21 dezembro, 2016
Dica de leitura | Laowai – Histórias de uma repórter brasileira na China
Comportamento, Cultura, Curiosidades, DICAS

Sabe quando o mundo vira de cabeça para baixo, quando você não conhece mais ninguém a sua volta, não compreende nada do que falam e o que sempre pareceu certo já não parece mais?! Foi exatamente assim que me senti quando cheguei pela primeira vez na China. Sabia que seria uma experiência MUITO diferente, mas é na vivência do dia a dia, lidando com os chineses e com a grande diferença cultural, que as coisas, até então, inimagináveis, acontecem. Ficava eu e Rodrigo nos questionando: será que isso só acontece com nós? Quem – na verdade, o que – me ajudou a responder essa pergunta foi o livro da repórter brasileira Sônia Bridi. Entitulado “Laowai – Histórias de uma repórter brasileira na China”, o livro conta as aventuras dela, do marido Paulo Zero e do filho, Pedrinho ao viverem deste lado do mundo. A família se mudou para a capital, Beijing, em 2005 para montar a primeira base da TV Globo no Oriente.

Eles moraram durante dois anos na China e o livro foi lançado em 2008, baseado nas experiências que a família viveu no país, desde situações comuns do cotidiano, como: alugar apartamento, encontrar escola para o filho, solicitar cartão bancário, se comunicar com os locais e com as autoridades, tirar carteira de motorista até os grandes choques culturais. Coisas simples, mas que na China podem se tornar uma história a parte, daquelas para contar para os filhos, netos e quem sabe, até escrever um livro – como Sônia fez. Btw, o livro não poderia ter um título mais adequado. Laowai significa “estrangeiro” em mandarim e se você for um ocidental na China, provavelmente vai ouvir alguém chamando-o assim.

laowai-historias-de-uma-reporter-brasileira-na-china-dica-livro-sonia-bridi

Em Laowai, a repórter conta de forma leve e engraçada histórias super interessantes, emocionantes e até chocantes. Muitas delas eu me identifiquei totalmente, pois já havia passado pelo mesmo. É engraçado pensar que já se passaram quase 10 anos que eles viveram na China e em uma região tão distante de onde moro e ainda hoje as histórias se repetem. Estrangeiro ter cartão de crédito em banco chinês ou celular de linha era inviável, segundo ela. E isso se estende até os dias atuais {aliás, se alguém souber o contrário, por favor, me conte}. O fato de os chineses evitarem se comprometer com respostas concretas era uma coisa que me tirava do sério no início da minha jornada por aqui e Sônia cita o mesmo. “Should be fine” era uma das respostas que ela mais escutava, nunca um “sim” ou um “não”. Alguém lidando com chineses se identifica?

Você sabia que a posição de descanso do chinês é de cócoras? Que eles preferem fazer as necessidades fisiológicas de cócoras a sentar no vaso sanitário? Que escarram e cospem nas ruas ou qualquer outro lugar público? Que eles acham super estranho cumprimentar outras pessoas com beijos e abraços? Que eles tomam água quente em qualquer estação do ano? E que as refeições são feitas em mesas redondas e giratórias e consideradas quase como um ritual sagrado? Essas são apenas algumas curiosidades citadas por Sônia e que nos deparamos no dia a dia vivendo na China. Além de outras que já comentei por aqui, como: as crianças que andam com bumbum de fora (leia mais aqui); a importância da família na sociedade chinesa e os diversos nomes dos membros familiares (aqui); o uso de sombrinhas para evitar a pele bronzeada (aqui) e; o chá visto como uma instituição (aqui). Por essas e outras situações, me admiro que em um país onde a economia é a que mais cresce no mundo atualmente, a tecnologia e a globalização invadem a todo vapor, muitas tradições milenares são mantidas ao pé da letra por tantos e tantos anos e gerações.

Além de narrar situações cômicas, Sônia conta também sobre as ameaças e dificuldades que ela e sua equipe passaram ao tentar gravar certas matérias e com o uso da internet, e ainda o preconceito que ela viveu em alguns momentos, por ser estrangeira. Situações que, felizmente, não acontecem com tanta freqüência hoje em dia. Em quase três anos de China nunca senti preconceito nenhum, pelo contrário, noto como os chineses admiram os ocidentais, seja pela estética ou pelo status que carregam. E não escondem a curiosidade quanto a nós. E isso, com certeza, torna a vivência por aqui mais leve.

Posso dizer que esse livro contribuiu para minha rápida adaptação neste país, o mais populoso do mundo e com costumes e tradições tão diferentes das nossas. Enquanto lia as palavras da jornalista, escutava a voz dela em minha mente narrando cada uma (daquele mesmo jeito que estamos acostumados a assistir no Globo Repórter) e imaginava veemente o cenário descrito por ela. Eu não só compreendi mais sobre a cultura chinesa, como também embarquei em uma viagem à cidades do interior da China, onde o povo leva uma vida muito mais simples e diferente e mantém as tradições muito mais enraizadas do que nas grandes cidades, onde nós expatriados estamos acostumados a morar. Embarquei também para a Índia, onde tive o prazer de saber sobre as experiências de Sônia ao entrevistar o Dalai Lama. E à outros países da Ásia, como Vietnã e Coréia do Sul.

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Eu super indico a leitura, pois além de ser um ótimo guia para os estrangeiros recém chegados ao país, esse livro tem humor, histórias interessantíssimas e muita informação sobre cultura, costumes, história, modo de vida e economia. Ela traduz em palavras humoradas como é a vida de um expatriado na China e a leitura é gostosa e fácil de compreender. Vem para a China, tem negócios com clientes chineses ou apenas se interessa pela cultura? Então já pode incluir o Laowai na sua lista de livros desejo. E boa leitura!

 

SaveMe!
29 julho, 2016
Costumes chineses que qualquer estrangeiro vai estranhar quando chegar a China
Comportamento, Curiosidades, LIFESTYLE

Depois de passar algum tempo fora da China a gente até esquece um pouco de como é a vida por esse lado do mundo e as cenas “bizarras” as quais nos deparamos no cotidiano. Mas basta aterrissar em qualquer aeroporto internacional do país e ver aquele monte de gente de olho puxado e cabelo escuro na maior pressa para sair do avião ou quase atropelando uns aos outros para chegar bem perto da esteira de bagagens.  No meu caso, nem precisei chegar a China para dar de cara com eles, os chineses. Ainda no Brasil, no voo que peguei para ir de Porto Alegre à Guarulhos, havia dois chineses (chinês mesmo, conversando em mandarim). No terminal novo do aeroporto de Guarulhos eles aparecem aos montes e quase sempre em grupos. Eu sei que os chineses são a maior população do mundo e estão por todo canto, mas fico impressionada com a quantidade de chineses que costumo encontrar em GRU. Bom, na primeira etapa do voo, que era Brasil-Dubai, já veio um taiwanês do meu lado e uma chinesa atrás, ou seja, estava praticamente rodeada por eles antes mesmo de sair do Brasil. O que quero dizer é que nem precisei chegar na China para relembrar alguns hábitos chineses, que quem é de fora pode estranhar, e muito. Agora, que hábitos são esses?

Cuspir, arrotar, peidar…

Muita gente me questiona sobre os chineses: é verdade que eles arrotam e peidam por aí? No fundo, acho que a pessoa quer que eu responda “não”. Mas sim, é verdade. Cuspir é a coisa mais comum que você verá os chineses fazendo (fora comer). Eles cospem o tempo todo, na rua e as vezes até em ambientes fechados, como no metrô, no ônibus. O pior é quando antes do cuspe vem o catarro, que eles puxam lá do fundo da alma e depois expelem. No início é difícil não olhar e fazer cara de nojo, mas hoje em dia, já não ligo mais tanto.

Placa: por favor, não cuspa
Placa: por favor, não cuspa

Arroto tem também, viu. Eles arrotam sem constrangimento nenhum, porque isso tudo é muito normal. E quando alguém dá um arroto em público, ninguém liga. Eu já levei arroto na cara. E sabe quando acontece e você fica esperando a pessoa pedir desculpas ou ficar constrangida? Esqueça! Para os chineses isso é sinal de saúde.

E o pior dos costumes, o peido. Não vou dizer que não acontece com frequencia, mas Graças a Deus, não me lembro de ter passado por essa situação com chineses. Talvez porque as flatulências podem ser silenciosas e essas, vixi… são as piores.

Mas para explicar melhor: na cultura chinesa, o correto é eliminar tudo o que faz mal para o corpo e os chineses respeitam os sinais que o corpo manda e na hora que ele manda. Por isso, cuspir, arrotar e peidar não é sinônimo de falta de educação.

Falar alto…

Tá bom, não vou mentir. Eles não falam alto. Eles gritam!

Você pode até se assustar quando ver dois o mais chineses gritando um com o outro, achando que está rolando a maior briga. Mas na maioria das vezes, eles estão apenas “conversando” sobre o tempo, sobre comida ou outras coisas simples da vida. O costume de gritar falar alto, dizem vir dos tempos de ditadura, onde só quem gritava era ouvido (ou não, vai saber…). Além de falar alto, tem mulheres que falam com a voz tão aguda, que como dizem os gaúchos: parece uma taquara rachada. Chega a doer os ouvidos, mas tudo é questão de se acostumar ou de aprender a mandar baixar o tom rsrsrs

Andar com sombrinha em dia de sol

Imagina que você vai sair de casa, olha pela janela e se depara com um dia lindo de sol e céu azul. Você jamais vai cogitar pegar uma sombrinha, certo!? Pois na China, sol e sombrinha são inseparáveis. O acessório, como o nome já diz, é para fazer sombra, ou seja, ajudar a proteger do sol e do bronze. O uso da sombrinha pelas chinesas é um costume totalmente voltado para a estética, pois os orientais preferem pele branca à bronzeada. Nesse post eu conto mais sobre esse costume tão forte entre as chinesas.

sombrinha dia de sol habitos chineses

Bebes e crianças andam de bumbum de fora…

…e fazem xixi e otras cositas más onde e quando bem entenderem. Dá uma olhada nesse post, onde conto mais dessa “mania” fofa.

amigos pijama bunda de fora

Dormir em qualquer canto

Eles dormem em qualquer canto mesmo, em público, sem vergonha e sem cerimônias. No banco da praça em plena tarde, com um multidão de gente passando. Dentro do carro estacionado num sol de 40 graus a pino e sem ar-condicionado ligado. Em pé no metrô, escorado na mesa do restaurante e até acocado no meio da calçada. A hora do sono é tão sagrada para os chineses que já perdi as contas de quantas vezes fui em algum comércio ou empresa perto do horário de almoço, e peguei o funcionário dormindo. Tenho a impressão que é só dar uma escoradinha e eles já entram em sono profundo. É tão comum se deparar com cenas de chineses dormindo em qualquer canto e de qualquer jeito, que um estrangeiro até criou o site Sleeping Chinese, onde as pessoas postam cliques dos adormecidos.

dormir em publico costume china

habitos chineses dormir qualquer lugar

Agora confessa… tem gente que ficou com inveja dessa facilidade para pegar no sono, ein!?

E por último e talvez o hábito que mais me tira do sério…

Mastigar de boca aberta

E isso não é questão de classe social. Gente que frequente restaurante chic também tem esse hábito. Imagina que desagradável você em um restaurante com o(a) companheiro(a) conversando sobre qualquer assunto do cotidiano e ouvindo cada mastigada da pessoa ao lado!? Minha dica é: assim que chegar em um restaurante, preste atenção nas pessoas que estão sentadas próximas da mesa disponível. Se estiverem comendo de boca aberta, fuja (!) e procure outras mesas vazias.

Está com viagem marcada para a China? Agora já sabe o que pode encontrar pela frente…

 

06 janeiro, 2016
A vida na Ásia – Desmistificando a China
Comportamento, Cultura, Curiosidades, LIFESTYLE

Um novo ano começa e com ele vem novas esperanças, as promessas de melhorar o que não deu certo e o desejo por mudanças. E pensando nas mudanças que quero para 2016, me dei conta de que, provavelmente, nenhuma delas será maior do que a que fiz há dois anos atrás: mudar para o outro lado do mundo, mudar para a China.

Qual a primeira coisa que vem à sua mente quando você ouve a palavra “China”? Cultura muito diferente? Comida de espetinho? País antigo? Comunista?

vida na china shanghai

É tudo isso, sim! Mas é muito mais do que isso..
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Todos nós já estamos carecas de saber que a economia do Brasil não está lá essas coisas, grandes empresas estão fechando e o desemprego só aumenta. Enquanto isso, a economia da China está borbulhando e as empresas chinesas e internacionais com sede no país estão, cada vez mais, abrindo vagas de emprego e procurando mão de obra qualificada. Mas o que eu escuto (pelo menos na área de trabalho do meu noivo, que é a aviacao) é que muitos nem cogitam a possibilidade de vir pra cá. “Morar na China? Jamais!”. Preferem trabalhar anos e anos para pagar as contas do que enfrentar as mudanças e fazer o seu pé-de-meia (bem maior e em menos tempo, diga-se de passagem) do outro lado do mundo. Insegurança ou pré-conceito?

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Insegurança, não dá para negar, sempre rola. Até hoje ficamos com um pé atrás aqui na China, mas provavelmente, estaríamos com os dois pés átras se estivéssemos no Brasil (considerando o mercado atual). Mas é por causa do pré-conceito que resolvi escrever este texto. E não somente pensando nos trabalhadores e suas famílias que receiam vir morar na China, mas para os próprios turistas e interessados (ou não tão interessados assim).

Me dei conta da imagem defasada que os brasileiros tem da China depois que criei o blog. Muitos vieram me falar, surpresos, “Evelyn, eu não sabia que a China tinha lugares tão incríveis!”. E quando minha mãe e minha sogra vieram passar alguns meses aqui em casa, em períodos diferentes, ambas tiveram a mesma percepção e o mesmo sentimento: a China era muito diferente do que elas imaginavam, muito melhor, e elas ficaram chateadas de ter que ir embora. Mas eu não julgo quem tem esse pré-conceito, pois eu também tinha uma imagem totalmente diferente do país antes de vir para cá.

A China está anos luz a frente do Brasil quando o assunto é desenvolvimento econômico, estrutura e tecnologia. As principais cidades chinesas tem uma p* estrutura, que cidade nenhuma no Brasil tem: estradas boas, shoppings, parques e áreas de lazer aos montes, transporte público bom e acessível, arquitetura moderna e prédios tão altos que você quase quebra o pescoço para enxergar onde acaba. Só para citar alguns itens. Claro que as estradas costumam ter trânsito, claro que você encontra lixo no chão do parque e claro que os mêtros estão quase sempre lotados. Mas isso não acontece no Brasil também?!

Isso sem falar da segurança. Com a loucura que anda o Brasil (e o mundo), hoje em dia a gente tem dado mais valor a segurança. Na China, podemos sair de casa sem medo de ter uma arma apontada para a nossa cabeça. As mães podem deixar os filhos adolescentes ficarem até tarde na rua e dormirem tranquilas, ou levarem seus filhos pequenos para brincar no parque sem medo de que algum maluco vá tentar sequestrá-lo. Eu gostaria muito de criar meus (futuros) pequenos em um país como a China. Imagina seus filhos crescerem sabendo falar três idiomas fluentes?

Mas e quanto a comida? Shanghai e Beijing são cidades internacionais e tem diversos supermercados com produtos importados e restaurantes com culinária de todos os países que você possa imaginar. Muitas outras cidades que servem como moradia para expats também não ficam para trás. Aqui em Xiamen, por exemplo, eu não passo fome. Posso escolher se quero ir no francês, no espanhol, no australiano, no mexicano, no português, no japonês, no grego, e tantos outros.

O idioma pode ser uma grande barreira, mas tenho amigas que vivem aqui que não sabem nada mais além do “ni hao” e do “xie xie”. Não é uma mar de rosas, mas dá para se virar com a ajuda da tecnologia e de aplicativos de celular. No trabalho, normalmente, as empresas exigem apenas o inglês.

E como é viver em um país comunista? Olha, não posso negar que o bloqueio de alguns sites e redes sociais me tiram a paciência. Mas fora isso, sinto que tenho mais liberdade aqui do que no Brasil. Posso andar, sem medo, sozinha pelas ruas até tarde da noite. Posso me vestir como quiser, que ninguém vai me julgar pela roupa que estou. Posso usar shortinho curto no calor de 40 graus, que malandro nenhum vai me olhar de forma vulgar e soltar um “goxxxtosa” (odeio isso). Posso comer de boca aberta e arrotar na mesa do restaurante, que ninguém vai me olhar de cara feia (não que eu faça isso, mas eu posso).

Enfim, mudar-se para a China pode ser emocionante, se você deixar. Não é fácil estar longe da família e dos amigos, muito menos viver em uma cultura bem diferente da sua. Mas colocando na balança, o lado bom ganha. A qualidade de vida é melhor, a facilidade de viajar então (não preciso nem comentar quantos países já conheci nesses últimos dois anos) e a experiência de viver lado a lado com pessoas dessa cultura tão rica e viva, em um país tão antigo e ao mesmo tempo tão moderno, é única. Os desafios e a convivência com pessoas que tem uma perspectiva de mundo tão diferente da nossa, só nos fazem crescer e aprender. Sei que viver do outro lado do mundo tem um prazo de validade e que um dia vou querer sair daqui, mas as experiências, os aprendizados, as pessoas e lugares que conheci, ninguém me tirará. Ficarão  comigo para sempre.

muralha da china pequim beijing

shanghai compras east nanjing road

morar na china brasileiros expats

Meu conselho para quem pensa em mudar de país: cortem o cordão umbilical e venham de cabeça e coração abertos. Estar acomodado não significa estar feliz. Preparem-se para um lugar onde tudo é grande e onde tudo é mais. E se não der certo, se não se adaptarem, sempre há chance de voltar. Para mim, uma das piores coisas quando estamos com dúvidas é optar pelo “não” e ficar imaginando, pelo resto da vida, como teria sido se disséssemos “sim”.

05 novembro, 2015
A última moda na China – galhos, plantas e flores na cabeça
Comportamento, LIFESTYLE, MODA, Tendências

Na semana passada, quando ainda estava de “férias” no Brasill, uma leitora me enviou o link de uma matéria de um portal de notícias que falava sobre a nova moda na China, que estava fazendo a cabeça dos chinesesusar plantas, flores, folhas e galhos de plástico na cabeça. Folhas e flores até tudo bem, porque as chinesas adoram usar coroa de flores como enfeite de cabelo. Mas nessa nova trend, o negócio é usar os adereços como se estivessem brotando da cabeça.

Eu achei a matéria meio exagerada e não quis falar sobre aqui no blog até ter certeza se era verdade ou não. Pronto, nos meus primeiros dias de volta à China, eu pude constatar – essa é a febre do momento! Aí eu me pergunto, todo esse tempo no país e ainda não entendi que aqui na China a gente vê de tudo?! hehehe

Não se sabe exatamente porque essa moda surgiu, mas os grampos e prendedores de cabelo com plantas começarem a ser vendidos em Beijing, uma das cidades mais turística da China, e logo se espalharam pelo país inteiro. Depois das plantas surgiram ramos de flores, frutas e até cogumelos fakes.

Comerciantes ambulantes e lojinhas de tranqueiras chinesas, de norte a sul do país, estão lucrando com a venda desses acessórios. O preço baratinho, de ¥ 2,00 a 5,00 yuans, provavelmente, é um dos motivos para que essa moda tenha se propagado a velocidade da luz. E foi um boom tão rápido e um sucesso tão grande que até a CNN fez uma matéria sobre esse estilo de acessório. Aí você pensa: que coisa mais bizarra! E foi exatamente o que pensei no início. É estranho, um tanto weird, mas quando você sai as ruas e vê as pessoas usando, se torna até divertido.

Jovens, entusiasmados, não perdem tempo ao ver um banquinha comercializando esse tipo de prendedor de cabelo. As meninas experimentam e logo pegam seus Iphones ou Samsungs (que mais parecem um tablet, de tão grande) para tirar selfies. Se emocionam, dão pulinhos, naquele jeitinho chinês fofo de ser. Eu mesma presenciei algumas cenas assim. E claro, também entrei no clima kkkk É uma coisa tão banal, que, provavelmente, será esquecido assim que surgir a próxima “moda do momento”, mas são coisas assim, novas e diferentes que trazem mais graça ao nosso dia a dia tão corriqueiro e estressante, não é!? E talvez por isso, essa tendência tenha feito a cabeça de chineses e de turistas de maneira tão rápida.

ultima moda china plantas flores na cabecaultima moda china planta flores na cabeca moda na china grampo de planta folha no cabelo moda na china plantas na cabeca

Agora quero saber de vocês, o que acharam dessa moda? Usariam ou não?

09 setembro, 2015
Comportamento entre amigas chinesas {andar de mãos dadas}
Comportamento, Cultura, Curiosidades, LIFESTYLE

Uma coisa que me chama muita atenção no comportamento das garotas chinesas e que, inclusive já li em outros blogs e sites de estrangeiros na China como sendo um hábito curioso, é que elas andam de mãos ou braços dados, umas com as outras.

amigas de mãos dadas como casal cultura chinesaVer duas ou três meninas crianças andando de mãos dadas é comum para nós ocidentais. Mas, adultas segurando as mãos é um pouco estranho para quem não está acostumado com a situação. E não é questão de homossexualismo, uma vez que na China, esse comportamento é comum entre amigas e entre mãe e filha.

Aliás, é até curioso que as amigas chinesas mostrem mais afeição entre si, do que os próprios namorados. Já me perguntaram se na China, por ser um país comunista, é permitido certos comportamentos carinhosos em público. É total permitido. Inclusive, sinto que tenho mais liberdade comportamental na China do que no Brasil, já que no país oriental é tanta gente, que ninguém liga para o que você está fazendo, nem mesmo se estiver de shortinho super curto quase mostrando a dobrinha da bunda, como já comentei aqui (não é o meu caso, tá gente!? kkk).  Mas a questão aqui é que é comum ver as amigas de mãos dadas e por outro lado, é difícil ver um casal trocando caricias ou se beijando em público.

Looks mae e filha cultura chinesa

Amigas maos dados compras abracadas

Talvez o título do post ficaria melhor como pergunta, pois eu não tenho certeza do porquê as chinesas andam de mãos dadas. Mas por tudo que já li sobre a cultura chinesa e do que já presenciei no próprio país, tenho algumas teorias:

1.  Para não se perderem umas das outras

A China é o país mais populoso do mundo e onde quer que você vá, sempre encontrará uma multidão de chineses. Talvez as amigas andem de mãos e braços dados para evitar de se perderem em meio aos outros. Os engraçadinhos ainda vão teimar em dizer que seria impossível encontrar a amiga, caso se perdessem, já que os chineses são todos iguais kkkkk. Mas não é bem assim, depois de um tempo na China, você aprende a diferencia-los.

Essa pode até ser uma boa teoria, embora eu duvide que seja o real motivo para as migas andarem de mãos dadas. Se fosse por isso, seria normal ver famílias inteiras andando assim nas ruas.

2. É uma maneira de mostrar afeto

Ao meu ver, esse é o principal motivo para as amigas andarem de mãos dadas. Na cultura chinesa, as meninas recebem carinho dos pais apenas na infância. Quando jovem, os pais começam a desapegar das filhas, já que elas passam a fazer parte da família do marido depois que se casam (e “menina de família” tem que estar casada com 25 anos já). Na cultura chinesa não é comum cumprimentar com abraços ou beijos, então acho que o comportamento de afeição mais apropriado para as chinesas, é segurar as mãos umas das outras.

Lembro bem de quando pedi para tirar uma foto com minha professora de mandarim e ao invés de colocar o braço nas minhas costas para me abraçar, ela segurou minha mão. Foi um momento engraçado.

aluna professora mandarim maos dadas

3. Elas são um casal homossexual

Esta provavelmente é a menos provável entre as três teorias. Casais gays existem sim na China, mas é bem menos comum do que no Brasil e outros países do ocidente, por exemplo, provavelmente porque a sociedade chinesa é ainda muito conservadora em relação às tradições familiares.

E, geralmente, a gente consegue perceber quando um casal é gay ou não, não é?! No caso das garotas chinesas, eu tenho impressão de que é só amizade mesmo. Inclusive já vi meninas de mão dada com o namorado de um lado e com a amiga do outro.

casal amigas maos dadas coisas da china

É difícil dizer exatamente o motivo, até porque, você saberia explicar porque troca beijos na bochecha e/ou abraços com seus amigos? Afeto? Pode ser. E por que cumprimenta uma pessoa que recém conheceu com um, dois ou três (dependendo da região do Brasil) beijinhos na bochecha? Educação, talvez. A verdade é que tudo é questão de cultura, que como disse aqui em cima, pode mudar de região para região do Brasil, assim como é diferente na China. As próprias meninas chinesas não souberam me explicar o porque desse comportamento.

E você, acredita em qual teoria ou tem alguma outra?

E lembre-se: se você avistar duas ou mais meninas de olhos puxados e mãos dadas, não estranhe a atitude, é normal na cultura delas.

09 agosto, 2015
5 coisas que aprendemos ao morar fora
Comportamento, Cultura, Curiosidades, DICAS, LIFESTYLE

templo china cultura morar fora no exterior

E de repente, eu me dou conta de que faz exatamente um ano que cheguei à China, carregando uma mala lotada com os meus sapatos preferidos, a cabeça borbulhando de ansiedade e curiosidade sobre o que estava por vir e o coração apertado por deixar família, amigos e principalmente minha cachorra querida num país a 17 mil km de distância e interminavéis 25 horas de vôo (sem contar as escalas). Falando assim, parece que faz pouco tempo, mas tudo que já vivi nesse meio tempo, me fazem ter a impressão de que já se passaram anos.

Amigos, com frequência, me falam “aproveita, é uma experiência única!”. E eu sei. E aproveito cada momento, cada nova experiência. E esses dias, me peguei pensando em tudo que vi e vivi nesse último ano, nas pessoas do mundo inteiro que já conheci, nas situações engraçadas que passei e nos oito novos países que tive oportunidade de visitar. Morar fora do seu país é um aprendizado constante, na China então, onde a cultura, os costumes, a comida, a linguagem, entre tantos outros fatores são way too different para nós brasileiros (e acredito, para qualquer ocidental), o aprendizado é diário. E acho que, neste último ano, eu vivenciei mais situações novas e diferentes do que em toda a minha vida até então. Mas vamos lá, o que podemos aprender morando fora?

1. Um novo idioma

Essa é meio óbvia. Quando nos mudamos para outro país, em que o idioma é diferente do nosso, é preciso aprender a língua nativa para conseguir viver e se virar sozinho. Linguagem corporal ajuda as vezes, mas falar o idioma do país faz muita diferença. Eu já vim para a China decidida a estudar mandarim, não só para me comunicar com os chineses e conseguir me virar no dia a dia, mas também para poder exibir em meu currículo a habilidade de saber o segundo idioma mais falado do mundo. Aprender chinês não é fácil e requer pesistência e estudo, mas conseguir me virar no dia a dia e fazer os chineses me entenderem, me dão mais vontade de aprender. Além do mais, ao conviver com outros estrangeiros e estudar mandarim em inglês, é possível aperfeiçoar também o inglês.

2. Uma nova cultura

Qualquer país tem sua própria cultura, suas tradições e costumes. E aqui, claro, não seria diferente. Imgine, a China tem uma das civilizações mais antigas e é um dos maiores países do mundo. A história milenar da China resulta em uma riqueza cultural muito grande, que envolve arte, religião, culinária, danças e tantas outras tradições que ainda são seguidas a rigor nos dias atuais. Aprender e vivênciar essa “nova” cultura é muito enriquecedor.

Ela pode ser encantadora, mas algumas vezes o choque cultural é tão grande que é difícil saber como lidar. Por exemplo, a cultura é uma forma de ver o mundo e os chineses tem uma visão de mundo totalmente diferente da nossa (ou nós da deles? Vai saber…).  Mas o fato é que, alguns costumes comuns na cultura chinesa, para nós ocidentais, pode ser muito estranho ou até inadmissíveis. E, mesmo já vindo para a China preparada e consciente de algumas coisas que eu iria encontrar pela frente, o choque cultural é muito grande, os costumes são muito diferentes e além de você aprender uma nova cultura e vivênciar coisas tão novas, é preciso ter paciência para entender esses costumes tão diferentes dos nossos. E é aí que entra o próximo aprendizado.

3. Ter mais paciência

Quem acredita no ditado “…com a paciência de um chinês” está totalmente enganado. Chinês não é paciente, e sim, conformado (e não sou só eu que digo, mas a Sônia Bridi confirma isso no seu livro Laoway). E eu, como boa sagitariana, confesso que as vezes também me falta um pouco de paciência. Mas vivendo na China e lidando diarimente com os costumes do povo, a gente aprende aos poucos a entender a visão de mundo deles e ter paciência. Quando eles gritam falam alto ao meu lado, eu respiro fundo e conto até dez e pronto, no stress. E aos poucos, vamos nos acostumando com os hábitos deles sem nem perceber. Eu notei que já nem dava mais bola para o chinês perto de mim fazendo o maior barulho chupando noodles ou pigarreando e cuspindo no chão, quando as pessoas que estavam comigo fizeram algum comentário sobre tais comportamentos, enquanto eu nem os tinha notado. Aos poucos, vamos nos acostumando com os costumes do país e aprendendo a ser mais paciente com as pequenas e grandes coisas.

4. Amar a sua própria companhia

Bom, isso eu já amava quando ainda no Brasil, mas quando moramos fora é diferente, é preciso gostar mesmo de ficar sozinho e se desapegar das reuniões frequentes com os melhores amigos. Por mais que você tenha várias amizades no país (com estrangeiros e brasileiros), é diferente daquela amizade que você construiu durante anos na sua terra natal e da qual tem intimidade total. E outra, os estrangeiros, geralmente, vem à China (ou qualquer outro país), para trabalhar, fazer seu pé de meia e ir embora para outro lugar (a maioria não fica a vida inteira) e então, elas se focam nisso. Amigos e lazer estão em outro plano.

No meu caso, eu fico muitas dias da semana sozinha em casa, já que meu noivo viaja muito a trabalho e tem que dormir fora de casa com frequencia (vida de piloto não é fácil), e eu posso dizer que amo a minha companhia. Tenho tempo suficiente para mim, para cuidar das minhas coisas, focar nos estudos e no trabalho. E acho que quando nos damos esse tempo, aprendemos muita coisa sobre nós mesmos.

5. Descobrir novos lugares e novas pessoas

Taí a parte que eu mais gosto de morar fora: passear, viajar e fazer novas amizades. Tudo bem que quando moramos na nossa terra natal tem aqueles que nunca deixam de viajar, mas quando se está morando fora e não tem a família ou amigos por perto, a tendência é usar o tempo livre para viajar e conhecer novos destinos que talvez você nunca conheceria se continuasse morando no seu país. E quando mudamos a trabalho para outro país, geralmente, é para ganhar um salário melhor e com isso, ter mais condições para fazer aquelas viagens dos sonhos (no meu caso são váaarias rsrsrs). Faz sentido, não?! Em um ano, já conheci cinco países da Ásia, que provavelmente eu não conheceria em toda a minha vida morando no Brasil, e mais alguns na Europa. E não paro por aqui. Para mim, viajar é a maneira mais gostosa de adquirir conhecimento e novas experiências.

E as amizades que fazemos, com pessoas do mundo inteiro, nos ajudam a aumentar a nossa bagagem cultural e nosso conhecimento sobre outros lugares. Eu adoro aqueles encontros em que, as vezes conversamos em inglês, as vezes em português, de vez em quando sai um portunhol e quando tem chinês no meio, rola até um pouco de mandarim. É uma confusão, mas todo mundo se entende.

Enfim, tem tanta coisa que vamos aprendendo diariamente e que ajudam no nosso crescimento pessoal. Morar fora não se leva somente conhecimento, mas sim valores e claro, muitas experiências. Eu sempre quis morar fora e viver isso, mesmo quando outros me falavam “não seja tola, não há lugar como sua terra natal”. É claro que não há, mas há tantas coisas novas fora da nossa terra natal para descobrir. E por tudo que já vivenciei, eu me sinto na obrigação de deixar essa dica para quem teme sair do Brasil: vá em frente, corte o cordão umbilical e viva essas novas e incríveis experiências!

Quem gostou ou quer dividir sua experiência, deixe aqui seu relato :)

02 julho, 2015
Baby butt, a tendência dos pequenos
Comportamento, Curiosidades, LIFESTYLE

Com a chegada do verão e dos dias quentes (lê-se: insuportavelmente quentes), tem uma tendência entre bebês e crianças pequenas que toma conta das ruas. É um fenômeno. Quer saber qual é?

amigos passeio roupa bunda de fora

É o baby butt ou bebês com a bunda de fora!

Quem é que não acha fofo quando vê a bundinha gordinha de um nenê? Nós achamos fofo de ver e os bebês chineses (ou pelo menos, seus pais) acham fofo de mostrar!

bebe viaja mundo bunda de fora

bebe no inverno calça comprida rasgada

Mas por que as crianças chinesas usam calça com a traseira aberta? Eu fiz essa mesma pergunta para amigas chinesas e elas simplesmente me responderam: porque é conveniente!

Não, não é por ser fofo, para arejar ou porque as fraldas são muita caras. Eu pesquisei, e não são. Os pais vestem as crianças assim porque na hora que o filho precisar fazer suas necessidades fisiológicas é só agachar e pronto! Fácil né?! Para os pais, mas não para quem tem que limpar depois. E os babys usam bunda de fora até no inverno! Como o bumbum não congela? crianças roupas bunda de fora rosa inverno

bebe colo brincando calça bunda de fora

E aí vem a parte NADA fofa. Não existe uma regra ou lugar propício para agachar e fazer. Quando bater a vontade, faz onde estiver. O número um (aka xixi) é bem comum acontecer bem ali, no meio da calçada e já vi o número 2 (aka.. ok, você sabe) em carrinho de supermercado e até no chão do shopping center.

xixi no chao calçada

É uma coisa totalmente cultural e os chineses não veem nada de errado com isso. São cenas do cotidiano na China e quem está no país deles que se acostume. E foi o que eu fiz!

E vocês, o que acham? Será que essa trend pega no Brasil? #ihopenot

03 junho, 2015
China x Hong Kong – Principais diferenças
China, Comportamento, Cultura, Curiosidades, DICAS, Hong Kong, LIFESTYLE, VIAGENS

Olá! Já comentei no insta do blog (segue lá @ChinaChic) que estou em Hong Kong nesta semana. Para quem não sabe, Hong Kong é uma cidade-estado que inclui a ilha de HK, a península de Kowloom, pequenas ilhas adjacentes e os Novos Territórios. Costeada pelo Mar da China e ao sul do país, Hong Kong pertence a China, mas, como muitos dizem, não é a verdadeira China. E isso eu pude comprovar agora, que a conheci pessoalmente. Para entender melhor essa relação, acho válido voltarmos um pouco no tempo.

No século XVIII, a grande ilha que, até então fazia parte da China, foi cedida ao Império Britânico após o país ser derrotado pelo Japão na primeira Guerra do Ópio (1839-42). A península de Kowloom foi cedida após a segunda Guerra do Ópio, em 1860 e as 235 pequenas ilhas e os Novos Territórios foram emprestados ao Reino Unido durante 100 anos, a partir de 1898. No ano de 1997, todo o território foi devolvido à China. Mas, nesses 100 anos em que foi administrado pelo governo inglês, Hong Kong se desenvolveu em um ritmo diferente e absorveu aspectos de outra cultura, apesar de ainda preservar (e muito!) a essência chinesa. Hoje, é uma mistura de cultura oriental e ocidental. Se comparada à China, é muito mais ocidentalizada. E como dizem, é o lugar onde o oriente encontra o ocidente.

Atualmente, esta sob o princípio de “um país, dois sistemas”, o que faz com que HK tenha alto grau de autonomia e não siga as mesmas regras que a Mainland China, nome dado à “verdadeira” China.

Hong Kong versus China diferencas

Diferenças Hong Kong China internet redes sociais dinheiro moedaOutra curiosidade: viajar da China para Hong Kong  (e vice-versa) é considerado voo internacional. Ou seja, é preciso fazer todo o processo de passar pela Imigração, indo de barco ou avião. Brasileiros não precisam de visto para entrar em HK, mas na China é necessário. E o governo chinês é bem rigído quanto a isso. E apesar da moeda de Hong Kong ser mais desvalorizada, o custo de vida na cidade é bem mais alto que na China.

Enfim, essas são algumas questões que ficam evidentes a qualquer turista. São dois lugares tão diferentes, mas ao mesmo tempo, absurdamente similares. É preciso conhecê-los para tirar suas próprias conclusões. 

Este é só o primeiro post a respeito de HK, tem muito a se falar sobre essa cidade única. Espero que tenha ficado claro a relação entre ambos. E se tiver algo para complementar, fique à vontade.

28 maio, 2015
A moda da sombrinha em dia de sol
Comportamento, Cultura, Curiosidades, LIFESTYLE

chinesa umbrella feliz solQuando eu cheguei pela primeira vez na China era verão, calor do cão, sol a pino e nenhuma previsão de chuva. Mas o que mais se via nas ruas eram guarda-chuvas! Hã, oi?

Isso faz eu me lembrar de quando era pequena, vez ou outra via uma senhora andando na rua com sombrinha aberta em pleno dia de sol e não conseguia entender o porquê. Claro, depois a gente cresce e compreende. Era para se proteger do sol e do calor.

Na China, a coisa mais comum – e digo isso sem exagero – é andar de guarda-chuva aberto nos dias de sol. Crianças, jovens, adultas e idosas, não interessa a idade, todas são adeptas desse costume. Passear em lugares turísticos ou muito movimentados em dias ensolarados não é tarefa fácil, requer muita paciência, porque é uma “bateção” de sombrinha pra lá, sombrinha pra cá. Tudo isso porque os chineses prezam muito pela pele branca.
amigas chinesas trabalho sol

sombrinha praia sol dia

sombrinha guarda chuva sol chinaAs que andam de moto ou bike geralmente usam panos ou lenços ao redor do rosto e luvas nas mãos (aquelas tipo de tirar coisa do forno, sabe?!), mesmo se estiver fazendo 40 graus. Tudo para se proteger do sol. E toda essa preocupação não é para evitar os males causados pelos raios solares, cancêr de pele e tal, mas sim para não pegar aquele bronze.

moto bike luvas proteger sol

E se esquecer a sombrinha em casa, não precisa se preocupar. Ao primeiro raio de sol que aparecer, as calçadas em frente aos shoppings, centro comerciais e saídas de mêtro são tomadas por vendedores ambulantes acompanhados de guarda-chuvas de todas as cores e tamanhos.

sombrinhas a venda rua

Eu como adoro me bronzear, sempre achei que um protetor solar power fosse o suficiente, mas depois de raciocinar sobre os efeitos dos raios solares e de como estamos próximos da linha do Equador, onde o sol é mais forte, estou considerando virar adepta do uso da sombrinha. E você, aprova a ideia ou acha exagero?

25 maio, 2015
O trânsito na China e a arte de saber dirigir {com vídeo}
Comportamento, Curiosidades, LIFESTYLE

 

Transito engarrafamento carros moto bike cruzamento xangai china

Quando me perguntam “Você tem carro na China?”, a minha resposta é sempre a mesma: não! E nem quero ter! Além do transporte público ser muito conveniente e o táxi barato, o trânsito da China é um verdadeiro caos, totally crazy. Até nas cidades pequenas, com cerca de 1 milhão e meio de habitantes (sim, para as estatísticas populacionais da China isso é muito pouco), como é o caso da cidade onde moro, não é fácil dirigir.

Primeiro – e para mim, o mais impressionante – não existe placa ou qualquer sinal de PARE. É isso mesmo. Em um cruzamento sem semáforo não tem preferencial, “vence” o mais antenado. Para “ganhar” o direito de passagem, você, motorista, tem que ir se enfiando entre os carros e pedestres até conseguir passar. Ligar o pisca pra mudar de pista? Não é muito comum, e nem se faz necessário já que os carros geralmente andam no meio da faixa e trocam de pista quando bem entendem. Taxista então, nem se fala. O ne (mais…)