06 outubro, 2016
Cote d’Azur | De Nice à Monaco, contemplando as belezas de Villefranche, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail
Cote d'Azur, DICAS, Europa, VIAGENS

Viajar pela Riviera Francesa, além de encantador, pode ser bem prático, pois existem cidades lindas, uma coladinha na outra. São apenas 25km que separam Nice do Principado de Mônaco e entre ambos destinos, passamos por pequenos paraísos com belezas naturais imperdíveis: Villefranche, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail. Esses nomes podem não soar tão conhecidos, mas na minha opinião, são o crème de la crème da Cote d’Azur (depois de St. Tropez, of course).

Saímos cedinho de Nice em direção à Monaco, já com o roteiro do dia montado. Como já comentei nesse post, fizemos toda a viagem com carro alugado, mas é possível chegar a essas cidades de trem ou ônibus. De carro, existem quatro possibilidades para chegar até Mônaco: a primeira (e a mais sem graça delas) é a A8, a auto estrada, que é indicada para quem quer evitar muito trânsito (especialmente na alta temporada). As outras três opções ficam por conta das Três Corniches, ou seja três estradas diferentes, com visuais pra lá de incríveis. A Basse Corniche (Corniche Baixa), como nome já diz, é a mais baixa e a que vai costeando o litoral. A Mayonne Corniche (Corniche do Meio) dizem ser a mais veloz das três e é a que nos leva até o vilarejo de Èze. A Grande Corniche (Corniche do Alto) fica a cerca de 50 metros de altura e de lá temos uma vista panorâmica de todas as corniches.

Saímos de Nice pelo Porto e pegamos a Basse Corniche até chegar a primeira parada: Villefranche-Sur-Mer. A vista da praia a partir dessa Corniche é sensacional. O dia estava ensolarado e o mar de um azul esverdeado inacreditável. Parecia uma pintura.

Villefranch sur mer Cote d'Azur Riviera Francesa França

Praia vista mar azul Villefranch riviera francesa Cote d'Azur

Deixamos o carro em um estacionamento e caminhamos uma longa descida em direção à vieille ville, o centro antigo. O centrinho é pequeno, formado por algumas ruelas, escadarias e casas coloridas com arquitetura de época, um charme só! Depois de passarmos por diversos cafés aconchegantes, restaurantes italianos e franceses, galerias de arte, pequenas lojas de lembranças e um mercado de rua, finalmente nos deparamos com o mar. A praia é ampla e mais aberta (comparada com as outras que conhecemos pelo caminho) e o mais curioso é que não é de pedras, como a de Nice. Na beira da praia há uma mistura de areia com pedrinhas bem pequenas. Você pode escolher entre estender sua canga na parte pública ou alugar uma cadeira e guarda-sol no único beach club da praia, o Déli Bo. O valor do aluguel é salgado, em torno de 20 euros por casal, mas com o sol torrando do jeito que estava, não tivemos outra opção. O lugar é bem aconchegante, com música lounge de fundo e cadeiras de praia bem confortáveis. Almoçamos por ali, de cara para o mar de águas cristalinas e depois de um banho de mar, partimos para a próxima parada. Gostaria de ter ficado mais, mas tínhamos muito o que conhecer ainda.

Villefranche centro cidade arquitetura lojas

Centro Villefranch charmoso beira mar

Villefranche Cote d'Azur centrinho

Villefranche beach Club Deli Bo. ceviche

Voltamos a Basse Corniche em direção a Saint-Jean Cap-Ferrat, uma pequena península. O principal ponto turístico da cidade é o Villa Ephrussi, o palacete construído na Belle Epoque, que já foi casa de Béatrice Ephrussi de Rothschild e hoje funciona como museu. O destaque fica por conta dos nove lindos jardins da propriedade. Nove!!

Como o dia estava maravilhoso, passamos pelo centro da cidade – também super charmoso, cheia de ruas estreitas, com cafés aconchegantes e arquitetura característica da região – e fomos direto para a praia. Há quatro praias em Cap-Ferrat, a mais famosa delas é a Plage Paloma. A praia não é muito grande, é de pedras e o mar é calmo. Vale a visita.

Plage Paloma Praia Cap Ferrat Nice Cote d'Azur

Do ladinho da Plage Paloma descobrimos a Plage Fossettes, ainda menor e, praticamente, deserta. Muito linda!

Plage Fossettes Cap Ferrat praia Nice Cote d'Azur Frances

Voltamos alguns km em direção a Nice, para pegar a Mayonne Corniche, que nos levaria a Èze. No meio do caminho, é impossível não parar o carro e admirar a vista.

Bayonne Corniche vista mercedes conversivel

Èze é uma pequena aldeia formada por rochas, onde a atração principal é o vilarejo medieval, que esconde casas de pedras, pequenos cafés e restaurantes, galerias de arte e lojas de souvenirs, entre suas estreitas e sinuosas ruas. Além de ruínas de um castelo e uma igreja antiga. O vilarejo fica no alto e o caminho para chegar até lá é uma subida longa e, devo dizer, cansativa. Mas vale totalmente a visita! Me senti em outra época andando pelas ruelas antigas do vilarejo. É um passeio muito diferente e agradável.

Eze vilarejo medieval lojas antigas galeria arte

Eze vilarejo ruas rochas look do dia HM

Eze Cote d'Azur colina igreja antiga

No topo da colina fica o Jardin Exotique d’Èze (não esqueça de fazer biquinho para falar como os franceses rsrs), um jardim com plantas exóticas, que está situado a mais de 500 metros de altura do nível do mar. Há plantas diferentes das mais variadas partes do mundo: América do Sul, México, Estados Unidos, Texas, Madagascar… Mas o que mais chama a atenção no jardim é a vista. Lá do alto podemos avistar as águas cristalinas do mar mediterrâneo. Se você já chegou lá em cima perdendo o fôlego depois de subir tantos degraus, prepare-se para perder mais ainda.  A entrada custa 4 euros por pessoa.

Jardim exótico plantas Eze Nice Cote d'Azur

Jardim exótico Eze topo colina vista praia

As lojinhas de Èze são tão fofas e convidativas, que aproveitamos para comprar nossas lembranças da Cote d’Azur por ali mesmo. Saindo do jardim, damos de cara com um café que vende os melhores azeites trufados da terra, produzidos em Nice e da marca A L’Olivier, fundada em 1822. Ainda trouxemos para casa as famosas ervas finas de Provence, os cheirosos sabonetes Savon de Marseille (sabão de Marselha) e alguns quadrinhos com imagens das belezas naturais da região.

De volta à Basse Mayonne, faltava só mais uma parada até chegar a Mônaco: Cap D’Ail. Outra cidade pequenininha, passamos pelo centrinho e fomos a caminho da praia mais conhecida, a Plage Mala. A praia é de difícil acesso, por isso, dizem não ser tão turística. Depois de encontrar uma vaga para estacionar o carro, é preciso descer uma longa escadaria para chegar até a areia – quero dizer, pedras – e claro, subir tudo de novo na volta. Mas o visual… o visual é de cinema mesmo!

Plage Mala Nice Cap Dail Cote d'Azur

Fim de tarde, enfim, chegamos em Mônaco. A segunda menor cidade-Estado do mundo respira riqueza. É chic… muito chic! Conhecemos o Porto de Monte Carlo e então fizemos o que muitos homens sonham – dirigimos pelo circuito do Grande Prêmio de Fórmula 1, nas ruas de Mônaco. Depois, estacionamos o carro e fomos passear no centro da cidade. Não dá para negar que o palácio do Grand Casino é o que mais chama a atenção. Uma construção imponente e linda, digno de realeza. Em frente ao palácio, a mais famosa curva do GP de Fórmula 1.

Além disso, reparei nos belos e bem cuidados jardins da Place du Casino e babei na vitrine das lojas de grife, todas com a mesma arquitetura, moderna e com um toque futurista. Um happy hour no famoso Café Paris fechou o dia com chave de ouro!

Monaco palacio riqueza ferrari

lojas de grifes Dior Monaco look do dia Zara

Conhecemos pouco de Mônaco, mas o suficiente para ver que além da ostentação, das lojas de luxo e dos desfiles de Ferraris, Lamborghinis e outros carrões importados, é um lugar de beleza e cuidados exuberantes e ideal para um passeio agradável.

Voltamos à Nice pela Grand Corniche, já era noite, escuro e não deu para ver muito da vista. Montei o roteiro de carro com base neste post do blog Viaje na Viagem. Ao longo do dia fomos alterando alguns caminhos, de acordo com o GPS. Aliás, GPS é item essencial caso você queira desvendar a Cote d’Azur de carro.

Para mim, esses foram os highlights da Riviera Francesa. Amei cada cantinho que visitamos, me encantei com as belezas naturais, com as praias, com o charme das pequenas cidades, com a arquitetura. O dia mais inesquecível dessa trip, com certeza!

 

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30 setembro, 2016
Nice | A charmosa capital da Cote d’Azur, suas atrações e encantos
Cote d'Azur, DICAS, Europa, VIAGENS

Assim que comecei a pesquisar sobre Nice, sabia que iria amar a cidade. Primeiro, porque eu amo praia. Segundo, porque Nice tem muito mais que um belo cenário litorâneo para oferecer – a cidade exala história (não é a toa que a parte mais famosa é o Centro Antigo), tem cultura, arte, boa gastronomia, excelentes vinhos, gente bonita… E não é que foi amor a primeira vista mesmo!? Nice é a quinta maior cidade da França, é a capital da Cote d’Azur e depois de Paris, é a que mais recebe turistas do mundo todo.

Depois de aterrissarmos no aeroporto da cidade e retirarmos nosso carro alugado (contei mais detalhes neste post) a primeira parada foi… a praia, claro!  Com pedras ao invés de areia e um mar de água verdinha (e gelada!), a praia de Nice pode não ser assim tão famosa, mas tem seu charme. A longa faixa de pedras é dividida em área pública e particular. A área pública, como o nome já diz, é aquela onde as pessoas podem acessar livremente e onde os mais corajosos podem estender sua canga e deitar (nas nada confortáveis pedras). A área particular é a dos Beach Clubs, onde os turistas devem desembolsar alguns euros para usufruir de uma cadeira de praia e guarda-sol. Escolhemos um Beach Club e como já era fim de tarde e iríamos consumir, não precisemos pagar pelo aluguel. Essa época, do início ao fim do verão, é tão gostosa na Europa… o sol se põe depois das oito horas da noite. A praia é de pedras, mas tem uma parte com areia, rede de vôlei e uma galera praticando esportes no fim de tarde. Muito astral.

promenade des anglais praia nice frança

gastronomia frança praia nice

Se você estiver em Nice, definitivamente, não pode deixar de caminhar ou pedalar pela Promenade des Anglais, a charmosa avenida a beira-mar, onde ficam os melhores e mais caros hotéis da cidade. As palmeiras altas, a avenida larga e os carrões conversíveis que trafegam pelas ruas lembram muito Miami. Depois de pegarmos praia, fomos caminhar pelo calçadão em direção a outro ponto turístico de Nice. Da Promenade des Anglais (que depois vira Quai des États Unis), mesmo de longe, já é possível avistar a Colline du Château ou Colina do Castelo.

Ainda no calçadão, próximo da Colina foi montado um memorial para as vítimas do ataque com caminhão, que aconteceu em julho deste ano. Muito triste. Mas o clima gostoso da cidade não permite que a gente se abale por muito tempo. Pelo calçadão, as pessoas passam pra lá e pra cá caminhando, fazendo cooper, andando de Vélo Bleu (as bicicletas alugadas)… Nos deparamos ainda com cantoras líricas e outros artistas de rua mostrando seus talentos.

Sobre a Colline Du Château, li que é possível subir até o topo de elevador, mas na hora que fomos, o elevador já estava fechado. E de qualquer maneira, iríamos pelas escadas, porque né… Nada de sedentarismo. E com certeza foi a melhor escolha. A cada “andar” alcançado, você se vê parando para apreciar a vista e tirar fotos, porque, uau, é muito linda! No topo, as ruínas do tal castelo não impressionam, se vê apenas um parque e uma carrocinha de lanches. A subida vale a pena mesmo pela vista: de um lado enxergamos boa parte da Promenade des Anglais e do outro, o Porto de Nice. Lá do alto é possível ter uma ideia da imensidão da praia. Indescrítivel!
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vista colline du château colina do castelo praia promenade nice
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Vista Colline du Chateau porto nice barcos iates
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Na descida da Colina tivemos uma grata surpresa: descobrimos o Movida Bar, um bar de tapas super descolado, com ambiente agradável, música boa e bem localizado. Não é muito grande, mas fica de frente para a praia e a varanda do segundo andar, cheia de mesinhas, e um ótimo spot para assistir o pôr-do-sol. Do sunset até altas horas da madrugada, costuma ficar lotado. Curtimos tanto que voltamos outras vezes durante nossa estadia em Nice.
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Uma das regiões mais famosas e turísticas de Nice é a Vieux Nice, ou seja, a parte antiga da cidade. A Cours Saleya é a rua principal e fica uma acima do bar de tapas. Por ali encontramos um mercado de rua, onde o que mais me chamou a atenção foi a variedade de obras de arte e artistas locais mostrando seu trabalho, há também vários restaurantes charmosos, barzinhos com som ao vivo no cair da noite e algumas lojinhas de souvenirs. É um passeio bem turístico, mas muito agradável, tanto durante o dia, quando acontece o Marché aux Fleurs (Mercado das Flores), quanto a noite, quando as mesas e cadeiras invadem as calçadas e os turistas se reunem e jantam por ali mesmo. Mais pra cima dessa rua, existem vários bares e até nightclubs.
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Vieux nice centro antigo restaurantes
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vieux centro antigo nice mercado de rua
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Ainda no Centro Antigo, está a principal praça de Nice, a Place Massena, construída em 1840 e reformada recentemente. O piso quadriculado preto e branco e os prédios antigos com fachadas graciosas de cores quentes definem a arquitetura do lugar, que lembra o estilo art deco. Essa parece ser a região mais chic de Nice, pois é aqui que ficam concentradas as lojas de grifes famosas (italianas e locais) e bem no meio da praça passa o Tramway, o transporte público mais moderno da cidade. Mais o que chama mais atenção é a enorme estátua do Apollo e as sete pequenas estátuas de resina, posicionadas no alto de pedestais, que ficam coloridas a noite.
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Place Massena praça Nice estatuas
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Place Massena Praça centro Nice tramway
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Anexado a praça há o Jardim Albert 1er e o show de águas é o que acredito ser a parte mais interessante do jardim.
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O hotel Negresco é outro ponto turístico famoso de Nice. É um hotel 5 estrelas do século XX. Eu recomendaria fazer essa visita a noite, como nós fizemos, pois tiramos os dias para aproveitar as praias da Riviera Francesa. A fachada do hotel é até mais bonita quando iluminada durante a noite. Ela já chama a atenção por si só, mas o mais incrível é a decoração interna, totalmente de época e com estilo único. Assim que chegamos ao hotel, a primeira parada foi no bar para tomar um drink. Suuuper expensive devo dizer, mas como não sabemos se um dia teremos essa oportunidade de novo, aproveitamos o momento. O bar fica de frente para a Promenade des Anglais e tem uma decoração irreverante e ao mesmo tempo aconchegante.
O saguão de entrada do hotel é simplesmente maravilhoso, uma chiqueza só. Vale a pena visitar cada andar do hotel, pois cada um tem uma decoração diferente e criativa. Ah, e não deixe de dar uma passadinha no banheiro feminino, pois é muito fofo!
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Hotel negresco luxo turistico
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Bar hotel Negresco Nice Franca
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hotel negresco decoração epoca luxo
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Hotel Negresco decoração epoca luxo
Nice ainda tem inúmeras praças, prédios históricos e três famosos museus, que eu gostaria de ter tido mais tempo para conhecer: Musée Matisse; Musée National Marc Chagall e; Musée d’Art Moderne et Contemporaine – Mamac.
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Informações úteis: nos hospedados próximo do Vieux Nice, a parte mais turística da cidade, com a intenção de fazer tudo a pé. Ficamos no apart hotel Appart by Villa Rivoli, que não tem nada demais, mas a região é ótima. Não é bem no meio da confusão, mas tem ótimos restaurantes e cafés próximos e está a duas quadras da praia. Alugamos o carro para fazer os passeios para cidades próximas de Nice. No Centro Antigo da cidade é bem complicado arranjar vaga para estacionar e o estacionamento pago costuma ser bem caro. E não deixe de provar os famosos vinhos rose da região de Provence, tem um mais delicioso que o outro!
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No mais, foi um prazer conhecer essa cidade tão charmosa e encantadora. Recomendo à todos os viajantes… Nice is so nice! rsrsrs

 

27 setembro, 2016
Roteiro de quatro dias pela Cote d’Azur | O pequeno paraíso ao sul da França
Cote d'Azur, DICAS, Europa, VIAGENS

Assim que decidimos que nosso próximo destino seria a Cote d’Azur (faça biquinho para falar como os franceses), tratei logo de começar as pesquisas para montar meu próprio roteiro de viagem. Também conhecida como Riviera Francesa ou Costa Azul (mais fácil de pronunciar, né?! rsrs), este é o destino dos sonhos de muita gente. A minha empolgação era tanta que me dediquei horas e horas de pesquisas para fazer esses quatros dias serem inesquecíveis. E foram! Viagem feita e muita bem aproveitada, agora chegou a hora de compartilhar minhas dicas e experiências :)

Para onde ir? A Costa Azul vai de Toulon até Menton, na fronteira com a Itália e possui dezenas de localidades entre os 180 km que divide essas duas cidades. Considerando que esta era a minha primeira viagem pelo sul da França, incluí no roteiro as cidades mais famosas: Nice, Principado de Mônaco, Cannes e claro, Saint Tropez. Aproveitei para visitar os pequenos vilarejos que ficam entre Nice e Mônaco, como Ville-French, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail e ainda Antibes e Juan Les-Pins, que ficam entre Nice e Cannes. Em todos estes lugares passamos por praias lindas e cenários paradisíacos, exceto Èze, que é um vilarejo medieval no alto de uma colina com uma vista de tirar o folêgo. Todos valem totalmente a visita.  Não posso deixar de citar Saint-Paul de Vence, um vilarejo ao norte de Nice, aconchegante e cheio de obras de arte espalhadas pelas ruas de ares antigos. O destino foi muito bem recomendado por amigos que já conhecem a região, mas infelizmente, não tivemos tempo de ir.

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Quantos dias ficar? Se você pretende conhecer a região da Rivieira Francesa por completo, prepare-se para viajar durante algumas semanas pelo sul da França. Como não tínhamos esse tempo todo, focamos em conhecer Nice e arredores e Saint Tropez. No nosso caso, só tínhamos quatro dias na França. Quatro dias para seguir o roteiro que eu tinha planejado e que envolvia nove cidades. Sim, nove cidades em quatro dias! Mas algumas são bem pequenas e só visitamos a praia. Mesmo assim, tive que planejar tudo muito bem detalhado, pesquisar muito, para não perder tempo. No fim das contas, não foi tão corrido como parece. Visitamos todos os lugares que gostaríamos, curtimos muito, mesmo dormindo apenas umas três ou quatro horas por noite. Acredito que ficar de cinco a sete noites seriam suficientes para conhecer todos esses lugares com mais tranquilidade.

Onde ficar? Nossa base foi Nice, uma das cidades mais turísticas da França e a maior e mais completa de todas que estavam no roteiro. Nice também tem uma localização geográfica estratégica, fica entre Mônaco e Cannes. Ou seja, partindo de Nice e andando cerca de 25km a oeste, estamos em Cannes, e a mesma distância a leste, chegamos a Mônaco. Das quatro noites no país, ficamos uma hospedados em St-Tropez.

Quando ir? Julho e agosto são os meses de alta temporada. Fomos no início de setembro, finalzinho do verão, mas eu achei ótimo. O clima ainda estava bem quente, tinha horário de verão, o pôr do sol era em torno das oito horas da noite e não enfrentamos trânsito lento em momento algum. Na baixa temporada é possível fazer ótimos passeios, mas esqueça pegar praia. Em maio acontece o Festival de Cinema de Cannes e ouvi dizer que os preços triplicam na cidade.

Agora o roteiro de quatro dias que preparei e compartilho com vocês:

DIA 1

No primeiro dia no destino, deixamos para conhecer e curtir Nice. Logo que chegamos a cidade, em voo saindo do aeroporto Charles De Gaulle em Paris, deixamos as malas no apart-hotel que alugamos pelo Booking.com e fomos conhecer um dos principais pontos turísticos de Nice: a praia!

praia Nice Promenade des Anglais pedrinhas

E claro, a Promenade des Anglais, a agradável avenida a beira mar com 7 km de extensão. A praia de Nice é diferente de todas as que estamos acostumados a ver – não tem areia. A praia é inteira de pedras e tenho quase certeza que estas são as grandes responsáveis pela água do mar ser tão cristalina. Depois de um happy hour em um dos beach clubs da beira-mar, de relaxar deitada em uma confortável cadeira de praia e de mergulhar na água (bem gelada, diga-se de passagem) do Mar Mediterrâneo, voltamos para a Promenade des Anglais e fomos caminhando em direção à Colline du Chatêau ou Colina do Castelo. À noite, passeamos pela Cours Saleya, a principal rua do centro antigo de Nice, repleta de cafés, restaurantes e lojinhas.

DIA 2

Dia de conhecer o Principado de Mônaco. Saímos cedinho de Nice em direção a Mônaco, que fica cerca de 20 km de distância. Mas nossa ideia era chegar ao país (Mônaco é considerado cidade-país) somente no fim de tarde. Durante o dia visitamos as principais praias que existem pelo caminho: Villefranche-Sur-Mer em Villefranche, Paloma Plage em Cap Ferrat e Plage Mala em Cap D’Ail, além do vilarejo medieval encantador de Èze. Difícil escolher a parte mais bonita do passeio. Ainda conseguimos andar nas três Corniches, que nos proporcionam panoramas incríveis da região, cada uma a níveis diferentes do mar. O bom é que todas as praias tem chuveiro de água doce e conseguimos nos arrumar para chegarmos cheio de pompa em Mônaco rsrs Para mim, esse dia foi o auge da viagem (farei um post bem completo sobre).

Monaco palacio cassino

DIA 3

Pegamos a estrada A8, em direção a St-Tropez, que fica cerca de 170 km de Nice. Trânsito fluindo bem, pagamos alguns pedágios no meio do caminho e depois de umas duas horas de estrada, chegamos ainda de manhã em St-Tropez, prontos para curtir o pequeno e luxuoso vilarejo. A praia mais frequentada pelos turistas e que concentra todos os famosos Beach Clubs da região é a Plage de Pampelonne em Ramatuelle, pertinho de St-Tropez. O almoço foi no Le Club 55 e o fim de tarde no Bagatelle, beach club mais tradicional e o mais animado, respectivamente. Mal caiu a noite e já estávamos de volta ao centrinho de St-Tropez e o que tem para se fazer lá? Observar os iates luxuosos atracados no Porto, jogar bocha na Place des Lices e ter um jantar delicioso no tradicional restaurante Brasserie des Arts, que depois de certo horário vira até balada de leve. Foi o que fizemos.

saint tropez famoso balneario chic

DIA 4

Depois de passarmos uma manhã deliciosa caminhando pelas ruelas de St-Tropez e fazermos umas comprinhas na feira artesanal da Place des Lices, que acontece todas as manhãs de sábado na principal praça da cidade, pegamos a estrada em direção a Nice. E aí fizemos o oposto do que a maioria dos turistas fazem – ao invés de partirmos de Nice para visitarmos Cannes, Antibes e Juan Les-Pins, que ficam no meio do caminho, voltamos de St-Tropez e fomos parando nestas cidades até chegar no nosso destino final do dia, Nice. Almoçamos em Cannes, conhecemos a praia de Antibes e ainda curtimos um som em um animado beach club de Juan Les-Pins. Quando finalmente chegamos em Nice, ainda tive energia para me arrumar, sair para aproveitar nossa última noite na Riviera Francesa e ainda visitar outro famoso ponto turístico da cidade – o luxuoso e irreverente hotel Negresco.

Ufa, quanta coisa pode se fazer em uma dia, ein?! Nosso roteiro foi bem eclético e teve de tudo um pouco: centros antigos, lugares históricos, praia, cultura, bons restaurantes, compras e até noitada. Aí você se pergunta: como nos locomovemos tanto durante esses dias? Como tínhamos pouco tempo para conhecer tantos lugares, alugamos um carro. Reservamos pela internet em uma das várias locadoras disponíveis e saímos do aeroporto de carro já, tudo muito easy-going. Mas para quem não pretende dirigir durante suas férias na Costa Azul, o transporte público da região é muito conveniente e com preço justo. Há a opção de andar de trem, inclusive, na Praia de Villefranche, o trem passa quase na beira-mar. E há a Lignes d’Azur, a linha de ônibus que liga praticamente todas as cidades e vilarejos da região. As passagens são baratíssimas, mesmo se falando em euro.É possível chegar em Nice de avião ou trem de alta velocidade. E para se locomover dentro da cidade, as opções são: ônibus, tramway ou através do aluguel de bicicletas, chamado Vélo Bleu. E tem a melhor delas: caminhando, já que a parte turística da cidade não é muito grande.

Esse é o resumo do roteiro que planejei e cumpri. E como um famoso poema diz: o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Foi pouco tempo, mas foi intenso…

28 abril, 2016
El Nido | Passeios de barco pelas praias e lagoas mais lindas
DICAS, Filipinas, VIAGENS

Guarde esses nomes: tours A, B, C e D. Assim são denominados os passeios de barco que vão te levar para alguns dos lugares mais bonitos do mundo. Como já comentei no post anterior sobre El Nido {ainda não leu?! Então olha aqui antes de ler esse}, os passeios de barco pela Baía de Bacuit são divididos em quatro diferentes tours: A, B, C e D, sendo o A e o C os mais turísticos. E na minha opinião, os mais completos e interessantes. Digo completo, pois eles te levam para as praias mais surpreendentes que você pode imaginar e também para as lagoas de agua azul turquesa que nunca vi tão lindo em outro lugar do mundo.

O que você vai ver nesses tours?

Tour A – Composto, principalmente, pelas lagoas com água azul turquesa que você, definitivamente, não pode deixar de conhecer: Big Lagoon, Small Lagoon e Secret Lagoon, além da praia 7 Commando e a ilha Shimitzu.

Tour B – Passeio pelas cavernas Cathedral e Cudugnon Cave e pelas ilhas Pinagbuyutan, Entalula e Snake Island.

Tour C – Visita as praias incríveis Secret Beach, Hidden Beach e Talisay. E ainda as ilhas Matinloc Shrine e Helicopter Island.

Tour D – Composto pela paradisíaca Cadlao Lagoon e por outras praias – Pasandigan, Bukal Beach, Ipil Beach e Paradise.

mapa tours A B C D El Nido praia ilha

Em El Nido, existem agências de turismo que vendem uma combinação de dois tours para fazer em um mesmo dia. Por exemplo, se você não tem muito tempo em El Nido, pode fazer os tours A e C de uma vez só. Tem gente que não curte a ideia de fazer dois tours em um só dia, já que parece ser corrido e sobra pouco tempo para admirar com calma as belas paisagens e aproveitar as praias maravilhosas das ilhas. Mas eu fiz e achei ótimo!! E aí vão as minhas dicas para tornar o seu tour inesquecível:

* Primeiro, eu e o Rodrigo decidimos fazer o passeio privado. Um barco apenas para nós dois (além do guia turístico, do piloto do barco e seu ajudante). Assim, poderíamos partir da praia central de El Nido a hora que quiséssemos e montar o cronograma de acordo com a nossa vontade (claro, respeitando o roteiro da agência). Para não ficar tão corrido, eliminamos algumas paradas. Por exemplo, no Tour A existem três lagoas. Decidimos que duas seriam suficientes para conhecer: a Big Lagoon e a Small Lagoon. A Secret Lagoon ficou de fora do passeio, já que os locais e o nosso guia falaram que esta era a menos bonita entre as três. Fizemos o mesmo com algumas praias. Segundo o guia nos passou, a Shimitzu Island era apenas para fazer snorkeling e a Helicopter Island tinha mais graça ver o seu formato de helicóptero de longe do que ir até a praia, então ambas, só avistamos de longe.

Eu sou um pouco contra fazer passeios em grupo em destinos muito turísticos. Não que eu seja contra, mas se tiver condições de fazer o passeio privado, eu escolho essa opção. No passeio em grupo a gente nunca sabe o que vai encontrar pela frente, podem ser pessoas legais, mas também pode ser uma turma grande de pessoas inconvenientes. Um brasileiro que conhecemos em El Nido comentou que no dia anterior havia feito o passeio em grupo por um dos tours e em um barco para 12 pessoas, a agência de turismo colocou 25!! Muito além da capacidade e muito diferente do que o funcionário da agência havia vendido para os clientes. Além de ser desconfortável, não é seguro e esse costuma ser o nosso maior medo. Sem falar que no passeio privado podemos definir nosso próprio timing, escolher onde queremos ficar mais e menos tempo.

Nós até tentamos alugar uma lancha para otimizar o tempo do passeio, mas o único que achamos, na beira da praia de Corong Corong, era extremamente caro. Mais caro que no Vietnã e na Tailândia, que é um país bem mais turístico. Provavelmente porque não havia concorrência. Então decidimos ir de barco “aranha” mesmo (nome carinhoso que demos para o estilo dos barcos filipinos).

No passeio privado, pedimos para sair as 8 horas da manhã, uma hora antes do horário normal dos passeios em grupo. Que ideia! Nas três primeiras paradas fomos os primeiros a chegar. As praias mais paradisíacas ever e nós dois eramos os únicos lá, foi incrível!

Só um parênteses, se você esta com viagem marcada para El Nido, pretender fazer o tour A e o C e quer ser pego totalmente de surpresa por cada ilhota visitada, sugiro pular direto para o parágrafo “dicas importantes”. Como eu organizei a trip pelas Filipinas de ultima hora, acabei pesquisando pouco sobre El Nido antes de ir. Então, quando parti para os tours eu não fazia ideia do que ia ver pela frente e das aventuras pelas quais iria ter que passar. Fui pega de surpresa em vários momentos e isso deu ainda mais graça ao passeio. Agora, se você quer saber tudo sobre alguns dos lugares mais lindos do mundo, continue lendo.

A primeira parada foi em Hidden Beach. O barco ancorou em frente a uma montanha de pedras e enquanto procurávamos pela praia, nosso guia falou: agora vamos ter que descer do barco e ir nadando/caminhando até a praia. Parecia simples, mas havia tantos corais no fundo do mar que ficava difícil (e dolorido) caminhar e o mar estava tão raso que não tinha como nadar (a menos que quisesse arranhar os joelhos nos corais e pedras do fundo do mar). Coloquei os chinelos no pé e fui com a ajuda do guia (por isso digo que é preciso prestar atenção nas dicas importantes abaixo). Nao foi fácil chegar até a praia, raspei meus pés nos corais e o chinelo do Rodrigo arrebentou. Mas o cenário é tão incrível que vale todo e qualquer esforço. Não preciso falar mais nada, julguem pelas imagens…

 Praia paraiso mar cristalino el nido bacuit palawan

Hidden beach praia mar cristalino El Nido Filipinas

A segunda parada foi na ilha Matinloc Shrine, onde fica uma Igreja antiga abandonada, quase na beira da praia. Do alto da ilha temos uma vista sensacional da Baía de Bacuit. E a cor da água surpreende! Mas uma vez, fomos os primeiros a chegar na ilha.

baia Bacuit ilha matinloc el nido filipinas

vista baia bacuit el nido palawan filipinas

De lá partimos para a ilha em frente, a Talisay Island, onde paramos para almoçar. A ilha é totalmente deserta e não há qualquer bar ou restaurante. O almoço é feito ali mesmo, no barco. E é muito bem servido! É necessário comentar mais uma vez que a praia é maravilhosa e a cor da água, sensacional? Simplesmente a definição do paraíso!

talisay ilha cenario paraiso praia el nido palawan filipinas

prato tipico filipino el nido palawan

peixe na grelha praia el nido palawan filipinas

Mas o highlight desse passeio foi a Secret Beach. Imagina você ir a uma praia totalmente cercada por montanhas de pedras. Tão bem cercada que não há passagem para acessá-la!? Dito isso, você para e pensa: como chegar até a praia então? Foi exatamente essa a minha pergunta quando o barco ancorou. Descemos do barco e fomos nadando até uma pequena abertura no meio das pedras, tipo uma caverna. O acesso a praia é por essa pequena fresta formada entre as rochas e tem mais um detalhe: a fresta fica em pleno alto mar. Quando me deparei com o acesso, fiquei de queixo caído “sério que teremos que passar por esse buraco para ir até a praia?”, mas naquela momento não havia mais volta e claro que eu não iria perder a oportunidade de conhecer de perto a praia maravilhosa que nos esperava por trás das rochas. Neste momento é importante prestar muita atenção, esperar as ondas passarem para depois atravessar o buraco de entrada, pois qualquer deslize, a força das ondas pode te jogar para cima das pedras. Por isso, achei fundamental a ajuda do nosso guia ou de qualquer outra pessoa que conheça bem o local, tanto para entrar quanto para sair da praia. É adrenalina pura para chegar até lá e a praia é simplesmente sensacional!

Secret Beach praia montanhas el nido palawan filipinas

Secret beach melhor praia el nido palawan filipinas

E quando achei que nada mais me surpreenderia, foi a vez de conhecer as lagoas, a Big Lagoon e a Small Lagoon. A melhor coisa para se fazer aqui é alugar um caiaque e desvendar as belezas das lagoas. A cor da água é de um azul turquesa tão lindo que mais parece uma piscina natural. Inacreditável!! Em algumas partes, a água é tão rasa e cristalina que vemos perfeitamente os corais.

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caiaque lagoa big lagoon el nido palawan filipinas

small lagoon lagoa agua transparente el nido filipinas

Nossa última parada do dia foi na 7 Commando, uma praia badalada de El Nido com areia fina, mar calmo e cristalino. O spot perfeito para fazer um lanche ou tomar uns drinks no fim de tarde. Tem alguns bares na beira da praia e um único resort, ideal para quem quer curtir a paisagem e relaxar (quase ficamos hospedados, mas desistimos pois o acesso à praia é feito somente por barco e ficar meio isolado não era nossa intenção).

7 commando praia el nido palawan filipinas

Essa foi a combinação dos tours A e C que fizemos em apenas um dia. Um dia!! Ouso dizer que foi o dia de viagem mais incrível e divertido que passei considerando todos os destinos em que já estive. Apesar dos arranhões nos corais e das queimaduras na pele de mães d’água e do sol, o dia foi perfeito!

Mas as nossas aventuras não pararam por aí. Na última noite em El Nido decidimos passar uma diária no barco Palawan Secret Cruise (veja as fotos nesse link), cuja finalidade é visitar ilhas que não fazem parte dos tours turísticos, mas que são tão bonitas quanto, e ir às praias e ilhas mais famosas em horários diferentes dos barcos de turistas. O itinerário é decidido no dia, de acordo com as condições marítimas e com os passeios que os hospedes já haviam feito. Como fiquei completamente apaixonada pelas lagoas de El Nido, fiz uma “exigência”: visitar alguma lagoa. E durante as 24 horas que passamos no barco, conhecemos as cavernas e a Snake Island do tour B e a Cadlao Lagoon do tour D, que é simplesmente IN-CRÍ-VEL!

Cadlao lagoon lagoa vista aerea el nido palawan filipinas

Falando sobre as instalações do barco, este é pequeno (tem apenas 12 cabines) e muito simples, mas é limpinho e organizado. As refeições são feitas ali mesmo, pelos locais que trabalham no barco. Serviram peixe fresco pescado na hora (delicioso), saladas, arroz e outros pratos típicos do país. No fim de tarde, rola música e drinks, num clima super descontraído. Uma experiência única e diferente que eu indico para quem gosta de programas diferentes.

DICAS IMPORTANTES: quando for fazer os passeios de barco por El Nido, leve roupa de lycra, calça comprida e camiseta de manga comprida. Isso tudo é para evitar ser queimada pelas mães d’água/água viva. Eu sofri muitos queimaduras e olha, é dolorido.

Não deixe de levar botinhas de neoprene para evitar o contato com os corais. Muito protetor solar e protetor labial também. Mesmo o barco tendo proteção, havia momentos que não tinha como fugir do sol. Pulávamos no mar o tempo todo e a combinação sol + sal, nós sabemos, faz muito mal para a pele e para os lábios (cabelos também). Eu consegui me queimar tanto, que no outro dia estava me sentindo com a boca da Angelina Jolie (nada mal ein!? Mas doía muito). E se você é daqueles que não vive sem o mundo online, compre um chip com 3G no aeroporto de Manila, pois o wifi raramente funciona em El Nido.

As fotos ajudam a dar uma ideia das ilhas de El Nido que conhecemos. Mas por mais lindas que sejam, não conseguem expressar o sentimento que é estar presente naquele lugar. Olhar ao redor e se sentir parte daquela paisagem tão incrível e entender a dimensão que é e como a natureza pode ser tão bela. Tudo contribuiu para ser perfeito: o cenário, o clima, as aventuras, as pessoas e até a companhia do filipinos que estavam conosco, que povo mais alegre! Uma vibe muito boa.

06 abril, 2016
El Nido | O paraíso na ilha de Palawan – Praias, paisagens e estilo de vida
Filipinas, VIAGENS

Para mim El Nido é um dos lugares mais lindos do mundo! Da vida! Tá bom, admito que em quase todas as viagens que fiz pela Ásia nesses últimos anos, voltei falando isso. Aconteceu com Bali e mais recentemente com a Tailândia. A verdade é que depois de conhecer Railay e Koh Phi Phi, pensei que não iria me surpreender tanto com as praias das Filipinas. Mas acontece que quando conheci ao vivo e a cores as praias escondidas e as lagoas de cor azul turquesa do arquipélago de Bacuit, me apaixonei completamente.

El Nido Palawan Filipinas.001

A pequena vila de pescadores no norte da ilha de Palawan é o ponto de partida para explorar as 45 ilhas que formam o arquipélago de El Nido. Apesar de ser um dos destinos preferidos dos turistas que vão às Filipinas, é um paraíso ainda pouco explorado. Por isso, El Nido ainda mantêm as características de uma vila de pescadores, com construções humildes e moradores que parecem levar uma vida tão tranquila e não se incomodar com a presença de turistas. Um lugar onde a eletricidade e os caixas eletrônicos são artigos de luxo. Wi-fi? Esqueça! Os hotéis tem geradores para dar conta da luz, mas sinal de internet somente se o 3G do seu SIM card filipino funcionar (eu comprei um no aeroporto por USD 20). Assim que cheguei em El Nido e me dei conta da situação do lugar, meu primeiro pensamento foi: como um destino já tão turístico não tem uma infraestrutura adequada para receber os visitantes?

Mas a magia do lugar é exatamente essa. Mesmo com tantos turistas, El Nido consegue manter sua personalidade e estilo de vida. Grandes redes de hotéis e resorts ainda não se estabeleceram por aqui, o que evita aquela multidão de turistas que estamos acostumados a ver nas praias mais famosas da Tailândia e de Bali, por exemplo. Algumas já bem poluídas, infelizmente. Como comentei no post anterior, o acesso a El Nido é um pouco trabalhoso e esse é, provavelmente, um dos fatores que contribuem para que seja um destino turístico tão incomum (saiba como chegar nesse post). Em El Nido, raramente vemos carros. O meio de transporte é o triciclo, que nada mais é do uma moto com uma caçamba acoplada na lateral, ou a motocicleta (nós alugamos uma, claro, para explorar a região).

Mas por suas belezas naturais, El Nido é considerado um dos lugares mais bonitos do mundo e já foi nomeado, por dois anos seguidos, como a ilha mais bonita do mundo, pela revista Condé Nast Traveler. Mas o que esse arquipélago tem de tão especial?

As praias de El Nido são lindas. Logo que chegamos ao vilarejo, vindo de Puerto Princesa, é possível avistar do alto a praia de Marimegmeg, para mim, a mais bonita da vila. Ela é mais conhecida como Las Cabañas Beach, pois é onde fica o Las Cabañas Resort. Pela manhã a maré é baixa, o que prejudica um pouco a beleza do lugar. Mesmo assim, já é possível ver a cor d’água, mar cristalino, lindo. Mas perto do meio dia a maré começa a subir e a praia começa a encher. Mas não lota, apenas notei que o movimento estava maior. Há alguns bares na beira da praia que dispõe de mesas e cadeiras. E que também tocam um som ambiente agradável, pop, reggae ou qualquer outro ritmo que combine com o clima da praia. Se você quiser calmaria total, pode ir caminhando para Dolarog Beach que fica a esquerda da ponta de Las Cabañas, é quase deserta. Ou você pode se aventurar na tirolesa, o Zipline Adventure fica na beira da praia mesmo. Las Cabañas parece ser o point da vila de El Nido e passamos uma tarde deliciosa por lá. Na saída da praia, diversos “táxis” estacionados esperando os turistas. Lembrando que os táxis de El Nido são os triciclos, cada um pintado a sua maneira, muito curioso.

Vista praia Marimegmeg Las Cabañas El Nido tirolesa
Vista da praia de Las Cabañas e a tirolesa ao fundo

Las Cabañas marimegmeg beach El Nido Palawan

 

Eu e Dolarog
Eu e Dolarog

triciclos tuk tuk el nido palawan

Próximo de Las Cabañas fica Corong Corong, uma praia bem menos movimentada, mas com um pôr do sol tão lindo quanto a anterior. O bar-restaurante mais descolado de El Nido fica na beira da praia, o La Plage Sunset Bar & Restaurant. Não deixe de ir curtir o fim de tarde por lá.

Corong corong por do sol bar restaurante beira praia El Nido Palawan

A praia central fica bem pertinho da rua principal do centro de El Nido, apenas separada por ruelas de poucos metros. A maioria dos hotéis, guesthouses e outras hospedagens da vila ficam nessa região. A rua principal tem alguns poucos restaurantes, cafés e bares, agências de turismo, lojas de mergulho e casas de massagem. Tudo muito simples. Confesso que nem me recordo o nome da praia central, pois ela não é muito turística, ninguém vai para nadar ou pegar praia. Serve mais como “estacionamento” para os barcos que fazem os passeios turísticos.

Praia centro El Nido barcos passeio turismo Palawan Filipinas

Quando perguntei aos locais qual seria a melhor praia da vila, todos me falaram que eu deveria conhecer Nacpan Beach. A praia fica longe do centrinho, a mais de meia hora de moto ou triciclo. Eu não sei se parei no lado errado da praia, mas não a achei tão linda quanto Las Cabañas. Mas é bonita, cheia de coqueiros e bem mais tranquila. Se tiver tempo, vale a pena conhecer.

Nacpan beach praia coqueiros El Nido Palawan

Mas nenhuma praia da vila, nada, se compara a beleza das demais ilhas e praias espalhadas pela Baía de Bacuit. São cenários de outro mundo, tão lindos que fica até difícil achar adjetivos adequados para descrevê-los.

Chegamos nessas ilhas através de passeios de barco denominados Tours A, B, C e D. Eu pretendia falar dos tours nest post, mas é um assunto tão especial e tenho tantas dicas boas que decidi que vale um post exclusivo só para falar dos tours e das minhas maiores aventuras por El Nido! Fica para o post de amanhã, prometo…

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Além das paisagens estonteantes e das belezas naturais inenarráveis outro fator contribuiu para eu me apaixonar por El Nido: o povo.

Filipinos povo feliz El Nido ilha Palawan

No caminho percorrido de Puerto Princesa até El Nido já sofri um choque. As pessoas moram no meio do mato, no meio do nada, em pequenas casas feitas de bambu e palha. E quando chegamos em El Nido, a coisa não muda de figura. Surpreendentemente, o estilo das casas são iguais. As vezes víamos um família inteira, de cinco, seis ou sete pessoas morando em uma casa que aparentava ter, no máximo, dois pequenos cômodos. E mesmo no meio de tanta pobreza, o povo parecia ser muito feliz. Pobres, na verdade, só em condições financeiras. Mas ricos em espiritualidade e boas energias. Fomos muito bem tratados por todos os filipinos que conhecemos pelo caminho, sem exceção. Sempre sorrindo, amigáveis, dispostos a ajudar, sem querer tirar vantagem dos turistas (o que costuma acontecer muito em destinos turísticos). Fiquei muito comovida e encantada com o povo de lá. Pessoas simples e humildes, mas que parecem ter um coração enorme.

Corong Corong beach casas locais filipinas
Casas de palha na beira da praia de Corong Corong
Vida filipinos El Nido Palawan
Cozinha de uma das casas que conheci. E a galinha na porta?!
Por fim, espero ter conseguido passar um pouquinho da vibe desse paraíso. Se você também se encantou por El Nido, espere para ler o post sobre os tours por Bacuit Bay no próximo post. Essas ilhotas são as responsáveis pela fama de El Nido ser um dos lugares mais lindos do mundo…
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05 abril, 2016
Filipinas | Roteiro de viagem, ilhas e praias paradisíacas
Filipinas
Dica de viagem Filipinas praias
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Se há uns três anos atrás me perguntassem sobre El Nido, eu nem saberia onde apontar no mapa. A verdade é que antes de vir para a China nunca tinha me passado pela cabeça viajar para a República das Filipinas, muito menos tinha ouvido falar sobre Palawan e Boracay, duas ilhas famosas do país. Mas graças a bate-papos descontraídos com amigos que também estão deste lado do mundo, descobri que as Filipinas era um país repleto de belezas naturais inacreditáveis, praias paradisíacas e paisagens de tirar o fôlego. Pronto, o destino foi para o topo da lista das minhas próximas viagens. Conversando com uma amiga filipina que mora na China, ela me recomendou: quando viajar às Filipinas pela primeira vez, vá para Boracay e Palawan.
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Sugestão dada, é sugestão aceita. É claro que nas Filipinas há outros lugares tão lindos quanto estes para se conhecer, afinal estamos falando de um país com mais de sete mil ilhas!! Isso mesmo, Filipinas é um arquipélago formado por 7.107 ilhas, a grande maioria ainda inabitadas. Entre os destinos mais conhecidos ainda se destacam a ilha de Cebu, a capital Manila, as praias Puerto Galera e Roxas em Mindoro e outras ilhas menos conhecidas, como Bantayan.
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 .mapa ilhas filipimas manila boracay palawan.001
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Desde o início estava decidida a ir para El Nido, uma vila de pescadores no no norte de Palawan, considerada um dos lugares mais lindos do mundo. Quando comecei a pesquisar mais sobre o destino, descobri Coron, também no norte de Palawan, mas há oito horas de barco de distância de El Nido. O passeio de barco que leva de El Nido a Coron (e vice-versa) parece tentador, pois o barco vai parando em vários spots no meio da caminho, o que é uma boa oportunidade para chegar a ilhas desertas e remotas e conhecer mais paisagens desse país tão maravilhoso. Infelizmente, não tinha tempo hábil para fazer ambos os destinos, já que eu não abria mão de ir à Boracay. Também fiquei um noite em Manila, mas conheci muito pouco de lá (apenas a região próxima do aeroporto), numa próxima vez, tentaria ficar umas duas noites, para conseguir passear com calma pela cidade.
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Em El Nido sugiro ficar de três a quatro dias. Na verdade, em El Nido mesmo não há muito o que fazer além de relaxar e curtir as belas praias. O mais legal são os passeios de barco pela Baía de Bacuit que partem da praia central de El Nido. Os tours A, B, C e D te levam para ilhas desertas (se você conseguir chegar antes que os demais turistas), praias escondidas, cavernas formadas no meio do oceano e lagoas de um azul turquesa inacreditável. Passeios realmente inesquecíveis!
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Las Cabanas praia El nido Palawan
Las Cabañas, uma das praias mais bonitas de El Nido
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Tour A El Nido Matinloc Shrie baia bacuit palawan
Vista da Baía de Bacuit de uma das ilhas inabitadas próxima de El Nido
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E como todo lugar com natureza bonita e bem preservada costuma ser de difícil acesso, para chegar em El Nido pode ser um pouco trabalhoso. Até tem aeroporto na região, mas sua estrutura é pequena e só comporta aviões pequenos, portanto os voos são restritos e caros. E costumam ser cancelados com frequencia, devido ao tempo (qualquer ventinho mais forte, o aviao já não consegue pousar). A maneira mais comum de chegar em El Nido é pegar um voo de Manila para Puerto Princesa, a capital de Palawan, e depois uma van para El Nido, que custa cerca de 700 pesos filipinos por pessoa. Não se preocupe em reservar van com antecedência. Assim que você sai da porta do aeroporto de Puerto Princesa já verá lojinhas e vendedores ambulantes oferecendo a viagem de van até El Nido. Mas é preciso ter paciência, pois a viagem dura em torno de 4 a 5 horas e van só sai depois que estiverem todos os assentos vendidos. No meu caso, tanto na ida quanto na volta de El Nido, fiquei uma hora dentro da van passando de hotel em hotel para arrecadar passageiros e só depois partimos para a viagem. A estrada, surpreendentemente, é bem boa. Não tem buracos, mas, infelizmente, também não tem acostamento. Na viagem durante o dia, o motorista ia buzinando com frequência para chamar a atenção das crianças brincando no meio da rua. A estrada também é cheia de curvas, o que torna a viagem um pouco assustadora. Mas apesar de chegar cansada e com a bunda dura, foi tudo tranquilo.
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E se eu quiser ir para Coron? Se você estiver em El Nido, é fácil. As agências de turismo, localizadas na rua principal, oferecem viagens diárias de barco para Coron. A passagem custa em torno de 1200 pesos por pessoa. Há também a possibilidade de pegar um voo de Manila ou Cebu direto para Coron, já que há aeroporto na região.
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Depois de Palawan fomos para Boracay. Infelizmente, não há voos diretos, o que é uma pena, já que estamos falando das duas ilhas mais turísticas das Filipinas. Pegamos um voo até Manila e de lá partimos para Boracay. É possível ir de uma ilha a outra de barco, mas são mais de 16 horas de viagem e nós não tínhamos esse tempo todo para gastar em alto mar. Surpreendentemente, a locomoção dentro das Filipinas foi mais tranquila do que na Tailândia (leia sobre a trip Thai). Por ser um arquipélago com milhares de ilhas, achei que a locomoção seria mais trabalhosa. Fizemos tudo pela Philippine Airlines, as passagens foram compradas com antecedência pelo site da empresa. Outras opções de companhias aéreas são: Cebu Pacific Air e Air Asia, que são low cost, ou seja, costumam ser mais econômicas.
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Palawan Boracay viagem Filipinas Philippine Airlines
E lá vamos nós de avião a hélice
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Boracay é uma ilha razoavelmente pequena, conhecida pelas praias com areia branca e mar azul turquesa. Bem mais turística que El Nido, por isso tem uma estrutura melhor para receber os turistas, bons resorts e uma grande variedade de bares, restaurantes e passeios. Na minha opinião, foi o itinerário de viagem perfeito: primeiro muitas aventuras em El Nido. Passávamos o dia inteiro passeando de barco, parando de ilha em ilha e mergulhando em alto mar para conseguir chegar nas praias de difícil acesso. Experiências muito legais, mas cansativas. E como a ilha é bem simples e as hospedagens idem, digamos que El Nido não é o mais lugar indicado para quem procura por conforto. Por último, curtimos toda a comodidade e entretenimento que Boracay oferece. Foram quatro dias relaxando e curtindo as praias da ilha. Voltamos das férias realmente descansados. Mas se você não tem interesse de ficar esse tempo todo no relax, acredito que duas a três noites são suficientes para ficar em Boracay, já que a ilha não é muito grande.
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Boracay white beach areia branca mar cristalino

Quando ir? Essa é uma questão muito importante. Estatisticamente falando, as Filipinas é o país que mais sofre com fortes tufões, furações e tempestades tropicais, por isso, fuja da época de monsões, que ocorre de junho a dezembro, especialmente, em setembro. A fase seca é de janeiro a março e por isso, é alta temporada. Fomos no fim de fevereiro e pegamos dias lindos e ensolarados em El Nido e um pouco de chuva fina em Boracay. Como os próprios locais dizem, o clima do país é imprevisível. Mas nada que pudesse atrapalhar nossa experiência maravilhosa nesse país tão lindo e cativante.

18 novembro, 2015
Destino China | Um pesseio pelo Museu do Palácio, a antiga Cidade Proibida
Destino China

A maior e mais importante atração turística dentro de Beijing é, com certeza, a Forbidden City! Mas você sabe exatamente o que é e por quê recebe esse nome? Considerado o maior complexo de palácios do mundo e a maior área preservada de prédios antigos da China, a “cidade” de 720 mil metros quadrados, no coração de Beijing, foi moradia da família Imperial nas dinastias Ming e Qing. O nome “Proibida” foi dado, pois somente funcionários do governo e serviçais podiam entrar, jamais um cidadão comum poderia acessar seus portões, sem autorização do Imperador e o sistema de segurança era bem rígido. Até os dias atuais, o conjunto de pavilhões e palácios é conhecido por este nome, mas na verdade, desde 1925 (um ano após a saída do último imperador) se chama, oficialmente, Museu do Palácio.

Cidade Proibida Museu do Palacio Pequim

A posição dos palácios e portões de entrada obedecem os príncipios da numerologia, da mitologia e do Feng Shui, a arte chinesa que acredita que a disposição dos objetos e das construções influência na harmonia e nos bons fluídos. A porta de entrada principal de todos os palácios é voltada para o sul, mesma direção do sol. E há portões de entrada nos quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste.

Para chegar lá, pegamos o metrô até a estação Tian’anmen East que é próxima do portão leste (pode descer na estação West e entrar pelo portão oeste que dá no mesmo). Logo de cara, já passamos por um raio x (antes mesmo de comprar os ingressos). O primeiro contato com a Cidade Proibida é no portão onde fica o famoso retrato de Mao Tse Tung. Foi ali que ele proclamou a independência da República Popular da China em outubro de 1949, de frente para a Tian’anmen, a maior praça do mundo, a Praça da Paz Celestial. Após passar o prédio onde fica o retrato, você imagina que já está quase entrando na Cidade Proibida, mas não. É preciso caminhar um bocado ainda e passar por mais uns dois extensos corredores até chegar no “The Palace Museum Ticket Office”, lugar para compra dos ingressos.

Cidade Proibida retrato de Mao Tse Tung

O portão oficial de entrada é o Portão Meridiano (Meridian Gate), de onde o Imperador informava o calendário de Ano Novo, passava instruções para o seu exército e julgava os prisioneiros. Depois de passar desse portão, nos deparamos com uma das áreas mais incríveis da cidade, um enorme pátio formado por pontes de mármore em formato de arcos, um rio chamado Golden Stream ou Rio de Ouro, enormes estátuas de leões e, ao fundo, o Portão da Suprema Harmonia (Gate of Supreme Harmony). Não deixe de dar uma volta por aqui e ali e desvendar o que tem à sua direita e a à sua esquerda (no começo do passeio sempre estamos com muito pique hehe).

Forbidden City Beijing escadas

Portão Palácio Cidade Proibida Pequim

China Chic Cidade Proibida

Após o Portão da Suprema Harmonia, fica o Hall da Suprema Harmonia, que é a maior e mais importante construção da Cidade Proibida, construída no século XV e reformada no século XVII. Ali era celebrado o aniversário do Imperador, feita a nominação e condecoração de líders militares, entre outras celebrações. Dentro desse palácio fica um majestoso trono do dragão, mas infelizmente estava fechado para o público no dia.

À frente da entrada de cada pavilhão há três escadarias. A passagem central é a mais linda, toda trabalhada no mármore, com vários desenhos, o que mais se destacam são os de dragões. Nas dinastias, era reservada apenas para a passagem do Imperador e até hoje são fechadas para o público, que deve subir pelas escadas laterais.

Hall da Suprema Harmonia Cidade Proibida Pequim

Cidade Proibida passagem do Imperador dragoes

Achei interessante a quantidade de caldeirões e estátuas de leões que avistamos pela cidade. E como aqui tudo tem uma história, estes tem seus motivos para estarem aqui. Os caldeirões eram enchidos d’água e serviam para combater o fogo, em caso de incêndio. E era algo tão relevante na época, que, durante o inverno, eles eram protegidos por mantas grossas para impedir que a água congelasse. Os leãos serviam como guardas dos palácios. O macho tem a pata direita por cima de um globo, que representa o poder do Imperador sobre o mundo e a fêmea tem a pata sobre um leão bebê, que representava a fertilidade.

Cidade Proibida Beijing estatuas de leão

Cidade Proibida Beijing caldeiroes

Além dos palácios, pavilhões e estátuas, há galerias de cerâmica, pintura e caligrafia chinesa, teatro de ópera, a famosa tela dos nove dragões e mais. É realmente muita coisa para ver, o lugar é enorme (isso que uma parte dele não é aberta ao público) e rende uma boa caminhada. Quando já cansamos de ver palácios e portões, portões, portões, finalmente chegamos em uma das áreas mais bonitas, o Jardim Imperial. O jardim enorme de estilo chinês tem belas paisagens, árvores antigas, esculturas em pedra, passarelas e mais estátuas. Ele fica próximo do portão norte, que é o portão de saída da cidade museu.

Jardim Imperial Cidade Proibida

Arvores Jardim Imperial Cidade Proibida

Enfim chegamos ao fim da nossa jornada pela Cidade Proibida, que levou quase o dia inteiro, mas foi uma delícia. O passeio é um verdadeiro mergulho na história e nas belas construções ancestrais da China. Dependendo da epóca do ano, o museu pode estar cheio de turistas (como no lindo sábado de sol que fomos), mas o espaço é tão amplo que o povo se dispersa. Lotado ou não, não deixe de parar e reparar em cada detalhe, nos desenhos, nas pinturas, na arquitetura antiga,  afinal são construções de mais de 500 anos, que carregam muitas histórias e muitos significados.

Informações importantes: o ingresso de entrada custa ¥ 60,00 por pessoa em alta temporada e ¥ 40,00 na baixa temporada. E quem tiver interesse, tem áudio tour por um plus de ¥ 40,00. Eu não usei, mas acredito que tenha em português. Há restaurantes chineses, ATM e banheiros dentro do museu. 

Para saber mais da história da Cidade Proibida, assista ao filme O Ultimo Imperador, muito bom! Agora me conta o que achou do passeio pela Cidade Proibida com o China Chic?…

 

10 novembro, 2015
Destino China | A Grande Muralha da China
Destino China, VIAGENS

grande muralha da china pared pedra

Quando se fala em turismo histórico na China, qual a primeira coisa que você pensa? A imponente Great Wall é com certeza uma das atrações mais importantes do país e principal must-see de Beijing.

A Muralha da China que funciona como atração turística fica no norte do país e você sabia que esta não é a unica? Pois é, na China Imperial, durante várias dinastias, foram construídas três muralhas e a que existe até os dias atuais, foi a terceira e ultima.
Há diversas teorias sobre a construção das muralhas, talvez o próprio povo, na época, não sabia o real motivo de suas construções. Segundo nossa guia, a primeira muralha foi construída há mais de 2000 anos atrás para evitar invasões militares. Dizem que na época, a China não sofria chances de ser invadida, porém o Imperador quis construir a muralha, pois era obcecado por grandes projetos e precisava achar um rumo para os presos políticos e outros revoltados da época. A segunda muralha, construída no oeste da China, tinha por objetivo proteger a Silk Road ou Estrada da Seda, o principal caminho de distribuição da seda, da pimenta e de outras riquezas da China. Ambas, praticamente, desaparecem nos dias de hoje.
A terceira muralha, a do norte, foi construída há mais de 600 anos atrás para evitar a invasão dos mongóis, manchus e outros povos do norte. Apesar do alto investimento e dos centenas de milhares de trabalhadores utilizados (muitos morreram trabalhando por causa da falta de comida e do frio e dizem, seus corpos foram jogados ali mesmo, nos muros) a muralha não foi eficaz na sua principal função, já que os mongóis invadiram Beijing e arredores na época.

Mutianyu muralha da China torre

Saber a história do principal símbolo da China é importante, mas vamos para a parte boa que é o passeio!

Visitar um dos pontos turísticos mais históricos do mundo pode ser um dia especial para ser lembrado para o resto da vida ou um verdadeiro perrengue. A minha experiência foi uma das melhores possíveis! O último fim de semana estava ensolarado, com céu azul e sem nuvens, realmente uma benção se considerarmos que Beijing é uma das cidades mais poluídas do mundo. Estava frio, mas a neve ainda não havia caído.
A melhor ideia que tivemos foi contratar um motorista para nos levar até a o trecho da muralha que fica em Mutianyu, a uns 80 km de distância da capital. A viagem é um pouco longa e o passeio pode tomar quase um dia inteiro, mas vale a pena, sabe por que?
A parte da muralha mais próxima de Beijing fica em Badaling. O acesso por trem, ônibus e táxi é fácil e barato, e nas outras atrações turísticas da cidade é comum encontrar agentes de viagens oferecendo pacotes para Badaling. Tudo isso a torna mais famosa e frequentada por turistas. Dependendo da época do ano, a atração fica lotada, é um tumulto só, o que pode transformar o que era para ser um agrádavel passeio em uma péssima experiência. Mas claro, tudo depende do dia da semana que você escolhe e a época do ano – evite o ano novo chinês, que geralmente cai em fevereiro, junho, julho e agosto que é verão e início de outubro, feriado nacional.
O nosso motorista {deixarei o contato no fim do post} nos pegou no hotel as 8:30 da manhã e chegamos em Mutianyu pouco depois das 10h. O ticket de entrada foi comprado na hora mesmo pela nossa guia, custa ¥ 145 por pessoa. A subida para a muralha já começa divertida – pegamos um teleférico até a entrada. É chegando lá em cima que passamos a ter noção de sua dimensão. O cenário é lindo: montanhas e vegetação por todos os lados, e kilômetros e kilômetros de subidas e descidas entre muros e torres. Claro que é quase impossível para um mero ser humano, caminhar todo o trecho da muralha em um só dia. O trecho da muralha em Mutianyu, dizem ter mais de 3km de distância, mas parece ser muito mais que isso. E não esqueçam, há steps para todos os lados. Quando você para de descer, você começa a subir rsrsrs
O tempo de visita vai depender do seu grau de interesse e da sua disposição. Ah, e também de quantas fotos você pretende tirar kkkk O lugar é realmente mágico!

subida escadas muralha da china

mutianyu  muralha da china beijing

grande muralha da china muros

viagem muralha da china

muralha da china topo

vista da muralha da china

topo great wall

A descida da muralha é tão legal quanto a subida, pois você tem a opção de voltar de teleférico ou de tobogã, que é muito divertido! Agora pensa: quando você achou que iria andar de tobogã em uma das construções mais antigas do mundo? O carrinho é super seguro e você pode controlar a velocidade através de uma trava. Eu super recomendo!!! Quem segue o snap do blog pode acompanhar tudo por lá – é só adicionar ChinaChic8.

 toboga carrinho muralha da china
Great Wall toboga car
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Contratamos o serviço de car tour do China International Travel Service. Contato Lu Lu +86 18010136871 e email lulu198526@163.com (fala inglês). Os valores variam de ¥ 400 a ¥ 1000 por dia. Pagamos ¥ 800 para um van com seis lugares.
Dica de amiga: não esqueça de usar sapatos confortavéis e adequados.
A Muralha da China é realmente um dos destinos mais imperdíveis! Incluam esse passeio na bucketlist que realmente vale a pena!
29 setembro, 2015
Paris | Os melhores restaurantes com vista para a Torre Eiffel
DICAS, Europa, VIAGENS

O passeio obrigatório de quem está em Paris é visitar a Torre Eiffel, óbvio. Mas tem outro programa que é tão bom quanto e ainda mais delicioso: experimentar as delícias gastronômicas dos diversos bistrôs, patisseries e restaurantes franceses. E ainda – com vista para a torre!!!

Depois de definido o roteiro pela Europa, me dei conta de que passaríamos a data de aniversário do meu noivo em Paris e decidi que queria fazer uma surpresa muito top para ele! Foi aí que começou a minha saga para encontrar o melhor restaurante com vista para a Torre Eiffel. Pesquisei muito, peguei indicações com amigos (inclusive um francês), até que cheguei a conclusão de dois restaurantes: o Les Ombres e o Monsieur Bleu.

O Monsieur Bleu é um restaurante relativamente novo – inaugurou em 2013 – mas já dá muito o que falar. Ele fica no descolado Palais de Tokyo e seu terraço tem uma vista privilegiada e ma-ra-vi-lho-sa da Torre Eiffel. A parte interna tem uma decoração super moderna e sofisticada, assinada pelo arquiteto Joseph Dirand, que também é responsável pela loja do Alexander Wang de Pequim. O menu não é tão extenso, mas é bem democrático, com pratos mais elaborados e típicos franceses, e também internacionais, como o clássico cheeseburger. E o melhor: o preço é bem justo (considerando o local do restaurante).

Eu fui durante o almoço e adorei. Estava frio e não tinha muita gente na varanda, mas imagino que nos dias quentes, o espaço de fora deve ser super badalado. Para o jantar é melhor reservar mesa.

monsieur bleu restaurante vista torre eiffel paris

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doce sobremesa de frutas vermelhas Monsieur Bleu Paris

O Les Ombres, o que eu escolhi para o jantar-surpresa, fica no quinto andar do Museu Quai Branly. Além da comida ser muito boa e o atendimento idem, o destaque do lugar vai para a vista – de cara para a torre Eiffel! O restaurante é todo envidraçado (até o teto) e para qualquer lugar que você olha, é possível ver a torre iluminada bem próxima. Não deixe de ir na varanda para admira-la além dos vidros. A vista é simplesmente incrível!

É um lugar que você pode ir com a turma ou para um jantar romântico. O menu com entrada + prato principal + sobremesa vale muito a pena e a carta de vinhos é excelente.

les ombres dica restaurante bom Paris vista torre

jantar gourmet prato frances dica de restaurante paris

Paris Franca dica de restaurante com vista torre eiffel

E não é sou eu que digo. Ambos os restaurantes estão na lista dos melhores de Paris e são aclamados pela crítica. Mas eu quis comprovar pessoalmente e compartilhar por aqui e olha, assino embaixo hehehe. Se for à Paris, não deixe de ir em algum deles. O menu completo, valores e informações de contato você encontra facilmente no site de cada restaurante (é só clicar no nome do lugar no texto acima).

Outro restaurante muito bem indicado é o Le Ciel, que fica numa altura de 210 metros e tem uma vista excepcional de boa parte de Paris. O bistrô Le Fontaine de Mars é um dos mais antigos da cidade. Não tem vista para a torre, mas está situado bem pertinho e ficou super famoso após ser eleito pelo presidente Obama e sua família para jantar. Alguma dúvida de que deve ser bom?

Bon appétit!

20 setembro, 2015
As melhores praias de Bali
Bali, DICAS, VIAGENS

PARA TU-DO! Agora chegou a melhor parte de falar sobre Bali: as praias! Há quem ame a primeira vista e há quem se decepcione com a beleza das praias, afinal, estamos falando de um destino famoso e super estimado pelos apaixonados por ondas, há décadas. Minha opinião?! Eu amei! A natureza, o clima, as pessoas bonitas e o bom humor dos locais contribuem para o cenário ser perfeito.

Falando um pouco das principais praias de Bali:

AGITO EM KUTA E SEMINYAK

Vamos começar pelo menos bom, né?! Eu já comentei aqui que estas praias não são as mais bonitas (há praias no nordeste brasileiro que dão de dez nessas), mas o que “falta” em beleza, sobra em agito e curtição. Kuta é considerada o centro da ilha e Seminyak, ao lado de Kuta, a região mais descolada. É aqui que ficam os beach clubs mais babados de Bali – o Ku De Ta e o Potato Head.

Ku de Ta beach club Seminyak Bali por do sol
Curtindo o pôr do sol direto de Ku De Ta

NUSA DUA E SANUR PARA IR COM A FAMÍLIA

Praias de águas calmas e cristalinas, situadas no sudeste da ilha. Sanur já foi a sensação de Bali, mas hoje não recebe tantos turistas e é ótimo destino para famílias. O mesmo acontece com Nusa Dua. Fomos passar uma sexta-feira linda de sol em Nusa Dua e eramos os únicos na beira da praia e no beach club dali!!! Fiquei surpresa, mas confesso que adorei – um paraíso desses só para nós! Vez ou outra passavam alguns turistas caminhando, mas só para terem uma ideia de como a praia é tranquila (lembrando que fui em outubro, que é baixa temporada).

Nusa Dua beach club praia vazia
“Olha só eu aqui!”
Mar de agua cristalina Nusa Dua Bali
Água limpinha limpinha em Nusa Dua

Foi nas águas de Nusa Dua que avistamos mini tubarões, que segundo os locais, não são carnívoros e não oferecem risco aos banhistas. Dito isso, nós nos aventuramos no fundo do mar para vê-los mais de perto e não é que eles fugiam de nós!? E para quem ficou com receio… Bom, eu estou aqui sã e salva, ou seja, não é preciso ter medo, pois eles não são agressivos (e realmente não sei se eles aparecem com frequência ou foi sorte nossa). Inclusive Nusa Dua é muita indicada para crianças, pois o mar é raso e sem ondas.

PRAIAS DE SURF – DREAMLAND, BALANGAN E IMPOSSIBLE BEACH

Que Bali é o paraíso do surf, todo mundo sabe, não é?! As praias mais famosas entre os surfistas ficam no sul da ilha, na península de Bukit, algumas são ótimas também para banhistas, mas outras são mais indicadas para a prática de surf. É o caso de Dreamland e Balangan, que ficam na mesma entrada. É preciso passar por um condomínio de casas bem grande até chegar na beira dessas praias. A direita fica a entrada de Dreamland e a esquerda, Balangam e tem que chegar de carro ou moto, porque ficam distante de tudo. Em Dreamland as ondas quebram forte na beira e em Balangam tem muitos corais no raso. Claro que dá para se banhar, mas fica mais complicado hehe. De qualquer maneira, estavam cheias de turistas nas areias.

Dreamland beach mar agitado Bali Bukit
Mar mais agitado em Dreamland

Impossible beach é uma continuação de Padang-Padang e eu só a conheci, pois o resort onde me hospedei {maravilhoso, por sinal – leia mais aqui} fica a beira-mar dessa praia. Não costuma ficar ninguém na pequena faixa de areia, mas o mar tem muitos surfistas (Rodrigo aproveitou muito). Ah, e é bom levar botinha para surfar nessas águas, pois tem muitos corais.

PADANG-PADANG E ULUWATU

Minhas preferidas ♥ e responsáveis pela minha depre-pós-férias quando voltei à China kkkk. Que lugares incríveis! Ambas são conhecidas como praia de surfistas, mas também fazem a alegria de quem vai para lá apenas com a intenção de pegar praia (eu, no caso). Uluwatu é incríveeeel, mas a praia só existe quando a maré está baixa. Assim, ela forma uma piscina de águas naturais, perfeita para um mergulho refrescante. Para chegar até a beira, é preciso passar por uma escadaria e por uma caverna, muuuito legal. Lá do alto, a vista é de outro mundo! Quando a maré está alta, mero banhista, esqueça, só surfistas profissa conseguem chegar até o mar com ondas gigantes. O ponto é chamado de Blue Point e é aqui que fica o bar surpresa da viagem, o Single Finn – pratos e drinks baratos e deliciosos, vista única, música boa e muita gente bonita, viramos fãs.

Uluwatu blue point surfistas Bali Indonesia
Blue Point, Uluwatu
Caverna beira Uluwatu beach, praia Bali
Caverna na beira de Uluwatu
banho de mar mare baixa uluwatu agua cristalina
Banho de mar na maré baixa

 Padang-padang ficou mais famosa depois de aparecer no filme Comer, Rezar e Amar, com Julia Roberts. É uma praia meio escondida entre pedras e tem um mar de águas cristalinas que, embaixo d’água, é possível ver até a sujeirinha debaixo da unha do pé rsrsrs. Quer pegar praia? Passar o dia atirado na areia sem fazer nada? Aqui é o lugar perfeito, pois tem uma boa faixa de areia. Quando a maré estava baixa, nós conseguíamos ir a pé do resort em Impossible até Padang, uma delícia de caminhada.

Padang padang praia surf bali
Caminho entre as pedras de Impossible para Padang
banho de mar agua transparente Padang Bali
Mar mais gostoso – água morna e límpida

Nessa região, você até se sente um pouquinho no Brasil, pois é fácil fácil escutar alguém falando português. São tantos brasileiros que vão para essas praias que os vendedores locais até arranham um pouco do nosso idioma – “moça bonita, canga?” eu escutei algumas vezes.

Outra que não pode deixar de ir é Finn’s Beach, uma praia meio escondida que só é possível chegar por uma espécie de teleférico que passa entre as paredes de um penhasco. A praia é privada do Semara Luxury Villa Resort em Ungasan e é preciso pagar uma pequena taxa para entrar, o que garante uma praia tranquila, sem muita gente e atendimento personalizado do beach club. É o mesmo mar de Karma beach, porém elas são separadas por esse penhasco enorme.

cable car Finns beach Bali
Meio de transporte para Finns Beach
Finns beach ferias na praia Bali
Relaxando na praia linda de Finns

Tem que conhecer também a praia de Jimbaran e não cometa o mesmo erro que eu e deixe de ir na Gili Island, uma ilha que fica a algumas poucas horas de barco de Bali. Eu não tive tempo de conhecer, mas amigos turistas e locais só passaram ótimas recomendações. Fica pra próxima…

Evite: Pandawa beach, também conhecida como Secret Beach. Explico: quando comecei a pesquisar sobre Bali, li que esta praia tinha sido descoberta a pouco tempo e como o nome diz, era meio secreta ainda. Então eu logo pensei “preciso ir!”. Estava na minha lista de prioridades para fazer em Bali. E no dia que contratamos um motorista balinês, pedi para nos levar nessa praia. Ele fez cara feia e disse que a praia não era legal, mas eu insisti que queria ir. Foi a maior decepção da viagem. Logo na única entrada da praia, estavam estacionados vários ônibus de excursões, que segundo o Wayan (nosso motorista) vinham de Jacarta. Eu fui caminhar para conhecer a praia e me deparei com uma gurizada, todos de roupa, numa algazarra. Além disso, os vendedores da praia chamavam minha atenção o tempo todo, pois visivelmente eu era a única com cara de turista por ali. Não foi uma experiência muito e legal e segundo o que nosso motorista comentou, deduzi que não era, nem de longe, uma boa opção de praia em Bali.

Já li vários comentários de pessoas que se decepcionaram com as praias de Bali, mas acho que é preciso saber escolher as praias certas para o seu perfil. E Bali oferece muito mais do que praias paradisíacas, para saber mais, dá uma olhadinha nesse post aqui ó.

Beijos e espero seu comentário 😉