21 julho, 2017
Shanghai Calling | Comédia romântica sobre a vida de um estrangeiro na China
DICAS, LIFESTYLE

O desafio de se mudar para um país como a China pode ser assustador para muita gente. Assim como foi para Sam Chao.

É verdade que a vida de um expatriado recém chegado na China pode não ser muito fácil, especialmente quando estamos falando da cultura, do idioma e das tradições do país. Num primeiro momento, tudo parece tão diferente e até estranho para nós. E Shanghai Calling ou O Chamado de Xangai, evidência exatamente isso: em meio a um enredo de comédia romântica clichê, o filme mostra, de forma divertida, os choques culturais que sofre um ocidental quando chega ao maior país do mundo. Sam Chao, na verdade, é o personagem vivido por Daniel Henney, um americano moderno que mesmo sendo de descendência chinesa, nada sabe sobre a China e muito menos sobre a cultura do país. Advogado de Nova Iorque, ele é transferido por seus chefes para fazer negócios em Shanghai e embarca para a China, totalmente contrariado, mas na esperança de cumprir o seu dever e ser promovido quando voltar à sua cidade natal nos Estados Unidos.

Shanghai Calling filme cultura China

Já no aeroporto de Shanghai, ele conhece a também americana Amanda (Eliza Coupe). Ela é responsável pela recolocação de expatriados na cidade e apresenta Sam à comunidade de Americatown (uma espécie de Chinatown ao contrário) e à dois expats americanos que tornam-se seus amigos ao longo da trama (um deles vivido por Bill Paxton). Na sede de sua empresa em Shanghai, Sam conhece sua assistente chinesa Fang Fang e o seu principal cliente – um americano que o procura pedindo ajuda para tratar de assuntos legais com um empreendedor chinês. É a partir daí que a história começa a se desenrolar e os problemas começam a surgir. Sam não faz o menor esforço para compreender e aceitar os costumes locais, o que torna os problemas ainda maiores – e o filme mais engraçado.

Mas deixando um pouco da história em si de lado, os confrontos do personagem principal com a cultura local e os “perrengues” que ele passa ao chegar na China são os fatos que deixam o filme mais interessante e divertido. E não há como qualquer estrangeiro que tenha se mudado para a China não se identificar com as situações que ocorrem no filme.

Algumas cenas são impagáveis, como: quando Sam dá de cara com a empregada doméstica (chamada em chinês de ayi), dentro de seu apartamento, e ela, sem qualquer descrição, desanda a falar em mandarim sem parar, enquanto ele não entende nada; e quando ele discute horrores com o taxista achando que ele está querendo tirar vantagem sua por ser estrangeiro e não falar o idioma, mas no fundo ele só está tentando ajudar; e a melhor: quando um chinês marca de encontrar Sam em um restaurante comum de comida chinesa e a cada momento senta um chinês na mesa deles, na maior cara dura e com um pote de noodles para comer. E Sam ainda fica preocupado que alguém ali poderia estar entendendo sua conversa secreta, sendo que ninguém sequer sabia falar inglês. Ok, falando assim até parece não ter muita graça, mas quem nunca passou por isso na China? Fazer uma simples pergunta em mandarim e receber uma resposta de 5 minutos, em que você não compreende absolutamente nada? Ou ter que lidar com a falta de privacidade do chinês que gosta de se intrometer em qualquer situação sua? Quando você se identifica e se dá conta que passou pelas mesmas situações do americano no filme, é inevitável segurar a risada.

Essas são situações engraçadas que a maioria dos estrangeiros na China já sentiu na pele… mas também há cenas interessantes que retratam mais detalhes da cultura chinesa. A importância de dar e receber o cartão de visitas com as duas mãos (assim como o dinheiro, o troco, a nota fiscal…) e o modo como os jovens chineses são recebidos pela família da amada, são algumas particularidades culturais mostradas no filme. E além da história, que tem seu toque divertido e charmoso, é importante destacar as cenas capturadas em Shanghai, que mostram uma cidade moderna (repleta de prédios arranha-céu), o The Bund e a Pearl Tower (dois dos principais pontos turísticos) e ainda o lado humilde e tranquilo dos locais.

O filme de Daniel Hsia, é de 2012, mas não deixa de ser bem atual. Pois acredite, todas as situações curiosas (algumas no mínimo, engraçadas) que Sam vive ao chegar na China, qualquer estrangeiro recém chegado ao país estará sujeito a passar. Até porque nada muda muito em cinco anos. No caso de Shanghai, “apenas” algumas dezenas de prédios gigantes a mais, para completar o moderno e grande horizonte da cidade. Um filme leve, engraçado e com toque de romantismo, que faz o telespectador mergulhar no entendimento de como pode ser a vida de um estrangeiro nessa louca e curiosa China.

shanghai calling comedia romantica china

Separa o saco de pipoca, acessa o filme no Netflix ou baixa no Youtube, pois vale a pena! Depois me contem o que acharam 😀

Zài Jian!

 

SaveMe!
11 julho, 2017
Companhia aérea chinesa lança uniformes de alta-costura… em Paris!
Look do Dia, MODA, Tendências

Eu sempre insisto na tecla de que a moda chinesa pode ser conceitual e estilosa, sim! E alguns dos assuntos mais presentes na minha vida – China, moda e aviação – foram destaque fashion internacional nessa semana. Uma das maiores empresas aéreas da China e também conhecida por fazer parte da lista das 10 companhias mais seguras do mundo, a Hainan Airlines, fez uma parceria inédita e inovadora com o renomado fashion designer chinês Laurence Xu.

O resultado? Uniformes de alta-costura para os comissários de bordo!! A parceria começou a dois anos e o estilista Laurence Xu desenhou mais de 1000 modelos e testou mais de 100 amostras de roupas e acessórios até chegar ao resultado final. O novo uniforme foi apresentado no evento 2017 Laurence Xu Haute Couture Show, no Salão de Baile do InterContinental Paris LeGrand, no ultimo 4 de Julho, durante a Semana de Alta-Costura de Paris. Mais chic impossível!

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A inspiração principal para o novo uniforme foi o CHEONGSAM – estilo de vestido tradicional chinês, normalmente usado em ocasiões mais formais. O nome popular do vestido é Qipao, que já apresentei nesse post. Algumas alterações foram feitas no uniforme em relação ao traje tradicional, ainda que poucas. O designer acrescentou elementos modernos de modo a deixar o modelito mais atual, mas manteve as principais características do Cheongsam – justo e fechado, com colarinho alto e leve fenda na saia.

Hainan Airlines New Uniform Cheongsam qipao moda china

A estampa foi outro processo a parte e que merece destaque. Os padrões coloridos que remetem às nuvens e ao céu no colarinho e ao mar e às montanhas na barra, fazem alusão ao novo avião da Hainan e ao Roc, um pássaro místico que representa força. Ainda tem mais, de acordo com a Hainan, as mangas 3/4 denotam simplicidade e a quantidade certa de modéstia. O avental é projetado como um vestido em forma de tulipa, afim de enfatizar elegância, feminilidade, estética apurada e praticidade. Na cartela de cores, o cinza, cor já adotada nos uniformes anteriores da Hainan, predomina.

Hainan-Airlines

 

hainan alta costura china paris

moda china paris Hainan-Airlines

Os idealizadores tiveram o cuidado de combinar clássicos da arte oriental com a silhueta ocidental moderna e essa fusão de elementos chineses tradicionais com a moda internacional, resultou em modelos lindos e muito fashionistas. Segundo eles, essa parceria representa muito mais que o resultado de uma combinação entre moda e aviação. Representa a experiência de moda durante as viagens jornadas e o compromisso que a companhia tem para com as expectativas dos seus passageiros, que estão em constante mudança.

Esse é o quinto modelo de uniforme da companhia aérea, que não lançava um novo padrão de uniforme desde 2010. Sem dúvida alguma, esses novos modelos são os de maior sucesso na história da empresa e tem tudo para encabeçar a lista dos uniformes mais icônicos de todos os tempos. Uma bela estratégia para alçar a companhia a voos cada vez mais altos e levar seu nome ao mundo todo.

Se os uniformes são confortáveis, não sei dizer, mas são maravilhosos, não são?! Bateu até uma vontade de virar flight attendant só para poder vesti-lo…

 

01 fevereiro, 2017
A importância do Ano Novo para as famílias chinesas e o reencontro entre pais e filhos
Cultura, Curiosidades, LIFESTYLE

Bom, no próprio título do post já fica claro os dois assuntos que quero tratar nesse texto. Mas os que esses dois assuntos tem em comum? Na verdade, tem tudo a ver. 

Talvez muitos que estão de fora não compreendam a verdadeira importância desse feriado de Ano Novo para os chineses, também conhecido como Festival de Primavera. Eles esperam ansiosamente o ano inteiro por essa data. A China praticamente para: os restaurantes e lojas fecham, as empresas entram em recesso por alguns dias e a maioria da população se desloca. Ou seja, é o momento que os trabalhadores tem para descansar do trabalho puxado do ano inteiro. Mas mais importante do que isso, essa é a época do ano que eles conseguem reunir a família e rever os entes queridos. Pessoas importantes que, na maioria das vezes, moram muito longe.

familia chinesa tradição cultura ano novo

Isso porque, se você conversar com algum chinês que mora em cidade grande, como Beijing, Shanghai, Hangzhou, Chongqin, Xian, Guangzhou, Shenzhen e muitas outras, incluindo Xiamen, muito provavelmente ele não é dessa cidade, originalmente. 

A grande maioria da população que vive e trabalha nessas cidades desenvolvidas vem do interior. Eles vem para cá a procura de trabalho. A procura de dinheiro para sustentar a família, que mora no campo. Mãe, pai e até filhos. Porque na cultura chinesa funciona assim: enquanto os pais trabalham, as crianças são cuidadas pelos avós (paternos, geralmente) e se os pais tem que trabalhar em outra cidade, os filhos ficam com os avós na sua terra natal.

E aí entra a questão das crianças e jovens chineses serem conhecidos como egoístas. Uma porque são filhos único e outra por serem criados por avós, que na maioria das vezes não impõe limites e nem dão a atenção necessária que uma criança precisa (não é regra, mas acontece). 

Esses dias estava em um restaurante de Xiamen que costumo frequentar e a chinesa que sempre me atende sentiu-se confortável para desabafar comigo. Eu perguntei à ela se iria viajar no Ano Novo chinês e ela disse que iria para a cidade natal de seu marido, para ver sua filha de oito anos, que mora com os avós paternos. Infelizmente ela não poderia ver os seus pais, que moram em outra cidade. Afinal, ela precisava decidir entre a sua filha e os seus pais. 

Imagina, ela vê a filha apenas duas vezes por ano: uma no Ano Novo chinês e outra no feriado de Independência. E ela contou o quanto estava preocupada, pois a menina ia mal na escola e ninguém dava bola para a criança. Os avós cuidam dos outros netos que são mais novos (e homens!) e não dão muita atenção para a menina. Para nós pode ser uma surpresa saber que os pais só veem os filhos uma ou duas vezes ao ano, mas para os chineses isso é tão comum. Esse nosso papo me lembrou um trecho do livro Laoway, em que a Sônia Bridi relata o quanto ela ficou surpresa ao ver crianças soltas nas ruas do interior, sem qualquer supervisão de um adulto. (Aqui tem um review bem interessante desse livro, que por sinal, é ótimo). 

E a minha surpresa quando ela me perguntou: os ocidentais tem o costume de cuidar de seus próprios filhos, não é?! “É claro que nós cuidamos dos nossos próprios filhos, afinal, nós que escolhemos ter filhos e nós que colocamos eles no mundo” eu pensei na hora, mas a respondi apenas com um educado “sim”. 

Ela poderia trazer sua filha para morar em Xiamen, mas aqui as escolas públicas estão sem vagas e as particulares são caríssimas. Ela também poderia arranjar um emprego em Guangzhou (onde sua filha está) e morar lá, mas ela diz preferir o trabalho dela em Xiamen. Não há como julgar, mas enquanto ouço histórias assim, imagino o que eu ou qualquer outra pessoa criada na mesma cultura, faria em uma situação dessas. Para nós ocidentais é tão difícil pensar em colocar um filho no mundo e dar para outra pessoa criar, mesmo que sejam seus pais, mas na China ainda é muito comum os avós criarem os netos, muitas vezes longe dos pais. Alias, se você pesquisar no Google Imagens a frase “família chinesa” vão aparecer muitas fotos com um casal de idosos, um casal jovem e uma criança, pois os avós são parte muito presente no ambiente familiar. Sempre falo que adoro conhecer a cultura e as tradições deles e pensar em como podemos ser povos tão diferentes.

familia chinesa cultura ano novo chines

Assim como ela, já conheci outros chineses na mesma situação. Em um voo do Brasil para a China conversei com uma chinesa que morava no Brasil com o marido e tinha deixado os filhos na China. Quando perguntei porque, ela respondeu que a educação no Brasil era muito cara e que na China eles passavam o dia na escola e não era preciso se preocupar com alguém para cuida-los. Ela via os filhos a cada dois anos. Conseguem imaginar isso!? 

Quem tem melhores condições financeiras consegue trazer seus filhos e pais para morarem juntos no mesmo lar. No condomínio onde moro, todo dia vejo dezenas de avós cuidando dos netos, enquanto os pais trabalham, meus vizinhos de porta, inclusive. Mas no fim do dia, os pais estão de volta e podem curtir os filhos e dar a atenção que as crianças tanto precisam. Seriam eles sortudos? Acredito que sim. Pois na verdade, nem sempre isso acontece, já que a maioria dos idosos não querem sair do interior para morar na cidade grande e as creches e escolas infantis são realmente caras na China e claro, a maioria da população não tem como sustentar isso. A solução? Deixar as crianças com os avós no interior. 

Quando cheguei na China pela primeira vez e comecei a conhecer mais sobre a cultura do país, achei que histórias assim eram coisa do passado. Mas cada vez mais me convenço de que ainda faz parte da realidade de muita gente. E assim como para nós ocidentais, o Natal é tão esperado, é a época de reunir a família e agradecer, para os chineses, o Ano Novo Lunar tem o mesmo sentido e com um toque ainda mais especial, pois é o único momento do ano em que muitos deles podem voltar para casa e rever toda a família, a tão adorada família. 

12 janeiro, 2017
Ano Novo Chinês | O ano do Galo está chegando
Cultura, Curiosidades, LIFESTYLE

Nǐ hǎo,

Primeiramente, desejo um Feliz 2017 à todos leitores!

Nós já estamos em clima de novo ano, mas para os chineses, 2017 ainda não chegou. O Ano Novo Chinês ocorre em uma data diferente a cada ano, pois é baseado no calendário lunar. Neste ano cairá no dia 28 de janeiro. Ou seja, o ano do macaco chega ao fim e dá espaço ao ano do galo. O animal do ano é definido de acordo com o ciclo do zodíaco chinês que conta com 12 animais diferentes (neste post eu conto como eles foram escolhidos, segundo a crença chinesa).

As comemorações começam no dia 27 de janeiro e normalmente duram de uma a duas semanas. Esse feriado – chamado de Chūnjié (春节) ou Festival de Primavera – é o mais longo da China e todo mundo se prepara para viajar. Agora, imagina: 1,4 bilhões de pessoas de um mesmo país se movimentando ao mesmo tempo! Os aeroportos, estações de trem e estradas ficam lotados, é um verdadeiro caos. Não é a toa que esse época do ano é considerada a temporada de viagens mais movimentada do mundo e os chineses tem até um nome para isso: Chūn yún (春云) que significa “movimento da primavera”. Segundo a imprensa internacional, no último ano foram registradas 2.9 bilhões de pessoas transportadas dentro da China. Tem noção do que é isso!?

chun yun ano novo chines

Ok, mas e como essa data é celebrada? Já contei as tradições neste post sobre o último Ano Novo Chinês, mas é sempre bom relembrar e compartilhar novos conhecimentos.

ano novo chines fogos de artificio cidade proibida beijing

• DECORAR AS RUAS, PRÉDIOS E CASAS: nas semanas que antecedem o Festival de Primavera já começamos a ver as ruas, casas, os shoppings e prédios comerciais enfeitados. Praticamente tudo a nossa volta recebe ornamentos vermelhos e amarelos e característicos ao animal do ano, nesse caso, o galo. O ornamento mais comum são as lanternas vermelhas, um dos símbolos da cultura chinesa. Além de dísticos e letreiros. Nest post eu explico mais sobre cada item de decoração usado pelos chineses.

REUNIR A FAMÍLIA NUM JANTAR ESPECIAL: essa é a época do ano que todo chinês volta para casa na sua cidade natal. Durante a noite de Ano Novo toda a família se reune em volta da mesa para fazerem juntos a refeição que eles consideram a mais importante do ano. Peixe e guioza não podem faltar de jeito nenhum.

SOLTAR/ASSISTIR FOGOS DE ARTIFÍCIOS: embora os fogos sejam proibidos na maioria das cidades chineses, devido á poluição, os shows de fogos de artifícios são dignos de comercial. Os chineses acreditam que o barulho dos fogos espanta os espíritos ruins e quanto mais bonitos e duradouros, mas sorte trarão ao novo ano. A comemoração oficial acontece em Beijing, em frente a Cidade Proibida e o show incrível de fogos é transmitido pela CCTV para todo o país.

ENTREGAR ENVELOPES VERMELHOS: os envelopes vermelhos recheados com notas de dinheiro simbolizam o desejo de boa sorte e fortuna. São entregues, principalmente, às crianças e jovens da família. Na era da tecnologia, há aplicativos com envelopes vermelhos simbólicos onde as pessoas podem trocar dinheiro de forma online.

LIMPAR A CASA: a tradição de varrer a casa antes da chegada do Ano Novo espanta as coisas ruins. Mas a casa deve ser varrida antes da noite de Ano Novo. Eles acreditam que limpar a casa nos primeiros dias do novo ano pode levar embora as coisas boas que recém chegaram.

O ANO DO GALO

ano novo chines galo ouro

O galo é o décimo animal do zodíaco chinês. Pessoas que nasceram nos anos: 1921, 1933, 1945, 1957, 1969, 1981, 1993, 2005 e 2017 são considerados galos. E por mais contraditório que pareça ser, a crença chinesa diz que o ano do galo não é um bom ano para quem nasceu no ano do galo. Se você é galo, aqui vão algumas dicas para atrair a sorte e evitar o azar.

Cores e números da sorte: amarelo, dourado e marrom; 5, 7 e 8.

Evitar cores e números: vermelho; 1, 3 e 9.

E já que estou na China, tento seguir as principais tradições (não custa nada né!? Vai que traz muita boa sorte no novo ano lunar…). E você, segue ou seguiria essas tradições chinesas?