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06 outubro, 2016
Cote d’Azur | De Nice à Monaco, contemplando as belezas de Villefranche, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail
Cote d'Azur, DICAS, Europa, VIAGENS

Viajar pela Riviera Francesa, além de encantador, pode ser bem prático, pois existem cidades lindas, uma coladinha na outra. São apenas 25km que separam Nice do Principado de Mônaco e entre ambos destinos, passamos por pequenos paraísos com belezas naturais imperdíveis: Villefranche, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail. Esses nomes podem não soar tão conhecidos, mas na minha opinião, são o crème de la crème da Cote d’Azur (depois de St. Tropez, of course).

Saímos cedinho de Nice em direção à Monaco, já com o roteiro do dia montado. Como já comentei nesse post, fizemos toda a viagem com carro alugado, mas é possível chegar a essas cidades de trem ou ônibus. De carro, existem quatro possibilidades para chegar até Mônaco: a primeira (e a mais sem graça delas) é a A8, a auto estrada, que é indicada para quem quer evitar muito trânsito (especialmente na alta temporada). As outras três opções ficam por conta das Três Corniches, ou seja três estradas diferentes, com visuais pra lá de incríveis. A Basse Corniche (Corniche Baixa), como nome já diz, é a mais baixa e a que vai costeando o litoral. A Mayonne Corniche (Corniche do Meio) dizem ser a mais veloz das três e é a que nos leva até o vilarejo de Èze. A Grande Corniche (Corniche do Alto) fica a cerca de 50 metros de altura e de lá temos uma vista panorâmica de todas as corniches.

Saímos de Nice pelo Porto e pegamos a Basse Corniche até chegar a primeira parada: Villefranche-Sur-Mer. A vista da praia a partir dessa Corniche é sensacional. O dia estava ensolarado e o mar de um azul esverdeado inacreditável. Parecia uma pintura.

Villefranch sur mer Cote d'Azur Riviera Francesa França

Praia vista mar azul Villefranch riviera francesa Cote d'Azur

Deixamos o carro em um estacionamento e caminhamos uma longa descida em direção à vieille ville, o centro antigo. O centrinho é pequeno, formado por algumas ruelas, escadarias e casas coloridas com arquitetura de época, um charme só! Depois de passarmos por diversos cafés aconchegantes, restaurantes italianos e franceses, galerias de arte, pequenas lojas de lembranças e um mercado de rua, finalmente nos deparamos com o mar. A praia é ampla e mais aberta (comparada com as outras que conhecemos pelo caminho) e o mais curioso é que não é de pedras, como a de Nice. Na beira da praia há uma mistura de areia com pedrinhas bem pequenas. Você pode escolher entre estender sua canga na parte pública ou alugar uma cadeira e guarda-sol no único beach club da praia, o Déli Bo. O valor do aluguel é salgado, em torno de 20 euros por casal, mas com o sol torrando do jeito que estava, não tivemos outra opção. O lugar é bem aconchegante, com música lounge de fundo e cadeiras de praia bem confortáveis. Almoçamos por ali, de cara para o mar de águas cristalinas e depois de um banho de mar, partimos para a próxima parada. Gostaria de ter ficado mais, mas tínhamos muito o que conhecer ainda.

Villefranche centro cidade arquitetura lojas

Centro Villefranch charmoso beira mar

Villefranche Cote d'Azur centrinho

Villefranche beach Club Deli Bo. ceviche

Voltamos a Basse Corniche em direção a Saint-Jean Cap-Ferrat, uma pequena península. O principal ponto turístico da cidade é o Villa Ephrussi, o palacete construído na Belle Epoque, que já foi casa de Béatrice Ephrussi de Rothschild e hoje funciona como museu. O destaque fica por conta dos nove lindos jardins da propriedade. Nove!!

Como o dia estava maravilhoso, passamos pelo centro da cidade – também super charmoso, cheia de ruas estreitas, com cafés aconchegantes e arquitetura característica da região – e fomos direto para a praia. Há quatro praias em Cap-Ferrat, a mais famosa delas é a Plage Paloma. A praia não é muito grande, é de pedras e o mar é calmo. Vale a visita.

Plage Paloma Praia Cap Ferrat Nice Cote d'Azur

Do ladinho da Plage Paloma descobrimos a Plage Fossettes, ainda menor e, praticamente, deserta. Muito linda!

Plage Fossettes Cap Ferrat praia Nice Cote d'Azur Frances

Voltamos alguns km em direção a Nice, para pegar a Mayonne Corniche, que nos levaria a Èze. No meio do caminho, é impossível não parar o carro e admirar a vista.

Bayonne Corniche vista mercedes conversivel

Èze é uma pequena aldeia formada por rochas, onde a atração principal é o vilarejo medieval, que esconde casas de pedras, pequenos cafés e restaurantes, galerias de arte e lojas de souvenirs, entre suas estreitas e sinuosas ruas. Além de ruínas de um castelo e uma igreja antiga. O vilarejo fica no alto e o caminho para chegar até lá é uma subida longa e, devo dizer, cansativa. Mas vale totalmente a visita! Me senti em outra época andando pelas ruelas antigas do vilarejo. É um passeio muito diferente e agradável.

Eze vilarejo medieval lojas antigas galeria arte

Eze vilarejo ruas rochas look do dia HM

Eze Cote d'Azur colina igreja antiga

No topo da colina fica o Jardin Exotique d’Èze (não esqueça de fazer biquinho para falar como os franceses rsrs), um jardim com plantas exóticas, que está situado a mais de 500 metros de altura do nível do mar. Há plantas diferentes das mais variadas partes do mundo: América do Sul, México, Estados Unidos, Texas, Madagascar… Mas o que mais chama a atenção no jardim é a vista. Lá do alto podemos avistar as águas cristalinas do mar mediterrâneo. Se você já chegou lá em cima perdendo o fôlego depois de subir tantos degraus, prepare-se para perder mais ainda.  A entrada custa 4 euros por pessoa.

Jardim exótico plantas Eze Nice Cote d'Azur

Jardim exótico Eze topo colina vista praia

As lojinhas de Èze são tão fofas e convidativas, que aproveitamos para comprar nossas lembranças da Cote d’Azur por ali mesmo. Saindo do jardim, damos de cara com um café que vende os melhores azeites trufados da terra, produzidos em Nice e da marca A L’Olivier, fundada em 1822. Ainda trouxemos para casa as famosas ervas finas de Provence, os cheirosos sabonetes Savon de Marseille (sabão de Marselha) e alguns quadrinhos com imagens das belezas naturais da região.

De volta à Basse Mayonne, faltava só mais uma parada até chegar a Mônaco: Cap D’Ail. Outra cidade pequenininha, passamos pelo centrinho e fomos a caminho da praia mais conhecida, a Plage Mala. A praia é de difícil acesso, por isso, dizem não ser tão turística. Depois de encontrar uma vaga para estacionar o carro, é preciso descer uma longa escadaria para chegar até a areia – quero dizer, pedras – e claro, subir tudo de novo na volta. Mas o visual… o visual é de cinema mesmo!

Plage Mala Nice Cap Dail Cote d'Azur

Fim de tarde, enfim, chegamos em Mônaco. A segunda menor cidade-Estado do mundo respira riqueza. É chic… muito chic! Conhecemos o Porto de Monte Carlo e então fizemos o que muitos homens sonham – dirigimos pelo circuito do Grande Prêmio de Fórmula 1, nas ruas de Mônaco. Depois, estacionamos o carro e fomos passear no centro da cidade. Não dá para negar que o palácio do Grand Casino é o que mais chama a atenção. Uma construção imponente e linda, digno de realeza. Em frente ao palácio, a mais famosa curva do GP de Fórmula 1.

Além disso, reparei nos belos e bem cuidados jardins da Place du Casino e babei na vitrine das lojas de grife, todas com a mesma arquitetura, moderna e com um toque futurista. Um happy hour no famoso Café Paris fechou o dia com chave de ouro!

Monaco palacio riqueza ferrari

lojas de grifes Dior Monaco look do dia Zara

Conhecemos pouco de Mônaco, mas o suficiente para ver que além da ostentação, das lojas de luxo e dos desfiles de Ferraris, Lamborghinis e outros carrões importados, é um lugar de beleza e cuidados exuberantes e ideal para um passeio agradável.

Voltamos à Nice pela Grand Corniche, já era noite, escuro e não deu para ver muito da vista. Montei o roteiro de carro com base neste post do blog Viaje na Viagem. Ao longo do dia fomos alterando alguns caminhos, de acordo com o GPS. Aliás, GPS é item essencial caso você queira desvendar a Cote d’Azur de carro.

Para mim, esses foram os highlights da Riviera Francesa. Amei cada cantinho que visitamos, me encantei com as belezas naturais, com as praias, com o charme das pequenas cidades, com a arquitetura. O dia mais inesquecível dessa trip, com certeza!

 

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30 setembro, 2016
Nice | A charmosa capital da Cote d’Azur, suas atrações e encantos
Cote d'Azur, DICAS, Europa, VIAGENS

Assim que comecei a pesquisar sobre Nice, sabia que iria amar a cidade. Primeiro, porque eu amo praia. Segundo, porque Nice tem muito mais que um belo cenário litorâneo para oferecer – a cidade exala história (não é a toa que a parte mais famosa é o Centro Antigo), tem cultura, arte, boa gastronomia, excelentes vinhos, gente bonita… E não é que foi amor a primeira vista mesmo!? Nice é a quinta maior cidade da França, é a capital da Cote d’Azur e depois de Paris, é a que mais recebe turistas do mundo todo.

Depois de aterrissarmos no aeroporto da cidade e retirarmos nosso carro alugado (contei mais detalhes neste post) a primeira parada foi… a praia, claro!  Com pedras ao invés de areia e um mar de água verdinha (e gelada!), a praia de Nice pode não ser assim tão famosa, mas tem seu charme. A longa faixa de pedras é dividida em área pública e particular. A área pública, como o nome já diz, é aquela onde as pessoas podem acessar livremente e onde os mais corajosos podem estender sua canga e deitar (nas nada confortáveis pedras). A área particular é a dos Beach Clubs, onde os turistas devem desembolsar alguns euros para usufruir de uma cadeira de praia e guarda-sol. Escolhemos um Beach Club e como já era fim de tarde e iríamos consumir, não precisemos pagar pelo aluguel. Essa época, do início ao fim do verão, é tão gostosa na Europa… o sol se põe depois das oito horas da noite. A praia é de pedras, mas tem uma parte com areia, rede de vôlei e uma galera praticando esportes no fim de tarde. Muito astral.

promenade des anglais praia nice frança

gastronomia frança praia nice

Se você estiver em Nice, definitivamente, não pode deixar de caminhar ou pedalar pela Promenade des Anglais, a charmosa avenida a beira-mar, onde ficam os melhores e mais caros hotéis da cidade. As palmeiras altas, a avenida larga e os carrões conversíveis que trafegam pelas ruas lembram muito Miami. Depois de pegarmos praia, fomos caminhar pelo calçadão em direção a outro ponto turístico de Nice. Da Promenade des Anglais (que depois vira Quai des États Unis), mesmo de longe, já é possível avistar a Colline du Château ou Colina do Castelo.

Ainda no calçadão, próximo da Colina foi montado um memorial para as vítimas do ataque com caminhão, que aconteceu em julho deste ano. Muito triste. Mas o clima gostoso da cidade não permite que a gente se abale por muito tempo. Pelo calçadão, as pessoas passam pra lá e pra cá caminhando, fazendo cooper, andando de Vélo Bleu (as bicicletas alugadas)… Nos deparamos ainda com cantoras líricas e outros artistas de rua mostrando seus talentos.

Sobre a Colline Du Château, li que é possível subir até o topo de elevador, mas na hora que fomos, o elevador já estava fechado. E de qualquer maneira, iríamos pelas escadas, porque né… Nada de sedentarismo. E com certeza foi a melhor escolha. A cada “andar” alcançado, você se vê parando para apreciar a vista e tirar fotos, porque, uau, é muito linda! No topo, as ruínas do tal castelo não impressionam, se vê apenas um parque e uma carrocinha de lanches. A subida vale a pena mesmo pela vista: de um lado enxergamos boa parte da Promenade des Anglais e do outro, o Porto de Nice. Lá do alto é possível ter uma ideia da imensidão da praia. Indescrítivel!
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vista colline du château colina do castelo praia promenade nice
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Vista Colline du Chateau porto nice barcos iates
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Na descida da Colina tivemos uma grata surpresa: descobrimos o Movida Bar, um bar de tapas super descolado, com ambiente agradável, música boa e bem localizado. Não é muito grande, mas fica de frente para a praia e a varanda do segundo andar, cheia de mesinhas, e um ótimo spot para assistir o pôr-do-sol. Do sunset até altas horas da madrugada, costuma ficar lotado. Curtimos tanto que voltamos outras vezes durante nossa estadia em Nice.
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Uma das regiões mais famosas e turísticas de Nice é a Vieux Nice, ou seja, a parte antiga da cidade. A Cours Saleya é a rua principal e fica uma acima do bar de tapas. Por ali encontramos um mercado de rua, onde o que mais me chamou a atenção foi a variedade de obras de arte e artistas locais mostrando seu trabalho, há também vários restaurantes charmosos, barzinhos com som ao vivo no cair da noite e algumas lojinhas de souvenirs. É um passeio bem turístico, mas muito agradável, tanto durante o dia, quando acontece o Marché aux Fleurs (Mercado das Flores), quanto a noite, quando as mesas e cadeiras invadem as calçadas e os turistas se reunem e jantam por ali mesmo. Mais pra cima dessa rua, existem vários bares e até nightclubs.
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Vieux nice centro antigo restaurantes
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vieux centro antigo nice mercado de rua
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Ainda no Centro Antigo, está a principal praça de Nice, a Place Massena, construída em 1840 e reformada recentemente. O piso quadriculado preto e branco e os prédios antigos com fachadas graciosas de cores quentes definem a arquitetura do lugar, que lembra o estilo art deco. Essa parece ser a região mais chic de Nice, pois é aqui que ficam concentradas as lojas de grifes famosas (italianas e locais) e bem no meio da praça passa o Tramway, o transporte público mais moderno da cidade. Mais o que chama mais atenção é a enorme estátua do Apollo e as sete pequenas estátuas de resina, posicionadas no alto de pedestais, que ficam coloridas a noite.
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Place Massena praça Nice estatuas
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Place Massena Praça centro Nice tramway
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Anexado a praça há o Jardim Albert 1er e o show de águas é o que acredito ser a parte mais interessante do jardim.
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O hotel Negresco é outro ponto turístico famoso de Nice. É um hotel 5 estrelas do século XX. Eu recomendaria fazer essa visita a noite, como nós fizemos, pois tiramos os dias para aproveitar as praias da Riviera Francesa. A fachada do hotel é até mais bonita quando iluminada durante a noite. Ela já chama a atenção por si só, mas o mais incrível é a decoração interna, totalmente de época e com estilo único. Assim que chegamos ao hotel, a primeira parada foi no bar para tomar um drink. Suuuper expensive devo dizer, mas como não sabemos se um dia teremos essa oportunidade de novo, aproveitamos o momento. O bar fica de frente para a Promenade des Anglais e tem uma decoração irreverante e ao mesmo tempo aconchegante.
O saguão de entrada do hotel é simplesmente maravilhoso, uma chiqueza só. Vale a pena visitar cada andar do hotel, pois cada um tem uma decoração diferente e criativa. Ah, e não deixe de dar uma passadinha no banheiro feminino, pois é muito fofo!
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Hotel negresco luxo turistico
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Bar hotel Negresco Nice Franca
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hotel negresco decoração epoca luxo
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Hotel Negresco decoração epoca luxo
Nice ainda tem inúmeras praças, prédios históricos e três famosos museus, que eu gostaria de ter tido mais tempo para conhecer: Musée Matisse; Musée National Marc Chagall e; Musée d’Art Moderne et Contemporaine – Mamac.
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Informações úteis: nos hospedados próximo do Vieux Nice, a parte mais turística da cidade, com a intenção de fazer tudo a pé. Ficamos no apart hotel Appart by Villa Rivoli, que não tem nada demais, mas a região é ótima. Não é bem no meio da confusão, mas tem ótimos restaurantes e cafés próximos e está a duas quadras da praia. Alugamos o carro para fazer os passeios para cidades próximas de Nice. No Centro Antigo da cidade é bem complicado arranjar vaga para estacionar e o estacionamento pago costuma ser bem caro. E não deixe de provar os famosos vinhos rose da região de Provence, tem um mais delicioso que o outro!
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No mais, foi um prazer conhecer essa cidade tão charmosa e encantadora. Recomendo à todos os viajantes… Nice is so nice! rsrsrs

 

27 setembro, 2016
Roteiro de quatro dias pela Cote d’Azur | O pequeno paraíso ao sul da França
Cote d'Azur, DICAS, Europa, VIAGENS

Assim que decidimos que nosso próximo destino seria a Cote d’Azur (faça biquinho para falar como os franceses), tratei logo de começar as pesquisas para montar meu próprio roteiro de viagem. Também conhecida como Riviera Francesa ou Costa Azul (mais fácil de pronunciar, né?! rsrs), este é o destino dos sonhos de muita gente. A minha empolgação era tanta que me dediquei horas e horas de pesquisas para fazer esses quatros dias serem inesquecíveis. E foram! Viagem feita e muita bem aproveitada, agora chegou a hora de compartilhar minhas dicas e experiências :)

Para onde ir? A Costa Azul vai de Toulon até Menton, na fronteira com a Itália e possui dezenas de localidades entre os 180 km que divide essas duas cidades. Considerando que esta era a minha primeira viagem pelo sul da França, incluí no roteiro as cidades mais famosas: Nice, Principado de Mônaco, Cannes e claro, Saint Tropez. Aproveitei para visitar os pequenos vilarejos que ficam entre Nice e Mônaco, como Ville-French, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail e ainda Antibes e Juan Les-Pins, que ficam entre Nice e Cannes. Em todos estes lugares passamos por praias lindas e cenários paradisíacos, exceto Èze, que é um vilarejo medieval no alto de uma colina com uma vista de tirar o folêgo. Todos valem totalmente a visita.  Não posso deixar de citar Saint-Paul de Vence, um vilarejo ao norte de Nice, aconchegante e cheio de obras de arte espalhadas pelas ruas de ares antigos. O destino foi muito bem recomendado por amigos que já conhecem a região, mas infelizmente, não tivemos tempo de ir.

roteiro-cote-dazur-riviera-francesa-mapa-001

Quantos dias ficar? Se você pretende conhecer a região da Rivieira Francesa por completo, prepare-se para viajar durante algumas semanas pelo sul da França. Como não tínhamos esse tempo todo, focamos em conhecer Nice e arredores e Saint Tropez. No nosso caso, só tínhamos quatro dias na França. Quatro dias para seguir o roteiro que eu tinha planejado e que envolvia nove cidades. Sim, nove cidades em quatro dias! Mas algumas são bem pequenas e só visitamos a praia. Mesmo assim, tive que planejar tudo muito bem detalhado, pesquisar muito, para não perder tempo. No fim das contas, não foi tão corrido como parece. Visitamos todos os lugares que gostaríamos, curtimos muito, mesmo dormindo apenas umas três ou quatro horas por noite. Acredito que ficar de cinco a sete noites seriam suficientes para conhecer todos esses lugares com mais tranquilidade.

Onde ficar? Nossa base foi Nice, uma das cidades mais turísticas da França e a maior e mais completa de todas que estavam no roteiro. Nice também tem uma localização geográfica estratégica, fica entre Mônaco e Cannes. Ou seja, partindo de Nice e andando cerca de 25km a oeste, estamos em Cannes, e a mesma distância a leste, chegamos a Mônaco. Das quatro noites no país, ficamos uma hospedados em St-Tropez.

Quando ir? Julho e agosto são os meses de alta temporada. Fomos no início de setembro, finalzinho do verão, mas eu achei ótimo. O clima ainda estava bem quente, tinha horário de verão, o pôr do sol era em torno das oito horas da noite e não enfrentamos trânsito lento em momento algum. Na baixa temporada é possível fazer ótimos passeios, mas esqueça pegar praia. Em maio acontece o Festival de Cinema de Cannes e ouvi dizer que os preços triplicam na cidade.

Agora o roteiro de quatro dias que preparei e compartilho com vocês:

DIA 1

No primeiro dia no destino, deixamos para conhecer e curtir Nice. Logo que chegamos a cidade, em voo saindo do aeroporto Charles De Gaulle em Paris, deixamos as malas no apart-hotel que alugamos pelo Booking.com e fomos conhecer um dos principais pontos turísticos de Nice: a praia!

praia Nice Promenade des Anglais pedrinhas

E claro, a Promenade des Anglais, a agradável avenida a beira mar com 7 km de extensão. A praia de Nice é diferente de todas as que estamos acostumados a ver – não tem areia. A praia é inteira de pedras e tenho quase certeza que estas são as grandes responsáveis pela água do mar ser tão cristalina. Depois de um happy hour em um dos beach clubs da beira-mar, de relaxar deitada em uma confortável cadeira de praia e de mergulhar na água (bem gelada, diga-se de passagem) do Mar Mediterrâneo, voltamos para a Promenade des Anglais e fomos caminhando em direção à Colline du Chatêau ou Colina do Castelo. À noite, passeamos pela Cours Saleya, a principal rua do centro antigo de Nice, repleta de cafés, restaurantes e lojinhas.

DIA 2

Dia de conhecer o Principado de Mônaco. Saímos cedinho de Nice em direção a Mônaco, que fica cerca de 20 km de distância. Mas nossa ideia era chegar ao país (Mônaco é considerado cidade-país) somente no fim de tarde. Durante o dia visitamos as principais praias que existem pelo caminho: Villefranche-Sur-Mer em Villefranche, Paloma Plage em Cap Ferrat e Plage Mala em Cap D’Ail, além do vilarejo medieval encantador de Èze. Difícil escolher a parte mais bonita do passeio. Ainda conseguimos andar nas três Corniches, que nos proporcionam panoramas incríveis da região, cada uma a níveis diferentes do mar. O bom é que todas as praias tem chuveiro de água doce e conseguimos nos arrumar para chegarmos cheio de pompa em Mônaco rsrs Para mim, esse dia foi o auge da viagem (farei um post bem completo sobre).

Monaco palacio cassino

DIA 3

Pegamos a estrada A8, em direção a St-Tropez, que fica cerca de 170 km de Nice. Trânsito fluindo bem, pagamos alguns pedágios no meio do caminho e depois de umas duas horas de estrada, chegamos ainda de manhã em St-Tropez, prontos para curtir o pequeno e luxuoso vilarejo. A praia mais frequentada pelos turistas e que concentra todos os famosos Beach Clubs da região é a Plage de Pampelonne em Ramatuelle, pertinho de St-Tropez. O almoço foi no Le Club 55 e o fim de tarde no Bagatelle, beach club mais tradicional e o mais animado, respectivamente. Mal caiu a noite e já estávamos de volta ao centrinho de St-Tropez e o que tem para se fazer lá? Observar os iates luxuosos atracados no Porto, jogar bocha na Place des Lices e ter um jantar delicioso no tradicional restaurante Brasserie des Arts, que depois de certo horário vira até balada de leve. Foi o que fizemos.

saint tropez famoso balneario chic

DIA 4

Depois de passarmos uma manhã deliciosa caminhando pelas ruelas de St-Tropez e fazermos umas comprinhas na feira artesanal da Place des Lices, que acontece todas as manhãs de sábado na principal praça da cidade, pegamos a estrada em direção a Nice. E aí fizemos o oposto do que a maioria dos turistas fazem – ao invés de partirmos de Nice para visitarmos Cannes, Antibes e Juan Les-Pins, que ficam no meio do caminho, voltamos de St-Tropez e fomos parando nestas cidades até chegar no nosso destino final do dia, Nice. Almoçamos em Cannes, conhecemos a praia de Antibes e ainda curtimos um som em um animado beach club de Juan Les-Pins. Quando finalmente chegamos em Nice, ainda tive energia para me arrumar, sair para aproveitar nossa última noite na Riviera Francesa e ainda visitar outro famoso ponto turístico da cidade – o luxuoso e irreverente hotel Negresco.

Ufa, quanta coisa pode se fazer em uma dia, ein?! Nosso roteiro foi bem eclético e teve de tudo um pouco: centros antigos, lugares históricos, praia, cultura, bons restaurantes, compras e até noitada. Aí você se pergunta: como nos locomovemos tanto durante esses dias? Como tínhamos pouco tempo para conhecer tantos lugares, alugamos um carro. Reservamos pela internet em uma das várias locadoras disponíveis e saímos do aeroporto de carro já, tudo muito easy-going. Mas para quem não pretende dirigir durante suas férias na Costa Azul, o transporte público da região é muito conveniente e com preço justo. Há a opção de andar de trem, inclusive, na Praia de Villefranche, o trem passa quase na beira-mar. E há a Lignes d’Azur, a linha de ônibus que liga praticamente todas as cidades e vilarejos da região. As passagens são baratíssimas, mesmo se falando em euro.É possível chegar em Nice de avião ou trem de alta velocidade. E para se locomover dentro da cidade, as opções são: ônibus, tramway ou através do aluguel de bicicletas, chamado Vélo Bleu. E tem a melhor delas: caminhando, já que a parte turística da cidade não é muito grande.

Esse é o resumo do roteiro que planejei e cumpri. E como um famoso poema diz: o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Foi pouco tempo, mas foi intenso…

14 agosto, 2016
The Ordinary Road – tema de filme e minha música chinesa preferida
LIFESTYLE

Sabe aquela música que você não gosta, não dá muita atenção, na primeira vez que escuta, mas depois, de tanto escutar, acaba se apaixonando?! Pois é, acho que acontece com todo mundo. E dessa vez aconteceu comigo ao ouvir, repetidas vezes, uma determinada música chinesa. De tanto ouvir nas rádios e na academia eu acabei viciando na música The Ordinary Road ou, mais precisamente, Píng Fán Zhī Lù ( 平凡之路).

A música, do cantor Pu Shu, foi tema do filme The Continent, produzido pelo famoso diretor chinês Han Han e lançado em 2014. Assim que o filme foi para as telas de cinema, a música viralizou, mas eu, como não costumo ir ao cinema assistir filmes em mandarim, conheci a música só neste ano e não consigo mais parar de escutar.

Além da melodia gostosa, a letra é linda. Fala sobre as incertezas do futuro e sobre os altos e baixos da vida.

Abaixo a música e a letra em piyin, para quem quiser acompanhar, com a tradução em inglês. E claro, para os mais avançados, a letra em caracteres chineses. Já ouvi tanto que estou craque no refrão… 😉

pái huái zhe de  zài lù shàng de
徘徊着的    在路上的
Those who wander around on the road

nǐ yào zǒu ma
你要走吗 via via
Are you leaving now? via via

yì suì de   jiāo ào zhe
易碎的   骄傲着
Being fragile and proud

nà yě céng shì wǒ de mú yàng
那也曾是我的模样
That is how I once was.

fèi téng zhe de  bù ān zhe de
沸腾着的    不安着的
Those who are passionate and upset

nǐ yào qù nǎ
你要去哪 via via
Where are you leaving for? via via

mí yí yàng de  chén mò zhe de
谜一样的  沉默着的
Like a mystery, and so silent

gù shì  nǐ zhēn de zài tīng ma
故事  你真的   在听吗
Are you really listening to the story?

wǒ céng jīng kuà guò shān hé dà hǎi yě chuān guò rén shān rén hǎi
我 曾经 跨过 山和大海              也 穿过 人山 人海
I’ve crossed untold mountains and oceans, as well as through huge crowds

wǒ céng jīng yōng yǒu zhe yī qiè zhuǎn yǎn dōu piāo sàn rú yān
我曾经拥有着一切               转眼都飘散如烟
Once, I had everything; but soon, it was all gone

wǒ céng jīng shī luò shī wàng shī diào suǒ yǒu fāng xiàng
我曾经 失落 失望 失掉 所有方向
Once, I was frustrated, desperate and even lost all my direction

zhí dào kàn jiàn píng fán cái shì wéi yī de dá àn
直到看见平凡才是唯一的答案
Only to find the only answer is on the ordinary road.

dāng nǐ réng rán  hái zài huàn xiǎng
当你仍然          还在幻想
While you are still wondering

nǐ de míng tiān
你的明天 via via
That your future via via

tā huì hǎo ma hái shì gèng làn
她会好吗 还是更烂
Will it better or get worse?

duì wǒ ér yán shì lìng yì tiān
对我而言是另一天
Another day for me has passed.

wǒ céng jīng huǐ le wǒ de yī qiè zhǐ xiǎng yǒng yuǎn de lí kāi
我曾经毁了我的一切 只想永远地离开
I once ruined everything so I just had to disappear forever.

wǒ céng jīng duò rù wú biān hēi àn  xiǎng zhēng zhá  wú fǎ zì bá
我曾经堕入无边黑暗 想挣扎无法自拔
I fell into the endless darkness, failing to help myself.

wǒ céng jīng xiàng nǐ xiàng tā xiàng nà yě cǎo yě huā
我曾经像你像他像那野草野花
I used to be the one like you, like him, like wild flowers

jué wàng zhe kě wàng zhe kū zhe xiào zhe píng fán zhe
绝望着 渴望着 哭着笑着平凡着
Full of despair and longing, crying, smiling and being ordinary

xiàng qián zǒu jiù zhè me zǒu jiù suàn nǐ bèi gěi guò shén me
向前走 就这么走 就算你被给过什么
Go ahead, exactly in this way, no matter what you’ve suffered

xiàng qián zǒu jiù zhè me zǒu jiù suàn nǐ bèi duó zǒu shén me
向前走 就这么走 就算你被夺走什么
Go ahead, exactly in this way, no matter what has been taken away from you.

xiàng qián zǒu jiù zhè me zǒu jiù suàn nǐ huì cuò guò shén me
向前走 就这么走 就算你会错过什么
Go ahead, exactly in this way, though you will miss something

xiàng qián zǒu jiù zhè me zǒu jiù suàn nǐ huì
向前走 就这么走 就算你会
Go ahead, exactly in this way, no matter what you …
(Repeating)
Wo ceng jing wèn biàn zhěng gè shì jiè  cóng lái méi dé dào dá àn
我曾经问遍整个世界 从来没得到答案
I asked the whole world, but never got the answer.

wǒ bù guò xiàng nǐ xiàng tā xiàng nà yě cǎo yě huā
我不过像你像他像那野草野花
I used to be the one like you, like him, like wild flowers

míng míng zhōng zhè shì wǒ wéi yī yào zǒu de lù a
冥冥中这是我 唯一要走的路啊
The one way I want to go is doomed.

shí jiān  wú yán rú cǐ zhè bān
时间无言 如此这般
As time flies, just like that

míng tiān yǐ zài  yǎn qián
明天已在眼前
Tomorrow is just around the corner

fēng chuī guò de lù yī rán yuǎn
风吹过的 路依然远
With the breeze blowing, there is a long way to go.

nǐ de gù shì jiǎng dào le nǎ
你的故事讲到了哪
Your story,  how is it going?

E aí, gostou?

08 agosto, 2016
Conhece o segredo de beauty das orientais? Máscara Facial descartável já!
Beleza, BELEZA, Compras, DICAS

Faz um tempão que penso em escrever sobre esse assunto e teve até algumas seguidoras do blog que me pediram para falar sobre os produtinhos de beleza famosos por essas bandas – ou seja, o que a gente mais encontra nas perfumarias e lojas de cosméticos da China. Então pedido feito, pedido aceito. Vou começar a “série de posts” falando sobre o produto de beauty mais amado pelas orientais (considerando a variedade de tipos e marcas que encontramos à venda): a facial mask.

mascara facial china

Tenho certeza que toda mulher sabe o que é máscara facial e até já deve ter feito alguma mistura inusitada de avocado com banana, mel, aveia, sal, farofa, leite, ovo e por aí vai, porque leu em alguma revista ou site de assuntos femininos sobre o milagre que tal mistura fazia para a pele. #quemnunca

Mas aqui na Ásia nada de passar trabalho com a mistura das máscaras faciais tradicionais ou caseiras. Como esse povo gosta de praticidade (e com razão), eles trataram logo de criar a máscara facial que já vem pronta. Geralmente, são feitas de tecido ou papel e embebidas em diversos ativos benéficos para a pele. É superprática, rápida e fácil de usar, pois já vem recortada no formato do rosto. O modo de uso não tem segredo: é só retirar a máscara da embalagem, aplicar sobre o rosto, deixar agir por 10 a 20 minutos e voilà, tira a máscara e irá se sentir com pele de bebê… ou quase isso. O material, tecido ou papel, vem tão molhado, que logo gruda na face como se fosse adesivo, mas não incomoda em nada.

 

mascara facial como usar china

Para quem ainda não conhece os benefícios das máscaras faciais, elas servem para hidratar, purificar, revitalizar, tonificar, nutrir e acalmar a pele, dependendo da composição. A maneira como a máscara pronta é aplicada faz com que a pele absorva melhor e mais rapidamente os ativos, se comparada a máscara tradicional, pois fica em contato direto com a pele do rosto, grudadinha. Podem ser usadas semanalmente e ajudam a potencializar os efeitos do creme hidratante diário.

Esse produto de beleza surgiu na Ásia e é sucesso não só entre as chinesas, mas também entre as coreanas e japonesas. Na China existem infinitas marcas, composições e preços. É o produto de beleza que mais toma conta das prateleiras das perfumarias e lojas de cosméticos do país. Basta entrar em uma Sasa da vida e já dará de cara com várias prateleiras, graciosamente, intituladas “Mask Center” ou “miànmó zhōngxīn (面膜中心)” ou divididas por marcas. Além da Sasa, encontramos uma variedade de marcas e tipos na Watsons, Siemings e tantas outras redes de lojas chinesas de cosméticos.

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mascara facial centro lojas

facial mask publicidade

Segundo uma pesquisa realizada pela indústria de cosméticos da China em 2015, a facial mask é o item de maior desenvolvimento na indústria da beleza do país, com crescimento de 25% ao ano e com 10 anos de vendas, atingiu o valor de mercado de 30 bilhões de RMB em 2015, o que equivale a mais de 4.5 bilhões de dólares. Oi? Preocupadas com a poluição, as mudanças climáticas e os raios solares, as chinesas da geração 80 e 90 são as maiores consumidoras.

Pelo mundo, a facial mask também virou hitSephora (encontre aqui), Givenchy (aqui), Shiseido (aqui) são só algumas das marcas mais conhecidas que se renderam a essa belezinha asiática.

Algumas composições envolvem ácido hialurônico, colágeno, argila, vitaminas e tantos outros ativos que prometem fazer milagres com a pele, entre eles, prevenir rugas e até eliminar olheiras. Outra dica importante é cuidar na hora da compra para escolher uma máscara ideal para o seu tipo de pele: seca, mista ou oleosa. Bem, na China, vou na sorte (ou na embalagem mais bonitinha), já que a descrição é, quase sempre, toda em mandarim (sou semi-analfabeta por aqui ainda :/ ). Mas uso muito, pois além de ser ótima para a saúde da pele, a facil mask ainda ajuda a eliminar a sujeira, poluição e oleosidade do rosto, que vamos combinar, na China tem aos montes…

 

29 julho, 2016
Costumes chineses que qualquer estrangeiro vai estranhar quando chegar a China
Comportamento, Curiosidades, LIFESTYLE

Depois de passar algum tempo fora da China a gente até esquece um pouco de como é a vida por esse lado do mundo e as cenas “bizarras” as quais nos deparamos no cotidiano. Mas basta aterrissar em qualquer aeroporto internacional do país e ver aquele monte de gente de olho puxado e cabelo escuro na maior pressa para sair do avião ou quase atropelando uns aos outros para chegar bem perto da esteira de bagagens.  No meu caso, nem precisei chegar a China para dar de cara com eles, os chineses. Ainda no Brasil, no voo que peguei para ir de Porto Alegre à Guarulhos, havia dois chineses (chinês mesmo, conversando em mandarim). No terminal novo do aeroporto de Guarulhos eles aparecem aos montes e quase sempre em grupos. Eu sei que os chineses são a maior população do mundo e estão por todo canto, mas fico impressionada com a quantidade de chineses que costumo encontrar em GRU. Bom, na primeira etapa do voo, que era Brasil-Dubai, já veio um taiwanês do meu lado e uma chinesa atrás, ou seja, estava praticamente rodeada por eles antes mesmo de sair do Brasil. O que quero dizer é que nem precisei chegar na China para relembrar alguns hábitos chineses, que quem é de fora pode estranhar, e muito. Agora, que hábitos são esses?

Cuspir, arrotar, peidar…

Muita gente me questiona sobre os chineses: é verdade que eles arrotam e peidam por aí? No fundo, acho que a pessoa quer que eu responda “não”. Mas sim, é verdade. Cuspir é a coisa mais comum que você verá os chineses fazendo (fora comer). Eles cospem o tempo todo, na rua e as vezes até em ambientes fechados, como no metrô, no ônibus. O pior é quando antes do cuspe vem o catarro, que eles puxam lá do fundo da alma e depois expelem. No início é difícil não olhar e fazer cara de nojo, mas hoje em dia, já não ligo mais tanto.

Placa: por favor, não cuspa
Placa: por favor, não cuspa

Arroto tem também, viu. Eles arrotam sem constrangimento nenhum, porque isso tudo é muito normal. E quando alguém dá um arroto em público, ninguém liga. Eu já levei arroto na cara. E sabe quando acontece e você fica esperando a pessoa pedir desculpas ou ficar constrangida? Esqueça! Para os chineses isso é sinal de saúde.

E o pior dos costumes, o peido. Não vou dizer que não acontece com frequencia, mas Graças a Deus, não me lembro de ter passado por essa situação com chineses. Talvez porque as flatulências podem ser silenciosas e essas, vixi… são as piores.

Mas para explicar melhor: na cultura chinesa, o correto é eliminar tudo o que faz mal para o corpo e os chineses respeitam os sinais que o corpo manda e na hora que ele manda. Por isso, cuspir, arrotar e peidar não é sinônimo de falta de educação.

Falar alto…

Tá bom, não vou mentir. Eles não falam alto. Eles gritam!

Você pode até se assustar quando ver dois o mais chineses gritando um com o outro, achando que está rolando a maior briga. Mas na maioria das vezes, eles estão apenas “conversando” sobre o tempo, sobre comida ou outras coisas simples da vida. O costume de gritar falar alto, dizem vir dos tempos de ditadura, onde só quem gritava era ouvido (ou não, vai saber…). Além de falar alto, tem mulheres que falam com a voz tão aguda, que como dizem os gaúchos: parece uma taquara rachada. Chega a doer os ouvidos, mas tudo é questão de se acostumar ou de aprender a mandar baixar o tom rsrsrs

Andar com sombrinha em dia de sol

Imagina que você vai sair de casa, olha pela janela e se depara com um dia lindo de sol e céu azul. Você jamais vai cogitar pegar uma sombrinha, certo!? Pois na China, sol e sombrinha são inseparáveis. O acessório, como o nome já diz, é para fazer sombra, ou seja, ajudar a proteger do sol e do bronze. O uso da sombrinha pelas chinesas é um costume totalmente voltado para a estética, pois os orientais preferem pele branca à bronzeada. Nesse post eu conto mais sobre esse costume tão forte entre as chinesas.

sombrinha dia de sol habitos chineses

Bebes e crianças andam de bumbum de fora…

…e fazem xixi e otras cositas más onde e quando bem entenderem. Dá uma olhada nesse post, onde conto mais dessa “mania” fofa.

amigos pijama bunda de fora

Dormir em qualquer canto

Eles dormem em qualquer canto mesmo, em público, sem vergonha e sem cerimônias. No banco da praça em plena tarde, com um multidão de gente passando. Dentro do carro estacionado num sol de 40 graus a pino e sem ar-condicionado ligado. Em pé no metrô, escorado na mesa do restaurante e até acocado no meio da calçada. A hora do sono é tão sagrada para os chineses que já perdi as contas de quantas vezes fui em algum comércio ou empresa perto do horário de almoço, e peguei o funcionário dormindo. Tenho a impressão que é só dar uma escoradinha e eles já entram em sono profundo. É tão comum se deparar com cenas de chineses dormindo em qualquer canto e de qualquer jeito, que um estrangeiro até criou o site Sleeping Chinese, onde as pessoas postam cliques dos adormecidos.

dormir em publico costume china

habitos chineses dormir qualquer lugar

Agora confessa… tem gente que ficou com inveja dessa facilidade para pegar no sono, ein!?

E por último e talvez o hábito que mais me tira do sério…

Mastigar de boca aberta

E isso não é questão de classe social. Gente que frequente restaurante chic também tem esse hábito. Imagina que desagradável você em um restaurante com o(a) companheiro(a) conversando sobre qualquer assunto do cotidiano e ouvindo cada mastigada da pessoa ao lado!? Minha dica é: assim que chegar em um restaurante, preste atenção nas pessoas que estão sentadas próximas da mesa disponível. Se estiverem comendo de boca aberta, fuja (!) e procure outras mesas vazias.

Está com viagem marcada para a China? Agora já sabe o que pode encontrar pela frente…

 

20 julho, 2016
Meu look noiva (no melhor estilo Chanel)
Beleza, BELEZA, LIFESTYLE, Look do Dia, MODA

Olá pessoal, hellooo, ni hao….

Estou de volta à China e ao meu mundinho virtual. Será que alguém sentiu minha falta por aqui? Deixei meu filho (o blog) meio abandonado no último mês, mas é porque tive que me dedicar inteiramente à assuntos pessoais. Passei um bom período de “férias” no Brasil, que de férias não tiveram nada. Fiquei boa parte do tempo organizando as coisas para o meu casamento e construindo e reformando nosso ap no Brasil {antes que alguém pergunte, não temos pretensão de voltar a morar no Brasil, esse ap já existe antes da vinda para a China} e nossa, não tinha ideia de como isso dá trabalho. O tempo que sobrava eu queria passar com minha família e amigos e por isso o blog ficou um pouco de lado.

Aproveitamos esse período no Brasil, eu e o Rodrigo, para oficializar de vez nossa união, ou seja, casar no civil. E casamento é coisa importante, não é!? Então acho que estou perdoada por sumir daqui…

E quando se fala em casamento civil, a grande dúvida é: que tipo de roupa usar!? Como o vestido que usei fez o maior sucesso, resolvi postar aqui no blog, até para ajudar aquelas que passam pela mesma indecisão que eu passei.

Quando o casamento é no verão, a escolha fica mais fácil. É só jogar um vestido branco ou off white ou um macacão de alfaiataria e tá tudo certo. Mas meu casamento foi em junho e no sul faz muito frio nessa época do ano, então precisava de um look condizente com a estação. Minha ideia inicial era usar um conjunto de terninho com calça flare de alfaiataria, bem chic e estiloso. Mas vai achar esse modelito na cor branca em pleno inverno?! No frio, as pessoas preferem usar preto, cinza, marrom e as coleções costumam trazer tons mais escuros. A segunda opção era um macacão de alfaiataria, minha peça favorita, mas de novo, difícil de achar em cor clara.

Mas quando bati o olho nesse vestido, sabia que era ele! O modelo é sério, como a ocasião pede, mas tem um toque sexy e ousado, devido ao comprimento curto da saia e a tela, que deixa uma parte do colo a mostra. Como dizem, sexy sem ser vulgar kkkkkk

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E a pergunta que muitas me fizeram: ele veio da China? A boa notícia para quem está no Brasil é “NÃO”. O vestido é da marca brasileira Iorane (queridinha da Thássia Naves e de várias blogueiras famosas) e faz parte da coleção atual. Além de lindo, o modelo lembra o clássico taulleur da Chanel. Serviu tão bem que parece que foi feito pra mim. E modestia a parte, ficou perfeito!

E como sou das noivas mais moderninhas, optei por um scarpin burgundy, mesma cor das unhas. Queria uma maquiagem leve e natural, mas a Josi Schweig (minha maquiadora preferida) fez um olho bem marcado que era para ficar bem na foto. O cabelo usei meio preso para trás, com trancinhas finas, um penteado bem descontraído e atual.

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Aproveito o post para mostrar um pouquinho da decoração do almoço de comemoração. Fizemos uma coisa pequena, só para família e algumas madrinhas. Mas eu que organizei tudo com a ajuda da minha mãe. Sou o tipo de pessoa que gosta das coisas do meu jeito, então o que estiver ao meu alcance, eu mesmo gosto de fazer. A decoração foi simples, mas feita com muito carinho e dedicação.

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Coisa boa compartilhar um pouco desse momento tão especial e que ficará para sempre registrado. Agora quero saber dos comentários…. Gostaram?

02 junho, 2016
Comemorando o Dia das Crianças na China
Curiosidades, LIFESTYLE

Consideradas os futuros guardiões da nação, as crianças são surpreendentemente muito bem respeitadas na China. Idosos chegam a se levantar dos bancos do transporte público, para dar lugar à uma mãe com filho no colo ou até mesmo para crianças com idade (e energia) suficiente para ficar horas em pé. Já vi cenas assim diversas vezes, por isso tenho a impressão de que as crianças chinesas são mais respeitadas que o idosos. Por isso, o dia 1º de junho é uma data importante para os chineses, pois é comemorado o Dia das Crianças, conhecido como International Children Day ou Liù Yī Guójì Értóng Jié (六一国际儿童节), em mandarim.

Dia das criancas chinesas

A data é celebrada internacionalmente e foi definida em 1949 pela “Democratic Federation of Women”, com o objetivo de beneficiar e promover o bem-estar das crianças do mundo todo, ajudar aquelas em situação de pobreza, evitar o trabalho infantil e melhorar a educação dada aos pequenos. A China foi um dos primeiros países a apoiar e aderir a data.

No dia de hoje, é feriado oficial nas escolas da China. Os pais aproveitam para levar os filhos nos parques para brincar, participar de jogos e espetáculos organizados. O governo realiza eventos de entretenimento para as crianças em várias partes do país e os muitos lugares públicos tem entrada gratuita. Os parques e shoppings ficam lotados! Pois vamos combinar: criança é o que não falta na China rsrsrs O 1º de junho é um dia de brincadeiras, muita alegria e diversão para as famílias chinesas.

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28 maio, 2016
A celebração do casamento na cultura chinesa
Cultura, Curiosidades, LIFESTYLE

Maio é conhecido como o mês das noivas e por isso, nada mais justo do que falar sobre o assunto por aqui. No post de hoje, vou contar curiosidades sobre a união entre casais chineses, as tradições e os costumes mais importantes.

Duas professoras de mandarim da escola onde estudo se casaram recentemente. E me contaram cada detalhe do casamento, desde os preparativos até o dia da celebração. E foi aquele tipo de conversa de ficar de queixo caído de tão surpresa, afinal, os costumes, mais uma vez, são muito diferentes do Brasil e do que estamos acostumados a vivenciar.
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Como comentei no post sobre as mães, a família tem um valor realmente muito importante na sociedade chinesa. Desde os tempos antigos, o casamento e o nascimento de um filho são os momentos mais significativos na vida de uma pessoa.
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A partir da Dinastia Qin (221 aC – 206 aC) até a Dinastia Qing (1644 – 1911) os casamentos eram arranjados. Formar uma família era muito mais importante do que encontrar a pessoa amada, por isso, os casamentos aconteciam de acordo com a vontade dos pais dos noivos. E a riqueza e o status social das famílias eram os principais quesitos a serem levados em consideração. Sendo assim, quando a família do noivo era rica, o jovem só poderia se casar com uma moça de mesmo nível social e uma jovem de família humilde jamais seria aceita em uma família com muitos bens.
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Nos dias atuais, há informações de que isso ainda aconteça nas famílias mais tradicionais e naquelas cheias do dinheiro. Na cultura chinesa, o casamento acontece cedo. Quanto mais cedo o jovem constituir família, mais respeito ele e seus pais terão perante a sociedade. Ou seja, quando o filho de família rica está ficando para titio, os pais tratam de arranjar uma esposa para ele, vinda de uma família de mesmo nível social, claro. E o casamento só sai após a família do noivo receber o dote da noiva. E quando duas famílias ricas se unem, a festa de casamento toma grandes proporções. Geralmente, são dois ou três dias de festa, com verdadeiros banquetes e muita pompa. Tudo pensado para mostrar o status e fortuna das famílias. Ostentação total.
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Mas nesse caso, estamos falando de uma pequena parcela da população chinesa. Segundo Ruby me contou, o casamento comum na cultura chinesa começa pelo noivado, que é uma etapa importante e geralmente acontece na cidade natal da noiva. Já o “grande dia” deve ser realizado na cidade natal do noivo, onde, provavelmente, boa parte de sua família ainda vive.
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Como a maioria esmagadora da população chinesa não é cristã, raramente uma cerimônia de casamento acontece na igreja. Se as famílias dos noivos são simples, o casamento pode acontecer na casa dos pais do noivo. Templos, hotéis e salão de festas são reservados para festas maiores. No caso da minha amiga Ruby, ela gostaria de fazer o casamento em um hotel, pois assim, a equipe de funcionários ficaria encarregada de várias questões importantes da organização. Mas acontece que a cidade natal do noivo é tão no interior da China, que não há hotéis na cidade (nós que somos de fora, acabamos conhecendo as maiores cidades da China, mas as cidades do interior, são ainda muito simples e pouco desenvolvidas, ou seja, nem hotel tem). O casamento, então, foi realizado dentro de um templo.
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E adivinha quem organizou todo o evento? A mãe do noivo! Na cultura chinesa é bem comum a mãe do noivo ficar encarregada de tudo: escolha do local, da comida, dos convidados e as vezes, até do vestido da noiva. E sem passar pelo consentimento da noiva, viu…
Ruby pôde escolher o modelo do seu vestido de noiva, mas a sogra quem escolheu a cor. A Ruby é uma chinesa de cabeça mais aberta, convive com muitos estrangeiros e já conhece diversas culturas. E ela queria usar um vestido branco no seu casamento, simples assim. Mas a mãe do noivo exigiu que fosse vermelho, a cor preferida dos chineses, pois representa sorte e fortuna. O vestido vermelho é ainda muito usado nos casamentos tradicionais da China e na maioria das vezes, o vestido de noiva é trocado pelo Qipao, o vestuário feminino característico da cultura chinesa.
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Para a cerimônia, além do vestido de noiva vermelho, ela usou muitos acessórios dourados. Essa cor representa o ouro e quanto mais ouro usar, mais sinal de riqueza e status. Durante a cerimônia, acontecem os rituais formais e os noivos pedem a benção aos deusese, aos ancestrais já falecidos, aos pais e parentes presentes.
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E a parte mais esperada pelos convidados é o buffet. Após a cerimônia, a festa se resume em muita comida, brinde dos noivos com os convidados e entrega dos envelopes vermelho para os recém-casados. O envelope vermelho é bem tradicional na China e é usado em casamentos e outras datas comemorativas para presentear com dinheiro.
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Em alguns casamentos, a família do noivo não permite que a família da noiva participe da celebração, afinal, a mulher, depois de casada, passa a fazer parte da família do marido e não pertence mais a sua antiga família. Imagina não ter seus pais presentes nesse momento tão especial?! No caso da Ruby, ela fez questão que seu pai e sua mãe participassem da cerimônia e os sogros dela concordaram. Segundo ela me contou, foram mais de 200 convidados, todos parentes e amigos da família do noivo. Os avós, tios, primos e outros parentes de Ruby não puderam ser convidados. E por isso, ela não conhecia a maioria dos convidados.
Falando em convidados, assim como no Brasil não é elegante os convidados usarem branco (a menos que o dress code peça), na China, o preto e o vermelho devem ser evitados: o preto é desrespeitoso e o vermelho é a cor da noiva.
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Culturalmente, os trâmites de casamento funcionam, mais ou menos assim, na China. Mas alguns costumes podem mudar de acordo com a região do país. O casamento da minha professora Susan, que é de uma região diferente da de Ruby, aconteceu na casa do noivo e o auge da celebração foram os convidados reunidos em uma mesa, jogando Mahjong, um tipo de jogo bem famoso na China. Assim como acontece no Brasil, a união é celebrada conforme o estilo dos noivos, suas condições financeiras e questões culturais da região. Mas uma coisa é certa nas celebrações chinesas: todos devem comer e se divertir muito.
12 maio, 2016
Os looks de street style do Shanghai Fashion Week AW16
Look do Dia, MODA, Street Style, Tendências

Uma das coisas mais legais para se prestar atenção em uma Semana de Moda ou em qualquer outro evento fashion são os looks de street style. Afinal, o que está pelas ruas é o que nos inspira na hora de montar um outfit, certo!?

street style shanghai fashion week

E como comentei no post anterior, a Semana de Moda de Shanghai, a Shanghai Fashion Week, não fica para trás quando o assunto é estilo, poses e flashes. As ruas do charmoso bairro XintianDi ficam repletas de amantes da moda, fashionistas desfilando seus looks do dia, fotográfos clicando cada detalhe e a mídia nacional e internacional de olho em tudo!

Shanghai Fashion Week street style foto look do dia

E pode apostar, há chineses com muita personalidade na hora de se vestir. Confira e inspire-se na moda do oriente:

Shanghai Fashion Week street style

Shanghai Fashion Week street style.

Comprimento midi nas saias e vestidos e a estilosa calça pantacourt apareceram muito pelas ruas de Shanghai. Aliás, o sucesso da calça na altura das canelas entre as chinesas surpreendeu. Elas estão usando e apostando com tudo nessa tendência. Destaque também para a jaqueta jeans, que está trazendo o espiríto dos anos 90 de volta.

Listras, xadrez e franjas não poderiam ficar de fora dos looks das mais antenadas. O que é esse conjunto de pantacourt com trench coat rosa bebê?! Apaixonei!

street style listras shanghai fashion china

Shanghai Fashion Week street style.

Shanghai Fashion Week street style.

Notaram o quanto o tênis está presente nos looks de street style?! Pois é, essa moda pegou (e muito!) desse lado do mundo. Na verdade, os chineses são super adpetos do sapato sem salto, até porque, na China tudo é grande, tudo é longe e há necessidade de se caminhar bastante para chegar a qualquer lugar. Então, nada melhor do que um sapato confortável para nos acompanhar nessas andanças. Até eu já desapeguei do salto alto e me rendi ao conforto dos baixinhos. E as chinesas nos mostram que é possível estar estilosa usando tênis.

Elas também tem o dom de misturar estilos e o sportwear é um dos que mais se destacam. O próprio tênis traz essa impressão, assim como o boné e a jaqueta bomber de tecido acetinado, que lembra o tecido usado nas roupas fitness.

sobreposição, uma das tendências que mais se destacou nessa temporada (vide os looks de Thássia Naves nas Fashion Weeks da Europa e NY) e os looks com proporções exageradas (olha aí as mangas longas que também apareceram no desfile de Makin Jan Ma gente) deixaram seu registro nas ruas de Shanghai.

Shanghai Fashion Week street style sobreposicoes

Shanghai Fashion Week street style.

E esse look anos 80 feelings!!? A combinação calça flare com camisa de listras não tem como errar no estilo. O sapato plataforma e o óculos com armação branca deram o toque final. Total 80’s.

Shanghai Fashion Week street style.

Conjuntinho de camisa e calça alfaiataria com trench coat por cima é para quem não quer errar. Assim, como o look todo em alfaiataria, que garante um ar chic e moderno. Por último, repare na jaqueta bomber, com estampa militar, tendência que apareceu dentro e fora das passarelas do SFW. Ah, e mais tênis branco nos looks…

Shanghai Fashion Week street style

Shanghai Fashion look do dia alfaiataria

Shanghai Fashion Week street style

E não podemos esquecer dos acessórios, que muitas vezes, são a peça-chave do look. Isso mesmo, eles tem o poder de transformar uma produção e por isso merecem atenção. E uma das responsáveis por nos mostrar esses pequenos notáveis (as vezes nem tão pequenos assim) é a fotógrafa Wang Lili, que já é figurinha carimbada nos eventos de moda de Shanghai, também conhecida como “Fashion Week Lady”. Ela quase chama mais atenção do que os convidados que circulam pelo XintianDi, por causa dos seus looks excêntricos, praticamente, uma fantasia.

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Nestes cliques, Wang nos mostra o olhar dela sob as lentes e sobre cada detalhe dos acessórios mais descolados, entre eles – gargantilha colada no pescoço, no maior estilo shoker, bolsa mini maleta e colar com garfismos coloridos.

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Fonte imagens: WWD, Wang Lili e acervo próprio

E aí, o que acharam dos looks e das tendências? Conte aqui os seus preferidos!