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10 maio, 2016
Shanghai Fashion Week | As tendências para o Outono Inverno 2016
MODA, Tendências

O post de hoje é sobre um assunto que eu adoooro e estava ansiosa para compartilhar aqui, o #ShanghaifashionWeek. De 8 a 16 de abril rolou o Shanghai Fashion Week FW 2016, onde marcas chinesas conceituadas apresentaram as tendências e novidades para o próximo Outono Inverno. Desde que fui para a China tenho curiosidade em ir no SFW e conhecer mais sobre o trabalho dos estilistas nacionais e conferir como é a atmosfera dessa semana de moda. Neste temporada eu fui e quero dividir um pouco dessa experiência com vocês. Foi a minha primeira vez na Semana de Moda de Shanghai, que já está na 12ª edição.

Era minha ùltima semana na China antes de voltar ao Brasil para algumas semanas de férias, mas como já acompanho as semanas de moda mundiais há tempos, estava doida para acompanhar a de Shanghai. Afinal, estamos falando de uma das maiores metrópoles do mundo e centro fashion da China e mesmo que a Beijing Fashion Week seja considerada a Semana de Moda oficial da China, a de Shanghai é a mais esperada e frequentada pelo povo fashionista.

A SFW acontece no XintianDi, o bairro mais descolado da cidade. Caracterizado pelo conjunto de construções da antiga Shanghai e por ter uma atmosfera bem moderna, essa descrição pode soar contraditória, mas é exatamente essa mistura do antigo com o novo que faz do bairro um charme só. Por isso, não teria lugar melhor para sediar a Semana de Moda da cidade.

E a SFW é um verdadeiro evento: várias celebridades, convidados cheios de estilo, burburinho pra lá e pra cá, fotográfos por toda parte, poses para cliques de look do dia e muitos flashes. Assim como acontece nas Semanas de Moda internacionais, mas em uma proporção menor, já que as Semanas de Moda da Ásia ainda não são tão assediadas como as da Europa e de Nova Iorque.

Isso é o que rola fora das passarelas, mas o que rola dentro?

Uma das novidades desta temporada foi a forma de apresentação das coleções. As marcas Museum of Friendship, Boundless, Yirantian, Haizhen Wang, Hiuman, entre outras, inovaram e fizeram, literalmente, uma apresentação da coleção, ao invés de desfile na passarela. A estilista-diva-poderosa que eu tanto admiro, Diane Von Futersberg da DVF mostrou sua coleção FW 2016 no New York Fashion Week nesse mesmo estilo, com uma apresentação performática incrível. De maneira bem discontraída, sem perder o dinamismo da passarela e totalmente visionário e inovador. Eu curti e vocês?!

Museum of Friendship (MOF)

A marca da designer Momo Wang, ainda é uma criança. Surgiu em 2012, mas já é uma das mais esperadas do SFW, é a queridinha dos chineses fashionistas e uma das que eu mais tinha curiosidade em assistir. A coleção Outono Inverno 2016, denominada CSM Kids, é uma continuação da ultima coleção, After School, que eu já falei nesse post. CSM Kids foi inspirada nas meninas da Central Saint Martin, de Londres, a universidade onde Momo se formou em 2011, e trouxe elementos do estilo girlie, como saias e vestidos rodados, peças com babados, além de pantaccourts, casacos estruturados, jaquetas bomber e até estampas com frases divertidas, como “deadline” e “go to library”. Ou seja, tudo que lembra os velhos tempos no campus da CSM.

Além da nova coleção, as modelos trouxeram para o cenário montado para a performance, muita diversão. Elas dançaram umas com as outras, fizeram poses para os fotográfos, tiraram selfies, deram risadas, brincaram, pularam e se deitaram no chão. FUN, definitivamente, é a palavra que define a MOF.

museum of friendship winter 16 shanghai fashion week

museum of friendship old school colecao inverno sfw

Museum of Friendship RTW Fall 2016

museum of friedship shanghai fashion week fw16

Yirantian

A jovem designer Yirantian Guo se formou em Londres há poucos anos, mas a consistência de suas coleções a tem colocado em pauta no cenário fashion da Ásia. Conforme ela mesma já confessou, seu estilo de criação envolve modernismo, desconstrução e abstração. E isso ficou evidente na coleção Fall Winter 2016, que trouxe materiais luxuosos, como o couro, alfaiataria e cortes retos, simples e modernos. A cartela de cores é estrita ao preto, branco e marrom.

A apresentação da coleção fugiu do padrão do SFW e foi realizada na famosa região do The Bund.

yrantian shanghai fashion week branco e preto inverno

yrantian shanghai fashion week couro

YIRANTIAN RTW Fall 2016

Black Spoon

Outra marca conceituada do SFW, a label de Moti Bai é conhecida pelo toque de fantasia nas suas coleções, eu diria, um tanto quanto exóticas. Com uma pegada bem definida desde os primóridos da marca, gótico victoriano com toque romântico, a coleção de outono inverno 2016, chamada “Paradise Circus” é composta por muito veludo, drapeados, camadas e volume. Casacos transpassados, botas e emblemas que remetem ao estilo militar também apareceram. Na cartela de cores, destaque para os tons terrosos, como o marrom e o verde.

A make usada na passarela foi toda feita pela MAC Cosmetics.

Black Spoon RTW Fall 2016

Black Spoon RTW Fall 2016

Ban Xiaoxue

O jovem estilista é conhecido pelas peças com multi-camadas e uso de tecidos e silhuetas fluídas. Nessa coleção, intitulada “I Love You”, o desfile surpreendeu ao trazer um único modelo de casaco em uma única silhueta, feminino e masculino. Além do casaco, os modelos utilizavam apenas uma espécie de segunda pele. Cada casaco, se diferenciava pelo uso de materiais variados, combinação de cores, bordados e apliques. Destaque para as estampas lindas, especialmente, florais.

Ban xiaoxue shanghai fashion week casaco

Ban Xiao Xue RTW Fal 2016

Ban Xiao Xue RTW Fal 2016

Makin Jan Ma

Nascido em Hong Kong e radicado em Londres, o estilista Makin Jan Ma tem uma história muito interessante no mundo da moda. Após se formar na Europa, de estilista masculino, ele passou a trabalhar no cinema, como produtor de filmes. E o mais legal que ele passou a criar o figurino para os próprios personagens dos seus curtas.

Na coleção “I Love All”, ele trouxe para a passarela uma pegada unissex de street stye bem descontraído. Jaquetas estilo motoqueiro, estampas estilizadas, camadas e mais camadas, slogans e frases estampados em peças oversize e desproporcionais (mangas longas, bem longas), tecidos metalizados e tênis cano longo resumem a coleção. Além disso, o que também me chamou a atenção foi o uso de muito tecido felpudo em moletons e jaquetas e das peças masculinas em rosa candy color (homens, o rosa claro está liberado, ok!?).

making jan ma I love all shanghai fashion week

making jan ma unissex shanghai fashon week fw16

Makin Jan Ma RTW Fall 2016

Makin Jan Ma RTW Fall 2016

Fonte imagens: WWD e acervo próprio

O evento ainda abrangeu diversos outros desfiles – Fake Natoo, Alicia Lee, Makemake, Haizhen Wang, só para citar alguns. A grande maioria são jovens designers chineses que estudaram em conceituadas universidades da Europa e trabalharam para renomados estilistas internacionais, mas que voltaram à China para mostrar seu trabalho. A cada temporada, a mídia nacional se mostra mais positiva com o SFW, tanto pelo apelo comercial quanto pela quebra de paradigmas em relação à qualidade. O evento está chamando a atenção da mídia do mundo todo e de compradores locais e internacionais e está aumentando a influência cultural de Shanghai como capital aspirante da moda na Ásia.

Comente o que você achou… eu A-DO-REI a experiência. Temporada Spring Summer 2017, estarei lá de novo! 😀

SaveMe!
09 maio, 2016
Como falar “mãe” e declarar seu amor em mandarim?
Curiosidades, LIFESTYLE

Família é a base de tudo, concordam?! E para a sociedade chinesa, a família tem um peso ainda maior do que imaginamos. O conceito de família é tão importante no país, que foi um dos poucos conceitos morais e ideológicos que permaneceram firme mesmo com o passar dos séculos e mesmo com a revolução que a cultura local sofreu.

Para se ter uma ideia da importância da família na cultura chinesa, em mandarim há um nome específico para cada grau de parentesco. Explico: por exemplo, não existe nome único para “irmão”. O irmão mais velho é chamado de “gege” e o mais novo de “didi”. O mesmo acontece com as irmãs. O avô e a avó por parte de pai são chamados de forma diferente dos avós maternos. A denominação para cada tipo de familiar é tão extensa que existe um dicionário chinês (grosso, bem grosso) com o nome de cada tipo de parente. Minha própria professora, chinesa nativa, me falou que é praticamente impossível decorar todos os nomes existentes para designar os familiares.

Mas claro que diante disso, MÃE, a palavra mais importante do meio familiar, não poderia ter apenas uma única pronuncia… Māmā é o mais comum deles. Se você está ou já esteve na China, provavelmente, já escutou a criançada pra lá e pra cá gritando “māmā, māmā…” o tempo todo.

dia das maes china

Mas segundo a Chen Xiaofen (uma chinesa fofa que dá aulas de mandarim no Brasil) em chinês existem três palavras diferentes para “mãe”.

Ela explicou cada uma delas, inclusive a origem do ideograma. Eu achei super interessante e aproveito que hoje é Dia das Mães para compartilhar essa informação com vocês, afinal, conhecimento nunca é demais. Olha só:

Mǔqīn (母亲)

O ideograma foi criado baseado na imagem de uma mãe amamentando e expressa o amor materno.

Niáng (娘)

O ideograma desta palavra é formado pelos ideogramas de “mulher (女)” e “boa (良)”. Expressa o coração bom e todas as qualidades de uma mãe.

Mā (妈)

Foi utilizado o ideograma do “cavalo (马)”, que tem o mesmo som e foi acrescentado o radical de “mulher (女)” para diferenciar um do outro. Essa junção foi feita para diferenciar a leitura do mā de cavalo para o mā de mãe.

Então, neste dia tão especial eu desejo:

Mǔqīn jié kuàilè (母亲节快乐) | Feliz Dia das Mães

E não esqueçam de declarar seu amor para suas mamães:

Māma, wŏ ài nĭ (妈妈,我爱你) | Mãe, eu te amo!

Feliz dia das maes mandarim chines

06 maio, 2016
A moda conceito e o mercado de luxo na China
Compras, Curiosidades, MODA, Street Style, Tendências

Esses tempos li o comentário de um leitor do blog que disse estar surpreso com o fato do quanto o mercado da moda é forte na China. Digo moda conceito, labels. Aí me dei conta de como o país ainda é conhecido lá fora pelas roupas baratas e produtos falsificados. O que é uma pena, pois a indústria fashion na China tem talento, potencial, e vem crescendo e se destacando muito em âmbito internacional. 

Escrevi esse texto na minha coluna de moda no blog Brasileiras Pelo Mundo. Adorei tanto pesquisar sobre esse assunto (acabei aprendendo muito) e achei ainda mais gostoso escrever sobre, que resolvi compartilhar por aqui. Boa leitura! :)  

Nós brasileiros temos o costume de pensar que toda etiqueta “made in China” é sinônimo de coisa barata e de má qualidade. Na moda isso é bem evidente. Os sites de vendas online como o Aliexpress, em que roupas, sapatos e acessórios produzidos na China são vendidos a preço de banana e, muitas vezes, feitos com tecidos simples e acabamento ruim, reforçam esse pensamento. Mas a verdade é que, com o rápido crescimento econômico do país nos últimos anos, os consumidores chineses com alto poder aquisitivo se tornaram ávidos por artigos de luxo e moda de alta costura. E por isso, o “made in China” passou a atender a esse mercado, que oferece produtos exclusivos e de alta qualidade.

Em meados dos anos 90, as primeiras grifes mundiais começaram a se instalar em Hong Kong, Pequim e Xangai. Atualmente, toda cidade chinesa desenvolvida tem lojas de grifes internacionais renomadas como Dior, Louis Vuitton, Burberry, Chanel, Givenchy, Prada, Miu Miu, Hermes, entre tantas outras, espalhadas pelos melhores bairros e distritos. Estas gigantes da moda, veem a China como um dos mercados de maior potencial no mundo. Segundo uma pesquisa realizada pela ONG americana Associação de Luxo Mundial, a China é o segundo maior mercado de produtos de luxo do mundo e até 2017, será o primeiro.

Até alguns anos atrás, as consumidoras classe A desejavam produtos com megalogos ou monogramas, ou seja, aqueles que tivessem o logotipo da marca bem visível. Tudo para conferir status e poder, e mostrar que tinham condições de ter um artigo de luxo. Essa necessidade de ostentação vem, provavelmente, de uma mentalidade antiga, causada pela pobreza extrema e pelo rápido desenvolvimento econômico no país.

Hoje em dia, “qualquer um” pode exibir uma bolsa Gucci ou Louis Vuitton, especialmente devido ao crescimento desenfreado das falsificações. Por isso, bolsas com megalogos ou monogramas passaram a ser relacionadas à classe média. Basta você ir ao supermercado ou sentar em um restaurante, que vai ver várias chinesas com uma bolsa Louis Vuitton embaixo do braço. Por isso, as consumidoras ricas e “phynas” de verdade dão prioridade às marcas que oferecem produtos mais discretos, sem sinalização aparente. Com isso, as marcas de luxo passaram a rever sua forma de apresentação e estão se adequando, cada vez mais, ao estilo chinês. Bottega Veneta, uma das grifes pioneiras na eliminação da etiqueta externa, é uma das preferidas entre as chinesas com alto poder aquisitivo.

look bolsa chanel China

Louis Vuitton china país falsificação bolsas

Mas não é só de grifes internacionais que o mercado de luxo é feito na China. Com a onda do sentimento de patriotismo, espalhada principalmente pelo presidente Xi Jinping, os consumidores chineses começaram a se orgulhar do estilo de vida chinês e a prestar mais atenção às marcas nacionais. No último Shanghai Fashion Week, em outubro de 2015, a imprensa declarou que as semanas de moda da China recebem, a cada estação, mais chineses interessados na moda nacional e compradores do mundo todo, dispostos a abrir as portas de suas boutiques para os designers daqui. E não há como negar que a exposição China: Through the Looking Glass, no Met Museum de Nova Iorque, no ano passado, serviu como um empurrão para colocar de vez a moda conceito da China na cena fashion mundial.

Com esse crescimento constante, as marcas globais estão com os olhos atentos ao mercado chinês. E estilistas famosos já vêm buscando inspiração na cultura oriental há algum tempo. Criações de John Galliano para Dior, Tom Ford para Yves Saint Laurent, Sarah Burton para Alexander McQueen e Karl Lagerfeld, todas exclusivas e inspiradas na cultura chinesa, fizeram parte da exposição citada acima, que ocorreu em NY. Segundo o MET Museum, esta foi a exposição de moda mais famosa e visitada do museu até hoje.

Porcelana da Dinastia Ming (seculo XV) Evening dress by Roberto Cavalli, 2005-6 e Sarah Burton dress para Alexander McQueen 2012

Vestido do designer chinês Guo Pei

Além do sentimento patriota, o fato das chinesas optarem por trocar artigos ostentação por outros com mais classe e exclusividade, ajudou a colocar as grifes nacionais em um patamar competitivo com as marcas mundiais. Ainda que as grifes chinesas trabalhem com peças caras, tanto quanto as de grifes internacionais, e não venham acompanhadas do glamour da etiqueta europeia, elas estão ganhando espaço considerável no mercado de luxo da China e nos armários das mulheres ricas.

Masha Ma é uma das marcas mais queridas. A jovem estilista de mesmo nome já transitou pelos ateliês chiques de Paris, desfilou suas coleções no Paris e London Fashion Week, e hoje está de volta a Shanghai, onde abriu seu próprio ateliê. Uma Wang seguiu os mesmos passos e fez seu nome no mercado de luxo mundial. Suas criações já foram desfiladas nas semanas de moda da Europa e são vendidas em lojas de Londres, Milão e Nova Iorque.

E há vários outros nomes de estilistas chineses que começaram a pipocar na cena fashion mundial. Guo Pei, uma das mais renomadas, é responsável por vestir várias celebridades chinesas nos eventos mundo afora. Uma de suas criações, o imponente e polêmico vestido amarelo com cauda, foi escolhida pela cantora Rihanna para desfilar no tapete vermelho do Met Gala de 2015, um dos eventos de moda mais esperados do ano. Você lembra?

rihanna vestido met ball guo pei designer chinesa

Guo Pei também lançou uma linha em parceria com a marca de cosméticos MAC (veja as belezuras aqui). Assim como a jovem estilista de jóias Bao Bao Wan. O talentoso Jason Wu, nascido em Taiwan e radicado em Nova Iorque, é uma das estrelas do NYFW há quase 10 anos. São todos jovens designers chineses que estão transformando a moda de luxo na China e levando um novo conceito de “made in China” para o mercado ocidental. Se você se interessa por moda, pode anotar esses nomes. Eles já dominaram o mercado de luxo da China e vão fazer muito barulho na moda global. Concordas?

28 abril, 2016
El Nido | Passeios de barco pelas praias e lagoas mais lindas
DICAS, Filipinas, VIAGENS

Guarde esses nomes: tours A, B, C e D. Assim são denominados os passeios de barco que vão te levar para alguns dos lugares mais bonitos do mundo. Como já comentei no post anterior sobre El Nido {ainda não leu?! Então olha aqui antes de ler esse}, os passeios de barco pela Baía de Bacuit são divididos em quatro diferentes tours: A, B, C e D, sendo o A e o C os mais turísticos. E na minha opinião, os mais completos e interessantes. Digo completo, pois eles te levam para as praias mais surpreendentes que você pode imaginar e também para as lagoas de agua azul turquesa que nunca vi tão lindo em outro lugar do mundo.

O que você vai ver nesses tours?

Tour A – Composto, principalmente, pelas lagoas com água azul turquesa que você, definitivamente, não pode deixar de conhecer: Big Lagoon, Small Lagoon e Secret Lagoon, além da praia 7 Commando e a ilha Shimitzu.

Tour B – Passeio pelas cavernas Cathedral e Cudugnon Cave e pelas ilhas Pinagbuyutan, Entalula e Snake Island.

Tour C – Visita as praias incríveis Secret Beach, Hidden Beach e Talisay. E ainda as ilhas Matinloc Shrine e Helicopter Island.

Tour D – Composto pela paradisíaca Cadlao Lagoon e por outras praias – Pasandigan, Bukal Beach, Ipil Beach e Paradise.

mapa tours A B C D El Nido praia ilha

Em El Nido, existem agências de turismo que vendem uma combinação de dois tours para fazer em um mesmo dia. Por exemplo, se você não tem muito tempo em El Nido, pode fazer os tours A e C de uma vez só. Tem gente que não curte a ideia de fazer dois tours em um só dia, já que parece ser corrido e sobra pouco tempo para admirar com calma as belas paisagens e aproveitar as praias maravilhosas das ilhas. Mas eu fiz e achei ótimo!! E aí vão as minhas dicas para tornar o seu tour inesquecível:

* Primeiro, eu e o Rodrigo decidimos fazer o passeio privado. Um barco apenas para nós dois (além do guia turístico, do piloto do barco e seu ajudante). Assim, poderíamos partir da praia central de El Nido a hora que quiséssemos e montar o cronograma de acordo com a nossa vontade (claro, respeitando o roteiro da agência). Para não ficar tão corrido, eliminamos algumas paradas. Por exemplo, no Tour A existem três lagoas. Decidimos que duas seriam suficientes para conhecer: a Big Lagoon e a Small Lagoon. A Secret Lagoon ficou de fora do passeio, já que os locais e o nosso guia falaram que esta era a menos bonita entre as três. Fizemos o mesmo com algumas praias. Segundo o guia nos passou, a Shimitzu Island era apenas para fazer snorkeling e a Helicopter Island tinha mais graça ver o seu formato de helicóptero de longe do que ir até a praia, então ambas, só avistamos de longe.

Eu sou um pouco contra fazer passeios em grupo em destinos muito turísticos. Não que eu seja contra, mas se tiver condições de fazer o passeio privado, eu escolho essa opção. No passeio em grupo a gente nunca sabe o que vai encontrar pela frente, podem ser pessoas legais, mas também pode ser uma turma grande de pessoas inconvenientes. Um brasileiro que conhecemos em El Nido comentou que no dia anterior havia feito o passeio em grupo por um dos tours e em um barco para 12 pessoas, a agência de turismo colocou 25!! Muito além da capacidade e muito diferente do que o funcionário da agência havia vendido para os clientes. Além de ser desconfortável, não é seguro e esse costuma ser o nosso maior medo. Sem falar que no passeio privado podemos definir nosso próprio timing, escolher onde queremos ficar mais e menos tempo.

Nós até tentamos alugar uma lancha para otimizar o tempo do passeio, mas o único que achamos, na beira da praia de Corong Corong, era extremamente caro. Mais caro que no Vietnã e na Tailândia, que é um país bem mais turístico. Provavelmente porque não havia concorrência. Então decidimos ir de barco “aranha” mesmo (nome carinhoso que demos para o estilo dos barcos filipinos).

No passeio privado, pedimos para sair as 8 horas da manhã, uma hora antes do horário normal dos passeios em grupo. Que ideia! Nas três primeiras paradas fomos os primeiros a chegar. As praias mais paradisíacas ever e nós dois eramos os únicos lá, foi incrível!

Só um parênteses, se você esta com viagem marcada para El Nido, pretender fazer o tour A e o C e quer ser pego totalmente de surpresa por cada ilhota visitada, sugiro pular direto para o parágrafo “dicas importantes”. Como eu organizei a trip pelas Filipinas de ultima hora, acabei pesquisando pouco sobre El Nido antes de ir. Então, quando parti para os tours eu não fazia ideia do que ia ver pela frente e das aventuras pelas quais iria ter que passar. Fui pega de surpresa em vários momentos e isso deu ainda mais graça ao passeio. Agora, se você quer saber tudo sobre alguns dos lugares mais lindos do mundo, continue lendo.

A primeira parada foi em Hidden Beach. O barco ancorou em frente a uma montanha de pedras e enquanto procurávamos pela praia, nosso guia falou: agora vamos ter que descer do barco e ir nadando/caminhando até a praia. Parecia simples, mas havia tantos corais no fundo do mar que ficava difícil (e dolorido) caminhar e o mar estava tão raso que não tinha como nadar (a menos que quisesse arranhar os joelhos nos corais e pedras do fundo do mar). Coloquei os chinelos no pé e fui com a ajuda do guia (por isso digo que é preciso prestar atenção nas dicas importantes abaixo). Nao foi fácil chegar até a praia, raspei meus pés nos corais e o chinelo do Rodrigo arrebentou. Mas o cenário é tão incrível que vale todo e qualquer esforço. Não preciso falar mais nada, julguem pelas imagens…

 Praia paraiso mar cristalino el nido bacuit palawan

Hidden beach praia mar cristalino El Nido Filipinas

A segunda parada foi na ilha Matinloc Shrine, onde fica uma Igreja antiga abandonada, quase na beira da praia. Do alto da ilha temos uma vista sensacional da Baía de Bacuit. E a cor da água surpreende! Mas uma vez, fomos os primeiros a chegar na ilha.

baia Bacuit ilha matinloc el nido filipinas

vista baia bacuit el nido palawan filipinas

De lá partimos para a ilha em frente, a Talisay Island, onde paramos para almoçar. A ilha é totalmente deserta e não há qualquer bar ou restaurante. O almoço é feito ali mesmo, no barco. E é muito bem servido! É necessário comentar mais uma vez que a praia é maravilhosa e a cor da água, sensacional? Simplesmente a definição do paraíso!

talisay ilha cenario paraiso praia el nido palawan filipinas

prato tipico filipino el nido palawan

peixe na grelha praia el nido palawan filipinas

Mas o highlight desse passeio foi a Secret Beach. Imagina você ir a uma praia totalmente cercada por montanhas de pedras. Tão bem cercada que não há passagem para acessá-la!? Dito isso, você para e pensa: como chegar até a praia então? Foi exatamente essa a minha pergunta quando o barco ancorou. Descemos do barco e fomos nadando até uma pequena abertura no meio das pedras, tipo uma caverna. O acesso a praia é por essa pequena fresta formada entre as rochas e tem mais um detalhe: a fresta fica em pleno alto mar. Quando me deparei com o acesso, fiquei de queixo caído “sério que teremos que passar por esse buraco para ir até a praia?”, mas naquela momento não havia mais volta e claro que eu não iria perder a oportunidade de conhecer de perto a praia maravilhosa que nos esperava por trás das rochas. Neste momento é importante prestar muita atenção, esperar as ondas passarem para depois atravessar o buraco de entrada, pois qualquer deslize, a força das ondas pode te jogar para cima das pedras. Por isso, achei fundamental a ajuda do nosso guia ou de qualquer outra pessoa que conheça bem o local, tanto para entrar quanto para sair da praia. É adrenalina pura para chegar até lá e a praia é simplesmente sensacional!

Secret Beach praia montanhas el nido palawan filipinas

Secret beach melhor praia el nido palawan filipinas

E quando achei que nada mais me surpreenderia, foi a vez de conhecer as lagoas, a Big Lagoon e a Small Lagoon. A melhor coisa para se fazer aqui é alugar um caiaque e desvendar as belezas das lagoas. A cor da água é de um azul turquesa tão lindo que mais parece uma piscina natural. Inacreditável!! Em algumas partes, a água é tão rasa e cristalina que vemos perfeitamente os corais.

agua limpa corais big lagoon lagoa el nido palawan filipinas

caiaque lagoa big lagoon el nido palawan filipinas

small lagoon lagoa agua transparente el nido filipinas

Nossa última parada do dia foi na 7 Commando, uma praia badalada de El Nido com areia fina, mar calmo e cristalino. O spot perfeito para fazer um lanche ou tomar uns drinks no fim de tarde. Tem alguns bares na beira da praia e um único resort, ideal para quem quer curtir a paisagem e relaxar (quase ficamos hospedados, mas desistimos pois o acesso à praia é feito somente por barco e ficar meio isolado não era nossa intenção).

7 commando praia el nido palawan filipinas

Essa foi a combinação dos tours A e C que fizemos em apenas um dia. Um dia!! Ouso dizer que foi o dia de viagem mais incrível e divertido que passei considerando todos os destinos em que já estive. Apesar dos arranhões nos corais e das queimaduras na pele de mães d’água e do sol, o dia foi perfeito!

Mas as nossas aventuras não pararam por aí. Na última noite em El Nido decidimos passar uma diária no barco Palawan Secret Cruise (veja as fotos nesse link), cuja finalidade é visitar ilhas que não fazem parte dos tours turísticos, mas que são tão bonitas quanto, e ir às praias e ilhas mais famosas em horários diferentes dos barcos de turistas. O itinerário é decidido no dia, de acordo com as condições marítimas e com os passeios que os hospedes já haviam feito. Como fiquei completamente apaixonada pelas lagoas de El Nido, fiz uma “exigência”: visitar alguma lagoa. E durante as 24 horas que passamos no barco, conhecemos as cavernas e a Snake Island do tour B e a Cadlao Lagoon do tour D, que é simplesmente IN-CRÍ-VEL!

Cadlao lagoon lagoa vista aerea el nido palawan filipinas

Falando sobre as instalações do barco, este é pequeno (tem apenas 12 cabines) e muito simples, mas é limpinho e organizado. As refeições são feitas ali mesmo, pelos locais que trabalham no barco. Serviram peixe fresco pescado na hora (delicioso), saladas, arroz e outros pratos típicos do país. No fim de tarde, rola música e drinks, num clima super descontraído. Uma experiência única e diferente que eu indico para quem gosta de programas diferentes.

DICAS IMPORTANTES: quando for fazer os passeios de barco por El Nido, leve roupa de lycra, calça comprida e camiseta de manga comprida. Isso tudo é para evitar ser queimada pelas mães d’água/água viva. Eu sofri muitos queimaduras e olha, é dolorido.

Não deixe de levar botinhas de neoprene para evitar o contato com os corais. Muito protetor solar e protetor labial também. Mesmo o barco tendo proteção, havia momentos que não tinha como fugir do sol. Pulávamos no mar o tempo todo e a combinação sol + sal, nós sabemos, faz muito mal para a pele e para os lábios (cabelos também). Eu consegui me queimar tanto, que no outro dia estava me sentindo com a boca da Angelina Jolie (nada mal ein!? Mas doía muito). E se você é daqueles que não vive sem o mundo online, compre um chip com 3G no aeroporto de Manila, pois o wifi raramente funciona em El Nido.

As fotos ajudam a dar uma ideia das ilhas de El Nido que conhecemos. Mas por mais lindas que sejam, não conseguem expressar o sentimento que é estar presente naquele lugar. Olhar ao redor e se sentir parte daquela paisagem tão incrível e entender a dimensão que é e como a natureza pode ser tão bela. Tudo contribuiu para ser perfeito: o cenário, o clima, as aventuras, as pessoas e até a companhia do filipinos que estavam conosco, que povo mais alegre! Uma vibe muito boa.

06 abril, 2016
El Nido | O paraíso na ilha de Palawan – Praias, paisagens e estilo de vida
Filipinas, VIAGENS

Para mim El Nido é um dos lugares mais lindos do mundo! Da vida! Tá bom, admito que em quase todas as viagens que fiz pela Ásia nesses últimos anos, voltei falando isso. Aconteceu com Bali e mais recentemente com a Tailândia. A verdade é que depois de conhecer Railay e Koh Phi Phi, pensei que não iria me surpreender tanto com as praias das Filipinas. Mas acontece que quando conheci ao vivo e a cores as praias escondidas e as lagoas de cor azul turquesa do arquipélago de Bacuit, me apaixonei completamente.

El Nido Palawan Filipinas.001

A pequena vila de pescadores no norte da ilha de Palawan é o ponto de partida para explorar as 45 ilhas que formam o arquipélago de El Nido. Apesar de ser um dos destinos preferidos dos turistas que vão às Filipinas, é um paraíso ainda pouco explorado. Por isso, El Nido ainda mantêm as características de uma vila de pescadores, com construções humildes e moradores que parecem levar uma vida tão tranquila e não se incomodar com a presença de turistas. Um lugar onde a eletricidade e os caixas eletrônicos são artigos de luxo. Wi-fi? Esqueça! Os hotéis tem geradores para dar conta da luz, mas sinal de internet somente se o 3G do seu SIM card filipino funcionar (eu comprei um no aeroporto por USD 20). Assim que cheguei em El Nido e me dei conta da situação do lugar, meu primeiro pensamento foi: como um destino já tão turístico não tem uma infraestrutura adequada para receber os visitantes?

Mas a magia do lugar é exatamente essa. Mesmo com tantos turistas, El Nido consegue manter sua personalidade e estilo de vida. Grandes redes de hotéis e resorts ainda não se estabeleceram por aqui, o que evita aquela multidão de turistas que estamos acostumados a ver nas praias mais famosas da Tailândia e de Bali, por exemplo. Algumas já bem poluídas, infelizmente. Como comentei no post anterior, o acesso a El Nido é um pouco trabalhoso e esse é, provavelmente, um dos fatores que contribuem para que seja um destino turístico tão incomum (saiba como chegar nesse post). Em El Nido, raramente vemos carros. O meio de transporte é o triciclo, que nada mais é do uma moto com uma caçamba acoplada na lateral, ou a motocicleta (nós alugamos uma, claro, para explorar a região).

Mas por suas belezas naturais, El Nido é considerado um dos lugares mais bonitos do mundo e já foi nomeado, por dois anos seguidos, como a ilha mais bonita do mundo, pela revista Condé Nast Traveler. Mas o que esse arquipélago tem de tão especial?

As praias de El Nido são lindas. Logo que chegamos ao vilarejo, vindo de Puerto Princesa, é possível avistar do alto a praia de Marimegmeg, para mim, a mais bonita da vila. Ela é mais conhecida como Las Cabañas Beach, pois é onde fica o Las Cabañas Resort. Pela manhã a maré é baixa, o que prejudica um pouco a beleza do lugar. Mesmo assim, já é possível ver a cor d’água, mar cristalino, lindo. Mas perto do meio dia a maré começa a subir e a praia começa a encher. Mas não lota, apenas notei que o movimento estava maior. Há alguns bares na beira da praia que dispõe de mesas e cadeiras. E que também tocam um som ambiente agradável, pop, reggae ou qualquer outro ritmo que combine com o clima da praia. Se você quiser calmaria total, pode ir caminhando para Dolarog Beach que fica a esquerda da ponta de Las Cabañas, é quase deserta. Ou você pode se aventurar na tirolesa, o Zipline Adventure fica na beira da praia mesmo. Las Cabañas parece ser o point da vila de El Nido e passamos uma tarde deliciosa por lá. Na saída da praia, diversos “táxis” estacionados esperando os turistas. Lembrando que os táxis de El Nido são os triciclos, cada um pintado a sua maneira, muito curioso.

Vista praia Marimegmeg Las Cabañas El Nido tirolesa
Vista da praia de Las Cabañas e a tirolesa ao fundo

Las Cabañas marimegmeg beach El Nido Palawan

 

Eu e Dolarog
Eu e Dolarog

triciclos tuk tuk el nido palawan

Próximo de Las Cabañas fica Corong Corong, uma praia bem menos movimentada, mas com um pôr do sol tão lindo quanto a anterior. O bar-restaurante mais descolado de El Nido fica na beira da praia, o La Plage Sunset Bar & Restaurant. Não deixe de ir curtir o fim de tarde por lá.

Corong corong por do sol bar restaurante beira praia El Nido Palawan

A praia central fica bem pertinho da rua principal do centro de El Nido, apenas separada por ruelas de poucos metros. A maioria dos hotéis, guesthouses e outras hospedagens da vila ficam nessa região. A rua principal tem alguns poucos restaurantes, cafés e bares, agências de turismo, lojas de mergulho e casas de massagem. Tudo muito simples. Confesso que nem me recordo o nome da praia central, pois ela não é muito turística, ninguém vai para nadar ou pegar praia. Serve mais como “estacionamento” para os barcos que fazem os passeios turísticos.

Praia centro El Nido barcos passeio turismo Palawan Filipinas

Quando perguntei aos locais qual seria a melhor praia da vila, todos me falaram que eu deveria conhecer Nacpan Beach. A praia fica longe do centrinho, a mais de meia hora de moto ou triciclo. Eu não sei se parei no lado errado da praia, mas não a achei tão linda quanto Las Cabañas. Mas é bonita, cheia de coqueiros e bem mais tranquila. Se tiver tempo, vale a pena conhecer.

Nacpan beach praia coqueiros El Nido Palawan

Mas nenhuma praia da vila, nada, se compara a beleza das demais ilhas e praias espalhadas pela Baía de Bacuit. São cenários de outro mundo, tão lindos que fica até difícil achar adjetivos adequados para descrevê-los.

Chegamos nessas ilhas através de passeios de barco denominados Tours A, B, C e D. Eu pretendia falar dos tours nest post, mas é um assunto tão especial e tenho tantas dicas boas que decidi que vale um post exclusivo só para falar dos tours e das minhas maiores aventuras por El Nido! Fica para o post de amanhã, prometo…

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Além das paisagens estonteantes e das belezas naturais inenarráveis outro fator contribuiu para eu me apaixonar por El Nido: o povo.

Filipinos povo feliz El Nido ilha Palawan

No caminho percorrido de Puerto Princesa até El Nido já sofri um choque. As pessoas moram no meio do mato, no meio do nada, em pequenas casas feitas de bambu e palha. E quando chegamos em El Nido, a coisa não muda de figura. Surpreendentemente, o estilo das casas são iguais. As vezes víamos um família inteira, de cinco, seis ou sete pessoas morando em uma casa que aparentava ter, no máximo, dois pequenos cômodos. E mesmo no meio de tanta pobreza, o povo parecia ser muito feliz. Pobres, na verdade, só em condições financeiras. Mas ricos em espiritualidade e boas energias. Fomos muito bem tratados por todos os filipinos que conhecemos pelo caminho, sem exceção. Sempre sorrindo, amigáveis, dispostos a ajudar, sem querer tirar vantagem dos turistas (o que costuma acontecer muito em destinos turísticos). Fiquei muito comovida e encantada com o povo de lá. Pessoas simples e humildes, mas que parecem ter um coração enorme.

Corong Corong beach casas locais filipinas
Casas de palha na beira da praia de Corong Corong
Vida filipinos El Nido Palawan
Cozinha de uma das casas que conheci. E a galinha na porta?!
Por fim, espero ter conseguido passar um pouquinho da vibe desse paraíso. Se você também se encantou por El Nido, espere para ler o post sobre os tours por Bacuit Bay no próximo post. Essas ilhotas são as responsáveis pela fama de El Nido ser um dos lugares mais lindos do mundo…
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05 abril, 2016
Filipinas | Roteiro de viagem, ilhas e praias paradisíacas
Filipinas
Dica de viagem Filipinas praias
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Se há uns três anos atrás me perguntassem sobre El Nido, eu nem saberia onde apontar no mapa. A verdade é que antes de vir para a China nunca tinha me passado pela cabeça viajar para a República das Filipinas, muito menos tinha ouvido falar sobre Palawan e Boracay, duas ilhas famosas do país. Mas graças a bate-papos descontraídos com amigos que também estão deste lado do mundo, descobri que as Filipinas era um país repleto de belezas naturais inacreditáveis, praias paradisíacas e paisagens de tirar o fôlego. Pronto, o destino foi para o topo da lista das minhas próximas viagens. Conversando com uma amiga filipina que mora na China, ela me recomendou: quando viajar às Filipinas pela primeira vez, vá para Boracay e Palawan.
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Sugestão dada, é sugestão aceita. É claro que nas Filipinas há outros lugares tão lindos quanto estes para se conhecer, afinal estamos falando de um país com mais de sete mil ilhas!! Isso mesmo, Filipinas é um arquipélago formado por 7.107 ilhas, a grande maioria ainda inabitadas. Entre os destinos mais conhecidos ainda se destacam a ilha de Cebu, a capital Manila, as praias Puerto Galera e Roxas em Mindoro e outras ilhas menos conhecidas, como Bantayan.
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 .mapa ilhas filipimas manila boracay palawan.001
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Desde o início estava decidida a ir para El Nido, uma vila de pescadores no no norte de Palawan, considerada um dos lugares mais lindos do mundo. Quando comecei a pesquisar mais sobre o destino, descobri Coron, também no norte de Palawan, mas há oito horas de barco de distância de El Nido. O passeio de barco que leva de El Nido a Coron (e vice-versa) parece tentador, pois o barco vai parando em vários spots no meio da caminho, o que é uma boa oportunidade para chegar a ilhas desertas e remotas e conhecer mais paisagens desse país tão maravilhoso. Infelizmente, não tinha tempo hábil para fazer ambos os destinos, já que eu não abria mão de ir à Boracay. Também fiquei um noite em Manila, mas conheci muito pouco de lá (apenas a região próxima do aeroporto), numa próxima vez, tentaria ficar umas duas noites, para conseguir passear com calma pela cidade.
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Em El Nido sugiro ficar de três a quatro dias. Na verdade, em El Nido mesmo não há muito o que fazer além de relaxar e curtir as belas praias. O mais legal são os passeios de barco pela Baía de Bacuit que partem da praia central de El Nido. Os tours A, B, C e D te levam para ilhas desertas (se você conseguir chegar antes que os demais turistas), praias escondidas, cavernas formadas no meio do oceano e lagoas de um azul turquesa inacreditável. Passeios realmente inesquecíveis!
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Las Cabanas praia El nido Palawan
Las Cabañas, uma das praias mais bonitas de El Nido
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Tour A El Nido Matinloc Shrie baia bacuit palawan
Vista da Baía de Bacuit de uma das ilhas inabitadas próxima de El Nido
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E como todo lugar com natureza bonita e bem preservada costuma ser de difícil acesso, para chegar em El Nido pode ser um pouco trabalhoso. Até tem aeroporto na região, mas sua estrutura é pequena e só comporta aviões pequenos, portanto os voos são restritos e caros. E costumam ser cancelados com frequencia, devido ao tempo (qualquer ventinho mais forte, o aviao já não consegue pousar). A maneira mais comum de chegar em El Nido é pegar um voo de Manila para Puerto Princesa, a capital de Palawan, e depois uma van para El Nido, que custa cerca de 700 pesos filipinos por pessoa. Não se preocupe em reservar van com antecedência. Assim que você sai da porta do aeroporto de Puerto Princesa já verá lojinhas e vendedores ambulantes oferecendo a viagem de van até El Nido. Mas é preciso ter paciência, pois a viagem dura em torno de 4 a 5 horas e van só sai depois que estiverem todos os assentos vendidos. No meu caso, tanto na ida quanto na volta de El Nido, fiquei uma hora dentro da van passando de hotel em hotel para arrecadar passageiros e só depois partimos para a viagem. A estrada, surpreendentemente, é bem boa. Não tem buracos, mas, infelizmente, também não tem acostamento. Na viagem durante o dia, o motorista ia buzinando com frequência para chamar a atenção das crianças brincando no meio da rua. A estrada também é cheia de curvas, o que torna a viagem um pouco assustadora. Mas apesar de chegar cansada e com a bunda dura, foi tudo tranquilo.
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E se eu quiser ir para Coron? Se você estiver em El Nido, é fácil. As agências de turismo, localizadas na rua principal, oferecem viagens diárias de barco para Coron. A passagem custa em torno de 1200 pesos por pessoa. Há também a possibilidade de pegar um voo de Manila ou Cebu direto para Coron, já que há aeroporto na região.
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Depois de Palawan fomos para Boracay. Infelizmente, não há voos diretos, o que é uma pena, já que estamos falando das duas ilhas mais turísticas das Filipinas. Pegamos um voo até Manila e de lá partimos para Boracay. É possível ir de uma ilha a outra de barco, mas são mais de 16 horas de viagem e nós não tínhamos esse tempo todo para gastar em alto mar. Surpreendentemente, a locomoção dentro das Filipinas foi mais tranquila do que na Tailândia (leia sobre a trip Thai). Por ser um arquipélago com milhares de ilhas, achei que a locomoção seria mais trabalhosa. Fizemos tudo pela Philippine Airlines, as passagens foram compradas com antecedência pelo site da empresa. Outras opções de companhias aéreas são: Cebu Pacific Air e Air Asia, que são low cost, ou seja, costumam ser mais econômicas.
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Palawan Boracay viagem Filipinas Philippine Airlines
E lá vamos nós de avião a hélice
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Boracay é uma ilha razoavelmente pequena, conhecida pelas praias com areia branca e mar azul turquesa. Bem mais turística que El Nido, por isso tem uma estrutura melhor para receber os turistas, bons resorts e uma grande variedade de bares, restaurantes e passeios. Na minha opinião, foi o itinerário de viagem perfeito: primeiro muitas aventuras em El Nido. Passávamos o dia inteiro passeando de barco, parando de ilha em ilha e mergulhando em alto mar para conseguir chegar nas praias de difícil acesso. Experiências muito legais, mas cansativas. E como a ilha é bem simples e as hospedagens idem, digamos que El Nido não é o mais lugar indicado para quem procura por conforto. Por último, curtimos toda a comodidade e entretenimento que Boracay oferece. Foram quatro dias relaxando e curtindo as praias da ilha. Voltamos das férias realmente descansados. Mas se você não tem interesse de ficar esse tempo todo no relax, acredito que duas a três noites são suficientes para ficar em Boracay, já que a ilha não é muito grande.
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Boracay white beach areia branca mar cristalino

Quando ir? Essa é uma questão muito importante. Estatisticamente falando, as Filipinas é o país que mais sofre com fortes tufões, furações e tempestades tropicais, por isso, fuja da época de monsões, que ocorre de junho a dezembro, especialmente, em setembro. A fase seca é de janeiro a março e por isso, é alta temporada. Fomos no fim de fevereiro e pegamos dias lindos e ensolarados em El Nido e um pouco de chuva fina em Boracay. Como os próprios locais dizem, o clima do país é imprevisível. Mas nada que pudesse atrapalhar nossa experiência maravilhosa nesse país tão lindo e cativante.

01 abril, 2016
Festival QingMing | Dia dos Finados e de celebrar a primavera
Cultura, Curiosidades, LIFESTYLE

Parece contraditório, mas Qingming (清明), que em mandarim significa “claro, brilhoso”, é o nome dado ao festival que homenageia os mortos e, ao mesmo tempo, celebra a chegada da primavera. Em inglês é chamado de Tomb-Sweeping Day, ou seja, Dia de Varrer o Túmulo ou Chinese Memorial Day.

Qingming festival homenagem mortos tumulo china

O Festival Qingming é celebrado no dia 05 de abril, mas o feriado já começa no sábado, dia 03. O principal costume dos chineses é varrer o túmulo dos seus entes queridos, fazer a limpeza, enfeitar com flores e pinturas em mandarim. Os chineses também costumam rezar pelos parentes falecidos e prestar homenagens a eles. Comidas, especialmente os pratos preferidos do morto, vinho, chá, papeis imitando dinheiro e réplicas de bens materiais (como casas, carros e até iphones e ipads) são levados ao túmulo. Tudo isso é queimado, com a esperança de que não falte nada disso para o falecido na sua vida após a morte. dia dos mortos china festival qingming

Qingming festival tradições chinesas comidas frutas

Qingming festival costumes chineses fogo queima casa carro

replicas de papel casa queimar dia dos mortos china

sweeping day dia dos mortos china queimando iphone ipad

queimando dinheiro festival qingming china

Em algumas regiões da China, quando um membro familiar récem faleceu, a família não deve celebrar nenhum festival ou data especial durante três anos, em sinal de respeito. A tradição de acender fogos de artifícios no Ano Novo Chinês é vetada, pois eles acreditam que pode ferir os olhos do morto, que ainda não deixou esse mundo. Nessa data, eles apenas rezam pelos entes que já se foram. E as famílias menos tradicionais ou cujos ancestrais foram cremados, oferecem flores e rezas para os falecidos. Durante este período, usar vermelho e outras cores vibrantes não é visto com bons olhos, como de costume.

Mas o Qingming é uma mistura de tristeza com alegria. Nesta data, os chineses também celebram a chegada da primavera. Nessa época do ano, as temperaturas começam a subir e o clima fica mais gostoso. O cenário muda: as árvores voltam a ter folhas, as flores nascem novamente e o céu azul passa a aparecer com mais frequência (muitas regiões da China ficam meses com o céu cinza durante o inverno). Tudo fica mais colorido. E por isso, os chineses saem às ruas para celebrar a chegada dessa estação tão gostosa. Outro costume do festival é soltar pipas, que na verdade, é uma prática muito comum na China. Durante o dia são empinadas pipas dos mais diversos tamanhos e formatos. A noite, as pipas recebam pequenas lanternas que iluminam a escuridão. Os chineses costumam cortar a corda da pipa para que ela se perca nos céus. Dizem que isso traz boa sorte e leva embora as doenças.

Árvore com flores cerejeira em Kunming
Árvore com flores de cerejeira em Kunming

Esse festival é também relacionado com a agricultura, pois a primavera é a melhor época para reiniciar a lavoura. Algumas pessoas carregam ramos de salgueiro durante o festival ou colocam em frente a porta de casa, pois acreditam que os ramos espantam os espíritos do mau. Essa tradição ainda é praticada no interior da China e por aqueles mais tradicionais, mas muito já se perdeu. Nas cidades grandes, é difícil ver alguém com os ramos de salgueiro.

Muitos chineses aproveitam o feriado para viajar, mas a maioria não deixa de seguir as tradições. Eles veem esse festival como um tempo para refletir, homenagear os ancestrais e curtir a nova estação com a família. Alguns costumes podem parecer um tanto quanto estranho para nós (queimar réplicas de casa, iphone?!), mas admiro como os chineses valorizam suas crenças e como são fiéis às tradições.

Bom, como não é de bom tom desejar “Feliz Qingming”, provavelmente em respeito aos falecidos, me despeço por hoje com o de sempre “até logo” em chinês…

Zài jiàn

 

29 março, 2016
Destino China | Hong Kong e as compras no Citygate Shopping Outlet e na Mong Kok
Compras, Destino China, DICAS, Hong Kong

Hong Kong é uma cidade surpreendente, onde culturas tão diferentes se cruzam, onde o oriente encontra o ocidente e onde o simples e o imponente convivem em harmonia. Por essas e outras razões, eu gosto tanto de ir à Hong Kong, que fica a apenas 50 minutos de voo da cidade onde moro.

No ultimo fim de semana estive na cidade e aproveitei que o tempo estava nublado e com muita ventania para ir às compras e passear no shopping. Afinal, esta é a quarta ou quinta vez que visito a cidade e já tive a oportunidade de conhecer a maioria dos pontos turísticos (descubra mais aqui) e sem falar que, Hong Kong é, definitivamente, um destino perfeito para compras. É onde a gente encontra de tudo, desde computadores e outros eletrônicos até artesanatos chineses, passando por vestuário, bolsas, sapatos e acessórios de diferentes preços e qualidades.

A Times Square em Causeway Bay, os shopping centers, IFC Mall e Landmark, da região Central, a Canton Road e a extensa rua com lojas de luxo em Tsim Sha Tsui são só alguns dos exemplos de lugares que Hong Kong tem a oferecer aos shoppaholics e consumistas de plantão.

Mas nessa recente ida a HK eu me dediquei a desbravar, especialmente, dois lugares super indicados para compras, destacando a venda de artigos de luxo, roupas, sapatos e acessórios de grifes e de marcas famosas de esportes. São estes: o Citygate Outlet e a Mong Kok.

Já falei do Citygate Outlet aqui no blog, pois é um dos lugares que sempre vou quando estou em Hong Kong. Até porque, fica pertinho do aeroporto e como o nome já diz, é outlet (vulgo: liquidação)! Dessa vez, eu fiquei hospedada na casa de uma amiga que mora no complexo de prédios em frente ao Citygate, ou seja, praticamente morei dentro do shopping durante alguns dias. Eu almoçava, jantava, fazia compras no supermercado e passeava pelas lojas do shopping quase que todos os dias. Então consegui conhecer melhor cada andar e cada cantinho de lá, pois sempre passava na correria antes de ir para o aeroporto pegar o voo de volta.

citygate outlet compras lojas marca hong kong

O andar térreo é dedicado aos atletas. Tem loja da Nike, Adidas, New Balance, Puma e The North Face. Tem também relógios da Swatch e City Chain. E uma Levis. A Nike é minha preferida, tem peças de roupa de ginástica lindas e modelos de tênis bem estilosos, bons descontos e por isso está sempre lotada.

No primeiro andar começam as lojas de vestuário de moda, cosméticos e acessórios. A Calvin Klein é uma das que mais chama a atenção, pelo tamanho da loja, que é anexada a da Armani Exchange. Ainda tem Tommy Hilfiger, Guess e Timberland. A loja de óculos Optical 88, a Samsonite e a Sasa e The Body Shop, as preferidas de quem adora maquiagem ou um creme cheiroso para o corpo.

A maior concentração de lojas tops e de artigos de luxo, provavelmente, está no segundo andar: Coach, Burberry, Polo Raulph Lauren, Armani, MaxMara, Calvin Klein underwear, Michael Kors, Kate Spade e Furla estão aqui. E uma das minhas lojas preferidas do outlet, a Diane Von Furstenberg, conhecida como DVF, uma das mulheres mais influentes do mundo da moda e criadora do vestido envelope. Mesmo sendo modelos de coleções passadas, os vestidos são atemporais, versáteis e ficam lindos no corpo, eu sou fã.

Citygate Outlet look vestido DVF compras Hong Kong

Em algumas lojas até são formadas filas de espera na porta, para garantir que o cliente que está dentro da loja consiga olhar tudo com calma e sem muito tumulto. Coach e Michael Kors são as preferidas dos chineses. Portanto, se você for a esta shopping no fim de semana, provavelmente, terá que esperar na fila para entrar. Claro que se você for as compras no Citygate pensando que tudo é muito barato, pode se decepcionar. Os descontos variam entre 30% e 50%, podendo chegar a 70%. Mas é preciso levar em consideração que estamos falando de marcas internacionais renomadas e não há lugar no mundo que supere os preços praticados por essas marcas nos Estados Unidos, por exemplo. Mas se você está em Hong Kong e procura por grifes famosas com preço mais baixo, o Citygate Outlet é o lugar mas indicado!

Se acha que terminou, está enganado… tem ainda o décimo andar do prédio, que é reservado exclusivamente para o Outlet da Aerosoles, uma marca americana de sapatos para homens e mulheres. Um andar com Praça de Alimentação e no subsolo um supermercado grande e com muitos produtos importados (eu aproveito para comprar tudo que não encontra na China Continental). O shopping fica perto do cable car do Ngong Ping 360 que leva para a Estátua do Buda Gigante e perto do Parque da Disney.

Para chegar no shopping, em Lantau Island, não tem erro. A estação Tung Chung do MRT fica dentro do local, que está situado a mais ou menos 40 minutos de distância da região Central de Hong Kong. O aeroporto está a apenas 10 minutos de ônibus e é possível ir e vir usando o ônibus número S1.

Partindo para outro lugar, esse mais próximo do centro de Hong Kong, Mong Kok fica em Kowloon e é uma das regiões comerciais mais congestionadas da cidade. Aqui você encontra de tudo: uma rua cheia de lojas de tênis e outros artigos esportivos, enorme mercado de rua com roupas e acessórios e o shopping Langham Place, com lojas de grife e marcas fashion internacionais. Dessa vez eu fui direto para a Rua Fa Yuen, conhecida como a Shoes Street, que fica entre a Rua Argyle e Rua Dundas. Estava a procura de um tênis bacana para corrida (meu mais novo vício) e algumas roupas novas de academia. A Fa Yuen Street é perfeita para isso. São incontáveis lojas outlets da Nike, da Adidas, Puma, Converse, entre outras marcas famosas. Só de lojas da Nike eu entrei em umas cinco diferentes. Procurando por tênis de vários estilos? Opção é o que não falta e alguns modelos tem até descontos consideráveis. Nessa rua há também uma loja oficial da Nike de três andares, sempre com novidades.

fa yuen street rua de esportes nike adidas converse Mong Kok Hong KONG

Cortando a Fa Yuen está o “Ladies Market”, um dos maiores mercados de rua de Hong Kong. Apesar do nome, as barracas montadas no meio da rua comercializam de tudo, para mulheres, homens e crianças: roupas, roupas e mais roupas, bolsas e maletas unissex, brinquedos para crianças e utensílios para casa. Tudo deve ser adquirido na base da barganha. Alias, aproveitando a deixa, aqui vai minha dica: nada que estiver à venda nos milhares de camelôs e barracas da China inteira, você deve pagar o preço inicial pedido, é preciso sempre barganhar.

Ladies Market mercado de rua Mong Kok compras Hong Kong

Não se assuste com a poluição visual de Mong Kok, são centenas de painéis coloridos atravessados uns na frente dos outros ao longo das ruas. A maioria escrito em mandarim. Eu, particularmente, adoro. De um lado, painéis baratos e já maltratados pelo tempo e do outro fachadas enormes e luxuosas de lojas de grife. Uma mistura fascinante. E o mais legal é ir a Mong Kok a noite, quando todos os painéis estão iluminadas e com luz neon.

Mong Kok Rua compras Kowloon Hong Kong

Mong Kong luzes neon rua compras Hong Kong

Na China, o país mais populosos do mundo, todo e qualquer lugar costuma ter uma multidão de gente pra lá e pra cá. Agora imagina ir em uma das regiões de compras mais famosas em um sábado a tarde?! No mínimo, milhares de pessoas se apertando para conseguir caminhar em cima das calçadas (na verdade, a rua é fechada para passagem de carros, pois só as calçadas não dão conta de tantos pedestres), tropeçando umas nas outras para chegar até o produto na estante da loja e quase pendurando uma melancia no pescoço para chamar a atenção do vendedor e conseguir ser atendido. Sim, uma lou-cu-ra! Um verdadeiro caos. Por isso, prefira ir durante a semana e não esqueça de armazenar um estoque de paciência para usar nesse passeio. O mais engraçado é que eu estava com uma amiga chinesa que é a calma em pessoa. Ela é tão acostumada com isso que nem se abalou com toda aquela multidão pelas ruas, enquanto eu repetia para mim mesma “preciso sair dessa loja!” a cada uma que eu tentava parar para provar algum tênis rsrsrs Mas até que não foi tão ruim assim, apenas cansativo. No fim das contas, eu consegui achar o que estava procurando e o saldo foi positivo.

25 março, 2016
Como é celebrada a Páscoa na China
Cultura, Curiosidades, LIFESTYLE

A primeira pergunta que você deve ter se feito ao ler o título do post é: existe Páscoa na China? Um país onde boa parte da população segue os princípios de Confúcio, reverencia o budismo e o taoísmo e não acredita em Deus, muito menos em Jesus Cristo, por que celebraria a Páscoa?

ovos pintados de pascoa cultura chinesa

Mesmo não sendo todas reconhecidas pelo governo, a China abriga diversas religiões, incluindo a católica, a evangélica e a ortodoxa. Para os chineses cristãos, a data tem um significado religioso, assim como para nós ocidentais. Eles celebram a ressurreição de Cristo, vão à Igreja e assistem as missas. Sim, na China tem Igrejas Católicas espalhadas por várias cidades. Eu ainda não tive a oportunidade de visitar nenhuma, mas já conheci um chinês cuja família é católica.

Mas para grande parte da população, a Páscoa tem apenas o apelo comercial. Até alguns anos atrás, não se encontravam, nos supermecados, ovos de páscoa ou chocolates com formatos especiais. E muitos chineses não-cristãos nem sabiam que essa data existia. Mas com a “invasão” de estrangeiros, o mercado e as marcas não perderam essa oportunidade. E mesmo não conhecendo o real significado da Páscoa, o comércio chinês aproveitou a procura dos ocidentais por doces e chocolates que representassem a data, para vender mais. Hoje, algumas grandes redes de supermercado, como Carrefour e Metro, e outros mercados menores de importados comercializam ovos de Páscoa da Nestlé, Lindt, Ferrerro Rocher, entre outras marcas, e chocolates em formatos de coelho, ovinhos e até galinhas. Tudo costuma voar das gondolas dos supermercados, pois até os chineses se renderam a essas delícias ocidentais.

Muitos restaurantes de Shanghai, Beijing e outras cidades maiores aproveitam a data e promovem almoços especiais e ceias, tudo para atrair o público que tem o costume de celebrar a Páscoa. Em Hong Kong, essa data recebe uma atenção ainda mais especial, por causa da influência da cultura inglesa {leia mais sobre a colonização de HK pelos ingleses} e pelo considerável número de estrangeiros cristãos vivendo por lá. Os hotéis e restaurantes oferecem menu especial e alguns parques e atrações turísticas promovem eventos e brincadeiras.

Influênciada pela cultura ocidental, algumas crianças chinesas se divertem com a caça e pintura dos ovos de Páscoa, no domingo de manhã. E assim como o coelho, os ovos pintados e os de chocolate simbolizam a Páscoa no ocidente, na China estes também tem um significado importante. Os chineses acreditam que a vida começou do ovo, portanto, é comum que eles presenteiem familiares e amigos com ovos coloridos, tanto no Festival de Primavera quanto na Páscoa. Os ovos representam a renovação da vida. E os coelhos simbolizam o nascimento e a vida e são vistos com frequência na pintura dos ovos.

pascoa na china crianças chinesas coelho ovos

Para meus leitores eu desejo uma doce e abençoada Páscoa e um espírito de renovação e crescimento, especialmente por este momento que nosso Brasil e nós brasileiros estamos passando.

Fùhuó Jié Kuàilè 复活节快乐 (Feliz Páscoa)!

 

23 março, 2016
Melhores VPNs para acessar sites e redes sociais bloqueados na China e dicas de como usar
DICAS, Redes Sociais

ATUALIZAÇÃO EM NOVEMBRO DE 2017

Esses dias estava analisando os acessos do blog e notei que um dos posts mais acessados da história do China Chic é o que falo sobre VPN. Claro, todo mundo sabe que diversos sites, plataformas e redes sociais são bloqueados na China, portanto, quem está com viagem marcada para o país, nada mais certo do que pesquisar sobre as opções de VPN e estar devidamente preparado assim que aterrissar em terras chinesas.melhores vpn china sites redes sociais facebook bloqueado

Para aqueles que ainda não estão familiarizados com a palavra, explico rapidinho e de forma bem leiga como o VPN funciona: o software mascara o IP do computador, celular, tablet ou qualquer outro dispositivo eletrônico que possa ter acesso a internet. O endereço de IP real é substituído pelo IP de outro país, como se o dispositivo no qual a internet é acessada esta naquele país em questão. Por exemplo, quando o usuário conecta o VPN no local “Brasil”, é como se ele estivesse nesse país acessando a internet. Ou seja, será possível acessar qualquer site e rede social liberado no Brasil.

Na verdade, o objetivo principal do VPN é outro. É uma ferramenta extremamente importante para empresas, mas na China o usamos para driblar o Great Firewall (GFW), nome dado ao sistema de bloqueios virtuais do governo chinês. Só assim podemos fazer pesquisas no Google, checar nossos emails do Gmail, olhar nossa timeline do Facebook, curtir algumas fotos no Instagram, assistir vídeos no Youtube e histórias no Snapchat e por aí vai.

Sou super adepta das redes sociais (para não dizer viciada hehe). Já tive experiências com vários VPNs diferentes e deixo aqui as minhas dicas para quem vem à China:

ExpressVPN

Um dos VPNS mais populares entre expatriados na China. Ele é considerado rápido, seguro, tem uma plataforma simples e fácil de acessar e o VPN fica conectado durante horas, sem cair. Por esses serviços, o plano acaba saindo um pouco mais caro que os demais (USD 12,50 por mês, se não me engano), mas se você ficará um bom tempo na China, vale o investimento. É possível acessar em vários dispositivos diferentes ao mesmo tempo. Atualmente, eles tem disponível a versão free por uma semana, mas claro que a versão paga funciona melhor.

Por muito tempo usei o Express e sempre o indiquei, até que no início deste ano (2017) comecei a enfrentar problemas para conectar no celular (sistema IOS) e muita lentidão para baixar imagens, vídeos e outros arquivos e acabei voltando a usar o Astrill.

ASTRILL

O Astrill já teve altos e baixos. Durante muito tempo o vpn só funcionava com a ajuda de outro aplicativo, o AnyConnect. Até que o Astrill desenvolveu um novo aplicativo para o celular e passou a funcionar super bem no IOS. Atualmente é o que mais uso. Eles oferecem plano mensal, semestral ou anual e ainda tem a opção de plano para um único usuário ou o plano “família”, que permite o acesso a um grande número de dispositivos diferentes ao mesmo tempo e promete maior velocidade. É o que uso atualmente e indico. O usuário tem diversas opções de localidades para escolher, o vpn se conecta em poucos segundos e a velocidade é rápida.

Por facilitar tanto o acesso aos sites de fora da China, o Astrill esta bem visado pelo Great Firewall e recentemente (desde de setembro), surgiram relatórios de pessoas de Shanghai de que o Astrill não está sendo mais efetivo. Em Xiamen ainda funciona bem.

 

Betternet 

Alguns conhecidos já me indicaram este software. Testei algumas vezes e funciona ok. Indico pois ele é totalmente grátis. Então se você não quer gastar com VPN, tente o Betternet.

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Pesquisando rapidamente pela internet, descobri mais alguns VPNS: o Vypr VPN e o PureVPN considerados os melhores que funcionam na China, junto com o Express e o Astrill. Ainda não testei, mas foram bem cotados e sugeridos em diversos sites.

Minha sugestão é já baixar o aplicativo do VPN no seu mobile, instala-lo no computador e fazer o cadastro antes de entrar na China. O App Store funciona normalmente aqui, mas costuma ser bem lento. Importante ressaltar que mesmo o VPN sendo muito bom, nem sempre ele conecta na primeira tentativa. As vezes demora minutos ou até horas para funcionar e só nos resta esperar… Ou ficar trocando o país até conseguir conectar. Por que? Porque a China bloqueia os endereços de IP que consegue rastrear, portanto se você usa muito o mesmo endereço de IP, não estranhe se um dia ele não conectar mais. Caso não conseguir conectar em nenhum país, reinicie o dispositivo. Se não der certo, vá nas Preferências/Ajustes do seu computador ou celular e verifique se o VPN está ativado. Ainda não funcionou? Então entre em contato com o suporte do VPN em questão.

Já ouvi falar é que o VPN costuma funcionar melhor em aparelhos Android e Windows. O sistema IOS de Iphones, IPads, IMacs e outras aparelhos da Apple são os mais visados pelo GFW. A verdade é que já saíram notícias na mídia informando que a China está pegando pesado com as companhias telefônicas e deu um prazo até fevereiro de 2018 para que estas consigam bloquear qualquer acesso aos VPNs. Será? Só esperando as cenas dos próximos capítulos para saber…

Eu, sinceramente, não sei como seria a vida na China sem VPN. No mínimo, seríamos totalmente alienados ao que acontece no mundo ocidental. Se você já testou algum(uns) dos que citei ou tem outros para indicar, sinta-se a vontade para deixar seu comentário.

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E por último, lembre-se: ao acessar o VPN, a velocidade da conexão diminui, portanto, tenha paciência, muita paciência…