19 junho, 2017
Intercâmbio na Austrália | Estudando Inglês em Sydney
Austrália, DICAS, VIAGENS

Desde novinha tenho o desejo de morar fora do país. O destino acabou me trazendo para a China, mas até então minha primeira opção era a Austrália. Quem nunca ouviu falar de um amigo ou amigo de amigo que largou um bom emprego no Brasil para estudar e tentar a vida na terra dos cangurus?! Acredito que esse destino seja tão popular entre os brasileiros em função das praias, das belas paisagens e do lifestyle australiano e também pelo clima e pela cultura serem consideravelmente semelhantes aos do Brasil. Além disso, a Austrália tem alguns bons plus que são a segurança, a qualidade de vida e a infraestrutura.

Desde que vim morar na China, meu conhecimento de inglês melhorou consideravelmente. Mesmo que no dia a dia a gente mal se depara com chineses que saibam falar o idioma, a convivência com estrangeiros e o fato de assistir programas de TV e notícias em inglês não deixam de ser ótimos meios para improvisar. No fim das contas, a gente acaba aprendendo através do listening. O lado negativo é que deixamos a gramática um pouco de lado e ficamos sujeitos a cometer vários erros gramaticais. Pensando assim, decidi que era hora de desenterrar aquela vontade que vinha desde os meus tempos de adolescente e me dedicar a um curso de inglês num dos países onde a educação é considerada de excelência.

Como esse era um desejo meu desde que eu tinha, sei lá, uns 16/17 anos, eu achava que fazer intercâmbio na Austrália fosse coisa de garotada super jovem, recém saídos da escola, sabe?! Mas para minha surpresa, a média de idade dos alunos da escola onde estudei é de 25 a 35 anos. Tem alguns alunos de 40 e conheci até uns estudantes na faixa dos 50, o que eu achei muito legal, afinal, nunca é tarde para pararmos de estudar.

SYDNEY intercambio ingles Harbour Bridge Opera House

• O PRIMEIRO PASSO

Na minha opinião, a primeira coisa a fazer é entrar em contato com uma agência de intercâmbio, de preferência, já com a cidade da Austrália que você gostaria de morar em mente. Paralelamente, sugiro pesquisar as opções de escolas de idiomas presentes nessa cidade para já ter uma ideia de quais te agradam mais. No caso das principais cidades da Austrália, como Sydney, Canberra, Melbourne, Gold Coast e Brisbane, há diveeeersas opções de escolas.

Fazer todos os trâmites iniciais através de uma agência de intercâmbio é fundamental, pois eles te fornecem sugestões de escolas e orçamentos, ajudam com o visto, orientam quanto aos esquemas da viagem e acomodações e podem te dar suporte caso você precisar, quando estiver lá do outro lado do mundo. E o valor que você paga de taxa para a agência é muito pequeno se comparado com o tempo e com as preocupações que você deixa de gastar e ter.

Mesmo morando na China, eu fiz tudo através da Australian Centre, uma agência de intercâmbio do Brasil. Não tenho o que reclamar deles, pois sempre foram prestativos e respondiam os emails com agilidade. Mas deixo como sugestão outras opções de escolas de intercâmbio no Brasil que são especializadas em levar estudantes para a Austrália e também Nova Zelândia, tais como: Hello Austrália; World Study e; Ozzy Study Brazil.

Outra dica legal é que várias escolas de idiomas tem sede em mais de uma cidade australiana. Geralmente o aluno pode começar estudando em uma cidade e continuar o curso na mesma escola, porem em local diferente e assim experienciar o estilo de vida em diferentes lugares da Austrália.

• VISTO

duas opções de vistos mais comuns nesse caso: o de turista e o de estudante.

Com o visto de turista, que tem duração de um ano e é de múltiplas entradas, é possível estudar durante três meses na Austrália. Depois, você deve sair do país, mas quando retornar, pode voltar aos estudos por mais três meses. Mas claro que nesse caso, seria melhor ter logo um visto de estudante. Além disso, o visto de estudante permite que você trabalhe por até 20 horas por semana. A grande maioria dos brasileiros que vai para a Austrália com o objetivo de ficar por mais tempo, solicita o visto de estudante.

Como meu curso seria de curta duração (optei por seis semanas), tirei o visto de turista. Meu visto, particularmente, demorou mais que o normal para ficar pronto, já que sou uma brasileira que reside na China, então tive que providenciar mais documentos que o “geralmente necessário”. Segundo a agência me informou, o visto de turista demora em torno de três semanas para ficar pronto, enquanto que o de estudante pode demorar de um a três meses. Mais informações quanto aos tipos de visto e valores, a agência de intercâmbio é a mais indicada para te orientar.

• O CURSO

Bom, a Australian Centre me passou sugestão e orçamento de cinco escolas de intercâmbio em Sydney (Langports, Greenwich, Kaplan, Embassy e ILSC) mas desde o início eu estava inclinada a me inscrever na Langports Language College, que tinha sido indicação de uma amiga e também por ser bem rankeada entre as escolas de idiomas do país. Dois dos pontos que mais me agradaram na Langports foi a metodologia de ensino e o fato de você pode começar o curso de inglês geral em qualquer segunda feira do ano (que na verdade também ocorre em outras escolas de inglês do país).

A Langports oferece todos estes cursos de inglês, sendo o UFO (referente ao General English) o mais procurado, além do IELTS e Cambridge. No caso do UFO, o aluno terá diferentes classes para cada skill – writing, listening, reading e speaking e poderá estar em um nível diferente em cada habilidade. Por exemplo, o aluno que sabe ler inglês melhor do que falar, ficará em um nível mais alto na classe de Reading do que na de Speaking. Compreende? Os níveis vão do 1 ao 6, sendo que o 1 é para iniciantes e 6 é o avançado.

No primeiro dia, é feito um teste de nivelamento referente a cada uma dessas skills. Portanto, são quatro testes diferentes no total. Os resultados são avaliados pelos professores e o aluno é direcionado ao nível de acordo com o seu conhecimento.

A primeira semana de aula costuma ser a semana de teste, para ver se o aluno se adapta ao nível de ensino, se estiver muito fácil pode passar para um nível acima ou mudar para um nível anterior, caso tenha dificuldades. No meu caso, comecei no nível 4 do UFO (General English) e logo mudei para o nível 5 . Geralmente, o tempo de permanência em cada nível é de oito a dez semanas, até passar para o nível superior. No meu caso, como sou o tipo de aluna nerd, que vai para estudar e aprender mesmo (afinal é o meu dinheiro e meu conhecimento que está em jogo) depois de três semanas no nível 5, mudei para o curso de Cambridge, com a permissão do meu professor, claro. Os cursos de Cambridge e IELTS são turmas fechadas, o professor é sempre o mesmo e a metodologia é um pouco diferente (não tem classes de habilidades específicas como acontece no General English). No de Cambridge ainda há bastante revisão de conteúdo, já o IELTS é mais focado nas técnicas para se fazer um bom exame, portanto indico apenas para quem quiser prestar o exame do IELST e claro, já tem um bom nível de inglês.

Na parte da tarde tem as chamadas Optional Classes, em que o aluno pode escolher a aula que irá participar de acordo com o assunto. Eu fiz aulas de Conversation, Business and Administration e Optional for IELTS. E para quem não cansou de estudar, ainda tem os Workshops. O mais popular entre os alunos é, com certeza, o de Aussie English and Slangs, em que o professor ensina gírias e expressões usadas pelos Australianos.

Sobre a Langports: a sede de Sydney tem boa infraestrutura e localização. Os professores são super gente boa. Ensinam, mas não cobram muito dos alunos. Não surpreendente, a maioria dos alunos são brasileiros, o que é um problema para quem vai lá para aprender inglês, porque querendo ou não, da porta pra fora, as conversas acabam sendo em português.

Quanto ao tempo de estudodepende muito do objetivo de cada um e do budget também. Eu fiquei apenas seis semanas, mas há muitos alunos que estudam quatro, seis, oito meses… Tem alunos que chegam lá sem falar nada de inglês e saem já sabendo desenvolver uma conversa inteligente com nativos da língua.

Australia Intercambio ingles SYDNEY

• TRABALHO

A grande maioria dos brasileiros que vai para a Austrália estudar, também trabalha. Afinal, se manter em uma cidade com altos custos de vida como Sydney, por exemplo, não é fácil. O que muitos não sabem é que, provavelmente, nossa experiência no Brasil não conta pontos na hora de arranjar um bom trabalho no país. A grande maioria faz trabalho braçal ou labor work. Começa como faxineira, garçom, ajudante de cozinha, ajudante de pedreiro, controlador de trafego, barista, etc… Dizem que os trabalhos braçais que mais pagam bem são como babá e controlador de trafego, que paga de 25 a 30 AUD por hora. Ambos exigem curso preparatório que é feito na Austrália mesmo, basta se informar com a sua agência de intercâmbio. Vale ressaltar que é bem comum montar um currículo diferente para cada tipo de vaga a qual você se candidatar. Ou seja, um currículo para a vaga de garçom, outro para a vaga de controlador de trafego…

• ACOMODAÇÃO

Viver na Austrália, especialmente em Sydney, não é barato… mas há solução para driblar os preços altos. Minha sugestão é viajar para o país já com a acomodação reservada para os primeiros 10, 15 dias. E de lá pesquisar uma moradia para passar o resto da sua estadia. Por que aí você já estará familiarizado com a cidade e provavelmente terá dicas valiosas de amigos e colegas que já moram mais tempo pela área.

Na Austrália é suuuper comum as pessoas dividirem casa (e até quartos), muitas vezes com roomies que mal conhecem. Então não é nada de se estranhar quando seu amigo brasileiro contar que divide o teto com um australiano, um asiático, um europeu, ou seja lá quais nacionalidades, que acabou de conhecer. Diversidade cultural bem interessante, não?! Os Aussies usam, especialmente, dois sites para anunciar moradias ou arranjar roommates: o Flatmates.com.au e o Gumtree.com.au.

Em ambos você cria um perfil gratuitamente e pode procurar por acomodações compartilhadas ou colegas para compartilhar uma acomodação. No Flatmates é preciso fazer o upgrade e pagar um taxa caso queira enviar mensagem para os perfis fechados (aqueles que só aceitam mensagem de quem tem conta paga) ou ver o contato de alguém. O Gumtree até onde eu sei é gratuito e ainda tem oferta de empregos.

Outra opção é pesquisar através de grupos fechados no Facebook, como o Brasileiros em Sydney.

As acomodações em Sydney ficam em tordo de AUD 150 a AUD 650, mas o valor varia muito de acordo com a localização e o tipo de quarto. A média costuma ser de 300 a 350 AUD para quarto privativo com banheiro compartilhado.

Nas minhas duas ultimas semanas em Sydney, aluguei um quarto na casa de um local que achei pelo AirBnb e também pelo Flatmates. Foi a primeira vez que fiquei na casa de um desconhecido, mas o dono era tão de boa, que me senti em casa e adorei a experiência.

E por fim, qual foi meu aprendizado com essa experiência? 

A melhor possível. Sydney é uma cidade incrível para visitar e para morar. As pessoas são educadas, bem receptivas, tudo funciona, a infraestrutura é ótima, o transporte público te leva para qualquer canto da cidade e todo lugar é seguro. Isso sem falar do clima ameno, da beleza das praias, dos inúmeros parques arborizados e das incontáveis opções de cafés, restaurantes e bares. Para mim, o lifestyle do australiano é demais! Conheci lugares incríveis e pessoas do mundo inteiro, reencontrei amigos que não via a anos (como disse, muitos brasileiros em Sydney) e fiz boas amizades que pretendo levar para a vida. 

Quanto aos estudos, meu curso durou apenas seis semanas, pois como disse anteriormente, meu objetivo principal era revisar a gramática. E posso dizer que valeu a pena. Improvisei meu conhecimento, corrigi erros gramaticais que eu nem sabia que cometia e voltei para a China muito mais confiante com meu inglês. 

Australia Sydney cenario praia

Australia canguru sydney

Australia intercambio colegas ingles amizade

SaveMe!
18 janeiro, 2017
Cingapura | Cultura e atrações turísticas
VIAGENS

Moderna, cosmopolita, multifacetada e multicultural. Esses são os principais adjetivos que definem a Lyon City, como é conhecida. Desde que me mudei para a China tinha muita vontade de conhecer Cingapura. Meu marido, que já esteve diversas vezes na cidade, sempre dizia que eu ia adorar. Ah, e não é que ele me conhece tão bem… para ser sincera, não há como não se encantar por um lugar onde tudo é bonito, bem cuidado e onde tudo funciona.

Cingapura Marina Bay Singapore flyer

A cidade-estado situado no sudeste da Ásia, definitivamente é um lugar onde há muito para se ver e para se fazer. Cingapura, talvez seja o país onde mais veremos culturas diferentes vivendo lado a lado. Para falar a verdade, a mistura de culturas e religiões foi o que mais me chamou atenção: ocidentais, chineses, indianos, árabes, malasianos e praticantes do islamismo. Cingapura é um país tropical e faz calor o ano inteiro. Por isso, é curioso ver boa parte da população com looks bem despojados como regata e short, outra parte vestindo sari (a vestimenta indiana) e uma terceira parte muçulmana, com mulheres usando roupas longas e véu ocultando o cabelo e o colo ou vestindo a burca que deixa apenas os olhos a mostra. Gente do mundo todo e cada um com suas crenças e tipos de vestimentas convivendo em harmonia e com respeito as tradições.

Dizem que cerca de 75% da população de Cingapura é chinesa e por isso, qualquer dos quatros cantos da cidade que você visite – seja hotel, restaurantes, lojas, parques… – você irá se deparar com os locais conversando em mandarim. A parte boa é que esses chineses também falam inglês. Isso porque, Cingapura foi fundada como colônia britânica em 1819 e o inglês se tornou o idioma principal. Muitos aspectos de Cingapura se assemelham à cultura ocidental. Caminhando pelas ruas da cidade, muitas vezes me esquecia que estava na Ásia e por isso, considero Cingapura um dos países asiáticos onde um brasileiro pode sofrer o menor dos choques culturais. E como todos falam inglês, raramente algum turista entrará em apuros por causa do idioma. Com certeza, é um bom destino para se começar uma aventura pela Ásia.

Desde que se tornou independente da Malásia, em 1965, Cingapura tornou-se um dos países mais prósperos e desenvolvidos e possui o porto mais movimentado do mundo. Estradas amplas e bem cuidadas, ruas limpas, transporte público moderno e acessível, segurança, educação de qualidade, arquitetura moderna, parques arborizados e uma grande variedade de atrações, bons restaurantes e vida noturna faz da cidade do Leão um dos destinos mais procurados da Ásia. E faz qualquer turista se encantar e ter vontade de se mudar pra lá na hora (eu não teria dúvidas)! Para não dizer que é o lugar perfeito, tem um único probleminha: o alto custo de vida.

Se você pretende aproveitar o lado bom que Cingapura oferece, prepare-se para gastar bem alguns S$ Singapore dollars. Mas vale a pena, pois é uma cidade-estado única. Além de sentir o clima e a mistura de culturas desse país surpreendente, segue abaixo algumas atrações imperdíveis:

Marina Bay

A região onde fica o famoso lago de Cingapura, recebe esse nome por causa do icônico Marina Bay Sands. O Marina Bay Sands é um complexo que funciona como hotel, shopping center, cassino, museu e centro de convenções e tem entretenimento para a família toda. Aquele mesmo com o topo em formato de barco e onde fica a famosa piscina de borda infinita, uma das mais altas do mundo.

Marina Bay hotel Singapore flyer roda gigante cingapura

Marina Bay sand hotel piscina borda infinita infinity pool

Ficamos hospedados alguns dias nesse hotel e além da piscina (que só é aberta para hóspedes), o que mais gostei foi a diversidade de restaurantes de chefs renomados. Muitas opções excelentes, inclusive o Bread Street Kitchen, com menu assinado pelo Gordon Ramsay, do Master Chef USA. Ou seja, só come mal quem quer… E para quem gosta de jogar, não pode deixar de ir no Cassino, situado no térreo.

Gardens By the Bay

Anexado ao Marina Bay Sands, o eco-parque de 101 hectares é um dos highlights imperdíveis de Cingapura. O jardim abriga dois enormes conservatórios, diversas árvores gigantes chamadas de Super Trees, entre outras atrações. Durante o dia o cenário é lindo, mas a noite as Super Trees se iluminam e num jogo de cores e luzes, se tornam coloridas e mudam de cores constantemente. É praticamente um show aos olhos dos visitantes.

Gardens By The Bay jardim cingapura

Gardens by the Bay Cingapura luzes coloridas

A entrada no jardim é gratuita, mas para entrar nos observatórios ou subir até a OBCB Skyway, uma passarela de pedestres que fica entre as Super Trees, é preciso pagar uma taxa. Mais informações e valores no site do Gardens By the Bay.

Singapore Flyer

Uma das principais atrações da cidade-estado é considerada a maior roda gigante do mundo. São 30 metros a mais de altura se comparada a London Eye. A Singapore Flyer foi construída de acordo com os princípios do Feng Shui e oferece uma vista panorâmica de boa parte da cidade. Além de ser um bom passeio e uma aventura para quem tem medo de altura, a Singapore Flyer contribui para deixar o skyline da cidade ainda mais mágico.

Merlion Park

O parque fica a beira do lago e é casa da estátua símbolo de Cingapura, o Merlion. Uma figura mitológica que tem cabeça de leão e corpo de peixe e quase 9 metros de altura. O leão, Singa, representa o animal avistado na região pelos primeiros imigrantes. Já o peixe remete ao tempo histórico em que Cingapura era conhecida como cidade marítima. O nome é dado devido a junção das palavras em inglês “marmeid” e “lion”. É um passeio legal para fazer durante o dia ou no fim da tarde, quando os prédios em torno do Marina Bay começam a se iluminar.

Merlion Marina Bay Singapire cingapura

Merlion park fonte leão cingapura

Cavenagh Bridge

Ainda que não seja uma das atrações tão imperdíveis assim, a imponente ponte datada de 1868 é bem interessante. Sua construção começou em 1858 e foi finalizada em 1867. Aproveitamos o passeio para tomar um delicioso café no The Fullerton, um dos hotéis mais antigos e tradicionais de Cingapura e que tem vista para a ponte. Próximo da ponte há várias esculturas de bronze retratando cenas da era colonial que valem uma olhada e alguns cliques.

Cavenagh bridge The Fullerton hotel cingapura

The Fullerton hotel cafe Cavenagh bridge cingapura

Marina Bay estatua de bronze cingapura

Clark Quay e Boat Quay

O histórico cais as margens do rio de Cingapura teve seus prédios reformados na década de 90 e hoje é uma famosa área de entretenimento para adultos. Com certeza a região mais indicada para quem curte vida noturna agitada ou procura um bom lugar para jantar. São inúmeros bares e restaurantes especializados na culinária do mundo inteiro: tailandesa, chinesa, japonesa, vietnamita, indiana, italiana, francesa, alemã, turca, americana, mexicana… só para citar algumas que me recordo de ter visto. A região do Riversides começa a ficar mais agitada no cair da noite, onde as pessoas saem em busca de um bar para reunir os amigos e aproveitar o happy hour. Na madrugada, a balada Zouk é uma das mais famosinhas da região.

O Clark Quay é boa parte a céu aberto, mas existem refrigeradores de ar gigantes por toda parte (lembrando que Cingapura é sempre quente) e os restaurantes que ficam na beira do rio oferecem uma vista linda. Especialmente a noite, quando as luzes ao redor estão acesas. E mais uma dica, o lugar é bem despojado, por isso, nada de looks muito elaborados e mulherada, podem dar prioridade às flats e rasteirinhas. O salto alto não combina muito com o ambiente.

Clark Quay restaurants bars rio cingapura

Um passeio que parece bacana é fazer o cruzeiro pelo Singapore. O pequeno barco sai do cais e os tickets podem ser comprados ali mesmo.

Bairros étnicos (Chinatown, Little India e Arab Quarter)

É claro que uma cidade tão multicultural como Cingapura teria comunidades formadas por povos de mesma etnia. A visita a cada um dos bairros é muito interessante, cada um com suas particularidades e evidências do modo de vida de cada povo. O Chinatown é o maior dos três bairros culturais, claro, já que grande parte da população de Cingapura é chinesa. O Little India tem alguns templos hindus bem interessantes e bastante frequentados pelos indianos locais e ainda um dos maiores mercados de Cingapura, o Mustafa Center. Já o bairro árabe é o menor deles, mas o que mais me surpreendeu positivamente. Há algumas mesquitas e uma das ruas mais modernas e descoladas da cidade. Estou preparando um post com mais detalhes sobre os três bairros culturais.

Praias

Cingapura é tão eclética que tem até praia, que ficam situadas na ilha de Sentosa, cerca de 20 min de carro do Marina Bay. No total, Sentosa conta com sete praias, todas construídas por trabalhadores, com areia trazida de países como Malásia e Indonésia. Mas são três praias principais e que talvez mais valem a visita: Palawan Beach, Tanjong Beach e Siloso Beach, sendo esta última a mais agitada. Há vários bares na beira da praia e alguns beach clubs. Embora as praias sejam artificiais, é notável o esforço e o trabalho tido para deixar o ambiente tão natural e relaxante. Na minha opinião, vale a pena a visita.

Siloso beach style praia sentosa singapura

Beach club siloso praia sentosa singapura

Importante avisar que é preciso pagar uma taxa para entrar na ilha de Sentosa e o valor varia de acordo com o horário de entrada e o tempo que pretende permanecer na ilha. A taxa é isenta para quem ficar hospedado em Sentosa. Para chegar lá use táxi ou metro.

Universal Studios e Resort World Sentosa

Também na ilha de Sentosa, o Resort World Sentosa é um complexo de parques, hotéis e restaurantes bem semelhante aos de Orlando. Além do Universal Studios, que tem ótimas montanhas russas e outras atrações divertidas para adultos (destaque para o 3D dos Transformers e para as montanhas-russa Cylon e a da Múmia) e também para crianças, o complexo conta com um dos melhores aquários do mundo, o S.E.A Aquarium (realmente incrível e rico em espécies marinhas, inclusive tubarões) e ainda o Adventure Cove Waterpark, um parque aquático, onde é possível nadar com os golfinhos (desembolsando alguns bons trocados a mais). Mas é uma experiência muito legal.

Montanha russa cylon universal studios cingapura

sea aquarium peixe tubarao cingapura

Ficamos hospedados alguns dias em um dos hotéis do Resort, o Hotel Michael, e realmente parecia que estávamos em um parque americano. Através do Booking, pegamos um pacote que inclui duas diárias no hotel e dois ingressos para cada uma das atrações do resort, no total, seis ingressos. Todos os parques temáticos ficam a apenas 5 minutos de caminhada dos hotéis do complexo, que ainda conta com estabelecimentos como Starbucks, Dunkin Donuts e Hard Rock Café. Outra opção é se hospedar no Hard Rock Hotel.

——————————————

Dá para se ter uma boa ideia do tanto de atrações que tem em Cingapura, não é?! Isso que nem citei alguns museus, como o National Museum ou o ArtScience Museum e nem os prédios históricos, como o Esplanade Theatre (um dos principais), pois foram atrações que não tive tempo de conhecer pessoalmente. Anota aí: duas outras atrações super populares em Cingapura são ainda o Zoológico e o Night Safari, que podem ser interessantes para você turista, mas que eu tive que deixar para uma próxima visita à cidade. Também não posso esquecer de falar da Orchard Road, uma das maiores ruas de compras do mundo. São centenas de lojas lado a lado, com certeza a melhor região de compras da cidade.

Viu só, é tanta atração que não acaba mais… Cingapura é o tipo de cidade que é preciso de 4 a 5 dias para conhecer o que há de mais interessante, mas ainda assim, se tiver condições de ficar 10, 15 dias.. sempre terá novidades para desvendar.

E a pergunta que muitos fazem: quando ir? Como na Ásia muitos países passam pela temporada de seca e a de chuva, é sempre bom prestar atenção a época do ano que está preparando a viagem. Mas no caso de Cingapura, a cidade não tem essas temporadas muito definidas. Normalmente faz calor o ano inteiro e as pancadas de chuva caem no fim de tarde. Portanto, sempre é uma boa hora para visitar a cidade do leão :)

 

01 dezembro, 2016
Destino China | Tour gastrônomico por Shanghai
China, Destino China, DICAS, VIAGENS

A segunda maior cidade do mundo é um dos meus destinos preferidos na Ásia: além de estar localizada próxima de Xiamen, onde moro, tem uma infinidade de coisas interessantes para fazer. Então, sempre que posso, visito Shanghai. Dessa vez, fui para comemorar meu aniversário e aproveitar para curtir o clima cosmopolita e internacional da cidade, que eu tanto adoro.

Shanghai não é só um bom destino para turistar, conhecer a história da China, apreciar a arquitetura moderna e fazer compras, mas também é um ótimo lugar para experimentar a culinária local e internacional. Pensou que na China só tem comida esquisita? Em Shanghai você vai encontrar, praticamente, todas as cozinhas do mundo. E é por isso que essa cidade me apetece tanto…

O que teria melhor para fazer em um sábado frio, chuvoso e com vento do que um tour gastrônomico? Nada tão apetitoso me vem a cabeça. Esse roteiro – delicioso, diga-se de passagem – eu mesma montei com base nas minhas preferências. E aproveito para entregar aqui algumas dicas para quem está com viagem marcada para esse destino.

Beef & Liberty

Em dia de chuva dá uma vontade de enfiar o pé na jaca, não dá?! A primeira parada foi na Beef & Liberty, uma hamburgueria gourmet, localizada no Shanghai Centre Square, na West Nanjing Road. Eles são famosos pelos hamburguers gourmet feitos de maneira mais saudável possível, com carne bovina da Tasmânia, onde os bois são alimentados com grama. Apesar de adorar carne, a minha pedida foi o hamburguer de falafel acompanhado por fritas de batata doce. Não sou vegetariana nem nada, mas o hamburguer de falafel deles é divino! E a batatinha doce é simplesmente deliciosa. A combinação perfeita do levemente apimentado com o suavemente adocicado.

beef & liberty hamburger dica restaurante shanghai

Para harmonizar com os mais variados tipos de hambúrgueres, eles tem no menu várias cervejas artesanais, inclusive a famosa IPA. O atendimento é bom e o ambiente é moderninho e acolhedor. Os sofás e poltronas são tão confortáveis e o som ambiente tão animado, que dá vontade de ficar lá a tarde inteira só olhando a chuva cair do lado de fora.

Endereço: Suite 111, Shanghai Centre – No. 1376 west Nanjing Rd. | 南京西路1376号上海商城西峰111号商铺 邮政编码

Na Shanghai Centre, também conhecida por hospedar o luxuoso hotel Portman Ritz-Carlton, há diversas outras opções de restaurantes, são alguns deles:

baker & spice cafe da manha saudavel ovo pao Xangai

Baker & Spice :: padaria bistrô deliciosa (mais detalhes nesse post)

Element Fresh :: restaurante especializado em comida natural: saladas, sopas, sanduíches e outras entradinhas saudáveis e sucos naturais deliciosos.

Din Tai Fung :: um dos mais conceituados restaurantes chineses/taiwaneses de Shanghai.

Pure & Whole :: restaurante vegetariano maravilhoso, comidinhas saudáveis, leves e sucos deliciosos e fits. Esse eu super indico também.

Pizza Express :: bem ao lado do Beef & Liberty. Para quando bater a vontade de comer pizza…

Obs: todos os restaurantes citados acima tem endereço em outros pontos turísticos de Shanghai. Clique no link do nome para abrir o site, onde há maiores informações. 

A sobremesa e o cafezinho foram no Wagas, uma padaria da mesma rede da Baker & Spice e também com vários endereços pela cidade. O forte deles não são os doces, mas sim as saladas, cafés e sucos naturais.

Depois de namorar as vitrines e fazer umas comprinhas na East Nanjing Road, a maior rua comercial de Shanghai, pegamos a linha 2 do metrô direto para Xintiandi. O Xintiandi é um dos bairros mais descolados e graciosos da cidade e tem uma praça que reúne vários cafés, bistrôs, restaurantes, bares e lojas de moda. Eu adoro a atmosfera da região e sempre passo por aqui quando estou na cidade.

Nos dias de verão, a pedida é fazer um happy hour na varanda dos diversos restaurantes do Xintiandi Plaza. Já falei nesse post sobre o Bar da Paulaner, que é um dos mais frequentados. Também gosto do italiano Bottega Mozzarella Bar. A área externa é uma delícia para sentar, tomar um vinho ou espumante e reparar nas pessoas estilosas passando. Quanto ao menu, eu adoro as saladas e as pastas. Já o Rodrigo, adora a variedade de cervejas importadas.

Restaurante italiano xintiandi Shanghai Bottega bar

Bottega bar happy hour restaurante italiano Xintiandi Xangai

Estado Puro

Como o dia estava frio e chuvoso e o ambiente interno do Bottega um pouco vazio, fomos conhecer o restaurante ao lado – o espanhol chamado Estado Puro. Sabe aquele ambiente super convidativo que você entra e já se sente em casa?! Quentinho, intimista, aconchegante… No menu, montado pelo renomado chefe Paco Ronceiro, destaque para os tapas (de atum, ceviche e outros frutos do mar) e pratos principais. A carta de vinhos não deixa a desejar nem um pouco. Muy bueno!

estado-puro-restaurante-shanghai-xintiandi-espanhol

Estado Puro dicas restaurante Shanghai espanhol tapas

Endereço: Unit 3, Building 22, North Plaza, 181 Taicang Lu, near Huangpi Nan Lu | 太仓路181弄新天地北里22号楼1层03单元, 近黄陂南路

Jantar no The Bund

O tour gastrônomico terminou com um jantar no The Bund, a região mais turística de Shanghai. E, sinceramente, onde se tem a melhor vista noturna da cidade. Os melhores restaurantes estão ao longo da ZhongShan Lu, a principal avenida. Você pode escolher entre o italiano Atto Primo, o francês Mr. & Mrs. Bund, o espanhol El Willy ou o americano POP, só para citar alguns. Ah, e todos eles tem aquela vista maravilhosa do Rio HuangPu, dos prédios modernos e iluminados de Pudong e da atração principal: a Pearl Tower <3 No próximo #DestinoChina eu falo mais sobre o meu restaurante favorito.

Claro que depois desse tour gastrônomico eu corri para a academia na semana seguinte hahaha

Se gostou das dicas ou tem outras, deixe seu recado aqui embaixo 😉

Bom apetite!

 

06 outubro, 2016
Cote d’Azur | De Nice à Monaco, contemplando as belezas de Villefranche, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail
Cote d'Azur, DICAS, Europa, VIAGENS

Viajar pela Riviera Francesa, além de encantador, pode ser bem prático, pois existem cidades lindas, uma coladinha na outra. São apenas 25km que separam Nice do Principado de Mônaco e entre ambos destinos, passamos por pequenos paraísos com belezas naturais imperdíveis: Villefranche, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail. Esses nomes podem não soar tão conhecidos, mas na minha opinião, são o crème de la crème da Cote d’Azur (depois de St. Tropez, of course).

Saímos cedinho de Nice em direção à Monaco, já com o roteiro do dia montado. Como já comentei nesse post, fizemos toda a viagem com carro alugado, mas é possível chegar a essas cidades de trem ou ônibus. De carro, existem quatro possibilidades para chegar até Mônaco: a primeira (e a mais sem graça delas) é a A8, a auto estrada, que é indicada para quem quer evitar muito trânsito (especialmente na alta temporada). As outras três opções ficam por conta das Três Corniches, ou seja três estradas diferentes, com visuais pra lá de incríveis. A Basse Corniche (Corniche Baixa), como nome já diz, é a mais baixa e a que vai costeando o litoral. A Mayonne Corniche (Corniche do Meio) dizem ser a mais veloz das três e é a que nos leva até o vilarejo de Èze. A Grande Corniche (Corniche do Alto) fica a cerca de 50 metros de altura e de lá temos uma vista panorâmica de todas as corniches.

Saímos de Nice pelo Porto e pegamos a Basse Corniche até chegar a primeira parada: Villefranche-Sur-Mer. A vista da praia a partir dessa Corniche é sensacional. O dia estava ensolarado e o mar de um azul esverdeado inacreditável. Parecia uma pintura.

Villefranch sur mer Cote d'Azur Riviera Francesa França

Praia vista mar azul Villefranch riviera francesa Cote d'Azur

Deixamos o carro em um estacionamento e caminhamos uma longa descida em direção à vieille ville, o centro antigo. O centrinho é pequeno, formado por algumas ruelas, escadarias e casas coloridas com arquitetura de época, um charme só! Depois de passarmos por diversos cafés aconchegantes, restaurantes italianos e franceses, galerias de arte, pequenas lojas de lembranças e um mercado de rua, finalmente nos deparamos com o mar. A praia é ampla e mais aberta (comparada com as outras que conhecemos pelo caminho) e o mais curioso é que não é de pedras, como a de Nice. Na beira da praia há uma mistura de areia com pedrinhas bem pequenas. Você pode escolher entre estender sua canga na parte pública ou alugar uma cadeira e guarda-sol no único beach club da praia, o Déli Bo. O valor do aluguel é salgado, em torno de 20 euros por casal, mas com o sol torrando do jeito que estava, não tivemos outra opção. O lugar é bem aconchegante, com música lounge de fundo e cadeiras de praia bem confortáveis. Almoçamos por ali, de cara para o mar de águas cristalinas e depois de um banho de mar, partimos para a próxima parada. Gostaria de ter ficado mais, mas tínhamos muito o que conhecer ainda.

Villefranche centro cidade arquitetura lojas

Centro Villefranch charmoso beira mar

Villefranche Cote d'Azur centrinho

Villefranche beach Club Deli Bo. ceviche

Voltamos a Basse Corniche em direção a Saint-Jean Cap-Ferrat, uma pequena península. O principal ponto turístico da cidade é o Villa Ephrussi, o palacete construído na Belle Epoque, que já foi casa de Béatrice Ephrussi de Rothschild e hoje funciona como museu. O destaque fica por conta dos nove lindos jardins da propriedade. Nove!!

Como o dia estava maravilhoso, passamos pelo centro da cidade – também super charmoso, cheia de ruas estreitas, com cafés aconchegantes e arquitetura característica da região – e fomos direto para a praia. Há quatro praias em Cap-Ferrat, a mais famosa delas é a Plage Paloma. A praia não é muito grande, é de pedras e o mar é calmo. Vale a visita.

Plage Paloma Praia Cap Ferrat Nice Cote d'Azur

Do ladinho da Plage Paloma descobrimos a Plage Fossettes, ainda menor e, praticamente, deserta. Muito linda!

Plage Fossettes Cap Ferrat praia Nice Cote d'Azur Frances

Voltamos alguns km em direção a Nice, para pegar a Mayonne Corniche, que nos levaria a Èze. No meio do caminho, é impossível não parar o carro e admirar a vista.

Bayonne Corniche vista mercedes conversivel

Èze é uma pequena aldeia formada por rochas, onde a atração principal é o vilarejo medieval, que esconde casas de pedras, pequenos cafés e restaurantes, galerias de arte e lojas de souvenirs, entre suas estreitas e sinuosas ruas. Além de ruínas de um castelo e uma igreja antiga. O vilarejo fica no alto e o caminho para chegar até lá é uma subida longa e, devo dizer, cansativa. Mas vale totalmente a visita! Me senti em outra época andando pelas ruelas antigas do vilarejo. É um passeio muito diferente e agradável.

Eze vilarejo medieval lojas antigas galeria arte

Eze vilarejo ruas rochas look do dia HM

Eze Cote d'Azur colina igreja antiga

No topo da colina fica o Jardin Exotique d’Èze (não esqueça de fazer biquinho para falar como os franceses rsrs), um jardim com plantas exóticas, que está situado a mais de 500 metros de altura do nível do mar. Há plantas diferentes das mais variadas partes do mundo: América do Sul, México, Estados Unidos, Texas, Madagascar… Mas o que mais chama a atenção no jardim é a vista. Lá do alto podemos avistar as águas cristalinas do mar mediterrâneo. Se você já chegou lá em cima perdendo o fôlego depois de subir tantos degraus, prepare-se para perder mais ainda.  A entrada custa 4 euros por pessoa.

Jardim exótico plantas Eze Nice Cote d'Azur

Jardim exótico Eze topo colina vista praia

As lojinhas de Èze são tão fofas e convidativas, que aproveitamos para comprar nossas lembranças da Cote d’Azur por ali mesmo. Saindo do jardim, damos de cara com um café que vende os melhores azeites trufados da terra, produzidos em Nice e da marca A L’Olivier, fundada em 1822. Ainda trouxemos para casa as famosas ervas finas de Provence, os cheirosos sabonetes Savon de Marseille (sabão de Marselha) e alguns quadrinhos com imagens das belezas naturais da região.

De volta à Basse Mayonne, faltava só mais uma parada até chegar a Mônaco: Cap D’Ail. Outra cidade pequenininha, passamos pelo centrinho e fomos a caminho da praia mais conhecida, a Plage Mala. A praia é de difícil acesso, por isso, dizem não ser tão turística. Depois de encontrar uma vaga para estacionar o carro, é preciso descer uma longa escadaria para chegar até a areia – quero dizer, pedras – e claro, subir tudo de novo na volta. Mas o visual… o visual é de cinema mesmo!

Plage Mala Nice Cap Dail Cote d'Azur

Fim de tarde, enfim, chegamos em Mônaco. A segunda menor cidade-Estado do mundo respira riqueza. É chic… muito chic! Conhecemos o Porto de Monte Carlo e então fizemos o que muitos homens sonham – dirigimos pelo circuito do Grande Prêmio de Fórmula 1, nas ruas de Mônaco. Depois, estacionamos o carro e fomos passear no centro da cidade. Não dá para negar que o palácio do Grand Casino é o que mais chama a atenção. Uma construção imponente e linda, digno de realeza. Em frente ao palácio, a mais famosa curva do GP de Fórmula 1.

Além disso, reparei nos belos e bem cuidados jardins da Place du Casino e babei na vitrine das lojas de grife, todas com a mesma arquitetura, moderna e com um toque futurista. Um happy hour no famoso Café Paris fechou o dia com chave de ouro!

Monaco palacio riqueza ferrari

lojas de grifes Dior Monaco look do dia Zara

Conhecemos pouco de Mônaco, mas o suficiente para ver que além da ostentação, das lojas de luxo e dos desfiles de Ferraris, Lamborghinis e outros carrões importados, é um lugar de beleza e cuidados exuberantes e ideal para um passeio agradável.

Voltamos à Nice pela Grand Corniche, já era noite, escuro e não deu para ver muito da vista. Montei o roteiro de carro com base neste post do blog Viaje na Viagem. Ao longo do dia fomos alterando alguns caminhos, de acordo com o GPS. Aliás, GPS é item essencial caso você queira desvendar a Cote d’Azur de carro.

Para mim, esses foram os highlights da Riviera Francesa. Amei cada cantinho que visitamos, me encantei com as belezas naturais, com as praias, com o charme das pequenas cidades, com a arquitetura. O dia mais inesquecível dessa trip, com certeza!

 

X
30 setembro, 2016
Nice | A charmosa capital da Cote d’Azur, suas atrações e encantos
Cote d'Azur, DICAS, Europa, VIAGENS

Assim que comecei a pesquisar sobre Nice, sabia que iria amar a cidade. Primeiro, porque eu amo praia. Segundo, porque Nice tem muito mais que um belo cenário litorâneo para oferecer – a cidade exala história (não é a toa que a parte mais famosa é o Centro Antigo), tem cultura, arte, boa gastronomia, excelentes vinhos, gente bonita… E não é que foi amor a primeira vista mesmo!? Nice é a quinta maior cidade da França, é a capital da Cote d’Azur e depois de Paris, é a que mais recebe turistas do mundo todo.

Depois de aterrissarmos no aeroporto da cidade e retirarmos nosso carro alugado (contei mais detalhes neste post) a primeira parada foi… a praia, claro!  Com pedras ao invés de areia e um mar de água verdinha (e gelada!), a praia de Nice pode não ser assim tão famosa, mas tem seu charme. A longa faixa de pedras é dividida em área pública e particular. A área pública, como o nome já diz, é aquela onde as pessoas podem acessar livremente e onde os mais corajosos podem estender sua canga e deitar (nas nada confortáveis pedras). A área particular é a dos Beach Clubs, onde os turistas devem desembolsar alguns euros para usufruir de uma cadeira de praia e guarda-sol. Escolhemos um Beach Club e como já era fim de tarde e iríamos consumir, não precisemos pagar pelo aluguel. Essa época, do início ao fim do verão, é tão gostosa na Europa… o sol se põe depois das oito horas da noite. A praia é de pedras, mas tem uma parte com areia, rede de vôlei e uma galera praticando esportes no fim de tarde. Muito astral.

promenade des anglais praia nice frança

gastronomia frança praia nice

Se você estiver em Nice, definitivamente, não pode deixar de caminhar ou pedalar pela Promenade des Anglais, a charmosa avenida a beira-mar, onde ficam os melhores e mais caros hotéis da cidade. As palmeiras altas, a avenida larga e os carrões conversíveis que trafegam pelas ruas lembram muito Miami. Depois de pegarmos praia, fomos caminhar pelo calçadão em direção a outro ponto turístico de Nice. Da Promenade des Anglais (que depois vira Quai des États Unis), mesmo de longe, já é possível avistar a Colline du Château ou Colina do Castelo.

Ainda no calçadão, próximo da Colina foi montado um memorial para as vítimas do ataque com caminhão, que aconteceu em julho deste ano. Muito triste. Mas o clima gostoso da cidade não permite que a gente se abale por muito tempo. Pelo calçadão, as pessoas passam pra lá e pra cá caminhando, fazendo cooper, andando de Vélo Bleu (as bicicletas alugadas)… Nos deparamos ainda com cantoras líricas e outros artistas de rua mostrando seus talentos.

Sobre a Colline Du Château, li que é possível subir até o topo de elevador, mas na hora que fomos, o elevador já estava fechado. E de qualquer maneira, iríamos pelas escadas, porque né… Nada de sedentarismo. E com certeza foi a melhor escolha. A cada “andar” alcançado, você se vê parando para apreciar a vista e tirar fotos, porque, uau, é muito linda! No topo, as ruínas do tal castelo não impressionam, se vê apenas um parque e uma carrocinha de lanches. A subida vale a pena mesmo pela vista: de um lado enxergamos boa parte da Promenade des Anglais e do outro, o Porto de Nice. Lá do alto é possível ter uma ideia da imensidão da praia. Indescrítivel!
.
vista colline du château colina do castelo praia promenade nice
.
Vista Colline du Chateau porto nice barcos iates
 .
Na descida da Colina tivemos uma grata surpresa: descobrimos o Movida Bar, um bar de tapas super descolado, com ambiente agradável, música boa e bem localizado. Não é muito grande, mas fica de frente para a praia e a varanda do segundo andar, cheia de mesinhas, e um ótimo spot para assistir o pôr-do-sol. Do sunset até altas horas da madrugada, costuma ficar lotado. Curtimos tanto que voltamos outras vezes durante nossa estadia em Nice.
 .
Uma das regiões mais famosas e turísticas de Nice é a Vieux Nice, ou seja, a parte antiga da cidade. A Cours Saleya é a rua principal e fica uma acima do bar de tapas. Por ali encontramos um mercado de rua, onde o que mais me chamou a atenção foi a variedade de obras de arte e artistas locais mostrando seu trabalho, há também vários restaurantes charmosos, barzinhos com som ao vivo no cair da noite e algumas lojinhas de souvenirs. É um passeio bem turístico, mas muito agradável, tanto durante o dia, quando acontece o Marché aux Fleurs (Mercado das Flores), quanto a noite, quando as mesas e cadeiras invadem as calçadas e os turistas se reunem e jantam por ali mesmo. Mais pra cima dessa rua, existem vários bares e até nightclubs.
.
Vieux nice centro antigo restaurantes
.
vieux centro antigo nice mercado de rua
.
Ainda no Centro Antigo, está a principal praça de Nice, a Place Massena, construída em 1840 e reformada recentemente. O piso quadriculado preto e branco e os prédios antigos com fachadas graciosas de cores quentes definem a arquitetura do lugar, que lembra o estilo art deco. Essa parece ser a região mais chic de Nice, pois é aqui que ficam concentradas as lojas de grifes famosas (italianas e locais) e bem no meio da praça passa o Tramway, o transporte público mais moderno da cidade. Mais o que chama mais atenção é a enorme estátua do Apollo e as sete pequenas estátuas de resina, posicionadas no alto de pedestais, que ficam coloridas a noite.
.
Place Massena praça Nice estatuas
.
Place Massena Praça centro Nice tramway
.
Anexado a praça há o Jardim Albert 1er e o show de águas é o que acredito ser a parte mais interessante do jardim.
 .
O hotel Negresco é outro ponto turístico famoso de Nice. É um hotel 5 estrelas do século XX. Eu recomendaria fazer essa visita a noite, como nós fizemos, pois tiramos os dias para aproveitar as praias da Riviera Francesa. A fachada do hotel é até mais bonita quando iluminada durante a noite. Ela já chama a atenção por si só, mas o mais incrível é a decoração interna, totalmente de época e com estilo único. Assim que chegamos ao hotel, a primeira parada foi no bar para tomar um drink. Suuuper expensive devo dizer, mas como não sabemos se um dia teremos essa oportunidade de novo, aproveitamos o momento. O bar fica de frente para a Promenade des Anglais e tem uma decoração irreverante e ao mesmo tempo aconchegante.
O saguão de entrada do hotel é simplesmente maravilhoso, uma chiqueza só. Vale a pena visitar cada andar do hotel, pois cada um tem uma decoração diferente e criativa. Ah, e não deixe de dar uma passadinha no banheiro feminino, pois é muito fofo!
.
Hotel negresco luxo turistico
.
Bar hotel Negresco Nice Franca
.
hotel negresco decoração epoca luxo
.
Hotel Negresco decoração epoca luxo
Nice ainda tem inúmeras praças, prédios históricos e três famosos museus, que eu gostaria de ter tido mais tempo para conhecer: Musée Matisse; Musée National Marc Chagall e; Musée d’Art Moderne et Contemporaine – Mamac.
.
.
Informações úteis: nos hospedados próximo do Vieux Nice, a parte mais turística da cidade, com a intenção de fazer tudo a pé. Ficamos no apart hotel Appart by Villa Rivoli, que não tem nada demais, mas a região é ótima. Não é bem no meio da confusão, mas tem ótimos restaurantes e cafés próximos e está a duas quadras da praia. Alugamos o carro para fazer os passeios para cidades próximas de Nice. No Centro Antigo da cidade é bem complicado arranjar vaga para estacionar e o estacionamento pago costuma ser bem caro. E não deixe de provar os famosos vinhos rose da região de Provence, tem um mais delicioso que o outro!
 .
.
No mais, foi um prazer conhecer essa cidade tão charmosa e encantadora. Recomendo à todos os viajantes… Nice is so nice! rsrsrs

 

27 setembro, 2016
Roteiro de quatro dias pela Cote d’Azur | O pequeno paraíso ao sul da França
Cote d'Azur, DICAS, Europa, VIAGENS

Assim que decidimos que nosso próximo destino seria a Cote d’Azur (faça biquinho para falar como os franceses), tratei logo de começar as pesquisas para montar meu próprio roteiro de viagem. Também conhecida como Riviera Francesa ou Costa Azul (mais fácil de pronunciar, né?! rsrs), este é o destino dos sonhos de muita gente. A minha empolgação era tanta que me dediquei horas e horas de pesquisas para fazer esses quatros dias serem inesquecíveis. E foram! Viagem feita e muita bem aproveitada, agora chegou a hora de compartilhar minhas dicas e experiências :)

Para onde ir? A Costa Azul vai de Toulon até Menton, na fronteira com a Itália e possui dezenas de localidades entre os 180 km que divide essas duas cidades. Considerando que esta era a minha primeira viagem pelo sul da França, incluí no roteiro as cidades mais famosas: Nice, Principado de Mônaco, Cannes e claro, Saint Tropez. Aproveitei para visitar os pequenos vilarejos que ficam entre Nice e Mônaco, como Ville-French, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail e ainda Antibes e Juan Les-Pins, que ficam entre Nice e Cannes. Em todos estes lugares passamos por praias lindas e cenários paradisíacos, exceto Èze, que é um vilarejo medieval no alto de uma colina com uma vista de tirar o folêgo. Todos valem totalmente a visita.  Não posso deixar de citar Saint-Paul de Vence, um vilarejo ao norte de Nice, aconchegante e cheio de obras de arte espalhadas pelas ruas de ares antigos. O destino foi muito bem recomendado por amigos que já conhecem a região, mas infelizmente, não tivemos tempo de ir.

roteiro-cote-dazur-riviera-francesa-mapa-001

Quantos dias ficar? Se você pretende conhecer a região da Rivieira Francesa por completo, prepare-se para viajar durante algumas semanas pelo sul da França. Como não tínhamos esse tempo todo, focamos em conhecer Nice e arredores e Saint Tropez. No nosso caso, só tínhamos quatro dias na França. Quatro dias para seguir o roteiro que eu tinha planejado e que envolvia nove cidades. Sim, nove cidades em quatro dias! Mas algumas são bem pequenas e só visitamos a praia. Mesmo assim, tive que planejar tudo muito bem detalhado, pesquisar muito, para não perder tempo. No fim das contas, não foi tão corrido como parece. Visitamos todos os lugares que gostaríamos, curtimos muito, mesmo dormindo apenas umas três ou quatro horas por noite. Acredito que ficar de cinco a sete noites seriam suficientes para conhecer todos esses lugares com mais tranquilidade.

Onde ficar? Nossa base foi Nice, uma das cidades mais turísticas da França e a maior e mais completa de todas que estavam no roteiro. Nice também tem uma localização geográfica estratégica, fica entre Mônaco e Cannes. Ou seja, partindo de Nice e andando cerca de 25km a oeste, estamos em Cannes, e a mesma distância a leste, chegamos a Mônaco. Das quatro noites no país, ficamos uma hospedados em St-Tropez.

Quando ir? Julho e agosto são os meses de alta temporada. Fomos no início de setembro, finalzinho do verão, mas eu achei ótimo. O clima ainda estava bem quente, tinha horário de verão, o pôr do sol era em torno das oito horas da noite e não enfrentamos trânsito lento em momento algum. Na baixa temporada é possível fazer ótimos passeios, mas esqueça pegar praia. Em maio acontece o Festival de Cinema de Cannes e ouvi dizer que os preços triplicam na cidade.

Agora o roteiro de quatro dias que preparei e compartilho com vocês:

DIA 1

No primeiro dia no destino, deixamos para conhecer e curtir Nice. Logo que chegamos a cidade, em voo saindo do aeroporto Charles De Gaulle em Paris, deixamos as malas no apart-hotel que alugamos pelo Booking.com e fomos conhecer um dos principais pontos turísticos de Nice: a praia!

praia Nice Promenade des Anglais pedrinhas

E claro, a Promenade des Anglais, a agradável avenida a beira mar com 7 km de extensão. A praia de Nice é diferente de todas as que estamos acostumados a ver – não tem areia. A praia é inteira de pedras e tenho quase certeza que estas são as grandes responsáveis pela água do mar ser tão cristalina. Depois de um happy hour em um dos beach clubs da beira-mar, de relaxar deitada em uma confortável cadeira de praia e de mergulhar na água (bem gelada, diga-se de passagem) do Mar Mediterrâneo, voltamos para a Promenade des Anglais e fomos caminhando em direção à Colline du Chatêau ou Colina do Castelo. À noite, passeamos pela Cours Saleya, a principal rua do centro antigo de Nice, repleta de cafés, restaurantes e lojinhas.

DIA 2

Dia de conhecer o Principado de Mônaco. Saímos cedinho de Nice em direção a Mônaco, que fica cerca de 20 km de distância. Mas nossa ideia era chegar ao país (Mônaco é considerado cidade-país) somente no fim de tarde. Durante o dia visitamos as principais praias que existem pelo caminho: Villefranche-Sur-Mer em Villefranche, Paloma Plage em Cap Ferrat e Plage Mala em Cap D’Ail, além do vilarejo medieval encantador de Èze. Difícil escolher a parte mais bonita do passeio. Ainda conseguimos andar nas três Corniches, que nos proporcionam panoramas incríveis da região, cada uma a níveis diferentes do mar. O bom é que todas as praias tem chuveiro de água doce e conseguimos nos arrumar para chegarmos cheio de pompa em Mônaco rsrs Para mim, esse dia foi o auge da viagem (farei um post bem completo sobre).

Monaco palacio cassino

DIA 3

Pegamos a estrada A8, em direção a St-Tropez, que fica cerca de 170 km de Nice. Trânsito fluindo bem, pagamos alguns pedágios no meio do caminho e depois de umas duas horas de estrada, chegamos ainda de manhã em St-Tropez, prontos para curtir o pequeno e luxuoso vilarejo. A praia mais frequentada pelos turistas e que concentra todos os famosos Beach Clubs da região é a Plage de Pampelonne em Ramatuelle, pertinho de St-Tropez. O almoço foi no Le Club 55 e o fim de tarde no Bagatelle, beach club mais tradicional e o mais animado, respectivamente. Mal caiu a noite e já estávamos de volta ao centrinho de St-Tropez e o que tem para se fazer lá? Observar os iates luxuosos atracados no Porto, jogar bocha na Place des Lices e ter um jantar delicioso no tradicional restaurante Brasserie des Arts, que depois de certo horário vira até balada de leve. Foi o que fizemos.

saint tropez famoso balneario chic

DIA 4

Depois de passarmos uma manhã deliciosa caminhando pelas ruelas de St-Tropez e fazermos umas comprinhas na feira artesanal da Place des Lices, que acontece todas as manhãs de sábado na principal praça da cidade, pegamos a estrada em direção a Nice. E aí fizemos o oposto do que a maioria dos turistas fazem – ao invés de partirmos de Nice para visitarmos Cannes, Antibes e Juan Les-Pins, que ficam no meio do caminho, voltamos de St-Tropez e fomos parando nestas cidades até chegar no nosso destino final do dia, Nice. Almoçamos em Cannes, conhecemos a praia de Antibes e ainda curtimos um som em um animado beach club de Juan Les-Pins. Quando finalmente chegamos em Nice, ainda tive energia para me arrumar, sair para aproveitar nossa última noite na Riviera Francesa e ainda visitar outro famoso ponto turístico da cidade – o luxuoso e irreverente hotel Negresco.

Ufa, quanta coisa pode se fazer em uma dia, ein?! Nosso roteiro foi bem eclético e teve de tudo um pouco: centros antigos, lugares históricos, praia, cultura, bons restaurantes, compras e até noitada. Aí você se pergunta: como nos locomovemos tanto durante esses dias? Como tínhamos pouco tempo para conhecer tantos lugares, alugamos um carro. Reservamos pela internet em uma das várias locadoras disponíveis e saímos do aeroporto de carro já, tudo muito easy-going. Mas para quem não pretende dirigir durante suas férias na Costa Azul, o transporte público da região é muito conveniente e com preço justo. Há a opção de andar de trem, inclusive, na Praia de Villefranche, o trem passa quase na beira-mar. E há a Lignes d’Azur, a linha de ônibus que liga praticamente todas as cidades e vilarejos da região. As passagens são baratíssimas, mesmo se falando em euro.É possível chegar em Nice de avião ou trem de alta velocidade. E para se locomover dentro da cidade, as opções são: ônibus, tramway ou através do aluguel de bicicletas, chamado Vélo Bleu. E tem a melhor delas: caminhando, já que a parte turística da cidade não é muito grande.

Esse é o resumo do roteiro que planejei e cumpri. E como um famoso poema diz: o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Foi pouco tempo, mas foi intenso…

28 abril, 2016
El Nido | Passeios de barco pelas praias e lagoas mais lindas
DICAS, Filipinas, VIAGENS

Guarde esses nomes: tours A, B, C e D. Assim são denominados os passeios de barco que vão te levar para alguns dos lugares mais bonitos do mundo. Como já comentei no post anterior sobre El Nido {ainda não leu?! Então olha aqui antes de ler esse}, os passeios de barco pela Baía de Bacuit são divididos em quatro diferentes tours: A, B, C e D, sendo o A e o C os mais turísticos. E na minha opinião, os mais completos e interessantes. Digo completo, pois eles te levam para as praias mais surpreendentes que você pode imaginar e também para as lagoas de agua azul turquesa que nunca vi tão lindo em outro lugar do mundo.

O que você vai ver nesses tours?

Tour A – Composto, principalmente, pelas lagoas com água azul turquesa que você, definitivamente, não pode deixar de conhecer: Big Lagoon, Small Lagoon e Secret Lagoon, além da praia 7 Commando e a ilha Shimitzu.

Tour B – Passeio pelas cavernas Cathedral e Cudugnon Cave e pelas ilhas Pinagbuyutan, Entalula e Snake Island.

Tour C – Visita as praias incríveis Secret Beach, Hidden Beach e Talisay. E ainda as ilhas Matinloc Shrine e Helicopter Island.

Tour D – Composto pela paradisíaca Cadlao Lagoon e por outras praias – Pasandigan, Bukal Beach, Ipil Beach e Paradise.

mapa tours A B C D El Nido praia ilha

Em El Nido, existem agências de turismo que vendem uma combinação de dois tours para fazer em um mesmo dia. Por exemplo, se você não tem muito tempo em El Nido, pode fazer os tours A e C de uma vez só. Tem gente que não curte a ideia de fazer dois tours em um só dia, já que parece ser corrido e sobra pouco tempo para admirar com calma as belas paisagens e aproveitar as praias maravilhosas das ilhas. Mas eu fiz e achei ótimo!! E aí vão as minhas dicas para tornar o seu tour inesquecível:

* Primeiro, eu e o Rodrigo decidimos fazer o passeio privado. Um barco apenas para nós dois (além do guia turístico, do piloto do barco e seu ajudante). Assim, poderíamos partir da praia central de El Nido a hora que quiséssemos e montar o cronograma de acordo com a nossa vontade (claro, respeitando o roteiro da agência). Para não ficar tão corrido, eliminamos algumas paradas. Por exemplo, no Tour A existem três lagoas. Decidimos que duas seriam suficientes para conhecer: a Big Lagoon e a Small Lagoon. A Secret Lagoon ficou de fora do passeio, já que os locais e o nosso guia falaram que esta era a menos bonita entre as três. Fizemos o mesmo com algumas praias. Segundo o guia nos passou, a Shimitzu Island era apenas para fazer snorkeling e a Helicopter Island tinha mais graça ver o seu formato de helicóptero de longe do que ir até a praia, então ambas, só avistamos de longe.

Eu sou um pouco contra fazer passeios em grupo em destinos muito turísticos. Não que eu seja contra, mas se tiver condições de fazer o passeio privado, eu escolho essa opção. No passeio em grupo a gente nunca sabe o que vai encontrar pela frente, podem ser pessoas legais, mas também pode ser uma turma grande de pessoas inconvenientes. Um brasileiro que conhecemos em El Nido comentou que no dia anterior havia feito o passeio em grupo por um dos tours e em um barco para 12 pessoas, a agência de turismo colocou 25!! Muito além da capacidade e muito diferente do que o funcionário da agência havia vendido para os clientes. Além de ser desconfortável, não é seguro e esse costuma ser o nosso maior medo. Sem falar que no passeio privado podemos definir nosso próprio timing, escolher onde queremos ficar mais e menos tempo.

Nós até tentamos alugar uma lancha para otimizar o tempo do passeio, mas o único que achamos, na beira da praia de Corong Corong, era extremamente caro. Mais caro que no Vietnã e na Tailândia, que é um país bem mais turístico. Provavelmente porque não havia concorrência. Então decidimos ir de barco “aranha” mesmo (nome carinhoso que demos para o estilo dos barcos filipinos).

No passeio privado, pedimos para sair as 8 horas da manhã, uma hora antes do horário normal dos passeios em grupo. Que ideia! Nas três primeiras paradas fomos os primeiros a chegar. As praias mais paradisíacas ever e nós dois eramos os únicos lá, foi incrível!

Só um parênteses, se você esta com viagem marcada para El Nido, pretender fazer o tour A e o C e quer ser pego totalmente de surpresa por cada ilhota visitada, sugiro pular direto para o parágrafo “dicas importantes”. Como eu organizei a trip pelas Filipinas de ultima hora, acabei pesquisando pouco sobre El Nido antes de ir. Então, quando parti para os tours eu não fazia ideia do que ia ver pela frente e das aventuras pelas quais iria ter que passar. Fui pega de surpresa em vários momentos e isso deu ainda mais graça ao passeio. Agora, se você quer saber tudo sobre alguns dos lugares mais lindos do mundo, continue lendo.

A primeira parada foi em Hidden Beach. O barco ancorou em frente a uma montanha de pedras e enquanto procurávamos pela praia, nosso guia falou: agora vamos ter que descer do barco e ir nadando/caminhando até a praia. Parecia simples, mas havia tantos corais no fundo do mar que ficava difícil (e dolorido) caminhar e o mar estava tão raso que não tinha como nadar (a menos que quisesse arranhar os joelhos nos corais e pedras do fundo do mar). Coloquei os chinelos no pé e fui com a ajuda do guia (por isso digo que é preciso prestar atenção nas dicas importantes abaixo). Nao foi fácil chegar até a praia, raspei meus pés nos corais e o chinelo do Rodrigo arrebentou. Mas o cenário é tão incrível que vale todo e qualquer esforço. Não preciso falar mais nada, julguem pelas imagens…

 Praia paraiso mar cristalino el nido bacuit palawan

Hidden beach praia mar cristalino El Nido Filipinas

A segunda parada foi na ilha Matinloc Shrine, onde fica uma Igreja antiga abandonada, quase na beira da praia. Do alto da ilha temos uma vista sensacional da Baía de Bacuit. E a cor da água surpreende! Mas uma vez, fomos os primeiros a chegar na ilha.

baia Bacuit ilha matinloc el nido filipinas

vista baia bacuit el nido palawan filipinas

De lá partimos para a ilha em frente, a Talisay Island, onde paramos para almoçar. A ilha é totalmente deserta e não há qualquer bar ou restaurante. O almoço é feito ali mesmo, no barco. E é muito bem servido! É necessário comentar mais uma vez que a praia é maravilhosa e a cor da água, sensacional? Simplesmente a definição do paraíso!

talisay ilha cenario paraiso praia el nido palawan filipinas

prato tipico filipino el nido palawan

peixe na grelha praia el nido palawan filipinas

Mas o highlight desse passeio foi a Secret Beach. Imagina você ir a uma praia totalmente cercada por montanhas de pedras. Tão bem cercada que não há passagem para acessá-la!? Dito isso, você para e pensa: como chegar até a praia então? Foi exatamente essa a minha pergunta quando o barco ancorou. Descemos do barco e fomos nadando até uma pequena abertura no meio das pedras, tipo uma caverna. O acesso a praia é por essa pequena fresta formada entre as rochas e tem mais um detalhe: a fresta fica em pleno alto mar. Quando me deparei com o acesso, fiquei de queixo caído “sério que teremos que passar por esse buraco para ir até a praia?”, mas naquela momento não havia mais volta e claro que eu não iria perder a oportunidade de conhecer de perto a praia maravilhosa que nos esperava por trás das rochas. Neste momento é importante prestar muita atenção, esperar as ondas passarem para depois atravessar o buraco de entrada, pois qualquer deslize, a força das ondas pode te jogar para cima das pedras. Por isso, achei fundamental a ajuda do nosso guia ou de qualquer outra pessoa que conheça bem o local, tanto para entrar quanto para sair da praia. É adrenalina pura para chegar até lá e a praia é simplesmente sensacional!

Secret Beach praia montanhas el nido palawan filipinas

Secret beach melhor praia el nido palawan filipinas

E quando achei que nada mais me surpreenderia, foi a vez de conhecer as lagoas, a Big Lagoon e a Small Lagoon. A melhor coisa para se fazer aqui é alugar um caiaque e desvendar as belezas das lagoas. A cor da água é de um azul turquesa tão lindo que mais parece uma piscina natural. Inacreditável!! Em algumas partes, a água é tão rasa e cristalina que vemos perfeitamente os corais.

agua limpa corais big lagoon lagoa el nido palawan filipinas

caiaque lagoa big lagoon el nido palawan filipinas

small lagoon lagoa agua transparente el nido filipinas

Nossa última parada do dia foi na 7 Commando, uma praia badalada de El Nido com areia fina, mar calmo e cristalino. O spot perfeito para fazer um lanche ou tomar uns drinks no fim de tarde. Tem alguns bares na beira da praia e um único resort, ideal para quem quer curtir a paisagem e relaxar (quase ficamos hospedados, mas desistimos pois o acesso à praia é feito somente por barco e ficar meio isolado não era nossa intenção).

7 commando praia el nido palawan filipinas

Essa foi a combinação dos tours A e C que fizemos em apenas um dia. Um dia!! Ouso dizer que foi o dia de viagem mais incrível e divertido que passei considerando todos os destinos em que já estive. Apesar dos arranhões nos corais e das queimaduras na pele de mães d’água e do sol, o dia foi perfeito!

Mas as nossas aventuras não pararam por aí. Na última noite em El Nido decidimos passar uma diária no barco Palawan Secret Cruise (veja as fotos nesse link), cuja finalidade é visitar ilhas que não fazem parte dos tours turísticos, mas que são tão bonitas quanto, e ir às praias e ilhas mais famosas em horários diferentes dos barcos de turistas. O itinerário é decidido no dia, de acordo com as condições marítimas e com os passeios que os hospedes já haviam feito. Como fiquei completamente apaixonada pelas lagoas de El Nido, fiz uma “exigência”: visitar alguma lagoa. E durante as 24 horas que passamos no barco, conhecemos as cavernas e a Snake Island do tour B e a Cadlao Lagoon do tour D, que é simplesmente IN-CRÍ-VEL!

Cadlao lagoon lagoa vista aerea el nido palawan filipinas

Falando sobre as instalações do barco, este é pequeno (tem apenas 12 cabines) e muito simples, mas é limpinho e organizado. As refeições são feitas ali mesmo, pelos locais que trabalham no barco. Serviram peixe fresco pescado na hora (delicioso), saladas, arroz e outros pratos típicos do país. No fim de tarde, rola música e drinks, num clima super descontraído. Uma experiência única e diferente que eu indico para quem gosta de programas diferentes.

DICAS IMPORTANTES: quando for fazer os passeios de barco por El Nido, leve roupa de lycra, calça comprida e camiseta de manga comprida. Isso tudo é para evitar ser queimada pelas mães d’água/água viva. Eu sofri muitos queimaduras e olha, é dolorido.

Não deixe de levar botinhas de neoprene para evitar o contato com os corais. Muito protetor solar e protetor labial também. Mesmo o barco tendo proteção, havia momentos que não tinha como fugir do sol. Pulávamos no mar o tempo todo e a combinação sol + sal, nós sabemos, faz muito mal para a pele e para os lábios (cabelos também). Eu consegui me queimar tanto, que no outro dia estava me sentindo com a boca da Angelina Jolie (nada mal ein!? Mas doía muito). E se você é daqueles que não vive sem o mundo online, compre um chip com 3G no aeroporto de Manila, pois o wifi raramente funciona em El Nido.

As fotos ajudam a dar uma ideia das ilhas de El Nido que conhecemos. Mas por mais lindas que sejam, não conseguem expressar o sentimento que é estar presente naquele lugar. Olhar ao redor e se sentir parte daquela paisagem tão incrível e entender a dimensão que é e como a natureza pode ser tão bela. Tudo contribuiu para ser perfeito: o cenário, o clima, as aventuras, as pessoas e até a companhia do filipinos que estavam conosco, que povo mais alegre! Uma vibe muito boa.

06 abril, 2016
El Nido | O paraíso na ilha de Palawan – Praias, paisagens e estilo de vida
Filipinas, VIAGENS

Para mim El Nido é um dos lugares mais lindos do mundo! Da vida! Tá bom, admito que em quase todas as viagens que fiz pela Ásia nesses últimos anos, voltei falando isso. Aconteceu com Bali e mais recentemente com a Tailândia. A verdade é que depois de conhecer Railay e Koh Phi Phi, pensei que não iria me surpreender tanto com as praias das Filipinas. Mas acontece que quando conheci ao vivo e a cores as praias escondidas e as lagoas de cor azul turquesa do arquipélago de Bacuit, me apaixonei completamente.

El Nido Palawan Filipinas.001

A pequena vila de pescadores no norte da ilha de Palawan é o ponto de partida para explorar as 45 ilhas que formam o arquipélago de El Nido. Apesar de ser um dos destinos preferidos dos turistas que vão às Filipinas, é um paraíso ainda pouco explorado. Por isso, El Nido ainda mantêm as características de uma vila de pescadores, com construções humildes e moradores que parecem levar uma vida tão tranquila e não se incomodar com a presença de turistas. Um lugar onde a eletricidade e os caixas eletrônicos são artigos de luxo. Wi-fi? Esqueça! Os hotéis tem geradores para dar conta da luz, mas sinal de internet somente se o 3G do seu SIM card filipino funcionar (eu comprei um no aeroporto por USD 20). Assim que cheguei em El Nido e me dei conta da situação do lugar, meu primeiro pensamento foi: como um destino já tão turístico não tem uma infraestrutura adequada para receber os visitantes?

Mas a magia do lugar é exatamente essa. Mesmo com tantos turistas, El Nido consegue manter sua personalidade e estilo de vida. Grandes redes de hotéis e resorts ainda não se estabeleceram por aqui, o que evita aquela multidão de turistas que estamos acostumados a ver nas praias mais famosas da Tailândia e de Bali, por exemplo. Algumas já bem poluídas, infelizmente. Como comentei no post anterior, o acesso a El Nido é um pouco trabalhoso e esse é, provavelmente, um dos fatores que contribuem para que seja um destino turístico tão incomum (saiba como chegar nesse post). Em El Nido, raramente vemos carros. O meio de transporte é o triciclo, que nada mais é do uma moto com uma caçamba acoplada na lateral, ou a motocicleta (nós alugamos uma, claro, para explorar a região).

Mas por suas belezas naturais, El Nido é considerado um dos lugares mais bonitos do mundo e já foi nomeado, por dois anos seguidos, como a ilha mais bonita do mundo, pela revista Condé Nast Traveler. Mas o que esse arquipélago tem de tão especial?

As praias de El Nido são lindas. Logo que chegamos ao vilarejo, vindo de Puerto Princesa, é possível avistar do alto a praia de Marimegmeg, para mim, a mais bonita da vila. Ela é mais conhecida como Las Cabañas Beach, pois é onde fica o Las Cabañas Resort. Pela manhã a maré é baixa, o que prejudica um pouco a beleza do lugar. Mesmo assim, já é possível ver a cor d’água, mar cristalino, lindo. Mas perto do meio dia a maré começa a subir e a praia começa a encher. Mas não lota, apenas notei que o movimento estava maior. Há alguns bares na beira da praia que dispõe de mesas e cadeiras. E que também tocam um som ambiente agradável, pop, reggae ou qualquer outro ritmo que combine com o clima da praia. Se você quiser calmaria total, pode ir caminhando para Dolarog Beach que fica a esquerda da ponta de Las Cabañas, é quase deserta. Ou você pode se aventurar na tirolesa, o Zipline Adventure fica na beira da praia mesmo. Las Cabañas parece ser o point da vila de El Nido e passamos uma tarde deliciosa por lá. Na saída da praia, diversos “táxis” estacionados esperando os turistas. Lembrando que os táxis de El Nido são os triciclos, cada um pintado a sua maneira, muito curioso.

Vista praia Marimegmeg Las Cabañas El Nido tirolesa
Vista da praia de Las Cabañas e a tirolesa ao fundo

Las Cabañas marimegmeg beach El Nido Palawan

 

Eu e Dolarog
Eu e Dolarog

triciclos tuk tuk el nido palawan

Próximo de Las Cabañas fica Corong Corong, uma praia bem menos movimentada, mas com um pôr do sol tão lindo quanto a anterior. O bar-restaurante mais descolado de El Nido fica na beira da praia, o La Plage Sunset Bar & Restaurant. Não deixe de ir curtir o fim de tarde por lá.

Corong corong por do sol bar restaurante beira praia El Nido Palawan

A praia central fica bem pertinho da rua principal do centro de El Nido, apenas separada por ruelas de poucos metros. A maioria dos hotéis, guesthouses e outras hospedagens da vila ficam nessa região. A rua principal tem alguns poucos restaurantes, cafés e bares, agências de turismo, lojas de mergulho e casas de massagem. Tudo muito simples. Confesso que nem me recordo o nome da praia central, pois ela não é muito turística, ninguém vai para nadar ou pegar praia. Serve mais como “estacionamento” para os barcos que fazem os passeios turísticos.

Praia centro El Nido barcos passeio turismo Palawan Filipinas

Quando perguntei aos locais qual seria a melhor praia da vila, todos me falaram que eu deveria conhecer Nacpan Beach. A praia fica longe do centrinho, a mais de meia hora de moto ou triciclo. Eu não sei se parei no lado errado da praia, mas não a achei tão linda quanto Las Cabañas. Mas é bonita, cheia de coqueiros e bem mais tranquila. Se tiver tempo, vale a pena conhecer.

Nacpan beach praia coqueiros El Nido Palawan

Mas nenhuma praia da vila, nada, se compara a beleza das demais ilhas e praias espalhadas pela Baía de Bacuit. São cenários de outro mundo, tão lindos que fica até difícil achar adjetivos adequados para descrevê-los.

Chegamos nessas ilhas através de passeios de barco denominados Tours A, B, C e D. Eu pretendia falar dos tours nest post, mas é um assunto tão especial e tenho tantas dicas boas que decidi que vale um post exclusivo só para falar dos tours e das minhas maiores aventuras por El Nido! Fica para o post de amanhã, prometo…

.
Além das paisagens estonteantes e das belezas naturais inenarráveis outro fator contribuiu para eu me apaixonar por El Nido: o povo.

Filipinos povo feliz El Nido ilha Palawan

No caminho percorrido de Puerto Princesa até El Nido já sofri um choque. As pessoas moram no meio do mato, no meio do nada, em pequenas casas feitas de bambu e palha. E quando chegamos em El Nido, a coisa não muda de figura. Surpreendentemente, o estilo das casas são iguais. As vezes víamos um família inteira, de cinco, seis ou sete pessoas morando em uma casa que aparentava ter, no máximo, dois pequenos cômodos. E mesmo no meio de tanta pobreza, o povo parecia ser muito feliz. Pobres, na verdade, só em condições financeiras. Mas ricos em espiritualidade e boas energias. Fomos muito bem tratados por todos os filipinos que conhecemos pelo caminho, sem exceção. Sempre sorrindo, amigáveis, dispostos a ajudar, sem querer tirar vantagem dos turistas (o que costuma acontecer muito em destinos turísticos). Fiquei muito comovida e encantada com o povo de lá. Pessoas simples e humildes, mas que parecem ter um coração enorme.

Corong Corong beach casas locais filipinas
Casas de palha na beira da praia de Corong Corong
Vida filipinos El Nido Palawan
Cozinha de uma das casas que conheci. E a galinha na porta?!
Por fim, espero ter conseguido passar um pouquinho da vibe desse paraíso. Se você também se encantou por El Nido, espere para ler o post sobre os tours por Bacuit Bay no próximo post. Essas ilhotas são as responsáveis pela fama de El Nido ser um dos lugares mais lindos do mundo…
 .
05 abril, 2016
Filipinas | Roteiro de viagem, ilhas e praias paradisíacas
Filipinas
Dica de viagem Filipinas praias
.
Se há uns três anos atrás me perguntassem sobre El Nido, eu nem saberia onde apontar no mapa. A verdade é que antes de vir para a China nunca tinha me passado pela cabeça viajar para a República das Filipinas, muito menos tinha ouvido falar sobre Palawan e Boracay, duas ilhas famosas do país. Mas graças a bate-papos descontraídos com amigos que também estão deste lado do mundo, descobri que as Filipinas era um país repleto de belezas naturais inacreditáveis, praias paradisíacas e paisagens de tirar o fôlego. Pronto, o destino foi para o topo da lista das minhas próximas viagens. Conversando com uma amiga filipina que mora na China, ela me recomendou: quando viajar às Filipinas pela primeira vez, vá para Boracay e Palawan.
 .
Sugestão dada, é sugestão aceita. É claro que nas Filipinas há outros lugares tão lindos quanto estes para se conhecer, afinal estamos falando de um país com mais de sete mil ilhas!! Isso mesmo, Filipinas é um arquipélago formado por 7.107 ilhas, a grande maioria ainda inabitadas. Entre os destinos mais conhecidos ainda se destacam a ilha de Cebu, a capital Manila, as praias Puerto Galera e Roxas em Mindoro e outras ilhas menos conhecidas, como Bantayan.
.
 .mapa ilhas filipimas manila boracay palawan.001
.
Desde o início estava decidida a ir para El Nido, uma vila de pescadores no no norte de Palawan, considerada um dos lugares mais lindos do mundo. Quando comecei a pesquisar mais sobre o destino, descobri Coron, também no norte de Palawan, mas há oito horas de barco de distância de El Nido. O passeio de barco que leva de El Nido a Coron (e vice-versa) parece tentador, pois o barco vai parando em vários spots no meio da caminho, o que é uma boa oportunidade para chegar a ilhas desertas e remotas e conhecer mais paisagens desse país tão maravilhoso. Infelizmente, não tinha tempo hábil para fazer ambos os destinos, já que eu não abria mão de ir à Boracay. Também fiquei um noite em Manila, mas conheci muito pouco de lá (apenas a região próxima do aeroporto), numa próxima vez, tentaria ficar umas duas noites, para conseguir passear com calma pela cidade.
 .
Em El Nido sugiro ficar de três a quatro dias. Na verdade, em El Nido mesmo não há muito o que fazer além de relaxar e curtir as belas praias. O mais legal são os passeios de barco pela Baía de Bacuit que partem da praia central de El Nido. Os tours A, B, C e D te levam para ilhas desertas (se você conseguir chegar antes que os demais turistas), praias escondidas, cavernas formadas no meio do oceano e lagoas de um azul turquesa inacreditável. Passeios realmente inesquecíveis!
.
Las Cabanas praia El nido Palawan
Las Cabañas, uma das praias mais bonitas de El Nido
 .
Tour A El Nido Matinloc Shrie baia bacuit palawan
Vista da Baía de Bacuit de uma das ilhas inabitadas próxima de El Nido
.
E como todo lugar com natureza bonita e bem preservada costuma ser de difícil acesso, para chegar em El Nido pode ser um pouco trabalhoso. Até tem aeroporto na região, mas sua estrutura é pequena e só comporta aviões pequenos, portanto os voos são restritos e caros. E costumam ser cancelados com frequencia, devido ao tempo (qualquer ventinho mais forte, o aviao já não consegue pousar). A maneira mais comum de chegar em El Nido é pegar um voo de Manila para Puerto Princesa, a capital de Palawan, e depois uma van para El Nido, que custa cerca de 700 pesos filipinos por pessoa. Não se preocupe em reservar van com antecedência. Assim que você sai da porta do aeroporto de Puerto Princesa já verá lojinhas e vendedores ambulantes oferecendo a viagem de van até El Nido. Mas é preciso ter paciência, pois a viagem dura em torno de 4 a 5 horas e van só sai depois que estiverem todos os assentos vendidos. No meu caso, tanto na ida quanto na volta de El Nido, fiquei uma hora dentro da van passando de hotel em hotel para arrecadar passageiros e só depois partimos para a viagem. A estrada, surpreendentemente, é bem boa. Não tem buracos, mas, infelizmente, também não tem acostamento. Na viagem durante o dia, o motorista ia buzinando com frequência para chamar a atenção das crianças brincando no meio da rua. A estrada também é cheia de curvas, o que torna a viagem um pouco assustadora. Mas apesar de chegar cansada e com a bunda dura, foi tudo tranquilo.
 .
E se eu quiser ir para Coron? Se você estiver em El Nido, é fácil. As agências de turismo, localizadas na rua principal, oferecem viagens diárias de barco para Coron. A passagem custa em torno de 1200 pesos por pessoa. Há também a possibilidade de pegar um voo de Manila ou Cebu direto para Coron, já que há aeroporto na região.
 .
Depois de Palawan fomos para Boracay. Infelizmente, não há voos diretos, o que é uma pena, já que estamos falando das duas ilhas mais turísticas das Filipinas. Pegamos um voo até Manila e de lá partimos para Boracay. É possível ir de uma ilha a outra de barco, mas são mais de 16 horas de viagem e nós não tínhamos esse tempo todo para gastar em alto mar. Surpreendentemente, a locomoção dentro das Filipinas foi mais tranquila do que na Tailândia (leia sobre a trip Thai). Por ser um arquipélago com milhares de ilhas, achei que a locomoção seria mais trabalhosa. Fizemos tudo pela Philippine Airlines, as passagens foram compradas com antecedência pelo site da empresa. Outras opções de companhias aéreas são: Cebu Pacific Air e Air Asia, que são low cost, ou seja, costumam ser mais econômicas.
.
Palawan Boracay viagem Filipinas Philippine Airlines
E lá vamos nós de avião a hélice
.
Boracay é uma ilha razoavelmente pequena, conhecida pelas praias com areia branca e mar azul turquesa. Bem mais turística que El Nido, por isso tem uma estrutura melhor para receber os turistas, bons resorts e uma grande variedade de bares, restaurantes e passeios. Na minha opinião, foi o itinerário de viagem perfeito: primeiro muitas aventuras em El Nido. Passávamos o dia inteiro passeando de barco, parando de ilha em ilha e mergulhando em alto mar para conseguir chegar nas praias de difícil acesso. Experiências muito legais, mas cansativas. E como a ilha é bem simples e as hospedagens idem, digamos que El Nido não é o mais lugar indicado para quem procura por conforto. Por último, curtimos toda a comodidade e entretenimento que Boracay oferece. Foram quatro dias relaxando e curtindo as praias da ilha. Voltamos das férias realmente descansados. Mas se você não tem interesse de ficar esse tempo todo no relax, acredito que duas a três noites são suficientes para ficar em Boracay, já que a ilha não é muito grande.
.
Boracay white beach areia branca mar cristalino

Quando ir? Essa é uma questão muito importante. Estatisticamente falando, as Filipinas é o país que mais sofre com fortes tufões, furações e tempestades tropicais, por isso, fuja da época de monsões, que ocorre de junho a dezembro, especialmente, em setembro. A fase seca é de janeiro a março e por isso, é alta temporada. Fomos no fim de fevereiro e pegamos dias lindos e ensolarados em El Nido e um pouco de chuva fina em Boracay. Como os próprios locais dizem, o clima do país é imprevisível. Mas nada que pudesse atrapalhar nossa experiência maravilhosa nesse país tão lindo e cativante.

29 março, 2016
Destino China | Hong Kong e as compras no Citygate Shopping Outlet e na Mong Kok
Compras, Destino China, DICAS, Hong Kong

Hong Kong é uma cidade surpreendente, onde culturas tão diferentes se cruzam, onde o oriente encontra o ocidente e onde o simples e o imponente convivem em harmonia. Por essas e outras razões, eu gosto tanto de ir à Hong Kong, que fica a apenas 50 minutos de voo da cidade onde moro.

No ultimo fim de semana estive na cidade e aproveitei que o tempo estava nublado e com muita ventania para ir às compras e passear no shopping. Afinal, esta é a quarta ou quinta vez que visito a cidade e já tive a oportunidade de conhecer a maioria dos pontos turísticos (descubra mais aqui) e sem falar que, Hong Kong é, definitivamente, um destino perfeito para compras. É onde a gente encontra de tudo, desde computadores e outros eletrônicos até artesanatos chineses, passando por vestuário, bolsas, sapatos e acessórios de diferentes preços e qualidades.

A Times Square em Causeway Bay, os shopping centers, IFC Mall e Landmark, da região Central, a Canton Road e a extensa rua com lojas de luxo em Tsim Sha Tsui são só alguns dos exemplos de lugares que Hong Kong tem a oferecer aos shoppaholics e consumistas de plantão.

Mas nessa recente ida a HK eu me dediquei a desbravar, especialmente, dois lugares super indicados para compras, destacando a venda de artigos de luxo, roupas, sapatos e acessórios de grifes e de marcas famosas de esportes. São estes: o Citygate Outlet e a Mong Kok.

Já falei do Citygate Outlet aqui no blog, pois é um dos lugares que sempre vou quando estou em Hong Kong. Até porque, fica pertinho do aeroporto e como o nome já diz, é outlet (vulgo: liquidação)! Dessa vez, eu fiquei hospedada na casa de uma amiga que mora no complexo de prédios em frente ao Citygate, ou seja, praticamente morei dentro do shopping durante alguns dias. Eu almoçava, jantava, fazia compras no supermercado e passeava pelas lojas do shopping quase que todos os dias. Então consegui conhecer melhor cada andar e cada cantinho de lá, pois sempre passava na correria antes de ir para o aeroporto pegar o voo de volta.

citygate outlet compras lojas marca hong kong

O andar térreo é dedicado aos atletas. Tem loja da Nike, Adidas, New Balance, Puma e The North Face. Tem também relógios da Swatch e City Chain. E uma Levis. A Nike é minha preferida, tem peças de roupa de ginástica lindas e modelos de tênis bem estilosos, bons descontos e por isso está sempre lotada.

No primeiro andar começam as lojas de vestuário de moda, cosméticos e acessórios. A Calvin Klein é uma das que mais chama a atenção, pelo tamanho da loja, que é anexada a da Armani Exchange. Ainda tem Tommy Hilfiger, Guess e Timberland. A loja de óculos Optical 88, a Samsonite e a Sasa e The Body Shop, as preferidas de quem adora maquiagem ou um creme cheiroso para o corpo.

A maior concentração de lojas tops e de artigos de luxo, provavelmente, está no segundo andar: Coach, Burberry, Polo Raulph Lauren, Armani, MaxMara, Calvin Klein underwear, Michael Kors, Kate Spade e Furla estão aqui. E uma das minhas lojas preferidas do outlet, a Diane Von Furstenberg, conhecida como DVF, uma das mulheres mais influentes do mundo da moda e criadora do vestido envelope. Mesmo sendo modelos de coleções passadas, os vestidos são atemporais, versáteis e ficam lindos no corpo, eu sou fã.

Citygate Outlet look vestido DVF compras Hong Kong

Em algumas lojas até são formadas filas de espera na porta, para garantir que o cliente que está dentro da loja consiga olhar tudo com calma e sem muito tumulto. Coach e Michael Kors são as preferidas dos chineses. Portanto, se você for a esta shopping no fim de semana, provavelmente, terá que esperar na fila para entrar. Claro que se você for as compras no Citygate pensando que tudo é muito barato, pode se decepcionar. Os descontos variam entre 30% e 50%, podendo chegar a 70%. Mas é preciso levar em consideração que estamos falando de marcas internacionais renomadas e não há lugar no mundo que supere os preços praticados por essas marcas nos Estados Unidos, por exemplo. Mas se você está em Hong Kong e procura por grifes famosas com preço mais baixo, o Citygate Outlet é o lugar mas indicado!

Se acha que terminou, está enganado… tem ainda o décimo andar do prédio, que é reservado exclusivamente para o Outlet da Aerosoles, uma marca americana de sapatos para homens e mulheres. Um andar com Praça de Alimentação e no subsolo um supermercado grande e com muitos produtos importados (eu aproveito para comprar tudo que não encontra na China Continental). O shopping fica perto do cable car do Ngong Ping 360 que leva para a Estátua do Buda Gigante e perto do Parque da Disney.

Para chegar no shopping, em Lantau Island, não tem erro. A estação Tung Chung do MRT fica dentro do local, que está situado a mais ou menos 40 minutos de distância da região Central de Hong Kong. O aeroporto está a apenas 10 minutos de ônibus e é possível ir e vir usando o ônibus número S1.

Partindo para outro lugar, esse mais próximo do centro de Hong Kong, Mong Kok fica em Kowloon e é uma das regiões comerciais mais congestionadas da cidade. Aqui você encontra de tudo: uma rua cheia de lojas de tênis e outros artigos esportivos, enorme mercado de rua com roupas e acessórios e o shopping Langham Place, com lojas de grife e marcas fashion internacionais. Dessa vez eu fui direto para a Rua Fa Yuen, conhecida como a Shoes Street, que fica entre a Rua Argyle e Rua Dundas. Estava a procura de um tênis bacana para corrida (meu mais novo vício) e algumas roupas novas de academia. A Fa Yuen Street é perfeita para isso. São incontáveis lojas outlets da Nike, da Adidas, Puma, Converse, entre outras marcas famosas. Só de lojas da Nike eu entrei em umas cinco diferentes. Procurando por tênis de vários estilos? Opção é o que não falta e alguns modelos tem até descontos consideráveis. Nessa rua há também uma loja oficial da Nike de três andares, sempre com novidades.

fa yuen street rua de esportes nike adidas converse Mong Kok Hong KONG

Cortando a Fa Yuen está o “Ladies Market”, um dos maiores mercados de rua de Hong Kong. Apesar do nome, as barracas montadas no meio da rua comercializam de tudo, para mulheres, homens e crianças: roupas, roupas e mais roupas, bolsas e maletas unissex, brinquedos para crianças e utensílios para casa. Tudo deve ser adquirido na base da barganha. Alias, aproveitando a deixa, aqui vai minha dica: nada que estiver à venda nos milhares de camelôs e barracas da China inteira, você deve pagar o preço inicial pedido, é preciso sempre barganhar.

Ladies Market mercado de rua Mong Kok compras Hong Kong

Não se assuste com a poluição visual de Mong Kok, são centenas de painéis coloridos atravessados uns na frente dos outros ao longo das ruas. A maioria escrito em mandarim. Eu, particularmente, adoro. De um lado, painéis baratos e já maltratados pelo tempo e do outro fachadas enormes e luxuosas de lojas de grife. Uma mistura fascinante. E o mais legal é ir a Mong Kok a noite, quando todos os painéis estão iluminadas e com luz neon.

Mong Kok Rua compras Kowloon Hong Kong

Mong Kong luzes neon rua compras Hong Kong

Na China, o país mais populosos do mundo, todo e qualquer lugar costuma ter uma multidão de gente pra lá e pra cá. Agora imagina ir em uma das regiões de compras mais famosas em um sábado a tarde?! No mínimo, milhares de pessoas se apertando para conseguir caminhar em cima das calçadas (na verdade, a rua é fechada para passagem de carros, pois só as calçadas não dão conta de tantos pedestres), tropeçando umas nas outras para chegar até o produto na estante da loja e quase pendurando uma melancia no pescoço para chamar a atenção do vendedor e conseguir ser atendido. Sim, uma lou-cu-ra! Um verdadeiro caos. Por isso, prefira ir durante a semana e não esqueça de armazenar um estoque de paciência para usar nesse passeio. O mais engraçado é que eu estava com uma amiga chinesa que é a calma em pessoa. Ela é tão acostumada com isso que nem se abalou com toda aquela multidão pelas ruas, enquanto eu repetia para mim mesma “preciso sair dessa loja!” a cada uma que eu tentava parar para provar algum tênis rsrsrs Mas até que não foi tão ruim assim, apenas cansativo. No fim das contas, eu consegui achar o que estava procurando e o saldo foi positivo.