18 janeiro, 2017
Cingapura | Cultura e atrações turísticas
VIAGENS

Moderna, cosmopolita, multifacetada e multicultural. Esses são os principais adjetivos que definem a Lyon City, como é conhecida. Desde que me mudei para a China tinha muita vontade de conhecer Cingapura. Meu marido, que já esteve diversas vezes na cidade, sempre dizia que eu ia adorar. Ah, e não é que ele me conhece tão bem… para ser sincera, não há como não se encantar por um lugar onde tudo é bonito, bem cuidado e onde tudo funciona.

Cingapura Marina Bay Singapore flyer

A cidade-estado situado no sudeste da Ásia, definitivamente é um lugar onde há muito para se ver e para se fazer. Cingapura, talvez seja o país onde mais veremos culturas diferentes vivendo lado a lado. Para falar a verdade, a mistura de culturas e religiões foi o que mais me chamou atenção: ocidentais, chineses, indianos, árabes, malasianos e praticantes do islamismo. Cingapura é um país tropical e faz calor o ano inteiro. Por isso, é curioso ver boa parte da população com looks bem despojados como regata e short, outra parte vestindo sari (a vestimenta indiana) e uma terceira parte muçulmana, com mulheres usando roupas longas e véu ocultando o cabelo e o colo ou vestindo a burca que deixa apenas os olhos a mostra. Gente do mundo todo e cada um com suas crenças e tipos de vestimentas convivendo em harmonia e com respeito as tradições.

Dizem que cerca de 75% da população de Cingapura é chinesa e por isso, qualquer dos quatros cantos da cidade que você visite – seja hotel, restaurantes, lojas, parques… – você irá se deparar com os locais conversando em mandarim. A parte boa é que esses chineses também falam inglês. Isso porque, Cingapura foi fundada como colônia britânica em 1819 e o inglês se tornou o idioma principal. Muitos aspectos de Cingapura se assemelham à cultura ocidental. Caminhando pelas ruas da cidade, muitas vezes me esquecia que estava na Ásia e por isso, considero Cingapura um dos países asiáticos onde um brasileiro pode sofrer o menor dos choques culturais. E como todos falam inglês, raramente algum turista entrará em apuros por causa do idioma. Com certeza, é um bom destino para se começar uma aventura pela Ásia.

Desde que se tornou independente da Malásia, em 1965, Cingapura tornou-se um dos países mais prósperos e desenvolvidos e possui o porto mais movimentado do mundo. Estradas amplas e bem cuidadas, ruas limpas, transporte público moderno e acessível, segurança, educação de qualidade, arquitetura moderna, parques arborizados e uma grande variedade de atrações, bons restaurantes e vida noturna faz da cidade do Leão um dos destinos mais procurados da Ásia. E faz qualquer turista se encantar e ter vontade de se mudar pra lá na hora (eu não teria dúvidas)! Para não dizer que é o lugar perfeito, tem um único probleminha: o alto custo de vida.

Se você pretende aproveitar o lado bom que Cingapura oferece, prepare-se para gastar bem alguns S$ Singapore dollars. Mas vale a pena, pois é uma cidade-estado única. Além de sentir o clima e a mistura de culturas desse país surpreendente, segue abaixo algumas atrações imperdíveis:

Marina Bay

A região onde fica o famoso lago de Cingapura, recebe esse nome por causa do icônico Marina Bay Sands. O Marina Bay Sands é um complexo que funciona como hotel, shopping center, cassino, museu e centro de convenções e tem entretenimento para a família toda. Aquele mesmo com o topo em formato de barco e onde fica a famosa piscina de borda infinita, uma das mais altas do mundo.

Marina Bay hotel Singapore flyer roda gigante cingapura

Marina Bay sand hotel piscina borda infinita infinity pool

Ficamos hospedados alguns dias nesse hotel e além da piscina (que só é aberta para hóspedes), o que mais gostei foi a diversidade de restaurantes de chefs renomados. Muitas opções excelentes, inclusive o Bread Street Kitchen, com menu assinado pelo Gordon Ramsay, do Master Chef USA. Ou seja, só come mal quem quer… E para quem gosta de jogar, não pode deixar de ir no Cassino, situado no térreo.

Gardens By the Bay

Anexado ao Marina Bay Sands, o eco-parque de 101 hectares é um dos highlights imperdíveis de Cingapura. O jardim abriga dois enormes conservatórios, diversas árvores gigantes chamadas de Super Trees, entre outras atrações. Durante o dia o cenário é lindo, mas a noite as Super Trees se iluminam e num jogo de cores e luzes, se tornam coloridas e mudam de cores constantemente. É praticamente um show aos olhos dos visitantes.

Gardens By The Bay jardim cingapura

Gardens by the Bay Cingapura luzes coloridas

A entrada no jardim é gratuita, mas para entrar nos observatórios ou subir até a OBCB Skyway, uma passarela de pedestres que fica entre as Super Trees, é preciso pagar uma taxa. Mais informações e valores no site do Gardens By the Bay.

Singapore Flyer

Uma das principais atrações da cidade-estado é considerada a maior roda gigante do mundo. São 30 metros a mais de altura se comparada a London Eye. A Singapore Flyer foi construída de acordo com os princípios do Feng Shui e oferece uma vista panorâmica de boa parte da cidade. Além de ser um bom passeio e uma aventura para quem tem medo de altura, a Singapore Flyer contribui para deixar o skyline da cidade ainda mais mágico.

Merlion Park

O parque fica a beira do lago e é casa da estátua símbolo de Cingapura, o Merlion. Uma figura mitológica que tem cabeça de leão e corpo de peixe e quase 9 metros de altura. O leão, Singa, representa o animal avistado na região pelos primeiros imigrantes. Já o peixe remete ao tempo histórico em que Cingapura era conhecida como cidade marítima. O nome é dado devido a junção das palavras em inglês “marmeid” e “lion”. É um passeio legal para fazer durante o dia ou no fim da tarde, quando os prédios em torno do Marina Bay começam a se iluminar.

Merlion Marina Bay Singapire cingapura

Merlion park fonte leão cingapura

Cavenagh Bridge

Ainda que não seja uma das atrações tão imperdíveis assim, a imponente ponte datada de 1868 é bem interessante. Sua construção começou em 1858 e foi finalizada em 1867. Aproveitamos o passeio para tomar um delicioso café no The Fullerton, um dos hotéis mais antigos e tradicionais de Cingapura e que tem vista para a ponte. Próximo da ponte há várias esculturas de bronze retratando cenas da era colonial que valem uma olhada e alguns cliques.

Cavenagh bridge The Fullerton hotel cingapura

The Fullerton hotel cafe Cavenagh bridge cingapura

Marina Bay estatua de bronze cingapura

Clark Quay e Boat Quay

O histórico cais as margens do rio de Cingapura teve seus prédios reformados na década de 90 e hoje é uma famosa área de entretenimento para adultos. Com certeza a região mais indicada para quem curte vida noturna agitada ou procura um bom lugar para jantar. São inúmeros bares e restaurantes especializados na culinária do mundo inteiro: tailandesa, chinesa, japonesa, vietnamita, indiana, italiana, francesa, alemã, turca, americana, mexicana… só para citar algumas que me recordo de ter visto. A região do Riversides começa a ficar mais agitada no cair da noite, onde as pessoas saem em busca de um bar para reunir os amigos e aproveitar o happy hour. Na madrugada, a balada Zouk é uma das mais famosinhas da região.

O Clark Quay é boa parte a céu aberto, mas existem refrigeradores de ar gigantes por toda parte (lembrando que Cingapura é sempre quente) e os restaurantes que ficam na beira do rio oferecem uma vista linda. Especialmente a noite, quando as luzes ao redor estão acesas. E mais uma dica, o lugar é bem despojado, por isso, nada de looks muito elaborados e mulherada, podem dar prioridade às flats e rasteirinhas. O salto alto não combina muito com o ambiente.

Clark Quay restaurants bars rio cingapura

Um passeio que parece bacana é fazer o cruzeiro pelo Singapore. O pequeno barco sai do cais e os tickets podem ser comprados ali mesmo.

Bairros étnicos (Chinatown, Little India e Arab Quarter)

É claro que uma cidade tão multicultural como Cingapura teria comunidades formadas por povos de mesma etnia. A visita a cada um dos bairros é muito interessante, cada um com suas particularidades e evidências do modo de vida de cada povo. O Chinatown é o maior dos três bairros culturais, claro, já que grande parte da população de Cingapura é chinesa. O Little India tem alguns templos hindus bem interessantes e bastante frequentados pelos indianos locais e ainda um dos maiores mercados de Cingapura, o Mustafa Center. Já o bairro árabe é o menor deles, mas o que mais me surpreendeu positivamente. Há algumas mesquitas e uma das ruas mais modernas e descoladas da cidade. Estou preparando um post com mais detalhes sobre os três bairros culturais.

Praias

Cingapura é tão eclética que tem até praia, que ficam situadas na ilha de Sentosa, cerca de 20 min de carro do Marina Bay. No total, Sentosa conta com sete praias, todas construídas por trabalhadores, com areia trazida de países como Malásia e Indonésia. Mas são três praias principais e que talvez mais valem a visita: Palawan Beach, Tanjong Beach e Siloso Beach, sendo esta última a mais agitada. Há vários bares na beira da praia e alguns beach clubs. Embora as praias sejam artificiais, é notável o esforço e o trabalho tido para deixar o ambiente tão natural e relaxante. Na minha opinião, vale a pena a visita.

Siloso beach style praia sentosa singapura

Beach club siloso praia sentosa singapura

Importante avisar que é preciso pagar uma taxa para entrar na ilha de Sentosa e o valor varia de acordo com o horário de entrada e o tempo que pretende permanecer na ilha. A taxa é isenta para quem ficar hospedado em Sentosa. Para chegar lá use táxi ou metro.

Universal Studios e Resort World Sentosa

Também na ilha de Sentosa, o Resort World Sentosa é um complexo de parques, hotéis e restaurantes bem semelhante aos de Orlando. Além do Universal Studios, que tem ótimas montanhas russas e outras atrações divertidas para adultos (destaque para o 3D dos Transformers e para as montanhas-russa Cylon e a da Múmia) e também para crianças, o complexo conta com um dos melhores aquários do mundo, o S.E.A Aquarium (realmente incrível e rico em espécies marinhas, inclusive tubarões) e ainda o Adventure Cove Waterpark, um parque aquático, onde é possível nadar com os golfinhos (desembolsando alguns bons trocados a mais). Mas é uma experiência muito legal.

Montanha russa cylon universal studios cingapura

sea aquarium peixe tubarao cingapura

Ficamos hospedados alguns dias em um dos hotéis do Resort, o Hotel Michael, e realmente parecia que estávamos em um parque americano. Através do Booking, pegamos um pacote que inclui duas diárias no hotel e dois ingressos para cada uma das atrações do resort, no total, seis ingressos. Todos os parques temáticos ficam a apenas 5 minutos de caminhada dos hotéis do complexo, que ainda conta com estabelecimentos como Starbucks, Dunkin Donuts e Hard Rock Café. Outra opção é se hospedar no Hard Rock Hotel.

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Dá para se ter uma boa ideia do tanto de atrações que tem em Cingapura, não é?! Isso que nem citei alguns museus, como o National Museum ou o ArtScience Museum e nem os prédios históricos, como o Esplanade Theatre (um dos principais), pois foram atrações que não tive tempo de conhecer pessoalmente. Anota aí: duas outras atrações super populares em Cingapura são ainda o Zoológico e o Night Safari, que podem ser interessantes para você turista, mas que eu tive que deixar para uma próxima visita à cidade. Também não posso esquecer de falar da Orchard Road, uma das maiores ruas de compras do mundo. São centenas de lojas lado a lado, com certeza a melhor região de compras da cidade.

Viu só, é tanta atração que não acaba mais… Cingapura é o tipo de cidade que é preciso de 4 a 5 dias para conhecer o que há de mais interessante, mas ainda assim, se tiver condições de ficar 10, 15 dias.. sempre terá novidades para desvendar.

E a pergunta que muitos fazem: quando ir? Como na Ásia muitos países passam pela temporada de seca e a de chuva, é sempre bom prestar atenção a época do ano que está preparando a viagem. Mas no caso de Cingapura, a cidade não tem essas temporadas muito definidas. Normalmente faz calor o ano inteiro e as pancadas de chuva caem no fim de tarde. Portanto, sempre é uma boa hora para visitar a cidade do leão :)

 

SaveMe!
05 abril, 2016
Filipinas | Roteiro de viagem, ilhas e praias paradisíacas
Filipinas
Dica de viagem Filipinas praias
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Se há uns três anos atrás me perguntassem sobre El Nido, eu nem saberia onde apontar no mapa. A verdade é que antes de vir para a China nunca tinha me passado pela cabeça viajar para a República das Filipinas, muito menos tinha ouvido falar sobre Palawan e Boracay, duas ilhas famosas do país. Mas graças a bate-papos descontraídos com amigos que também estão deste lado do mundo, descobri que as Filipinas era um país repleto de belezas naturais inacreditáveis, praias paradisíacas e paisagens de tirar o fôlego. Pronto, o destino foi para o topo da lista das minhas próximas viagens. Conversando com uma amiga filipina que mora na China, ela me recomendou: quando viajar às Filipinas pela primeira vez, vá para Boracay e Palawan.
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Sugestão dada, é sugestão aceita. É claro que nas Filipinas há outros lugares tão lindos quanto estes para se conhecer, afinal estamos falando de um país com mais de sete mil ilhas!! Isso mesmo, Filipinas é um arquipélago formado por 7.107 ilhas, a grande maioria ainda inabitadas. Entre os destinos mais conhecidos ainda se destacam a ilha de Cebu, a capital Manila, as praias Puerto Galera e Roxas em Mindoro e outras ilhas menos conhecidas, como Bantayan.
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Desde o início estava decidida a ir para El Nido, uma vila de pescadores no no norte de Palawan, considerada um dos lugares mais lindos do mundo. Quando comecei a pesquisar mais sobre o destino, descobri Coron, também no norte de Palawan, mas há oito horas de barco de distância de El Nido. O passeio de barco que leva de El Nido a Coron (e vice-versa) parece tentador, pois o barco vai parando em vários spots no meio da caminho, o que é uma boa oportunidade para chegar a ilhas desertas e remotas e conhecer mais paisagens desse país tão maravilhoso. Infelizmente, não tinha tempo hábil para fazer ambos os destinos, já que eu não abria mão de ir à Boracay. Também fiquei um noite em Manila, mas conheci muito pouco de lá (apenas a região próxima do aeroporto), numa próxima vez, tentaria ficar umas duas noites, para conseguir passear com calma pela cidade.
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Em El Nido sugiro ficar de três a quatro dias. Na verdade, em El Nido mesmo não há muito o que fazer além de relaxar e curtir as belas praias. O mais legal são os passeios de barco pela Baía de Bacuit que partem da praia central de El Nido. Os tours A, B, C e D te levam para ilhas desertas (se você conseguir chegar antes que os demais turistas), praias escondidas, cavernas formadas no meio do oceano e lagoas de um azul turquesa inacreditável. Passeios realmente inesquecíveis!
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Las Cabanas praia El nido Palawan
Las Cabañas, uma das praias mais bonitas de El Nido
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Tour A El Nido Matinloc Shrie baia bacuit palawan
Vista da Baía de Bacuit de uma das ilhas inabitadas próxima de El Nido
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E como todo lugar com natureza bonita e bem preservada costuma ser de difícil acesso, para chegar em El Nido pode ser um pouco trabalhoso. Até tem aeroporto na região, mas sua estrutura é pequena e só comporta aviões pequenos, portanto os voos são restritos e caros. E costumam ser cancelados com frequencia, devido ao tempo (qualquer ventinho mais forte, o aviao já não consegue pousar). A maneira mais comum de chegar em El Nido é pegar um voo de Manila para Puerto Princesa, a capital de Palawan, e depois uma van para El Nido, que custa cerca de 700 pesos filipinos por pessoa. Não se preocupe em reservar van com antecedência. Assim que você sai da porta do aeroporto de Puerto Princesa já verá lojinhas e vendedores ambulantes oferecendo a viagem de van até El Nido. Mas é preciso ter paciência, pois a viagem dura em torno de 4 a 5 horas e van só sai depois que estiverem todos os assentos vendidos. No meu caso, tanto na ida quanto na volta de El Nido, fiquei uma hora dentro da van passando de hotel em hotel para arrecadar passageiros e só depois partimos para a viagem. A estrada, surpreendentemente, é bem boa. Não tem buracos, mas, infelizmente, também não tem acostamento. Na viagem durante o dia, o motorista ia buzinando com frequência para chamar a atenção das crianças brincando no meio da rua. A estrada também é cheia de curvas, o que torna a viagem um pouco assustadora. Mas apesar de chegar cansada e com a bunda dura, foi tudo tranquilo.
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E se eu quiser ir para Coron? Se você estiver em El Nido, é fácil. As agências de turismo, localizadas na rua principal, oferecem viagens diárias de barco para Coron. A passagem custa em torno de 1200 pesos por pessoa. Há também a possibilidade de pegar um voo de Manila ou Cebu direto para Coron, já que há aeroporto na região.
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Depois de Palawan fomos para Boracay. Infelizmente, não há voos diretos, o que é uma pena, já que estamos falando das duas ilhas mais turísticas das Filipinas. Pegamos um voo até Manila e de lá partimos para Boracay. É possível ir de uma ilha a outra de barco, mas são mais de 16 horas de viagem e nós não tínhamos esse tempo todo para gastar em alto mar. Surpreendentemente, a locomoção dentro das Filipinas foi mais tranquila do que na Tailândia (leia sobre a trip Thai). Por ser um arquipélago com milhares de ilhas, achei que a locomoção seria mais trabalhosa. Fizemos tudo pela Philippine Airlines, as passagens foram compradas com antecedência pelo site da empresa. Outras opções de companhias aéreas são: Cebu Pacific Air e Air Asia, que são low cost, ou seja, costumam ser mais econômicas.
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Palawan Boracay viagem Filipinas Philippine Airlines
E lá vamos nós de avião a hélice
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Boracay é uma ilha razoavelmente pequena, conhecida pelas praias com areia branca e mar azul turquesa. Bem mais turística que El Nido, por isso tem uma estrutura melhor para receber os turistas, bons resorts e uma grande variedade de bares, restaurantes e passeios. Na minha opinião, foi o itinerário de viagem perfeito: primeiro muitas aventuras em El Nido. Passávamos o dia inteiro passeando de barco, parando de ilha em ilha e mergulhando em alto mar para conseguir chegar nas praias de difícil acesso. Experiências muito legais, mas cansativas. E como a ilha é bem simples e as hospedagens idem, digamos que El Nido não é o mais lugar indicado para quem procura por conforto. Por último, curtimos toda a comodidade e entretenimento que Boracay oferece. Foram quatro dias relaxando e curtindo as praias da ilha. Voltamos das férias realmente descansados. Mas se você não tem interesse de ficar esse tempo todo no relax, acredito que duas a três noites são suficientes para ficar em Boracay, já que a ilha não é muito grande.
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Boracay white beach areia branca mar cristalino

Quando ir? Essa é uma questão muito importante. Estatisticamente falando, as Filipinas é o país que mais sofre com fortes tufões, furações e tempestades tropicais, por isso, fuja da época de monsões, que ocorre de junho a dezembro, especialmente, em setembro. A fase seca é de janeiro a março e por isso, é alta temporada. Fomos no fim de fevereiro e pegamos dias lindos e ensolarados em El Nido e um pouco de chuva fina em Boracay. Como os próprios locais dizem, o clima do país é imprevisível. Mas nada que pudesse atrapalhar nossa experiência maravilhosa nesse país tão lindo e cativante.

17 fevereiro, 2016
Railay, a melhor praia da Tailândia
Tailândia, VIAGENS

Imagina uma praia paradisíaca. Imagina o pôr do sol mais lindo que você já viu. Agora imagina tudo isso em um lugar onde não há barulho de carros, motos ou qualquer outro veículo de locomoção… Imaginou? Essa é Railay!

Railay é considerada uma das melhores praias da Tailândia e sem sombra de dúvidas, a minha preferida! Na verdade, não é apenas uma praia. Railay é um conjunto de quatro praias que formam uma península na pontinha de Krabi. Cercada por paredões de pedra calcária, areia branca e mar cristalino. Um verdadeiro paraíso, magia pura! O lugar parece uma ilha, pois só é possível chegar de barco e é dividido em lado oeste e lado este. Vou explicar melhor:

COMO CHEGAR? A única maneira de chegar em Railay é pelo mar. E isso a torna ainda mais especial. O acesso é simples. O mais comum é pegar um long tail (barco pequeno de madeira bem comum no país) no porto de Krabi/Ao Nanga até East Railay Beach. A travessia demora uns 15 minutos e há long tails saindo do porto com frequência, durante o dia todo. Há a possibilidade de chegar de barco saindo de outras ilhas, como Koh Phi Phi ou Phuket.

QUANTO TEMPO FICAR? Railay é bem pequena, você faz tudo a pé e em um dia é possível aproveitar todos os cantinhos da península. Mas se quiser relaxar e curtir o clima gostoso das praias, sugiro ficar duas a três noites. Eu fiquei três noites em Railay e saí de lá com o coração na mão, pois amei o lugar. Há agências que fazem o passeio de barco de um dia, saindo de outras ilhas, ou seja, as pessoas não ficam hospedadas em Railay, apenas passam o dia na praia, para conhecer. Esse tipo de passeio eu NÃO indico. Conheci uns brasileiros que fizeram esse passeio e foi tão corrido, que eles não conseguiram aproveitar nada. “O barco chega na praia, você tira fotos e já está na hora de ir embora para a próxima atividade”, foi o que eles me relataram. Segundo o nosso guia Lonely Planet, os escaladores profissionais chegam a ficar meses em Railay, já que paredão de pedra para escalar, é o que não falta por lá, são mais de 500 pontos para escalar.

E agora a melhor parte – as praias:

LADO ESTE

A praia do leste é a primeira que a gente vê ao chegar em Railay vindo do porto de Ao Nang, é onde os long tails ancoram. Digamos que é a praia menos bonita do lugar. De manhã, a maré baixa e deixa a areia bem molhada e a tarde a maré sobe tanto que as ondas quebram na calçada. Por isso, ninguém pará para tomar sol ou banho de mar. Mas o cenário é lindo, com várias árvores dentro d’água. É neste lado que ficam a maioria dos hotéis, resorts e restaurantes.

west railay beach tailandia

No sudeste fica a praia mais linda de Railay e uma das mais divinas que já vi na vida! Phra Nang Beach é uma praia digna de cenário de filme! A começar pelo caminho para se chegar lá: um corredor formado por paredões de pedra e árvores enormes, incrível. Quando você chega na praia, um paredão gigante a sua esquerda, e muitos turistas se aventurando na escalada. E pasmem, há uma caverna dentro do mar! A Phra Nang Cave.

Cedo da manhã, a maré está baixa e é possível entrar na caverna pela areia. A tarde, quando a maré sobe, a água invade a caverna e dá para chegar até ela a nado. Muito legal! Ainda há um templo montado dentro de uma parte da caverna. E o mais curioso, é que o templo tem uma grande réplica de pênis, feita em madeira. E muitas, mas muitas réplicas menores de pênis. Engraçado. É o templo da fertilidade!

Phra Nang Cave caverna praia Railay

templo da fertilidad caverna Phra Nang Cave Railay

A água do mar de Phra Nang é cristalina e morna, uma delícia. A montanha de pedras que emerge d’água e os long tails ancorados na beira-mar formam o cenário perfeito! E esse é o famoso cenário, presente na maioria das fotos dos turistas de Railay. Vi em muitos perfis do instagram até conhecer pessoalmente. E digo, ao vivo e a cores é ainda mais incrível!

Railay Phra Nang melhor praia Tailandia paraíso long tail

banho de mar Phra Gang Railay Tailandia

Railay Phra Gang melhor praia tailandia mar

No caminho para Phra Nang há um penhasco que leva para o Viewpoint, passeio imperdível! No início, pode parecer difícil de subir, mas há cordas no meio do caminho que ajudam muito, dão mais segurança. Use tênis e leve um bocado de boa vontade que você vai conseguir. Vi até crianças escalando. A vista do viewpoint é simplesmente IN-CRÍ-VEL! Avistamos a praia do leste e oeste de cima e boa parte de Railay.

Ah, é possível chegar em Phra Nang de caiaque também. E a praia é perfeita para fazer snorkel, andar de caiaque e praticar outros esportes marítimos.

LADO OESTE

A praia do oeste é bem bonita, tem uma faixa larga de areia branca e algumas rochas. Mas o que mais chama a atenção é o pôr do sol. PER-FEI-TO! Olha, já fui para Bali e outros destinos paradisíacos, mas nunca tinha presenciado um sunset tão lindo. É simplesmente encantador, mágico… poderia ficar horas pensando em adjetivos a altura para descrever esse momento (juro que na foto abaixo, não tem filtro, photoshop, nem nada). À tarde, a maré baixa e por isso não há muitos banhistas. As pessoas vão para a praia no fim de tarde, carregando suas cangas e drinks, para esperar o pôr-do-sol. É tipo um evento imperdível!

west beach Railay Thailandia

por do sol mais lindo railay tailandia

Nós ficamos hospedados neste lado da península, no Railay Bay Resort & Spa (adorável, super indico!). Como na chegada, o long tail ancorou no lado east, logo pensei “poxa, vamos ter que ir caminhando com mala e tudo até o outro lado da praia!”. Mas a travessia foi muito tranquila e para ir do lado este até o oeste, não demora mais que 10 minutos caminhando. É neste lado que ficam os melhores resorts e todos a beira-mar. Você toma café da manhã, almoça e janta, praticamente com os pés na areia. Uma delícia!

Aqui também fica a Pedestrian Street, uma pequena rua, com meia dúzia de lojas de souvenirs, mini mercado e alguns restaurantes.

Se forem me perguntar, Railay tem um único defeito: a internet é péssima! Mas vamos combinar que, em um paraíso desses, quem quer saber de internet? Eu que fiquei quase louca, porque queria mostrar tudo para vocês, no Snap {ó, se ainda não me segue, adiciona Chinachic8 no snapchat}, mas com muita paciência, a internet funcionava. Há quem reclame do barulho dos long tails, são vários desses barcos estacionados na beira do mar durante o dia todo, mas eu acho que fazem parte do conjunto da obra e deixam o cenário ainda mais encantador.

Railay é uma calmaria só, então se você está a procura de festa, definitivamente, este NÃO é o seu lugar. O máximo de agito que conseguirá a noite, é um jantar na beira da praia e um som ao vivo no Last Bar. Para mim, isto está mais do que ótimo! Mas acho importante avisar aos baladeiros de plantão… Railay é, na verdade, o paraíso dos escaladores e um lugar super indicado para relaxar, curtir as praias, praticar esportes marítimos e aproveitar com seu amor ou com sua família.

Quando ir? Abril a outubro é a época de chuvas, evite. De novembro a março é a época seca. Fui no fim de dezembro, perto do Ano Novo, e mesmo assim, a praia não estava muito lotada.

O que levar na mala? Chinelo flip flop ou rasteirinha e um tênis (nada mais do que isso), biquínis/sunga, um vestido estilo praia para usar a noite, protetor solar e repelente. Falando em mala, tô doida para arrumar a minha para voltar para esse lugar… Railay está no topo da lista dos meus lugares preferidos no mundo e por isso eu dou a dica: se for à Tailândia, por favor, não deixe de conhecer Railay. Se você quer belezas naturais e tranquilidade, esse é o destino perfeito!

 

21 janeiro, 2016
Ko Pha Ngan | A ilha, onde ficar e as melhores praias
Tailândia, VIAGENS

Famosa pelas festas, especialmente, a Full Moon Party, Ko Pha Ngan é um dos destinos tailandeses preferidos entre os jovens turistas. A ilha fica no leste da Tailândia, no Golfo da Tailândia, entre as ilhas de Ko Samui e Ko Tao.

Mas uma das maiores ilhas da Tailândia, com mais de 120 km², vai muito além de festas. Ko Pha Ngan tem praias lindas (muitas praias, na verdade), templos, cachoeiras e uma região mais tranquila, para aqueles que viajam com a família e procuram descanso.

Para escolher onde ficar hospedado, é preciso ter em mente o que você deseja. Thong Sala, no lado oeste, é onde fica o Pier. E você só consegue chegar em Ko Pha Ngan de barco (enquanto o aeroporto não fica pronto). Se quer festa, fique ao sul de Thong Sala. Se quer praias bonitas, fique ao norte de Thong Sala. E se quiser ficar retirado em um resort tranquilo de frente para o mar, fique no lado leste da ilha.

Os mochileiros e viajantes com budget apertado, costumam ficar em Hat Rin, praia no extremo sul da ilha, onde acontece a Full Moon Party. Há guesthouses e outras hospedagens com preços mais em conta do que no resto da ilha, mas em compensação, são mais simples e a região não tem tantas belezas naturais.

Como nosso objetivo era curtir as praias, além de aproveitar a noite de lua cheia para conhecer a famosa Full Moon Party, ficamos em Hat Chaophao, mais ao norte do lado oeste da ilha, que é de fácil acesso. O meio de transporte no lado oeste é a moto. É muito tranquilo e barato de alugar moto e de conseguir combustível. Eu não indico andar a pé, pois a ilha é grande e cheia de lombas, fica beem complicado, demorado e cansativo ir de uma praia a outra caminhando.

por do sol sunset piscina hat chaophao ko phangan ferias tailandia
Sunset no hotel com vista para Hat Chaophao
meio transporte moto ilha ko phangan tailandia
Nossa motinho e dois elefantes que encontramos no caminho

O mais divertido é passar o dia montado na motinho, se aventurando pelas estradinhas da ilha e parando de praia em praia. Adoro esse tipo de aventura e no fim da viagem, o saldo de lugares visitados é maior do que se estivessemos a pé. Com o aluguel da moto, conseguimos conhecer e aproveitar várias praias em um mesmo dia. E ainda fomos em cachoeira, sunset bar e restaurante.

As praias mais lindas, na minha opinião, são Ko Ma, Ao  Chalok Lam e Secret Beach (pertinho de Hat Chaophao). Na verdade, Ko Pha Ngan é considerada uma ilha de praias paradísiacas, mas em algumas delas, o mar não estava tão cristalino como nas fotos que vimos pela internet. Pegamos algumas noites com chuva e um local nos disse que a água do mar estava um pouco turva naquela semana. Acho eu não demos tanta sorte…

KO MA

Ko Ma praias paradisiacas Ko Phangan Tailandia

AO CHALOK LAM

Ao Chalok Lam paraiso ilha ko phangan tailandia

Ao Chalok Lam praia paraíso Ko Phangan Tailandia

SECRET BEACH (após uma chuva no fim de tarde)

secret beach hat chaophao ko phangan tailandia

A Ao Chalok Lam, ao norte, foi a que mais nos surpreendeu. Era a praia menos movimentada de todas que visitamos (acho que não é tão conhecida pelos turistas) e era onde o mar estava mais cristalino. A areia branquinha e os coqueiros inclinados pela força do vento completam o cenário paradísiaco, que é digno de filme. Do pier de Ao Chalok Lam você pode pegar um long tail para Hat Khuat, mais conhecida como Bottle Beach, uma praia que só acessível por barco. Limos alguns reviews falando que a praia é linda, ideal para relaxar e fazer snorkel. Realmente é super tranquila, mas no dia que fomos, o mar não estava dos mais divinos.

Eu ainda indico conhecer as praias Hat Salad, Hat Yao, que é mais cheia e com vários resorts à beira da praia e Hat Son, que é menor e mais calma. As três ficam uma ao lado da outra.

BOTTLE BEACH (HAT KHUAT)

Bottle beach barco long tail ko phangan tailandia

HAT SALAD

vista hat salad praia ko phangan tailandia

Hat Salad praia mar Ko phangan

Ko Pha Ngan ainda esconde muita natureza e cachoeiras maravilhosas. As mais famosas são a Nam Tok Than Sadet e Nam Tok Phaeng. Eu conheci a Paradise, que fica pertinho da praia Ao Chalok Lam e é simplesmente linda. O acesso é bem fácil, pergunte como chegar em algum estabelecimento local, que os tailandeses ficam felizes em ajudar. A cachoeira fica escondida entre grandes árvores e muito verde e o cenário é encantador. Uma paz. Vale a pena o banho!

cachoeira paradise waterfall natureza ko phangan tailandia

cachoeira Paradise waterfall paz banho ilha ko phangan

Eu fiquei hospedada no Sunset Hill Boutique Resort. A área de lazer é ótima, mas os quartos são bem simples. Aliás, a não ser que você fique no lado leste da ilha, não espere encontrar muito luxo e conforto em Ko Pha Ngan. Próximo da data da Full Moon Party, a ilha lota de turistas e o preço dos hotéis e pousadas dispara e é aconselhável reservar hospedagem com antecedência. Nas praias do leste da ilha eu não cheguei a ir, pois não são acessíveis de moto. Mas é ali a região mais tranquila e onde ficam os melhores resorts, como o Anantara (rede de resorts que eu amo).

Curtiu? Amanhã tem mais post sobre Ko Pha Ngan, fique conectado! :)

12 janeiro, 2016
Bangkok | Templos, rio e outras atrações turísticas
Tailândia, VIAGENS
A capital da Tailândia é aquele tipo de cidade onde três dias são suficientes para você conhecer muita coisa, mas se você ficar sete, dez, quinze dias ou um mês, vai ter sempre algo de diferente e interessante para desvendar!

As atrações turísticas mais famosas de Bangkok ficam próximas do Rio Chao Phraya, portanto, na minha opinião, a melhor maneira de chegar até elas é pegar o Chao Phraya Tourist Boat. O barco é considerado o maior transporte público fluvial da cidade e para em oito piers que dão acesso a templos, igrejas, mercados de rua, museus, hotéis e tantas outras atrações de Bangkok. Pegamos o barco no Pier 1, que fica na estação de metrô Saphan Taksin, linha Silom. O one-day ticket, ou seja, o ingresso válido por um dia inteiro, custa menos de U$ 4 por pessoa e te dá o direito a viagens ilimitadas de barco, ou seja, você pode descer e voltar ao barco quantas vezes quiser, em um mesmo dia.

rio chao phraya templos atrações turisticas bangkok

Grand Palace e Wat Phra Kaew (Pier n°9)

O Wat Phra Kaew é a principal atração turística de Bangkok e é um dos templos mais lindos que já vi na vidaaa (e olha que depois que vim morar para esses lados da Ásia, eu já visitei vários). O templo budista fica situado dentro do Grande Palácio, um conjunto de mais de 100 prédios antigos, que começou a ser construído em 1782 e serviu como moradia do rei Rama I até o último rei da Dinastia Chakri.
O templo é grande, com várias construções imponentes e decoradas maravilhosamente. É encantador ver os raios solares reluzindo das paredes dourada dos templos, parece ouro puro! Sugiro ler um pouco sobre a história dos monumentos e das estátuas que ali estão, para entender o significado e a importância de cada uma.
O “prédio” mais importante é o Bòth, ou Salão de Ordenação, que é onde fica o Emerald Buddha, uma estátua de Buda que, apesar do nome, é feita de jade. Não deixe de notar os Yakshas, estátuas enormes de vigias, que ficam, em pares, em cada entrada do templo. Nem nas paredes pintadas com cenas do século XIX, chamadas Murais de Ramakian.
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IMPORTANTE: é imprescindível que você atente ao dress code para entrar no Palácio e, consequentemente, no templo. Pernas e ombros devem estar cobertos. Eles não aceitam lenços para cobrir os ombros, tem que ser camiseta mesmo. E nada de flip flops/chinelos de dedo (rasteira pode). Homens não podem entrar de bermuda, nem regata. Mas caso você se deixe levar pelo calor de sempre de Bangkok e vá de perna de fora, na entrada do Palácio há um lugar que empresta roupas adequadas. Só é preciso enfrentar a fila, pois sempre há os desavisados kkk O valor de entrada é 500 bath por pessoa.

Grand palace palacio rei Bangkok Tailandia

Wat Phra Kaew templo budista bangkok tailandia

templo budista palacio dourado buda

porteiro guardiao templo budista Wat Phra Kaew bangkok

wat phra kaew templo budismo bangkok

detalhes templo Wat Phra Kaew bangkok

Wat Pho (Pier n°8)

Um dos mais antigos templos de Bangkok é conhecido, especialmente, pela estátua do Buda Inclinado, que tem 15 metros de altura e 46 (!!!) de largura (pensa no tamanho)! Quando entrei no monastério, até me assustei com a grandeza. É gigante e imponente, e toda banhada a ouro. Impressionante!
O templo ainda tem uma galeria com 394 estátuas de Buda, grandes estátuas chinesas feitas em granito e quatro torres, chamadas Chedi e decoradas no estilo Ratanakosin, que representam os quatro primeiros reis da Dinastia Chakri.
O templo fica próximo do Grand Palace e é mais fácil ir caminhando de um até o outro, do que voltar ao pier e pegar o barco.
O código de vestimenta é parecido com o do Wat Phra Kaew, mas eles são menos rígidos. O Rodrigo, que estava de bermuda, conseguiu entrar com uma canga, que eu tinha na bolsa, enrolada na cintura e cobrindo as pernas. O valor de entrada é 100 bath por pessoa.
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templo Wat Pho buda inclinado deitado ouro
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templo wat pho torres chedi rei rama
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Wat Arun (Pier n° 8)

Conhecido como o Templo do Amanhecer, o Wat Arun pode ser avistado de longe, por causa da sua torre de 82 metros de altura. Ela começou a ser construída na metade do século XIX, pelo Rei Rama II e foi terminada pelo Rei Rama III. A torre, no estilo Khmer, é decorada por milhares de pedaços de porcelana chinesa quebrada e de perto, é possível ver este trabalho encantador. Atualmente, o alto da torre está fechado para os visitantes subirem, devido a reformas. É uma pena, pois li que, do alto, é possível apreciar o skyline de Bangkok próximo do rio Chao Phraya e que a vista é incrível.
O Wat Arun fica no mesmo pier do Wat Pho, porém do outro lado do rio. É preciso pegar um barco pequeno que atravessa-o, em menos de 5 minutos. Custa alguns centavos de dólar. O valor para entrar no templo é 50 bath por pessoa.
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bangkok templo wat rio chao phraya
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templo wat arun do amanhecer torre ceu
detalhes porcelana chinesa templo wat arun bangkok

Wat Traimit Wittayaram ou Templo do Buda de Ouro (Pier n° 3)

Este é o templo menos turístico entre os quatro citados, mas foi o que mais gostei, pela paz que senti e pela energia. O templo é pequeno, se comparado aos outros três, mas tem uma entrada linda e majestosa. É aqui que fica a maior estátua de Buda feita em ouro do mundo, com 3 metros de altura e 5,5 toneladas de ouro maciço. Turistas, com frequencia, levam oferendas, fazem doações e rezas em frente ao Buda. No segundo andar do prédio fica o Phra Buddha Maha Suwanna Patimakorn Exhibition, uma exibição que mostra como a estátua foi feita. E no terceiro andar fica o Yaowarat Chinatown Heritage Center, um museu sobre a história da Chinatown de Bangkok. O passeio vale a pena!
Mulheres precisam estar com as pernas e ombros cobertos (eu aluguei lenços na entrada do templo). O valor de entrada é 40 bath por pessoa.
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Templo Wat Traimit buda de ouro rei tailandia
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buda de ouro maior estatua budismo wat traimit bangkok
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Chinatown (Pier n° 5)

Para quem não mora na China, Chinatown costuma ser uma das atrações a ser vista nas cidades grandes. A rua principal é a Yaowaraj, repleta de sinais gigantes e luminosos e onde você encontra restaurantes chineses, lojas antigas de chá e de ervas da medicina tradicional chinesa e tantos outros itens da cultura chinesa-tailandesa. É legal visitar a noite, quando as luzes neon estão acesas e quando há uma rua repleta de barraquinhas, com comidas “diferentes” a venda. Um pouquinho do que eu vejo todos os dias, só que na Tailândia rsrsrs

Khao San Road (Pier n° 13)

Conhecida como a rua dos mochileiros, a Khao San me surpreendeu positivamente. É uma rua pequena, rodeada de bares e cafés descolados, lojinhas com roupas, souvenirs e outros itens tailandeses. É um lugar super turístico, jovem e com uma vibe boemia, ideal para curtir com os amigos e para compras baratinhas. Se ficar atento, vai ver locais vendendo espetinhos de escorpião, gafanhoto e outros tipos de insetos. Na dúvida, eu preferi não provar nenhum kkkk
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Khao San Road rua dos mochileiros Bangkok tailandia
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atracao bangkok khao san road compras
O Chao Phraya Tourist Boat ainda para próximo de outras atrações, como: o templo Wat Yannawa (Pier n 1); a Igreja Holy Rosary (Pier n 3); o templo Wat Mangkon Kamalawat (Pier n 5); o mercado indiano Phahurat Market (Pier n 5); o mercado das flores ou Flower Market (Pier n 6); o Museu de Siam (Pier n 6); o Museu Nacional de Bangkok (Pier n 9); entre tantas outras.

Jim Thompson House 

O americano Jim Thompson foi fundador da Jim Thompson Thai Silk Company, uma renomada empresa de seda na Tailândia, e contribui muito para o desenvolvimento da indústria da seda no país. Ele virou uma lenda no país, quando desapareceu misteriosamente em Cameron Highlands, na Malásia, em 1967. Atualmente, sua casa é um museu aberto ao público.

A casa tem peças antigas, que ele mesmo trouxe de casas tailândesas abandonadas, além de tecidos, sua coleção de arte e artigos pessoais. A casa é bem interessante e vale o passeio. Fica próxima da estação de trem National Stadium e cobra 100 baths de entrada.

jim thompson house museu bangkok

Patpong e Soi Cowboy

A diversão para os adultos! A Patpong é considerada um dos red-light districts (distrito da luz vermelha) mais famosos do mundo. É aqui que aconteciam os show eróticos com bolinhas de ping-pong e giletes em motocicletas, mas segundo o que li, hoje em dia é mais um circo para os curiosos do que apresentações sexuais. Eu não cheguei a ir, mas conheci a Soi Cowboy.
A Soi Cowboy é uma rua cheia de bares, painéis luminosos e meninas uniformizadas. O uniforme dos bares é, sem exceção, apenas lingerie, para não dizer, calcinha e  sutiã. Dizem que esta rua é o destino ideal para quem procura por prostitutas. Na minha opinião, o lado de fora dos bares não tem nada de erótico. Apenas meninas que, por sinal, aparentam ser bem novas (digo, entre 20 e 30 anos), chamando a atenção dos homens que passavam sozinhos (algumas até puxando pela mão). Entramos em um bar para ver como era e nos deparamos com meninas dançando em cima do palco e de mesas, algumas segurando o pole dance, mas sem demonstrar alguma empolgação.
Não senti, em nenhum momento, que estava em uma atmosfera sexual, mas senti pena das meninas ali. O que quero dizer, é que acho que essas ruas são mais para atrair turistas do que para exploração sexual explícita. Vale a ida para matar a vontade de conhecer.
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soi cowboy luzes neon bares noite bangkok
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soi cowboy rua bares luz vermelha bangkok
Bom, em um dia, conseguimos visitar o Grand Palace e o Wat Phra Kaew, o Wat Pho, o Wat Arun e a Khao San Road, com o ticket do barco. Deixamos para o segundo dia, Chinatown, Wat Traimit e Jim Thompson House, que fizemos por trem e tuk tuk. Aliás, não tem como ir a Bangkok e não andar de tuk tuk, um dos maiores símbolos da Tailândia. É um passeio imperdível! E além do trem e tuk tuk, há metrô como meio de transporte na cidade. E os táxis são rídiculos, de tão baratos.
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tuk tuk taxi transporte tailandia bangkok
Mas fique atento aos locais que querem te “ajudar”. Eu li no guia Lonely Planet que isso acontece muito e aconteceu conosco. Quando estávamos indo ao Grand Palace, um senhor tailândes notou que estávamos olhando no mapa, procurando um caminho, e resolveu nos ajudar #sqn. Ele disse que o templo do Grand Palace estava fechado naquele horário, para almoço, e que só abriria as 4 horas da tarde (horário que fecha). Na verdade, o senhor queria nos vender um passeio de tuk tuk pela cidade, que segundo ele, demoraria apenas meia hora, mas que segundo lemos no guia, toma uma manhã/tarde inteira. Ou seja, você perde um dia andando de tuk tuk por Bangkok e deixa de visitar as principais atrações turísticas. Não caia nessa! A não ser que você queira passar o dia em um tuk tuk e pagar caro por isso…
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DICA TOP: nas minhas viagens, sempre levo comigo o guia do Lonely Planet, que tem informações super pertinentes, dicas ótimas de atrações turísticas, compras, hospedagem, alimentação e mapas do lugar. O guia da Tailândia você encontra aqui!
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No mais, Bangkok é uma cidade incrível! Um lugar onde você respira cultura, conhecimento e religião e ao mesmo tempo é crazybusy e divertida.
08 janeiro, 2016
Tailândia | Roteiro de viagem – onde ir e como
Tailândia, VIAGENS

Quem acompanha o blog pelas redes sociais {insta @evelynpinheiro | Face @Chinachicblog} pôde viajar comigo pela Tailândia nesses últimos dias. E agora chegou a hora de compartilhar aqui as minhas experiências e dicas desse lugar MA-RA-VI-LHO-SO!

Para início de conversa, é muito importante montar um roteiro de viagem. O país é grande e tem diversas opções de ilhas, praias maravilhosas e atrações em geral, então é legal você ter em mente o que deseja conhecer.

mapa tailandia bangkok ilhas praias

Se você quer saber mais sobre a cultura, religião, templos e a vida do povo tailândes vá para Bangkok e Chiang Mai (norte). Mas não tem como ir à Tailândia e não visitar suas praias paradisíacas. Antes de definirmos para onde iríamos, decidimos eliminar Pukhet das opções. O destino é super famoso e extremamente turístico, por isso, as praias já perderam um pouco da sua beleza natural. Além do mais, li em vários lugares que lá rola muita exploração sexual (não com os turistas, quero dizer, mas ver meninas e mulheres se oferecendo não estavam nos meus planos para as férias). Mas se você pretende passar dias relaxando em um resort de luxo de frente para a praia, sem se preocupar com a vida, Phuket tem inúmeras opções.

Em uma trip de 15 dias, queria conhecer as praias situadas no Golfo da Tailândia (parte leste) e as do Oceano Indíco (parte oeste) e deu certo. A locomoção pode ser um pouco cansativa e demorada, pois na ilha do leste, onde ficamos, ainda não tem aeroporto. Nos restou usar barco, ônibus e van como meio de locomoção. Perdemos algumas boas horas nesse vai e vem, mas valeu muito a pena.

Nosso voo partiu de Xiamen direto para Bangkok. Ficamos três noites na capital e foi suficiente para conhecer os principais templos, o Rio e outros pontos turísticos, fazer compras, ir a bons restaurantes e curtir um pouco do lifestyle da cidade. Escolher onde ficar hospedado em Bangkok é uma tarefa bem difícil, pois são inúmeras opções, por preços bem atrativos (a parte de hospedagem fica para o próximo post).

bangkok templo wat rio chao phraya

De Bangkok decidimos ir para o leste, onde ficam as ilhas Koh Samui, Koh Pha Ngan e Koh Tao. Aproveitando que era época de lua cheia, escolhemos ir para Koh Pha Ngan, onde acontece a Full Moon Party – a famosa festa da lua cheia sediada todo mês na beira da praia de Hat Rin. A ilha é bonita e foi legal ter tido a experiência de ir nessa festa, mas se você não é muito chegado a agito e muita galera, dê preferência a Koh Samui ou Koh Tao. Dizem que a paisagem de ambas as ilhas são de tirar o fôlego. Koh Tao é a mais sossegada e considerada o melhor spot para mergulho e snorkelling. Se tiver tempo, é tranquilo passar pelas três ilhas. Elas ficam, relativamente, próximas e há barcos de alta velocidade que fazem o transporte de  uma ilha a outra, várias vezes ao dia. Vi muita gente que deixa suas malas no hotel de uma ilha e leva só o necessário para passar um ou dois dias na ilha vizinha.

koh phangan por do sol mar barco

Bom, para chegarmos a Koh Pha Ngan pegamos um voo da Nok Air para Sarat Thani. No aeroporto já havia um ônibus esperando os passageiros para levar até o porto de Donsak (a viagem dura cerca de uma hora e meia). No porto pegamos o catamarã para as ilhas. Tempo total até chegar em Koh Pha Ngan: em torno de 6 horas. Que eu saiba, a única outra maneira de chegar às ilhas do leste é pegar um voo para Koh Samui, que tem aeroporto, mas não sei a frequencia dos voos. No meu caso, eu comprei a passagem online pelo site da Nok Air (Air Asia também tem) e vem todos os transfers incluídos (na verdade, achei que estivesse comprando a passagem aérea direto para Ko Samui, mas quando recebi o email de confirmação vi que era outro itinerário). Não é preciso se preocupar com atrasos de voos ou ônibus (sim, isso acontece), pois todos os transportes são interligados.

lomprayah catamara

De Koh Pha Ngan fomos para Krabi, no lado oeste da Tailândia. Krabi é uma região que abrange várias praias e ilhas paradisíacas, como Koh Phi Phi e Railay. Você pode chegar em Krabi de avião, mas como estavámos no leste, onde não tem aeroporto, nos sobrou mais uma aventura de deslocamento. Dessa vez fizemos tudo pela Lomprayah High Speed Catamaran.

Pegamos o mesmo catamarã até o pier de Donsak, onde um ônibus nos esperava para nos levar até Krabi. E no pier de Krabi pegaríamos um long tail (um barco pequeno de madeira, super comum na Thai) até Railay, a praia maravilhosa onde ficaríamos hospedados. O que a empresa não nos falou é que iríamos parar na sede e esperar por uma van, que então nos levaria ao pier. Por isso, a viagem atrasou duas horas e a trip que era para demorar 4 horas, demorou seis. Confesso que achei a empresa bem desorganizada. Não sei se era porque era fim de ano, muitos turistas, mas me pareceu que eles não tinham controle sobre a quantidade de pessoas que iriam para cada destino e nem vans e ônibus suficientes para atender a todos. Não sei se há outra empresa além da Lomprayah que faça esses trâmites, mas dá para comprar passagem deles sem medo. Não tivemos grandes problemas, apenas atrasos.

transporte barco tailandia long tail

Railay é simplesmente demais e eu não poderia ter escolhido destino melhor dentro da Tailândia. O lugar mais parece uma ilha, pois só é possível chegar de barco, mas na verdade é uma península de Krabi. Railay é pequena, sossega e só se anda a pé. Destino ideal para casais, especialmente em Lua de Mel. Phra Nang Beach, a praia do sudeste, é uma das mais lindas que já vi e na praia do oeste acontece o pôr do sol mais mágico do mundo. A região ainda é considerada o paraíso dos escaladores. Se você gosta de tranquilidade, belas paisagens ou está viajando com a família, esse é o lugar perfeito!

phra nang praia railay krabi tailandia

Railay por do sol mar barco krabi tailandia

Três dias em Railay são mais do que suficientes para conhecer tudo. Na verdade em um dia você conhece toda a região, mas como queríamos aproveitar, curtir praia e relaxar, ficamos mais tempo. De Railay fomos para Phi Phi Don. Essa etapa foi fácil. A passagem de barco Railay- Phi Phi compramos no hotel um dia antes. A trip durou uma hora e meia, se não me engano.

Phi Phi Don é uma ilha onde você se locomove a pé ou de long tail, mas é bem maior que Railay. Ficamos três dias e meio na ilha, que eu acho pouco para conhecer todo ela, considerando que passamos uma manhã inteira e boa parte da tarde fazendo passeio de barco pelas ilhas próximas. Aliás, o passeio de barco para Phi Phi Ley é imperdível! É nesta ilha que fica Maya Bay (do filme A Praia, com Leo Di Caprio), Loh Samah Bay e tantos outros cenários de tirar o fôlego. O passeio ainda inclui uma passada na Viking Cave e na Monkey Beach, a praia dos macacos. Se puder, dê uma esticada até Bamboo Island, a paisagem é linda e a água do mar é incrivelmente cristalina.

passeio de barco phi phi ilha krabi tailandia

Phi Phi é bem democrática, com agito o dia inteiro na região central e na praia Loh Dalum Bay e muita tranquilidade e relax em Long Beach. Ou seja, tanto faz se você procura festa ou um lugar calmo para curtir as férias, Koh Phi Phi tem para todos os estilos. Eu fiquei hospedada em Ton Sai Bay, uma praia calma, pertinho do Pier central e a menos de 10 minutos de caminhada do centro da ilha.

Estes foram os destinos que eu escolhi para visitar na Tailândia, mas na parte oeste você ainda tem a opção de ir para Ao Phang-Nga, Ko Lanta, Ko Lipe e Ilhas Trang, que segundo nosso guia Lonely Planet, é a TOP 1 da Thai. Já as praias do norte, Ko Kut e Prachuap Khiri Khan, são conhecidas por serem extremamente calmas.

IMPORTANTE: brasileiros não precisam de visto para entrar no país, mas precisam levar a carteira internacional de vacinação com a vacina da febre amarela. Eles costumam pedir no aeroporto. Se chegar no aeroporto de Bangkok, vá direto ao Healthy Control. Nós não sabíamos, perdemos tempo na fila da Imigração (bem longa, por sinal) e quando chegou nossa vez, nos pediram para ir ao Healthy Control primeiro… paciência.

Por último, a minha dica é pensar bem no que você deseja da sua viagem à Tailândia e pesquisar o melhor lugar para satisfazer seu desejo. Mas já adianto, esse país é demais e com certeza, você vai amar qualquer destino que escolher!

20 setembro, 2015
As melhores praias de Bali
Bali, DICAS, VIAGENS

PARA TU-DO! Agora chegou a melhor parte de falar sobre Bali: as praias! Há quem ame a primeira vista e há quem se decepcione com a beleza das praias, afinal, estamos falando de um destino famoso e super estimado pelos apaixonados por ondas, há décadas. Minha opinião?! Eu amei! A natureza, o clima, as pessoas bonitas e o bom humor dos locais contribuem para o cenário ser perfeito.

Falando um pouco das principais praias de Bali:

AGITO EM KUTA E SEMINYAK

Vamos começar pelo menos bom, né?! Eu já comentei aqui que estas praias não são as mais bonitas (há praias no nordeste brasileiro que dão de dez nessas), mas o que “falta” em beleza, sobra em agito e curtição. Kuta é considerada o centro da ilha e Seminyak, ao lado de Kuta, a região mais descolada. É aqui que ficam os beach clubs mais babados de Bali – o Ku De Ta e o Potato Head.

Ku de Ta beach club Seminyak Bali por do sol
Curtindo o pôr do sol direto de Ku De Ta

NUSA DUA E SANUR PARA IR COM A FAMÍLIA

Praias de águas calmas e cristalinas, situadas no sudeste da ilha. Sanur já foi a sensação de Bali, mas hoje não recebe tantos turistas e é ótimo destino para famílias. O mesmo acontece com Nusa Dua. Fomos passar uma sexta-feira linda de sol em Nusa Dua e eramos os únicos na beira da praia e no beach club dali!!! Fiquei surpresa, mas confesso que adorei – um paraíso desses só para nós! Vez ou outra passavam alguns turistas caminhando, mas só para terem uma ideia de como a praia é tranquila (lembrando que fui em outubro, que é baixa temporada).

Nusa Dua beach club praia vazia
“Olha só eu aqui!”
Mar de agua cristalina Nusa Dua Bali
Água limpinha limpinha em Nusa Dua

Foi nas águas de Nusa Dua que avistamos mini tubarões, que segundo os locais, não são carnívoros e não oferecem risco aos banhistas. Dito isso, nós nos aventuramos no fundo do mar para vê-los mais de perto e não é que eles fugiam de nós!? E para quem ficou com receio… Bom, eu estou aqui sã e salva, ou seja, não é preciso ter medo, pois eles não são agressivos (e realmente não sei se eles aparecem com frequência ou foi sorte nossa). Inclusive Nusa Dua é muita indicada para crianças, pois o mar é raso e sem ondas.

PRAIAS DE SURF – DREAMLAND, BALANGAN E IMPOSSIBLE BEACH

Que Bali é o paraíso do surf, todo mundo sabe, não é?! As praias mais famosas entre os surfistas ficam no sul da ilha, na península de Bukit, algumas são ótimas também para banhistas, mas outras são mais indicadas para a prática de surf. É o caso de Dreamland e Balangan, que ficam na mesma entrada. É preciso passar por um condomínio de casas bem grande até chegar na beira dessas praias. A direita fica a entrada de Dreamland e a esquerda, Balangam e tem que chegar de carro ou moto, porque ficam distante de tudo. Em Dreamland as ondas quebram forte na beira e em Balangam tem muitos corais no raso. Claro que dá para se banhar, mas fica mais complicado hehe. De qualquer maneira, estavam cheias de turistas nas areias.

Dreamland beach mar agitado Bali Bukit
Mar mais agitado em Dreamland

Impossible beach é uma continuação de Padang-Padang e eu só a conheci, pois o resort onde me hospedei {maravilhoso, por sinal – leia mais aqui} fica a beira-mar dessa praia. Não costuma ficar ninguém na pequena faixa de areia, mas o mar tem muitos surfistas (Rodrigo aproveitou muito). Ah, e é bom levar botinha para surfar nessas águas, pois tem muitos corais.

PADANG-PADANG E ULUWATU

Minhas preferidas ♥ e responsáveis pela minha depre-pós-férias quando voltei à China kkkk. Que lugares incríveis! Ambas são conhecidas como praia de surfistas, mas também fazem a alegria de quem vai para lá apenas com a intenção de pegar praia (eu, no caso). Uluwatu é incríveeeel, mas a praia só existe quando a maré está baixa. Assim, ela forma uma piscina de águas naturais, perfeita para um mergulho refrescante. Para chegar até a beira, é preciso passar por uma escadaria e por uma caverna, muuuito legal. Lá do alto, a vista é de outro mundo! Quando a maré está alta, mero banhista, esqueça, só surfistas profissa conseguem chegar até o mar com ondas gigantes. O ponto é chamado de Blue Point e é aqui que fica o bar surpresa da viagem, o Single Finn – pratos e drinks baratos e deliciosos, vista única, música boa e muita gente bonita, viramos fãs.

Uluwatu blue point surfistas Bali Indonesia
Blue Point, Uluwatu
Caverna beira Uluwatu beach, praia Bali
Caverna na beira de Uluwatu
banho de mar mare baixa uluwatu agua cristalina
Banho de mar na maré baixa

 Padang-padang ficou mais famosa depois de aparecer no filme Comer, Rezar e Amar, com Julia Roberts. É uma praia meio escondida entre pedras e tem um mar de águas cristalinas que, embaixo d’água, é possível ver até a sujeirinha debaixo da unha do pé rsrsrs. Quer pegar praia? Passar o dia atirado na areia sem fazer nada? Aqui é o lugar perfeito, pois tem uma boa faixa de areia. Quando a maré estava baixa, nós conseguíamos ir a pé do resort em Impossible até Padang, uma delícia de caminhada.

Padang padang praia surf bali
Caminho entre as pedras de Impossible para Padang
banho de mar agua transparente Padang Bali
Mar mais gostoso – água morna e límpida

Nessa região, você até se sente um pouquinho no Brasil, pois é fácil fácil escutar alguém falando português. São tantos brasileiros que vão para essas praias que os vendedores locais até arranham um pouco do nosso idioma – “moça bonita, canga?” eu escutei algumas vezes.

Outra que não pode deixar de ir é Finn’s Beach, uma praia meio escondida que só é possível chegar por uma espécie de teleférico que passa entre as paredes de um penhasco. A praia é privada do Semara Luxury Villa Resort em Ungasan e é preciso pagar uma pequena taxa para entrar, o que garante uma praia tranquila, sem muita gente e atendimento personalizado do beach club. É o mesmo mar de Karma beach, porém elas são separadas por esse penhasco enorme.

cable car Finns beach Bali
Meio de transporte para Finns Beach
Finns beach ferias na praia Bali
Relaxando na praia linda de Finns

Tem que conhecer também a praia de Jimbaran e não cometa o mesmo erro que eu e deixe de ir na Gili Island, uma ilha que fica a algumas poucas horas de barco de Bali. Eu não tive tempo de conhecer, mas amigos turistas e locais só passaram ótimas recomendações. Fica pra próxima…

Evite: Pandawa beach, também conhecida como Secret Beach. Explico: quando comecei a pesquisar sobre Bali, li que esta praia tinha sido descoberta a pouco tempo e como o nome diz, era meio secreta ainda. Então eu logo pensei “preciso ir!”. Estava na minha lista de prioridades para fazer em Bali. E no dia que contratamos um motorista balinês, pedi para nos levar nessa praia. Ele fez cara feia e disse que a praia não era legal, mas eu insisti que queria ir. Foi a maior decepção da viagem. Logo na única entrada da praia, estavam estacionados vários ônibus de excursões, que segundo o Wayan (nosso motorista) vinham de Jacarta. Eu fui caminhar para conhecer a praia e me deparei com uma gurizada, todos de roupa, numa algazarra. Além disso, os vendedores da praia chamavam minha atenção o tempo todo, pois visivelmente eu era a única com cara de turista por ali. Não foi uma experiência muito e legal e segundo o que nosso motorista comentou, deduzi que não era, nem de longe, uma boa opção de praia em Bali.

Já li vários comentários de pessoas que se decepcionaram com as praias de Bali, mas acho que é preciso saber escolher as praias certas para o seu perfil. E Bali oferece muito mais do que praias paradisíacas, para saber mais, dá uma olhadinha nesse post aqui ó.

Beijos e espero seu comentário 😉

09 agosto, 2015
5 coisas que aprendemos ao morar fora
Comportamento, Cultura, Curiosidades, DICAS, LIFESTYLE

templo china cultura morar fora no exterior

E de repente, eu me dou conta de que faz exatamente um ano que cheguei à China, carregando uma mala lotada com os meus sapatos preferidos, a cabeça borbulhando de ansiedade e curiosidade sobre o que estava por vir e o coração apertado por deixar família, amigos e principalmente minha cachorra querida num país a 17 mil km de distância e interminavéis 25 horas de vôo (sem contar as escalas). Falando assim, parece que faz pouco tempo, mas tudo que já vivi nesse meio tempo, me fazem ter a impressão de que já se passaram anos.

Amigos, com frequência, me falam “aproveita, é uma experiência única!”. E eu sei. E aproveito cada momento, cada nova experiência. E esses dias, me peguei pensando em tudo que vi e vivi nesse último ano, nas pessoas do mundo inteiro que já conheci, nas situações engraçadas que passei e nos oito novos países que tive oportunidade de visitar. Morar fora do seu país é um aprendizado constante, na China então, onde a cultura, os costumes, a comida, a linguagem, entre tantos outros fatores são way too different para nós brasileiros (e acredito, para qualquer ocidental), o aprendizado é diário. E acho que, neste último ano, eu vivenciei mais situações novas e diferentes do que em toda a minha vida até então. Mas vamos lá, o que podemos aprender morando fora?

1. Um novo idioma

Essa é meio óbvia. Quando nos mudamos para outro país, em que o idioma é diferente do nosso, é preciso aprender a língua nativa para conseguir viver e se virar sozinho. Linguagem corporal ajuda as vezes, mas falar o idioma do país faz muita diferença. Eu já vim para a China decidida a estudar mandarim, não só para me comunicar com os chineses e conseguir me virar no dia a dia, mas também para poder exibir em meu currículo a habilidade de saber o segundo idioma mais falado do mundo. Aprender chinês não é fácil e requer pesistência e estudo, mas conseguir me virar no dia a dia e fazer os chineses me entenderem, me dão mais vontade de aprender. Além do mais, ao conviver com outros estrangeiros e estudar mandarim em inglês, é possível aperfeiçoar também o inglês.

2. Uma nova cultura

Qualquer país tem sua própria cultura, suas tradições e costumes. E aqui, claro, não seria diferente. Imgine, a China tem uma das civilizações mais antigas e é um dos maiores países do mundo. A história milenar da China resulta em uma riqueza cultural muito grande, que envolve arte, religião, culinária, danças e tantas outras tradições que ainda são seguidas a rigor nos dias atuais. Aprender e vivênciar essa “nova” cultura é muito enriquecedor.

Ela pode ser encantadora, mas algumas vezes o choque cultural é tão grande que é difícil saber como lidar. Por exemplo, a cultura é uma forma de ver o mundo e os chineses tem uma visão de mundo totalmente diferente da nossa (ou nós da deles? Vai saber…).  Mas o fato é que, alguns costumes comuns na cultura chinesa, para nós ocidentais, pode ser muito estranho ou até inadmissíveis. E, mesmo já vindo para a China preparada e consciente de algumas coisas que eu iria encontrar pela frente, o choque cultural é muito grande, os costumes são muito diferentes e além de você aprender uma nova cultura e vivênciar coisas tão novas, é preciso ter paciência para entender esses costumes tão diferentes dos nossos. E é aí que entra o próximo aprendizado.

3. Ter mais paciência

Quem acredita no ditado “…com a paciência de um chinês” está totalmente enganado. Chinês não é paciente, e sim, conformado (e não sou só eu que digo, mas a Sônia Bridi confirma isso no seu livro Laoway). E eu, como boa sagitariana, confesso que as vezes também me falta um pouco de paciência. Mas vivendo na China e lidando diarimente com os costumes do povo, a gente aprende aos poucos a entender a visão de mundo deles e ter paciência. Quando eles gritam falam alto ao meu lado, eu respiro fundo e conto até dez e pronto, no stress. E aos poucos, vamos nos acostumando com os hábitos deles sem nem perceber. Eu notei que já nem dava mais bola para o chinês perto de mim fazendo o maior barulho chupando noodles ou pigarreando e cuspindo no chão, quando as pessoas que estavam comigo fizeram algum comentário sobre tais comportamentos, enquanto eu nem os tinha notado. Aos poucos, vamos nos acostumando com os costumes do país e aprendendo a ser mais paciente com as pequenas e grandes coisas.

4. Amar a sua própria companhia

Bom, isso eu já amava quando ainda no Brasil, mas quando moramos fora é diferente, é preciso gostar mesmo de ficar sozinho e se desapegar das reuniões frequentes com os melhores amigos. Por mais que você tenha várias amizades no país (com estrangeiros e brasileiros), é diferente daquela amizade que você construiu durante anos na sua terra natal e da qual tem intimidade total. E outra, os estrangeiros, geralmente, vem à China (ou qualquer outro país), para trabalhar, fazer seu pé de meia e ir embora para outro lugar (a maioria não fica a vida inteira) e então, elas se focam nisso. Amigos e lazer estão em outro plano.

No meu caso, eu fico muitas dias da semana sozinha em casa, já que meu noivo viaja muito a trabalho e tem que dormir fora de casa com frequencia (vida de piloto não é fácil), e eu posso dizer que amo a minha companhia. Tenho tempo suficiente para mim, para cuidar das minhas coisas, focar nos estudos e no trabalho. E acho que quando nos damos esse tempo, aprendemos muita coisa sobre nós mesmos.

5. Descobrir novos lugares e novas pessoas

Taí a parte que eu mais gosto de morar fora: passear, viajar e fazer novas amizades. Tudo bem que quando moramos na nossa terra natal tem aqueles que nunca deixam de viajar, mas quando se está morando fora e não tem a família ou amigos por perto, a tendência é usar o tempo livre para viajar e conhecer novos destinos que talvez você nunca conheceria se continuasse morando no seu país. E quando mudamos a trabalho para outro país, geralmente, é para ganhar um salário melhor e com isso, ter mais condições para fazer aquelas viagens dos sonhos (no meu caso são váaarias rsrsrs). Faz sentido, não?! Em um ano, já conheci cinco países da Ásia, que provavelmente eu não conheceria em toda a minha vida morando no Brasil, e mais alguns na Europa. E não paro por aqui. Para mim, viajar é a maneira mais gostosa de adquirir conhecimento e novas experiências.

E as amizades que fazemos, com pessoas do mundo inteiro, nos ajudam a aumentar a nossa bagagem cultural e nosso conhecimento sobre outros lugares. Eu adoro aqueles encontros em que, as vezes conversamos em inglês, as vezes em português, de vez em quando sai um portunhol e quando tem chinês no meio, rola até um pouco de mandarim. É uma confusão, mas todo mundo se entende.

Enfim, tem tanta coisa que vamos aprendendo diariamente e que ajudam no nosso crescimento pessoal. Morar fora não se leva somente conhecimento, mas sim valores e claro, muitas experiências. Eu sempre quis morar fora e viver isso, mesmo quando outros me falavam “não seja tola, não há lugar como sua terra natal”. É claro que não há, mas há tantas coisas novas fora da nossa terra natal para descobrir. E por tudo que já vivenciei, eu me sinto na obrigação de deixar essa dica para quem teme sair do Brasil: vá em frente, corte o cordão umbilical e viva essas novas e incríveis experiências!

Quem gostou ou quer dividir sua experiência, deixe aqui seu relato :)

26 junho, 2015
Um cruzeiro por Ha Long Bay
VIAGENS, Vietnã

A baía com mais de 3 mil pequenas ilhas, formadas de calcário e emergindo das águas é um lugar incrível e único no mundo. Sério! Acredito que não exista lugar no mundo parecido com esse. Ainda é pouco conhecida pelos brasileiros, mas é famosa na Ásia inteira e quem vem ao Vietnã, não pode deixar de conhece-lá! Além de ser considerada patrimônio da UNESCO, Ha Long Bay foi eleita uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza.

Para conhecer os 1.500 kilômetros quadrados da baía, situada no Golfo de Tonkin, é preciso passar alguns dias em um cruzeiro. As empresas oferecem as opções de dois dias e uma noite ou três dias e duas noites, que foi o que escolhemos e indicamos. O passeio de dois dias é cansativo, pois como já comentei em outro post, é preciso enfrentar quatro horas de estrada em um dia e mais quatro horas no dia seguinte, sem contar que pula o segundo dia de passeio que é o mais legal, a visita a uma praia deserta no meio da baía.ha long bay signature cruise barco montanha

Entre todos os detalhes da viagem, o mais importante é: a escolha do barco. Quando comecei a pesquisar sobre Ha Long Bay, vi que o lugar dividia opiniões. Uns amaram (assim como eu) e outros não curtiram muito. Acho que a escolha do barco interefere muito, pois tem uns mais antigos que fazem muito barulho (não deve ser nada agradável passar a noite tentando dormir e escutando o ronco do motor) e as acomodações não parecem ser muito boas. Nós escolhemos o Signature Cruise, que tinha ótimas recomendações no Booking. E realmente foi ótimo. Staff super amigável, quartos lindos e com sacada e a comida muito boa. E a van luxuosa da empresa ainda nos pegou no hotel, em Hanói.

Outro fator que influência é o período do ano. Dezembro, janeiro e fevereiro é inverno no Vietnã. Não que lá faça muito frio, mas com temperaturas abaixo de 20 graus não dá pra aproveitar muito os passeios que envolvem banhos de mar. Evite julho, que é o mês das férias de verão na Ásia e Ha Long Bay fica lotada de turistas, além do mais, é época de chuva. Fomos no início de junho, pegamos um dia de chuva, mas nada que atrapalhasse nosso passeio.

As atividades do barco são devidamente cronômetradas. Tem hora para tudo: café da manhã, almoço, passeio, banho de mar, happy hour e janta. Achei que seria super corrido, mas não é. Faz os passeios quem quer – claro que fizemos todos, essa é a graça – e ainda sobra tempo suficiente para descansar e curtir o pôr do sol maravilhoso todo fim de tarde, se deliciando com os drinks servidos a bordo.

passeio baia povo simples pescadores casa flutuante
O primeiro passeio é para conhecer a vila de pescadores que moram no meio da baía
passeio barco meio da baia chapeu
Passeio de barquinho ao redor da vila e um pescador muito simpático nos guiando

por do sol sunset sol camera casal romance

por do sol barcos navio lindo paisagem
Fiquei encantada com esse pôr do sol! Que mara!

 

passeio caiaque praia deserta agua quente
No segundo dia fomos de caiaque até uma praia deserta. Apesar da chuva, foi o passeio mais legal que fizemos, a praia era linda e a água muito quentinha
sunset ceu lindo nuvens sol
E mais um fim de tarde maravilhoso!

caverna floresta barco

 

vista caverna arvore floresta
No terceiro e último dia, fomos conhecer a maior caverna de Ha Long Bay, com 10.200 metros quadrados

Eu, particularmente, achei que não ia gostar muito dessa trip, pois não sou o tipo de pessoa que vê graça em passar horas dentro de um navio, olhando para o nada. Mas esse passeio é diferente. A cada momento a paisagem muda e você esta sempre navegando por algo interessante e bonito de se ver. Imagina: são mais de 3 mil pedras gigantes, cada uma de um tamanho e formato diferente, com mais ou menos vegetação, algumas com gruta ou caverna no interior. O barco vai deslizando lentamente o dia inteiro  por meio a esse cenário e o astral é incrível!

E sobre Ha Long Bay era isso. Não gosto de escrever posts longos, mas o lugar é tão bacana que precisava dividir cada detalhe. Espero que através do meu relato e fotos, você consiga sentir a magia desse lugar!

:*

25 junho, 2015
Hanói – onde ficar e onde comer?
VIAGENS, Vietnã

Um ponto muito positivo, para nós turistas, de viajar para o Vietnã é que a moeda do país é muito desvalorizada (1 US dólar = 21.8oo dong vietnamita), o que torna a viagem muito barata. Trocamos US$ 500 na chegada ao aeroporto de Hanói e já saímos de lá milionários, com cerca de 11 milhões de dinheiros do Vietnã. Minha dica: leve um carteira bem grande para ter espaço para guardar tantas notas kkkk

Na primeira parada, Hanói, reservamos pelo Booking o Viet View, um hotel três estrelas com diárias de apenas US$ 37. Para casal! E com café da manhã incluído! Muito barato.  O quarto era simples, mas bem limpinho e decorado, e o atendimento, ótimo. Super recomendo! O hotel fica no Old Quarter, no centro da cidade, a três minutos a pé do lago Hoam Kiem e próximo de tantas outras atrações, como o Night Market, a rua dos bares (saiba tudo aqui), ou seja, no meio da confusão. E assim a gente não precisou pegar táxi ou tuktuk e nem se aventurar pelo trânsito caótico de Hanói.

Ainda aproveitamos o spa do hotel, fazendo uma hora de massagem corporal vietnamita, que é a melhor coisa do mundo. Muito relaxante! Foi ótimo para desligar da confusão que acontecia lá fora.

Pela região, ainda tem ótimos restaurantes. Em frente ao lago fica o City View Café, um prédio de quatro andares com algumas opções. Não tem como passar despercebido, pois em frente ao prédio ficam algumas meninas, vestindo trajes típicos do Vietnã, chamando a atenção de quem passa por ali. Nosso restaurante preferido, o Avalon, fica no último andar e oferece uma vista incrível do lago (que você pode conferir aqui). É um restaurante francês, mas serve comida típica do Vietnã. O que faz sentido, já que a comida vietnamita tem influência francesa, sabia? É pra ninguém sair insatisfeito! E o preço? Como na maioria dos lugares do Vietnã, um prato típico sai por menos de US$ 5 e a cerveja por US$ 1.

city view cafe lago restaurante comida tipica
City View Café
prato tipico vietnam peixe massa arroz
Prato típico: peixe e espinafre d’água com massinha de arroz e coentro, sempre. Eles amam coentro até no café da manhã
comida tipica vietna rolinhos cerveja beer
Rolinhos com camarão e coentro e a cerveja local
margarita happy hour conta restaurante frances
E a conta do jantar que deu mais de um milhão?! Assusta quando a gente vê, mas depois que converte dá um certo alívio

Gostamos tanto do Avalon que viramos cliente assíduo quase rsrsrs. E outro lugar muito bom para comer é o Legend Beer, que fica no mesmo prédio.

Para terminar a noite, curti o bar Local Hanoi na Ta Hien, a rua dos bares. Mas é bom chegar cedo, todos os bares fecham as portas entre meia-noite e 1a.m.

Resumindo, tivemos sorte na escolha dos lugares, gostamos e aprovamos todos. E você? Espero que tenha gostado das dicas.