01 dezembro, 2016
Destino China | Tour gastrônomico por Shanghai
China, Destino China, DICAS, VIAGENS

A segunda maior cidade do mundo é um dos meus destinos preferidos na Ásia: além de estar localizada próxima de Xiamen, onde moro, tem uma infinidade de coisas interessantes para fazer. Então, sempre que posso, visito Shanghai. Dessa vez, fui para comemorar meu aniversário e aproveitar para curtir o clima cosmopolita e internacional da cidade, que eu tanto adoro.

Shanghai não é só um bom destino para turistar, conhecer a história da China, apreciar a arquitetura moderna e fazer compras, mas também é um ótimo lugar para experimentar a culinária local e internacional. Pensou que na China só tem comida esquisita? Em Shanghai você vai encontrar, praticamente, todas as cozinhas do mundo. E é por isso que essa cidade me apetece tanto…

O que teria melhor para fazer em um sábado frio, chuvoso e com vento do que um tour gastrônomico? Nada tão apetitoso me vem a cabeça. Esse roteiro – delicioso, diga-se de passagem – eu mesma montei com base nas minhas preferências. E aproveito para entregar aqui algumas dicas para quem está com viagem marcada para esse destino.

Beef & Liberty

Em dia de chuva dá uma vontade de enfiar o pé na jaca, não dá?! A primeira parada foi na Beef & Liberty, uma hamburgueria gourmet, localizada no Shanghai Centre Square, na West Nanjing Road. Eles são famosos pelos hamburguers gourmet feitos de maneira mais saudável possível, com carne bovina da Tasmânia, onde os bois são alimentados com grama. Apesar de adorar carne, a minha pedida foi o hamburguer de falafel acompanhado por fritas de batata doce. Não sou vegetariana nem nada, mas o hamburguer de falafel deles é divino! E a batatinha doce é simplesmente deliciosa. A combinação perfeita do levemente apimentado com o suavemente adocicado.

beef & liberty hamburger dica restaurante shanghai

Para harmonizar com os mais variados tipos de hambúrgueres, eles tem no menu várias cervejas artesanais, inclusive a famosa IPA. O atendimento é bom e o ambiente é moderninho e acolhedor. Os sofás e poltronas são tão confortáveis e o som ambiente tão animado, que dá vontade de ficar lá a tarde inteira só olhando a chuva cair do lado de fora.

Endereço: Suite 111, Shanghai Centre – No. 1376 west Nanjing Rd. | 南京西路1376号上海商城西峰111号商铺 邮政编码

Na Shanghai Centre, também conhecida por hospedar o luxuoso hotel Portman Ritz-Carlton, há diversas outras opções de restaurantes, são alguns deles:

baker & spice cafe da manha saudavel ovo pao Xangai

Baker & Spice :: padaria bistrô deliciosa (mais detalhes nesse post)

Element Fresh :: restaurante especializado em comida natural: saladas, sopas, sanduíches e outras entradinhas saudáveis e sucos naturais deliciosos.

Din Tai Fung :: um dos mais conceituados restaurantes chineses/taiwaneses de Shanghai.

Pure & Whole :: restaurante vegetariano maravilhoso, comidinhas saudáveis, leves e sucos deliciosos e fits. Esse eu super indico também.

Pizza Express :: bem ao lado do Beef & Liberty. Para quando bater a vontade de comer pizza…

Obs: todos os restaurantes citados acima tem endereço em outros pontos turísticos de Shanghai. Clique no link do nome para abrir o site, onde há maiores informações. 

A sobremesa e o cafezinho foram no Wagas, uma padaria da mesma rede da Baker & Spice e também com vários endereços pela cidade. O forte deles não são os doces, mas sim as saladas, cafés e sucos naturais.

Depois de namorar as vitrines e fazer umas comprinhas na East Nanjing Road, a maior rua comercial de Shanghai, pegamos a linha 2 do metrô direto para Xintiandi. O Xintiandi é um dos bairros mais descolados e graciosos da cidade e tem uma praça que reúne vários cafés, bistrôs, restaurantes, bares e lojas de moda. Eu adoro a atmosfera da região e sempre passo por aqui quando estou na cidade.

Nos dias de verão, a pedida é fazer um happy hour na varanda dos diversos restaurantes do Xintiandi Plaza. Já falei nesse post sobre o Bar da Paulaner, que é um dos mais frequentados. Também gosto do italiano Bottega Mozzarella Bar. A área externa é uma delícia para sentar, tomar um vinho ou espumante e reparar nas pessoas estilosas passando. Quanto ao menu, eu adoro as saladas e as pastas. Já o Rodrigo, adora a variedade de cervejas importadas.

Restaurante italiano xintiandi Shanghai Bottega bar

Bottega bar happy hour restaurante italiano Xintiandi Xangai

Estado Puro

Como o dia estava frio e chuvoso e o ambiente interno do Bottega um pouco vazio, fomos conhecer o restaurante ao lado – o espanhol chamado Estado Puro. Sabe aquele ambiente super convidativo que você entra e já se sente em casa?! Quentinho, intimista, aconchegante… No menu, montado pelo renomado chefe Paco Ronceiro, destaque para os tapas (de atum, ceviche e outros frutos do mar) e pratos principais. A carta de vinhos não deixa a desejar nem um pouco. Muy bueno!

estado-puro-restaurante-shanghai-xintiandi-espanhol

Estado Puro dicas restaurante Shanghai espanhol tapas

Endereço: Unit 3, Building 22, North Plaza, 181 Taicang Lu, near Huangpi Nan Lu | 太仓路181弄新天地北里22号楼1层03单元, 近黄陂南路

Jantar no The Bund

O tour gastrônomico terminou com um jantar no The Bund, a região mais turística de Shanghai. E, sinceramente, onde se tem a melhor vista noturna da cidade. Os melhores restaurantes estão ao longo da ZhongShan Lu, a principal avenida. Você pode escolher entre o italiano Atto Primo, o francês Mr. & Mrs. Bund, o espanhol El Willy ou o americano POP, só para citar alguns. Ah, e todos eles tem aquela vista maravilhosa do Rio HuangPu, dos prédios modernos e iluminados de Pudong e da atração principal: a Pearl Tower <3 No próximo #DestinoChina eu falo mais sobre o meu restaurante favorito.

Claro que depois desse tour gastrônomico eu corri para a academia na semana seguinte hahaha

Se gostou das dicas ou tem outras, deixe seu recado aqui embaixo 😉

Bom apetite!

 

SaveMe!
24 novembro, 2016
O padrão de beleza oriental
Beleza, BELEZA, Cultura, Curiosidades

conceito de beleza nada mais é a visão de mundo que cada cultura tem e um pouco do que a sociedade impõe ser bonito. Esse conceito muda de região para região. Devido a facilidade de comunicação na sociedade atual, muitos costumes ocidentais e orientais se misturam, mas ainda assim, os orientais mantém forte alguns padrões de beleza.

Enquanto no Brasil as mulheres torcem para a chegada do verão para poder tomar banho de sol e fazem até bronzeamento artificial para ficar da “cor do pecado”. Enquanto frequentam a academia diariamente e mantém uma alimentação saudável para ter aquele corpo malhado, as orientais fazem, praticamente, o oposto.

Então, qual o conceito de beleza entre as chinesas?

Pele branca | Muitas fazem tratamentos estéticos ou usam produtos clareadores para parecem ainda mais brancas. Se protegem do sol e dos raios solares a todo custo, usando sombrinha nas áreas externas, até em dias nublados. É comum vermos as chinesas usando meia-calça branca para dar a sensação de ter as pernas esbranquiçadas. Há diversos aplicativos chineses de fotos em que ao apontar a câmera para o rosto, para tirar a famosa selfie, o app automaticamente mostra a pele lisa e branca e os olhos grandes. Quase um facetune pré-clique. {Photoshop é coisa do passado}

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Em tempo: saiba mais sobra a cultura da pele branca e a moda das sombrinhas em dia de sol nesse post.

Magreza | Pernas finas, bumbum pequeno e sabe aquela “pochete” na área do abdômen que toda mulher quer perder? Na China é bonito ter! Para dar um exemplo real, quem me conhece pessoalmente sabe: tenho o biotipo magra, faço bem o tipo mignon. Para se ter uma ideia, tem algumas marcas brasileiras em que dificilmente encontro roupa para o meu tamanho. Mas quando comecei a fazer academia na China, na minha primeira avaliação física, a orientadora – chinesa, por sinal – após ver meu resultado, falou o seguinte “Você está com muita massa muscular nas pernas e por isso não precisa mais malhar membros inferiores. E está com o percentual de gordura abdominal baixo, mulheres precisam ter mais barriga”. Eu só pensei: oi?! Musculosa eu? Me empenho horrores para aumentar a massa magra e continuo magrinha, como limpo para evitar a gordurinha abdominal e escuto isso!? Só na China mesmo. Imagina se ela conhecesse a Sabrina Sato… no mínimo, cômico. Ou seja, ter coxão, bundão, barriga sarada e peito grande não é tão bem visto por aqui. Usar um simples tomara que caia já é considerado sensual demais para os costumes chineses.

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Já para os homens, um cara normal, de 1,80m e cerca de 85kg, com músculos, pode ser considerado obeso. Esse é o padrão de beleza na China.

Pálpebra dupla | Há uma cirurgia estética que promete deixar os olhos maiores e consequentemente, mais parecido com os das ocidentais, pois marca o côncavo. Alguns chamam esse efeito de “olhos amendoados”. As chinesas mais vaidosas costumam ir para a Coréia do Sul fazer essa cirurgia, pois os médicos coreanos são os mais conceituados quando o assunto é tratamento de beleza. Quem não tem condições financeiras ou não quer se submeter a uma cirurgia, usa um tipo de adesivo/fita especial para marcar o côncavo. É bem comum na Coréia, pois as coreanas são as mais antenadas em beauty.

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Rosto redondo e feições delicadas | Rosto limpo e oval, semelhante ao formato de um melão, é a preferência dos chineses. É chamado de guāzǐliǎn (臉) sendo que “guāzǐ” significa “semente de melão” e “liǎn” significa “rosto”, em mandarim. Por isso, as orientais nem ligam muito para a moda do contorno da face. Dificilmente você encontrará paletas de contorno nas lojas de maquiagens, quem sabe, com sorte, na Sephora.

Cabelos longos e pretos | Noto que as mais despreocupadas com os padrões de beleza cortam o cabelo bem curtinho, por ser fácil de cuidar. E algumas pintam o cabelo de loiro, amarelo ou colorido, para ser diferente do resto, já que todos os chineses tem cabelo escuro. Mas as revistas de moda e profissionais da área da beleza ainda ditam que o cabelo longo e preto é o mais bonito.

Em contrapartida, há alguns conceitos que nós, brasileiros, damos muito valor quando o assunto é estética, mas que estão no fim da lista de prioridades dos chineses – o sorriso e a depilação. Os chineses não são muito preocupados com o cuidado com os dentes. A maioria tem os dentes tortos e é muito raro ver alguém usando aparelho ortodôntico. Aliás, higiene bucal quase não existe entre os chineses. Certa vez li uma pesquisa que dizia que o brasileiro é o povo que mais escova os dentes por dia, enquanto os chineses estão na ultima colocação, sendo os que menos escovam.

As mulheres também não se importam em mostrar os pêlos, seja eles do buço ou das axilas. Cansei de ver as meninas levantando os braços na academia e mostrando um amontoado de pêlos. Ninguém liga. Elas também não tem o costume de depilar a virilha e nem tirar os pêlos pubianos.

Ao mesmo tempo em que os chineses mantém seus padrões de beleza, que são tão diferentes dos nossos, ocidentais, é incrível como eles admiram a beleza ocidental. Percebo que eles gostam dos olhos grandes, quando são claros então, nem se fala. Minha mãe, que tem o cabelo escuro e olhos verdes fez muito sucesso entre os chineses. Eles nos pararam e pediam para tirar fotos inúmeras vezes. Além da cor e formato dos olhos, o cabelo loiro também chama muito a atenção. Por isso, quando vier à China, prepare-se para receber muitos elogios e pedidos para tirar fotos, você se sentirá quase uma celebridade por aqui. Chega a ser engraçado…

06 outubro, 2016
Cote d’Azur | De Nice à Monaco, contemplando as belezas de Villefranche, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail
Cote d'Azur, DICAS, Europa, VIAGENS

Viajar pela Riviera Francesa, além de encantador, pode ser bem prático, pois existem cidades lindas, uma coladinha na outra. São apenas 25km que separam Nice do Principado de Mônaco e entre ambos destinos, passamos por pequenos paraísos com belezas naturais imperdíveis: Villefranche, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail. Esses nomes podem não soar tão conhecidos, mas na minha opinião, são o crème de la crème da Cote d’Azur (depois de St. Tropez, of course).

Saímos cedinho de Nice em direção à Monaco, já com o roteiro do dia montado. Como já comentei nesse post, fizemos toda a viagem com carro alugado, mas é possível chegar a essas cidades de trem ou ônibus. De carro, existem quatro possibilidades para chegar até Mônaco: a primeira (e a mais sem graça delas) é a A8, a auto estrada, que é indicada para quem quer evitar muito trânsito (especialmente na alta temporada). As outras três opções ficam por conta das Três Corniches, ou seja três estradas diferentes, com visuais pra lá de incríveis. A Basse Corniche (Corniche Baixa), como nome já diz, é a mais baixa e a que vai costeando o litoral. A Mayonne Corniche (Corniche do Meio) dizem ser a mais veloz das três e é a que nos leva até o vilarejo de Èze. A Grande Corniche (Corniche do Alto) fica a cerca de 50 metros de altura e de lá temos uma vista panorâmica de todas as corniches.

Saímos de Nice pelo Porto e pegamos a Basse Corniche até chegar a primeira parada: Villefranche-Sur-Mer. A vista da praia a partir dessa Corniche é sensacional. O dia estava ensolarado e o mar de um azul esverdeado inacreditável. Parecia uma pintura.

Villefranch sur mer Cote d'Azur Riviera Francesa França

Praia vista mar azul Villefranch riviera francesa Cote d'Azur

Deixamos o carro em um estacionamento e caminhamos uma longa descida em direção à vieille ville, o centro antigo. O centrinho é pequeno, formado por algumas ruelas, escadarias e casas coloridas com arquitetura de época, um charme só! Depois de passarmos por diversos cafés aconchegantes, restaurantes italianos e franceses, galerias de arte, pequenas lojas de lembranças e um mercado de rua, finalmente nos deparamos com o mar. A praia é ampla e mais aberta (comparada com as outras que conhecemos pelo caminho) e o mais curioso é que não é de pedras, como a de Nice. Na beira da praia há uma mistura de areia com pedrinhas bem pequenas. Você pode escolher entre estender sua canga na parte pública ou alugar uma cadeira e guarda-sol no único beach club da praia, o Déli Bo. O valor do aluguel é salgado, em torno de 20 euros por casal, mas com o sol torrando do jeito que estava, não tivemos outra opção. O lugar é bem aconchegante, com música lounge de fundo e cadeiras de praia bem confortáveis. Almoçamos por ali, de cara para o mar de águas cristalinas e depois de um banho de mar, partimos para a próxima parada. Gostaria de ter ficado mais, mas tínhamos muito o que conhecer ainda.

Villefranche centro cidade arquitetura lojas

Centro Villefranch charmoso beira mar

Villefranche Cote d'Azur centrinho

Villefranche beach Club Deli Bo. ceviche

Voltamos a Basse Corniche em direção a Saint-Jean Cap-Ferrat, uma pequena península. O principal ponto turístico da cidade é o Villa Ephrussi, o palacete construído na Belle Epoque, que já foi casa de Béatrice Ephrussi de Rothschild e hoje funciona como museu. O destaque fica por conta dos nove lindos jardins da propriedade. Nove!!

Como o dia estava maravilhoso, passamos pelo centro da cidade – também super charmoso, cheia de ruas estreitas, com cafés aconchegantes e arquitetura característica da região – e fomos direto para a praia. Há quatro praias em Cap-Ferrat, a mais famosa delas é a Plage Paloma. A praia não é muito grande, é de pedras e o mar é calmo. Vale a visita.

Plage Paloma Praia Cap Ferrat Nice Cote d'Azur

Do ladinho da Plage Paloma descobrimos a Plage Fossettes, ainda menor e, praticamente, deserta. Muito linda!

Plage Fossettes Cap Ferrat praia Nice Cote d'Azur Frances

Voltamos alguns km em direção a Nice, para pegar a Mayonne Corniche, que nos levaria a Èze. No meio do caminho, é impossível não parar o carro e admirar a vista.

Bayonne Corniche vista mercedes conversivel

Èze é uma pequena aldeia formada por rochas, onde a atração principal é o vilarejo medieval, que esconde casas de pedras, pequenos cafés e restaurantes, galerias de arte e lojas de souvenirs, entre suas estreitas e sinuosas ruas. Além de ruínas de um castelo e uma igreja antiga. O vilarejo fica no alto e o caminho para chegar até lá é uma subida longa e, devo dizer, cansativa. Mas vale totalmente a visita! Me senti em outra época andando pelas ruelas antigas do vilarejo. É um passeio muito diferente e agradável.

Eze vilarejo medieval lojas antigas galeria arte

Eze vilarejo ruas rochas look do dia HM

Eze Cote d'Azur colina igreja antiga

No topo da colina fica o Jardin Exotique d’Èze (não esqueça de fazer biquinho para falar como os franceses rsrs), um jardim com plantas exóticas, que está situado a mais de 500 metros de altura do nível do mar. Há plantas diferentes das mais variadas partes do mundo: América do Sul, México, Estados Unidos, Texas, Madagascar… Mas o que mais chama a atenção no jardim é a vista. Lá do alto podemos avistar as águas cristalinas do mar mediterrâneo. Se você já chegou lá em cima perdendo o fôlego depois de subir tantos degraus, prepare-se para perder mais ainda.  A entrada custa 4 euros por pessoa.

Jardim exótico plantas Eze Nice Cote d'Azur

Jardim exótico Eze topo colina vista praia

As lojinhas de Èze são tão fofas e convidativas, que aproveitamos para comprar nossas lembranças da Cote d’Azur por ali mesmo. Saindo do jardim, damos de cara com um café que vende os melhores azeites trufados da terra, produzidos em Nice e da marca A L’Olivier, fundada em 1822. Ainda trouxemos para casa as famosas ervas finas de Provence, os cheirosos sabonetes Savon de Marseille (sabão de Marselha) e alguns quadrinhos com imagens das belezas naturais da região.

De volta à Basse Mayonne, faltava só mais uma parada até chegar a Mônaco: Cap D’Ail. Outra cidade pequenininha, passamos pelo centrinho e fomos a caminho da praia mais conhecida, a Plage Mala. A praia é de difícil acesso, por isso, dizem não ser tão turística. Depois de encontrar uma vaga para estacionar o carro, é preciso descer uma longa escadaria para chegar até a areia – quero dizer, pedras – e claro, subir tudo de novo na volta. Mas o visual… o visual é de cinema mesmo!

Plage Mala Nice Cap Dail Cote d'Azur

Fim de tarde, enfim, chegamos em Mônaco. A segunda menor cidade-Estado do mundo respira riqueza. É chic… muito chic! Conhecemos o Porto de Monte Carlo e então fizemos o que muitos homens sonham – dirigimos pelo circuito do Grande Prêmio de Fórmula 1, nas ruas de Mônaco. Depois, estacionamos o carro e fomos passear no centro da cidade. Não dá para negar que o palácio do Grand Casino é o que mais chama a atenção. Uma construção imponente e linda, digno de realeza. Em frente ao palácio, a mais famosa curva do GP de Fórmula 1.

Além disso, reparei nos belos e bem cuidados jardins da Place du Casino e babei na vitrine das lojas de grife, todas com a mesma arquitetura, moderna e com um toque futurista. Um happy hour no famoso Café Paris fechou o dia com chave de ouro!

Monaco palacio riqueza ferrari

lojas de grifes Dior Monaco look do dia Zara

Conhecemos pouco de Mônaco, mas o suficiente para ver que além da ostentação, das lojas de luxo e dos desfiles de Ferraris, Lamborghinis e outros carrões importados, é um lugar de beleza e cuidados exuberantes e ideal para um passeio agradável.

Voltamos à Nice pela Grand Corniche, já era noite, escuro e não deu para ver muito da vista. Montei o roteiro de carro com base neste post do blog Viaje na Viagem. Ao longo do dia fomos alterando alguns caminhos, de acordo com o GPS. Aliás, GPS é item essencial caso você queira desvendar a Cote d’Azur de carro.

Para mim, esses foram os highlights da Riviera Francesa. Amei cada cantinho que visitamos, me encantei com as belezas naturais, com as praias, com o charme das pequenas cidades, com a arquitetura. O dia mais inesquecível dessa trip, com certeza!

 

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30 setembro, 2016
Nice | A charmosa capital da Cote d’Azur, suas atrações e encantos
Cote d'Azur, DICAS, Europa, VIAGENS

Assim que comecei a pesquisar sobre Nice, sabia que iria amar a cidade. Primeiro, porque eu amo praia. Segundo, porque Nice tem muito mais que um belo cenário litorâneo para oferecer – a cidade exala história (não é a toa que a parte mais famosa é o Centro Antigo), tem cultura, arte, boa gastronomia, excelentes vinhos, gente bonita… E não é que foi amor a primeira vista mesmo!? Nice é a quinta maior cidade da França, é a capital da Cote d’Azur e depois de Paris, é a que mais recebe turistas do mundo todo.

Depois de aterrissarmos no aeroporto da cidade e retirarmos nosso carro alugado (contei mais detalhes neste post) a primeira parada foi… a praia, claro!  Com pedras ao invés de areia e um mar de água verdinha (e gelada!), a praia de Nice pode não ser assim tão famosa, mas tem seu charme. A longa faixa de pedras é dividida em área pública e particular. A área pública, como o nome já diz, é aquela onde as pessoas podem acessar livremente e onde os mais corajosos podem estender sua canga e deitar (nas nada confortáveis pedras). A área particular é a dos Beach Clubs, onde os turistas devem desembolsar alguns euros para usufruir de uma cadeira de praia e guarda-sol. Escolhemos um Beach Club e como já era fim de tarde e iríamos consumir, não precisemos pagar pelo aluguel. Essa época, do início ao fim do verão, é tão gostosa na Europa… o sol se põe depois das oito horas da noite. A praia é de pedras, mas tem uma parte com areia, rede de vôlei e uma galera praticando esportes no fim de tarde. Muito astral.

promenade des anglais praia nice frança

gastronomia frança praia nice

Se você estiver em Nice, definitivamente, não pode deixar de caminhar ou pedalar pela Promenade des Anglais, a charmosa avenida a beira-mar, onde ficam os melhores e mais caros hotéis da cidade. As palmeiras altas, a avenida larga e os carrões conversíveis que trafegam pelas ruas lembram muito Miami. Depois de pegarmos praia, fomos caminhar pelo calçadão em direção a outro ponto turístico de Nice. Da Promenade des Anglais (que depois vira Quai des États Unis), mesmo de longe, já é possível avistar a Colline du Château ou Colina do Castelo.

Ainda no calçadão, próximo da Colina foi montado um memorial para as vítimas do ataque com caminhão, que aconteceu em julho deste ano. Muito triste. Mas o clima gostoso da cidade não permite que a gente se abale por muito tempo. Pelo calçadão, as pessoas passam pra lá e pra cá caminhando, fazendo cooper, andando de Vélo Bleu (as bicicletas alugadas)… Nos deparamos ainda com cantoras líricas e outros artistas de rua mostrando seus talentos.

Sobre a Colline Du Château, li que é possível subir até o topo de elevador, mas na hora que fomos, o elevador já estava fechado. E de qualquer maneira, iríamos pelas escadas, porque né… Nada de sedentarismo. E com certeza foi a melhor escolha. A cada “andar” alcançado, você se vê parando para apreciar a vista e tirar fotos, porque, uau, é muito linda! No topo, as ruínas do tal castelo não impressionam, se vê apenas um parque e uma carrocinha de lanches. A subida vale a pena mesmo pela vista: de um lado enxergamos boa parte da Promenade des Anglais e do outro, o Porto de Nice. Lá do alto é possível ter uma ideia da imensidão da praia. Indescrítivel!
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vista colline du château colina do castelo praia promenade nice
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Vista Colline du Chateau porto nice barcos iates
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Na descida da Colina tivemos uma grata surpresa: descobrimos o Movida Bar, um bar de tapas super descolado, com ambiente agradável, música boa e bem localizado. Não é muito grande, mas fica de frente para a praia e a varanda do segundo andar, cheia de mesinhas, e um ótimo spot para assistir o pôr-do-sol. Do sunset até altas horas da madrugada, costuma ficar lotado. Curtimos tanto que voltamos outras vezes durante nossa estadia em Nice.
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Uma das regiões mais famosas e turísticas de Nice é a Vieux Nice, ou seja, a parte antiga da cidade. A Cours Saleya é a rua principal e fica uma acima do bar de tapas. Por ali encontramos um mercado de rua, onde o que mais me chamou a atenção foi a variedade de obras de arte e artistas locais mostrando seu trabalho, há também vários restaurantes charmosos, barzinhos com som ao vivo no cair da noite e algumas lojinhas de souvenirs. É um passeio bem turístico, mas muito agradável, tanto durante o dia, quando acontece o Marché aux Fleurs (Mercado das Flores), quanto a noite, quando as mesas e cadeiras invadem as calçadas e os turistas se reunem e jantam por ali mesmo. Mais pra cima dessa rua, existem vários bares e até nightclubs.
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Vieux nice centro antigo restaurantes
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vieux centro antigo nice mercado de rua
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Ainda no Centro Antigo, está a principal praça de Nice, a Place Massena, construída em 1840 e reformada recentemente. O piso quadriculado preto e branco e os prédios antigos com fachadas graciosas de cores quentes definem a arquitetura do lugar, que lembra o estilo art deco. Essa parece ser a região mais chic de Nice, pois é aqui que ficam concentradas as lojas de grifes famosas (italianas e locais) e bem no meio da praça passa o Tramway, o transporte público mais moderno da cidade. Mais o que chama mais atenção é a enorme estátua do Apollo e as sete pequenas estátuas de resina, posicionadas no alto de pedestais, que ficam coloridas a noite.
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Place Massena praça Nice estatuas
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Place Massena Praça centro Nice tramway
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Anexado a praça há o Jardim Albert 1er e o show de águas é o que acredito ser a parte mais interessante do jardim.
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O hotel Negresco é outro ponto turístico famoso de Nice. É um hotel 5 estrelas do século XX. Eu recomendaria fazer essa visita a noite, como nós fizemos, pois tiramos os dias para aproveitar as praias da Riviera Francesa. A fachada do hotel é até mais bonita quando iluminada durante a noite. Ela já chama a atenção por si só, mas o mais incrível é a decoração interna, totalmente de época e com estilo único. Assim que chegamos ao hotel, a primeira parada foi no bar para tomar um drink. Suuuper expensive devo dizer, mas como não sabemos se um dia teremos essa oportunidade de novo, aproveitamos o momento. O bar fica de frente para a Promenade des Anglais e tem uma decoração irreverante e ao mesmo tempo aconchegante.
O saguão de entrada do hotel é simplesmente maravilhoso, uma chiqueza só. Vale a pena visitar cada andar do hotel, pois cada um tem uma decoração diferente e criativa. Ah, e não deixe de dar uma passadinha no banheiro feminino, pois é muito fofo!
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Hotel negresco luxo turistico
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Bar hotel Negresco Nice Franca
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hotel negresco decoração epoca luxo
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Hotel Negresco decoração epoca luxo
Nice ainda tem inúmeras praças, prédios históricos e três famosos museus, que eu gostaria de ter tido mais tempo para conhecer: Musée Matisse; Musée National Marc Chagall e; Musée d’Art Moderne et Contemporaine – Mamac.
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Informações úteis: nos hospedados próximo do Vieux Nice, a parte mais turística da cidade, com a intenção de fazer tudo a pé. Ficamos no apart hotel Appart by Villa Rivoli, que não tem nada demais, mas a região é ótima. Não é bem no meio da confusão, mas tem ótimos restaurantes e cafés próximos e está a duas quadras da praia. Alugamos o carro para fazer os passeios para cidades próximas de Nice. No Centro Antigo da cidade é bem complicado arranjar vaga para estacionar e o estacionamento pago costuma ser bem caro. E não deixe de provar os famosos vinhos rose da região de Provence, tem um mais delicioso que o outro!
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No mais, foi um prazer conhecer essa cidade tão charmosa e encantadora. Recomendo à todos os viajantes… Nice is so nice! rsrsrs

 

27 setembro, 2016
Roteiro de quatro dias pela Cote d’Azur | O pequeno paraíso ao sul da França
Cote d'Azur, DICAS, Europa, VIAGENS

Assim que decidimos que nosso próximo destino seria a Cote d’Azur (faça biquinho para falar como os franceses), tratei logo de começar as pesquisas para montar meu próprio roteiro de viagem. Também conhecida como Riviera Francesa ou Costa Azul (mais fácil de pronunciar, né?! rsrs), este é o destino dos sonhos de muita gente. A minha empolgação era tanta que me dediquei horas e horas de pesquisas para fazer esses quatros dias serem inesquecíveis. E foram! Viagem feita e muita bem aproveitada, agora chegou a hora de compartilhar minhas dicas e experiências :)

Para onde ir? A Costa Azul vai de Toulon até Menton, na fronteira com a Itália e possui dezenas de localidades entre os 180 km que divide essas duas cidades. Considerando que esta era a minha primeira viagem pelo sul da França, incluí no roteiro as cidades mais famosas: Nice, Principado de Mônaco, Cannes e claro, Saint Tropez. Aproveitei para visitar os pequenos vilarejos que ficam entre Nice e Mônaco, como Ville-French, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail e ainda Antibes e Juan Les-Pins, que ficam entre Nice e Cannes. Em todos estes lugares passamos por praias lindas e cenários paradisíacos, exceto Èze, que é um vilarejo medieval no alto de uma colina com uma vista de tirar o folêgo. Todos valem totalmente a visita.  Não posso deixar de citar Saint-Paul de Vence, um vilarejo ao norte de Nice, aconchegante e cheio de obras de arte espalhadas pelas ruas de ares antigos. O destino foi muito bem recomendado por amigos que já conhecem a região, mas infelizmente, não tivemos tempo de ir.

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Quantos dias ficar? Se você pretende conhecer a região da Rivieira Francesa por completo, prepare-se para viajar durante algumas semanas pelo sul da França. Como não tínhamos esse tempo todo, focamos em conhecer Nice e arredores e Saint Tropez. No nosso caso, só tínhamos quatro dias na França. Quatro dias para seguir o roteiro que eu tinha planejado e que envolvia nove cidades. Sim, nove cidades em quatro dias! Mas algumas são bem pequenas e só visitamos a praia. Mesmo assim, tive que planejar tudo muito bem detalhado, pesquisar muito, para não perder tempo. No fim das contas, não foi tão corrido como parece. Visitamos todos os lugares que gostaríamos, curtimos muito, mesmo dormindo apenas umas três ou quatro horas por noite. Acredito que ficar de cinco a sete noites seriam suficientes para conhecer todos esses lugares com mais tranquilidade.

Onde ficar? Nossa base foi Nice, uma das cidades mais turísticas da França e a maior e mais completa de todas que estavam no roteiro. Nice também tem uma localização geográfica estratégica, fica entre Mônaco e Cannes. Ou seja, partindo de Nice e andando cerca de 25km a oeste, estamos em Cannes, e a mesma distância a leste, chegamos a Mônaco. Das quatro noites no país, ficamos uma hospedados em St-Tropez.

Quando ir? Julho e agosto são os meses de alta temporada. Fomos no início de setembro, finalzinho do verão, mas eu achei ótimo. O clima ainda estava bem quente, tinha horário de verão, o pôr do sol era em torno das oito horas da noite e não enfrentamos trânsito lento em momento algum. Na baixa temporada é possível fazer ótimos passeios, mas esqueça pegar praia. Em maio acontece o Festival de Cinema de Cannes e ouvi dizer que os preços triplicam na cidade.

Agora o roteiro de quatro dias que preparei e compartilho com vocês:

DIA 1

No primeiro dia no destino, deixamos para conhecer e curtir Nice. Logo que chegamos a cidade, em voo saindo do aeroporto Charles De Gaulle em Paris, deixamos as malas no apart-hotel que alugamos pelo Booking.com e fomos conhecer um dos principais pontos turísticos de Nice: a praia!

praia Nice Promenade des Anglais pedrinhas

E claro, a Promenade des Anglais, a agradável avenida a beira mar com 7 km de extensão. A praia de Nice é diferente de todas as que estamos acostumados a ver – não tem areia. A praia é inteira de pedras e tenho quase certeza que estas são as grandes responsáveis pela água do mar ser tão cristalina. Depois de um happy hour em um dos beach clubs da beira-mar, de relaxar deitada em uma confortável cadeira de praia e de mergulhar na água (bem gelada, diga-se de passagem) do Mar Mediterrâneo, voltamos para a Promenade des Anglais e fomos caminhando em direção à Colline du Chatêau ou Colina do Castelo. À noite, passeamos pela Cours Saleya, a principal rua do centro antigo de Nice, repleta de cafés, restaurantes e lojinhas.

DIA 2

Dia de conhecer o Principado de Mônaco. Saímos cedinho de Nice em direção a Mônaco, que fica cerca de 20 km de distância. Mas nossa ideia era chegar ao país (Mônaco é considerado cidade-país) somente no fim de tarde. Durante o dia visitamos as principais praias que existem pelo caminho: Villefranche-Sur-Mer em Villefranche, Paloma Plage em Cap Ferrat e Plage Mala em Cap D’Ail, além do vilarejo medieval encantador de Èze. Difícil escolher a parte mais bonita do passeio. Ainda conseguimos andar nas três Corniches, que nos proporcionam panoramas incríveis da região, cada uma a níveis diferentes do mar. O bom é que todas as praias tem chuveiro de água doce e conseguimos nos arrumar para chegarmos cheio de pompa em Mônaco rsrs Para mim, esse dia foi o auge da viagem (farei um post bem completo sobre).

Monaco palacio cassino

DIA 3

Pegamos a estrada A8, em direção a St-Tropez, que fica cerca de 170 km de Nice. Trânsito fluindo bem, pagamos alguns pedágios no meio do caminho e depois de umas duas horas de estrada, chegamos ainda de manhã em St-Tropez, prontos para curtir o pequeno e luxuoso vilarejo. A praia mais frequentada pelos turistas e que concentra todos os famosos Beach Clubs da região é a Plage de Pampelonne em Ramatuelle, pertinho de St-Tropez. O almoço foi no Le Club 55 e o fim de tarde no Bagatelle, beach club mais tradicional e o mais animado, respectivamente. Mal caiu a noite e já estávamos de volta ao centrinho de St-Tropez e o que tem para se fazer lá? Observar os iates luxuosos atracados no Porto, jogar bocha na Place des Lices e ter um jantar delicioso no tradicional restaurante Brasserie des Arts, que depois de certo horário vira até balada de leve. Foi o que fizemos.

saint tropez famoso balneario chic

DIA 4

Depois de passarmos uma manhã deliciosa caminhando pelas ruelas de St-Tropez e fazermos umas comprinhas na feira artesanal da Place des Lices, que acontece todas as manhãs de sábado na principal praça da cidade, pegamos a estrada em direção a Nice. E aí fizemos o oposto do que a maioria dos turistas fazem – ao invés de partirmos de Nice para visitarmos Cannes, Antibes e Juan Les-Pins, que ficam no meio do caminho, voltamos de St-Tropez e fomos parando nestas cidades até chegar no nosso destino final do dia, Nice. Almoçamos em Cannes, conhecemos a praia de Antibes e ainda curtimos um som em um animado beach club de Juan Les-Pins. Quando finalmente chegamos em Nice, ainda tive energia para me arrumar, sair para aproveitar nossa última noite na Riviera Francesa e ainda visitar outro famoso ponto turístico da cidade – o luxuoso e irreverente hotel Negresco.

Ufa, quanta coisa pode se fazer em uma dia, ein?! Nosso roteiro foi bem eclético e teve de tudo um pouco: centros antigos, lugares históricos, praia, cultura, bons restaurantes, compras e até noitada. Aí você se pergunta: como nos locomovemos tanto durante esses dias? Como tínhamos pouco tempo para conhecer tantos lugares, alugamos um carro. Reservamos pela internet em uma das várias locadoras disponíveis e saímos do aeroporto de carro já, tudo muito easy-going. Mas para quem não pretende dirigir durante suas férias na Costa Azul, o transporte público da região é muito conveniente e com preço justo. Há a opção de andar de trem, inclusive, na Praia de Villefranche, o trem passa quase na beira-mar. E há a Lignes d’Azur, a linha de ônibus que liga praticamente todas as cidades e vilarejos da região. As passagens são baratíssimas, mesmo se falando em euro.É possível chegar em Nice de avião ou trem de alta velocidade. E para se locomover dentro da cidade, as opções são: ônibus, tramway ou através do aluguel de bicicletas, chamado Vélo Bleu. E tem a melhor delas: caminhando, já que a parte turística da cidade não é muito grande.

Esse é o resumo do roteiro que planejei e cumpri. E como um famoso poema diz: o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Foi pouco tempo, mas foi intenso…

08 agosto, 2016
Conhece o segredo de beauty das orientais? Máscara Facial descartável já!
Beleza, BELEZA, Compras, DICAS

Faz um tempão que penso em escrever sobre esse assunto e teve até algumas seguidoras do blog que me pediram para falar sobre os produtinhos de beleza famosos por essas bandas – ou seja, o que a gente mais encontra nas perfumarias e lojas de cosméticos da China. Então pedido feito, pedido aceito. Vou começar a “série de posts” falando sobre o produto de beauty mais amado pelas orientais (considerando a variedade de tipos e marcas que encontramos à venda): a facial mask.

mascara facial china

Tenho certeza que toda mulher sabe o que é máscara facial e até já deve ter feito alguma mistura inusitada de avocado com banana, mel, aveia, sal, farofa, leite, ovo e por aí vai, porque leu em alguma revista ou site de assuntos femininos sobre o milagre que tal mistura fazia para a pele. #quemnunca

Mas aqui na Ásia nada de passar trabalho com a mistura das máscaras faciais tradicionais ou caseiras. Como esse povo gosta de praticidade (e com razão), eles trataram logo de criar a máscara facial que já vem pronta. Geralmente, são feitas de tecido ou papel e embebidas em diversos ativos benéficos para a pele. É superprática, rápida e fácil de usar, pois já vem recortada no formato do rosto. O modo de uso não tem segredo: é só retirar a máscara da embalagem, aplicar sobre o rosto, deixar agir por 10 a 20 minutos e voilà, tira a máscara e irá se sentir com pele de bebê… ou quase isso. O material, tecido ou papel, vem tão molhado, que logo gruda na face como se fosse adesivo, mas não incomoda em nada.

 

mascara facial como usar china

Para quem ainda não conhece os benefícios das máscaras faciais, elas servem para hidratar, purificar, revitalizar, tonificar, nutrir e acalmar a pele, dependendo da composição. A maneira como a máscara pronta é aplicada faz com que a pele absorva melhor e mais rapidamente os ativos, se comparada a máscara tradicional, pois fica em contato direto com a pele do rosto, grudadinha. Podem ser usadas semanalmente e ajudam a potencializar os efeitos do creme hidratante diário.

Esse produto de beleza surgiu na Ásia e é sucesso não só entre as chinesas, mas também entre as coreanas e japonesas. Na China existem infinitas marcas, composições e preços. É o produto de beleza que mais toma conta das prateleiras das perfumarias e lojas de cosméticos do país. Basta entrar em uma Sasa da vida e já dará de cara com várias prateleiras, graciosamente, intituladas “Mask Center” ou “miànmó zhōngxīn (面膜中心)” ou divididas por marcas. Além da Sasa, encontramos uma variedade de marcas e tipos na Watsons, Siemings e tantas outras redes de lojas chinesas de cosméticos.

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mascara facial centro lojas

facial mask publicidade

Segundo uma pesquisa realizada pela indústria de cosméticos da China em 2015, a facial mask é o item de maior desenvolvimento na indústria da beleza do país, com crescimento de 25% ao ano e com 10 anos de vendas, atingiu o valor de mercado de 30 bilhões de RMB em 2015, o que equivale a mais de 4.5 bilhões de dólares. Oi? Preocupadas com a poluição, as mudanças climáticas e os raios solares, as chinesas da geração 80 e 90 são as maiores consumidoras.

Pelo mundo, a facial mask também virou hitSephora (encontre aqui), Givenchy (aqui), Shiseido (aqui) são só algumas das marcas mais conhecidas que se renderam a essa belezinha asiática.

Algumas composições envolvem ácido hialurônico, colágeno, argila, vitaminas e tantos outros ativos que prometem fazer milagres com a pele, entre eles, prevenir rugas e até eliminar olheiras. Outra dica importante é cuidar na hora da compra para escolher uma máscara ideal para o seu tipo de pele: seca, mista ou oleosa. Bem, na China, vou na sorte (ou na embalagem mais bonitinha), já que a descrição é, quase sempre, toda em mandarim (sou semi-analfabeta por aqui ainda :/ ). Mas uso muito, pois além de ser ótima para a saúde da pele, a facil mask ainda ajuda a eliminar a sujeira, poluição e oleosidade do rosto, que vamos combinar, na China tem aos montes…

 

20 julho, 2016
Meu look noiva (no melhor estilo Chanel)
Beleza, BELEZA, LIFESTYLE, Look do Dia, MODA

Olá pessoal, hellooo, ni hao….

Estou de volta à China e ao meu mundinho virtual. Será que alguém sentiu minha falta por aqui? Deixei meu filho (o blog) meio abandonado no último mês, mas é porque tive que me dedicar inteiramente à assuntos pessoais. Passei um bom período de “férias” no Brasil, que de férias não tiveram nada. Fiquei boa parte do tempo organizando as coisas para o meu casamento e construindo e reformando nosso ap no Brasil {antes que alguém pergunte, não temos pretensão de voltar a morar no Brasil, esse ap já existe antes da vinda para a China} e nossa, não tinha ideia de como isso dá trabalho. O tempo que sobrava eu queria passar com minha família e amigos e por isso o blog ficou um pouco de lado.

Aproveitamos esse período no Brasil, eu e o Rodrigo, para oficializar de vez nossa união, ou seja, casar no civil. E casamento é coisa importante, não é!? Então acho que estou perdoada por sumir daqui…

E quando se fala em casamento civil, a grande dúvida é: que tipo de roupa usar!? Como o vestido que usei fez o maior sucesso, resolvi postar aqui no blog, até para ajudar aquelas que passam pela mesma indecisão que eu passei.

Quando o casamento é no verão, a escolha fica mais fácil. É só jogar um vestido branco ou off white ou um macacão de alfaiataria e tá tudo certo. Mas meu casamento foi em junho e no sul faz muito frio nessa época do ano, então precisava de um look condizente com a estação. Minha ideia inicial era usar um conjunto de terninho com calça flare de alfaiataria, bem chic e estiloso. Mas vai achar esse modelito na cor branca em pleno inverno?! No frio, as pessoas preferem usar preto, cinza, marrom e as coleções costumam trazer tons mais escuros. A segunda opção era um macacão de alfaiataria, minha peça favorita, mas de novo, difícil de achar em cor clara.

Mas quando bati o olho nesse vestido, sabia que era ele! O modelo é sério, como a ocasião pede, mas tem um toque sexy e ousado, devido ao comprimento curto da saia e a tela, que deixa uma parte do colo a mostra. Como dizem, sexy sem ser vulgar kkkkkk

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E a pergunta que muitas me fizeram: ele veio da China? A boa notícia para quem está no Brasil é “NÃO”. O vestido é da marca brasileira Iorane (queridinha da Thássia Naves e de várias blogueiras famosas) e faz parte da coleção atual. Além de lindo, o modelo lembra o clássico taulleur da Chanel. Serviu tão bem que parece que foi feito pra mim. E modestia a parte, ficou perfeito!

E como sou das noivas mais moderninhas, optei por um scarpin burgundy, mesma cor das unhas. Queria uma maquiagem leve e natural, mas a Josi Schweig (minha maquiadora preferida) fez um olho bem marcado que era para ficar bem na foto. O cabelo usei meio preso para trás, com trancinhas finas, um penteado bem descontraído e atual.

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Aproveito o post para mostrar um pouquinho da decoração do almoço de comemoração. Fizemos uma coisa pequena, só para família e algumas madrinhas. Mas eu que organizei tudo com a ajuda da minha mãe. Sou o tipo de pessoa que gosta das coisas do meu jeito, então o que estiver ao meu alcance, eu mesmo gosto de fazer. A decoração foi simples, mas feita com muito carinho e dedicação.

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Coisa boa compartilhar um pouco desse momento tão especial e que ficará para sempre registrado. Agora quero saber dos comentários…. Gostaram?

06 maio, 2016
A moda conceito e o mercado de luxo na China
Compras, Curiosidades, MODA, Street Style, Tendências

Esses tempos li o comentário de um leitor do blog que disse estar surpreso com o fato do quanto o mercado da moda é forte na China. Digo moda conceito, labels. Aí me dei conta de como o país ainda é conhecido lá fora pelas roupas baratas e produtos falsificados. O que é uma pena, pois a indústria fashion na China tem talento, potencial, e vem crescendo e se destacando muito em âmbito internacional. 

Escrevi esse texto na minha coluna de moda no blog Brasileiras Pelo Mundo. Adorei tanto pesquisar sobre esse assunto (acabei aprendendo muito) e achei ainda mais gostoso escrever sobre, que resolvi compartilhar por aqui. Boa leitura! :)  

Nós brasileiros temos o costume de pensar que toda etiqueta “made in China” é sinônimo de coisa barata e de má qualidade. Na moda isso é bem evidente. Os sites de vendas online como o Aliexpress, em que roupas, sapatos e acessórios produzidos na China são vendidos a preço de banana e, muitas vezes, feitos com tecidos simples e acabamento ruim, reforçam esse pensamento. Mas a verdade é que, com o rápido crescimento econômico do país nos últimos anos, os consumidores chineses com alto poder aquisitivo se tornaram ávidos por artigos de luxo e moda de alta costura. E por isso, o “made in China” passou a atender a esse mercado, que oferece produtos exclusivos e de alta qualidade.

Em meados dos anos 90, as primeiras grifes mundiais começaram a se instalar em Hong Kong, Pequim e Xangai. Atualmente, toda cidade chinesa desenvolvida tem lojas de grifes internacionais renomadas como Dior, Louis Vuitton, Burberry, Chanel, Givenchy, Prada, Miu Miu, Hermes, entre tantas outras, espalhadas pelos melhores bairros e distritos. Estas gigantes da moda, veem a China como um dos mercados de maior potencial no mundo. Segundo uma pesquisa realizada pela ONG americana Associação de Luxo Mundial, a China é o segundo maior mercado de produtos de luxo do mundo e até 2017, será o primeiro.

Até alguns anos atrás, as consumidoras classe A desejavam produtos com megalogos ou monogramas, ou seja, aqueles que tivessem o logotipo da marca bem visível. Tudo para conferir status e poder, e mostrar que tinham condições de ter um artigo de luxo. Essa necessidade de ostentação vem, provavelmente, de uma mentalidade antiga, causada pela pobreza extrema e pelo rápido desenvolvimento econômico no país.

Hoje em dia, “qualquer um” pode exibir uma bolsa Gucci ou Louis Vuitton, especialmente devido ao crescimento desenfreado das falsificações. Por isso, bolsas com megalogos ou monogramas passaram a ser relacionadas à classe média. Basta você ir ao supermercado ou sentar em um restaurante, que vai ver várias chinesas com uma bolsa Louis Vuitton embaixo do braço. Por isso, as consumidoras ricas e “phynas” de verdade dão prioridade às marcas que oferecem produtos mais discretos, sem sinalização aparente. Com isso, as marcas de luxo passaram a rever sua forma de apresentação e estão se adequando, cada vez mais, ao estilo chinês. Bottega Veneta, uma das grifes pioneiras na eliminação da etiqueta externa, é uma das preferidas entre as chinesas com alto poder aquisitivo.

look bolsa chanel China

Louis Vuitton china país falsificação bolsas

Mas não é só de grifes internacionais que o mercado de luxo é feito na China. Com a onda do sentimento de patriotismo, espalhada principalmente pelo presidente Xi Jinping, os consumidores chineses começaram a se orgulhar do estilo de vida chinês e a prestar mais atenção às marcas nacionais. No último Shanghai Fashion Week, em outubro de 2015, a imprensa declarou que as semanas de moda da China recebem, a cada estação, mais chineses interessados na moda nacional e compradores do mundo todo, dispostos a abrir as portas de suas boutiques para os designers daqui. E não há como negar que a exposição China: Through the Looking Glass, no Met Museum de Nova Iorque, no ano passado, serviu como um empurrão para colocar de vez a moda conceito da China na cena fashion mundial.

Com esse crescimento constante, as marcas globais estão com os olhos atentos ao mercado chinês. E estilistas famosos já vêm buscando inspiração na cultura oriental há algum tempo. Criações de John Galliano para Dior, Tom Ford para Yves Saint Laurent, Sarah Burton para Alexander McQueen e Karl Lagerfeld, todas exclusivas e inspiradas na cultura chinesa, fizeram parte da exposição citada acima, que ocorreu em NY. Segundo o MET Museum, esta foi a exposição de moda mais famosa e visitada do museu até hoje.

Porcelana da Dinastia Ming (seculo XV) Evening dress by Roberto Cavalli, 2005-6 e Sarah Burton dress para Alexander McQueen 2012

Vestido do designer chinês Guo Pei

Além do sentimento patriota, o fato das chinesas optarem por trocar artigos ostentação por outros com mais classe e exclusividade, ajudou a colocar as grifes nacionais em um patamar competitivo com as marcas mundiais. Ainda que as grifes chinesas trabalhem com peças caras, tanto quanto as de grifes internacionais, e não venham acompanhadas do glamour da etiqueta europeia, elas estão ganhando espaço considerável no mercado de luxo da China e nos armários das mulheres ricas.

Masha Ma é uma das marcas mais queridas. A jovem estilista de mesmo nome já transitou pelos ateliês chiques de Paris, desfilou suas coleções no Paris e London Fashion Week, e hoje está de volta a Shanghai, onde abriu seu próprio ateliê. Uma Wang seguiu os mesmos passos e fez seu nome no mercado de luxo mundial. Suas criações já foram desfiladas nas semanas de moda da Europa e são vendidas em lojas de Londres, Milão e Nova Iorque.

E há vários outros nomes de estilistas chineses que começaram a pipocar na cena fashion mundial. Guo Pei, uma das mais renomadas, é responsável por vestir várias celebridades chinesas nos eventos mundo afora. Uma de suas criações, o imponente e polêmico vestido amarelo com cauda, foi escolhida pela cantora Rihanna para desfilar no tapete vermelho do Met Gala de 2015, um dos eventos de moda mais esperados do ano. Você lembra?

rihanna vestido met ball guo pei designer chinesa

Guo Pei também lançou uma linha em parceria com a marca de cosméticos MAC (veja as belezuras aqui). Assim como a jovem estilista de jóias Bao Bao Wan. O talentoso Jason Wu, nascido em Taiwan e radicado em Nova Iorque, é uma das estrelas do NYFW há quase 10 anos. São todos jovens designers chineses que estão transformando a moda de luxo na China e levando um novo conceito de “made in China” para o mercado ocidental. Se você se interessa por moda, pode anotar esses nomes. Eles já dominaram o mercado de luxo da China e vão fazer muito barulho na moda global. Concordas?

28 abril, 2016
El Nido | Passeios de barco pelas praias e lagoas mais lindas
DICAS, Filipinas, VIAGENS

Guarde esses nomes: tours A, B, C e D. Assim são denominados os passeios de barco que vão te levar para alguns dos lugares mais bonitos do mundo. Como já comentei no post anterior sobre El Nido {ainda não leu?! Então olha aqui antes de ler esse}, os passeios de barco pela Baía de Bacuit são divididos em quatro diferentes tours: A, B, C e D, sendo o A e o C os mais turísticos. E na minha opinião, os mais completos e interessantes. Digo completo, pois eles te levam para as praias mais surpreendentes que você pode imaginar e também para as lagoas de agua azul turquesa que nunca vi tão lindo em outro lugar do mundo.

O que você vai ver nesses tours?

Tour A – Composto, principalmente, pelas lagoas com água azul turquesa que você, definitivamente, não pode deixar de conhecer: Big Lagoon, Small Lagoon e Secret Lagoon, além da praia 7 Commando e a ilha Shimitzu.

Tour B – Passeio pelas cavernas Cathedral e Cudugnon Cave e pelas ilhas Pinagbuyutan, Entalula e Snake Island.

Tour C – Visita as praias incríveis Secret Beach, Hidden Beach e Talisay. E ainda as ilhas Matinloc Shrine e Helicopter Island.

Tour D – Composto pela paradisíaca Cadlao Lagoon e por outras praias – Pasandigan, Bukal Beach, Ipil Beach e Paradise.

mapa tours A B C D El Nido praia ilha

Em El Nido, existem agências de turismo que vendem uma combinação de dois tours para fazer em um mesmo dia. Por exemplo, se você não tem muito tempo em El Nido, pode fazer os tours A e C de uma vez só. Tem gente que não curte a ideia de fazer dois tours em um só dia, já que parece ser corrido e sobra pouco tempo para admirar com calma as belas paisagens e aproveitar as praias maravilhosas das ilhas. Mas eu fiz e achei ótimo!! E aí vão as minhas dicas para tornar o seu tour inesquecível:

* Primeiro, eu e o Rodrigo decidimos fazer o passeio privado. Um barco apenas para nós dois (além do guia turístico, do piloto do barco e seu ajudante). Assim, poderíamos partir da praia central de El Nido a hora que quiséssemos e montar o cronograma de acordo com a nossa vontade (claro, respeitando o roteiro da agência). Para não ficar tão corrido, eliminamos algumas paradas. Por exemplo, no Tour A existem três lagoas. Decidimos que duas seriam suficientes para conhecer: a Big Lagoon e a Small Lagoon. A Secret Lagoon ficou de fora do passeio, já que os locais e o nosso guia falaram que esta era a menos bonita entre as três. Fizemos o mesmo com algumas praias. Segundo o guia nos passou, a Shimitzu Island era apenas para fazer snorkeling e a Helicopter Island tinha mais graça ver o seu formato de helicóptero de longe do que ir até a praia, então ambas, só avistamos de longe.

Eu sou um pouco contra fazer passeios em grupo em destinos muito turísticos. Não que eu seja contra, mas se tiver condições de fazer o passeio privado, eu escolho essa opção. No passeio em grupo a gente nunca sabe o que vai encontrar pela frente, podem ser pessoas legais, mas também pode ser uma turma grande de pessoas inconvenientes. Um brasileiro que conhecemos em El Nido comentou que no dia anterior havia feito o passeio em grupo por um dos tours e em um barco para 12 pessoas, a agência de turismo colocou 25!! Muito além da capacidade e muito diferente do que o funcionário da agência havia vendido para os clientes. Além de ser desconfortável, não é seguro e esse costuma ser o nosso maior medo. Sem falar que no passeio privado podemos definir nosso próprio timing, escolher onde queremos ficar mais e menos tempo.

Nós até tentamos alugar uma lancha para otimizar o tempo do passeio, mas o único que achamos, na beira da praia de Corong Corong, era extremamente caro. Mais caro que no Vietnã e na Tailândia, que é um país bem mais turístico. Provavelmente porque não havia concorrência. Então decidimos ir de barco “aranha” mesmo (nome carinhoso que demos para o estilo dos barcos filipinos).

No passeio privado, pedimos para sair as 8 horas da manhã, uma hora antes do horário normal dos passeios em grupo. Que ideia! Nas três primeiras paradas fomos os primeiros a chegar. As praias mais paradisíacas ever e nós dois eramos os únicos lá, foi incrível!

Só um parênteses, se você esta com viagem marcada para El Nido, pretender fazer o tour A e o C e quer ser pego totalmente de surpresa por cada ilhota visitada, sugiro pular direto para o parágrafo “dicas importantes”. Como eu organizei a trip pelas Filipinas de ultima hora, acabei pesquisando pouco sobre El Nido antes de ir. Então, quando parti para os tours eu não fazia ideia do que ia ver pela frente e das aventuras pelas quais iria ter que passar. Fui pega de surpresa em vários momentos e isso deu ainda mais graça ao passeio. Agora, se você quer saber tudo sobre alguns dos lugares mais lindos do mundo, continue lendo.

A primeira parada foi em Hidden Beach. O barco ancorou em frente a uma montanha de pedras e enquanto procurávamos pela praia, nosso guia falou: agora vamos ter que descer do barco e ir nadando/caminhando até a praia. Parecia simples, mas havia tantos corais no fundo do mar que ficava difícil (e dolorido) caminhar e o mar estava tão raso que não tinha como nadar (a menos que quisesse arranhar os joelhos nos corais e pedras do fundo do mar). Coloquei os chinelos no pé e fui com a ajuda do guia (por isso digo que é preciso prestar atenção nas dicas importantes abaixo). Nao foi fácil chegar até a praia, raspei meus pés nos corais e o chinelo do Rodrigo arrebentou. Mas o cenário é tão incrível que vale todo e qualquer esforço. Não preciso falar mais nada, julguem pelas imagens…

 Praia paraiso mar cristalino el nido bacuit palawan

Hidden beach praia mar cristalino El Nido Filipinas

A segunda parada foi na ilha Matinloc Shrine, onde fica uma Igreja antiga abandonada, quase na beira da praia. Do alto da ilha temos uma vista sensacional da Baía de Bacuit. E a cor da água surpreende! Mas uma vez, fomos os primeiros a chegar na ilha.

baia Bacuit ilha matinloc el nido filipinas

vista baia bacuit el nido palawan filipinas

De lá partimos para a ilha em frente, a Talisay Island, onde paramos para almoçar. A ilha é totalmente deserta e não há qualquer bar ou restaurante. O almoço é feito ali mesmo, no barco. E é muito bem servido! É necessário comentar mais uma vez que a praia é maravilhosa e a cor da água, sensacional? Simplesmente a definição do paraíso!

talisay ilha cenario paraiso praia el nido palawan filipinas

prato tipico filipino el nido palawan

peixe na grelha praia el nido palawan filipinas

Mas o highlight desse passeio foi a Secret Beach. Imagina você ir a uma praia totalmente cercada por montanhas de pedras. Tão bem cercada que não há passagem para acessá-la!? Dito isso, você para e pensa: como chegar até a praia então? Foi exatamente essa a minha pergunta quando o barco ancorou. Descemos do barco e fomos nadando até uma pequena abertura no meio das pedras, tipo uma caverna. O acesso a praia é por essa pequena fresta formada entre as rochas e tem mais um detalhe: a fresta fica em pleno alto mar. Quando me deparei com o acesso, fiquei de queixo caído “sério que teremos que passar por esse buraco para ir até a praia?”, mas naquela momento não havia mais volta e claro que eu não iria perder a oportunidade de conhecer de perto a praia maravilhosa que nos esperava por trás das rochas. Neste momento é importante prestar muita atenção, esperar as ondas passarem para depois atravessar o buraco de entrada, pois qualquer deslize, a força das ondas pode te jogar para cima das pedras. Por isso, achei fundamental a ajuda do nosso guia ou de qualquer outra pessoa que conheça bem o local, tanto para entrar quanto para sair da praia. É adrenalina pura para chegar até lá e a praia é simplesmente sensacional!

Secret Beach praia montanhas el nido palawan filipinas

Secret beach melhor praia el nido palawan filipinas

E quando achei que nada mais me surpreenderia, foi a vez de conhecer as lagoas, a Big Lagoon e a Small Lagoon. A melhor coisa para se fazer aqui é alugar um caiaque e desvendar as belezas das lagoas. A cor da água é de um azul turquesa tão lindo que mais parece uma piscina natural. Inacreditável!! Em algumas partes, a água é tão rasa e cristalina que vemos perfeitamente os corais.

agua limpa corais big lagoon lagoa el nido palawan filipinas

caiaque lagoa big lagoon el nido palawan filipinas

small lagoon lagoa agua transparente el nido filipinas

Nossa última parada do dia foi na 7 Commando, uma praia badalada de El Nido com areia fina, mar calmo e cristalino. O spot perfeito para fazer um lanche ou tomar uns drinks no fim de tarde. Tem alguns bares na beira da praia e um único resort, ideal para quem quer curtir a paisagem e relaxar (quase ficamos hospedados, mas desistimos pois o acesso à praia é feito somente por barco e ficar meio isolado não era nossa intenção).

7 commando praia el nido palawan filipinas

Essa foi a combinação dos tours A e C que fizemos em apenas um dia. Um dia!! Ouso dizer que foi o dia de viagem mais incrível e divertido que passei considerando todos os destinos em que já estive. Apesar dos arranhões nos corais e das queimaduras na pele de mães d’água e do sol, o dia foi perfeito!

Mas as nossas aventuras não pararam por aí. Na última noite em El Nido decidimos passar uma diária no barco Palawan Secret Cruise (veja as fotos nesse link), cuja finalidade é visitar ilhas que não fazem parte dos tours turísticos, mas que são tão bonitas quanto, e ir às praias e ilhas mais famosas em horários diferentes dos barcos de turistas. O itinerário é decidido no dia, de acordo com as condições marítimas e com os passeios que os hospedes já haviam feito. Como fiquei completamente apaixonada pelas lagoas de El Nido, fiz uma “exigência”: visitar alguma lagoa. E durante as 24 horas que passamos no barco, conhecemos as cavernas e a Snake Island do tour B e a Cadlao Lagoon do tour D, que é simplesmente IN-CRÍ-VEL!

Cadlao lagoon lagoa vista aerea el nido palawan filipinas

Falando sobre as instalações do barco, este é pequeno (tem apenas 12 cabines) e muito simples, mas é limpinho e organizado. As refeições são feitas ali mesmo, pelos locais que trabalham no barco. Serviram peixe fresco pescado na hora (delicioso), saladas, arroz e outros pratos típicos do país. No fim de tarde, rola música e drinks, num clima super descontraído. Uma experiência única e diferente que eu indico para quem gosta de programas diferentes.

DICAS IMPORTANTES: quando for fazer os passeios de barco por El Nido, leve roupa de lycra, calça comprida e camiseta de manga comprida. Isso tudo é para evitar ser queimada pelas mães d’água/água viva. Eu sofri muitos queimaduras e olha, é dolorido.

Não deixe de levar botinhas de neoprene para evitar o contato com os corais. Muito protetor solar e protetor labial também. Mesmo o barco tendo proteção, havia momentos que não tinha como fugir do sol. Pulávamos no mar o tempo todo e a combinação sol + sal, nós sabemos, faz muito mal para a pele e para os lábios (cabelos também). Eu consegui me queimar tanto, que no outro dia estava me sentindo com a boca da Angelina Jolie (nada mal ein!? Mas doía muito). E se você é daqueles que não vive sem o mundo online, compre um chip com 3G no aeroporto de Manila, pois o wifi raramente funciona em El Nido.

As fotos ajudam a dar uma ideia das ilhas de El Nido que conhecemos. Mas por mais lindas que sejam, não conseguem expressar o sentimento que é estar presente naquele lugar. Olhar ao redor e se sentir parte daquela paisagem tão incrível e entender a dimensão que é e como a natureza pode ser tão bela. Tudo contribuiu para ser perfeito: o cenário, o clima, as aventuras, as pessoas e até a companhia do filipinos que estavam conosco, que povo mais alegre! Uma vibe muito boa.

29 março, 2016
Destino China | Hong Kong e as compras no Citygate Shopping Outlet e na Mong Kok
Compras, Destino China, DICAS, Hong Kong

Hong Kong é uma cidade surpreendente, onde culturas tão diferentes se cruzam, onde o oriente encontra o ocidente e onde o simples e o imponente convivem em harmonia. Por essas e outras razões, eu gosto tanto de ir à Hong Kong, que fica a apenas 50 minutos de voo da cidade onde moro.

No ultimo fim de semana estive na cidade e aproveitei que o tempo estava nublado e com muita ventania para ir às compras e passear no shopping. Afinal, esta é a quarta ou quinta vez que visito a cidade e já tive a oportunidade de conhecer a maioria dos pontos turísticos (descubra mais aqui) e sem falar que, Hong Kong é, definitivamente, um destino perfeito para compras. É onde a gente encontra de tudo, desde computadores e outros eletrônicos até artesanatos chineses, passando por vestuário, bolsas, sapatos e acessórios de diferentes preços e qualidades.

A Times Square em Causeway Bay, os shopping centers, IFC Mall e Landmark, da região Central, a Canton Road e a extensa rua com lojas de luxo em Tsim Sha Tsui são só alguns dos exemplos de lugares que Hong Kong tem a oferecer aos shoppaholics e consumistas de plantão.

Mas nessa recente ida a HK eu me dediquei a desbravar, especialmente, dois lugares super indicados para compras, destacando a venda de artigos de luxo, roupas, sapatos e acessórios de grifes e de marcas famosas de esportes. São estes: o Citygate Outlet e a Mong Kok.

Já falei do Citygate Outlet aqui no blog, pois é um dos lugares que sempre vou quando estou em Hong Kong. Até porque, fica pertinho do aeroporto e como o nome já diz, é outlet (vulgo: liquidação)! Dessa vez, eu fiquei hospedada na casa de uma amiga que mora no complexo de prédios em frente ao Citygate, ou seja, praticamente morei dentro do shopping durante alguns dias. Eu almoçava, jantava, fazia compras no supermercado e passeava pelas lojas do shopping quase que todos os dias. Então consegui conhecer melhor cada andar e cada cantinho de lá, pois sempre passava na correria antes de ir para o aeroporto pegar o voo de volta.

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O andar térreo é dedicado aos atletas. Tem loja da Nike, Adidas, New Balance, Puma e The North Face. Tem também relógios da Swatch e City Chain. E uma Levis. A Nike é minha preferida, tem peças de roupa de ginástica lindas e modelos de tênis bem estilosos, bons descontos e por isso está sempre lotada.

No primeiro andar começam as lojas de vestuário de moda, cosméticos e acessórios. A Calvin Klein é uma das que mais chama a atenção, pelo tamanho da loja, que é anexada a da Armani Exchange. Ainda tem Tommy Hilfiger, Guess e Timberland. A loja de óculos Optical 88, a Samsonite e a Sasa e The Body Shop, as preferidas de quem adora maquiagem ou um creme cheiroso para o corpo.

A maior concentração de lojas tops e de artigos de luxo, provavelmente, está no segundo andar: Coach, Burberry, Polo Raulph Lauren, Armani, MaxMara, Calvin Klein underwear, Michael Kors, Kate Spade e Furla estão aqui. E uma das minhas lojas preferidas do outlet, a Diane Von Furstenberg, conhecida como DVF, uma das mulheres mais influentes do mundo da moda e criadora do vestido envelope. Mesmo sendo modelos de coleções passadas, os vestidos são atemporais, versáteis e ficam lindos no corpo, eu sou fã.

Citygate Outlet look vestido DVF compras Hong Kong

Em algumas lojas até são formadas filas de espera na porta, para garantir que o cliente que está dentro da loja consiga olhar tudo com calma e sem muito tumulto. Coach e Michael Kors são as preferidas dos chineses. Portanto, se você for a esta shopping no fim de semana, provavelmente, terá que esperar na fila para entrar. Claro que se você for as compras no Citygate pensando que tudo é muito barato, pode se decepcionar. Os descontos variam entre 30% e 50%, podendo chegar a 70%. Mas é preciso levar em consideração que estamos falando de marcas internacionais renomadas e não há lugar no mundo que supere os preços praticados por essas marcas nos Estados Unidos, por exemplo. Mas se você está em Hong Kong e procura por grifes famosas com preço mais baixo, o Citygate Outlet é o lugar mas indicado!

Se acha que terminou, está enganado… tem ainda o décimo andar do prédio, que é reservado exclusivamente para o Outlet da Aerosoles, uma marca americana de sapatos para homens e mulheres. Um andar com Praça de Alimentação e no subsolo um supermercado grande e com muitos produtos importados (eu aproveito para comprar tudo que não encontra na China Continental). O shopping fica perto do cable car do Ngong Ping 360 que leva para a Estátua do Buda Gigante e perto do Parque da Disney.

Para chegar no shopping, em Lantau Island, não tem erro. A estação Tung Chung do MRT fica dentro do local, que está situado a mais ou menos 40 minutos de distância da região Central de Hong Kong. O aeroporto está a apenas 10 minutos de ônibus e é possível ir e vir usando o ônibus número S1.

Partindo para outro lugar, esse mais próximo do centro de Hong Kong, Mong Kok fica em Kowloon e é uma das regiões comerciais mais congestionadas da cidade. Aqui você encontra de tudo: uma rua cheia de lojas de tênis e outros artigos esportivos, enorme mercado de rua com roupas e acessórios e o shopping Langham Place, com lojas de grife e marcas fashion internacionais. Dessa vez eu fui direto para a Rua Fa Yuen, conhecida como a Shoes Street, que fica entre a Rua Argyle e Rua Dundas. Estava a procura de um tênis bacana para corrida (meu mais novo vício) e algumas roupas novas de academia. A Fa Yuen Street é perfeita para isso. São incontáveis lojas outlets da Nike, da Adidas, Puma, Converse, entre outras marcas famosas. Só de lojas da Nike eu entrei em umas cinco diferentes. Procurando por tênis de vários estilos? Opção é o que não falta e alguns modelos tem até descontos consideráveis. Nessa rua há também uma loja oficial da Nike de três andares, sempre com novidades.

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Cortando a Fa Yuen está o “Ladies Market”, um dos maiores mercados de rua de Hong Kong. Apesar do nome, as barracas montadas no meio da rua comercializam de tudo, para mulheres, homens e crianças: roupas, roupas e mais roupas, bolsas e maletas unissex, brinquedos para crianças e utensílios para casa. Tudo deve ser adquirido na base da barganha. Alias, aproveitando a deixa, aqui vai minha dica: nada que estiver à venda nos milhares de camelôs e barracas da China inteira, você deve pagar o preço inicial pedido, é preciso sempre barganhar.

Ladies Market mercado de rua Mong Kok compras Hong Kong

Não se assuste com a poluição visual de Mong Kok, são centenas de painéis coloridos atravessados uns na frente dos outros ao longo das ruas. A maioria escrito em mandarim. Eu, particularmente, adoro. De um lado, painéis baratos e já maltratados pelo tempo e do outro fachadas enormes e luxuosas de lojas de grife. Uma mistura fascinante. E o mais legal é ir a Mong Kok a noite, quando todos os painéis estão iluminadas e com luz neon.

Mong Kok Rua compras Kowloon Hong Kong

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Na China, o país mais populosos do mundo, todo e qualquer lugar costuma ter uma multidão de gente pra lá e pra cá. Agora imagina ir em uma das regiões de compras mais famosas em um sábado a tarde?! No mínimo, milhares de pessoas se apertando para conseguir caminhar em cima das calçadas (na verdade, a rua é fechada para passagem de carros, pois só as calçadas não dão conta de tantos pedestres), tropeçando umas nas outras para chegar até o produto na estante da loja e quase pendurando uma melancia no pescoço para chamar a atenção do vendedor e conseguir ser atendido. Sim, uma lou-cu-ra! Um verdadeiro caos. Por isso, prefira ir durante a semana e não esqueça de armazenar um estoque de paciência para usar nesse passeio. O mais engraçado é que eu estava com uma amiga chinesa que é a calma em pessoa. Ela é tão acostumada com isso que nem se abalou com toda aquela multidão pelas ruas, enquanto eu repetia para mim mesma “preciso sair dessa loja!” a cada uma que eu tentava parar para provar algum tênis rsrsrs Mas até que não foi tão ruim assim, apenas cansativo. No fim das contas, eu consegui achar o que estava procurando e o saldo foi positivo.