo Bleu. E tem a melhor delas: caminhando, já que a parte turística da cidade não é muito grande.

Esse é o resumo do roteiro que planejei e cumpri. E como um famoso poema diz: o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Foi pouco tempo, mas foi intenso…