19 junho, 2017
Intercâmbio na Austrália | Estudando Inglês em Sydney
Austrália, DICAS, VIAGENS

Desde novinha tenho o desejo de morar fora do país. O destino acabou me trazendo para a China, mas até então minha primeira opção era a Austrália. Quem nunca ouviu falar de um amigo ou amigo de amigo que largou um bom emprego no Brasil para estudar e tentar a vida na terra dos cangurus?! Acredito que esse destino seja tão popular entre os brasileiros em função das praias, das belas paisagens e do lifestyle australiano e também pelo clima e pela cultura serem consideravelmente semelhantes aos do Brasil. Além disso, a Austrália tem alguns bons plus que são a segurança, a qualidade de vida e a infraestrutura.

Desde que vim morar na China, meu conhecimento de inglês melhorou consideravelmente. Mesmo que no dia a dia a gente mal se depara com chineses que saibam falar o idioma, a convivência com estrangeiros e o fato de assistir programas de TV e notícias em inglês não deixam de ser ótimos meios para improvisar. No fim das contas, a gente acaba aprendendo através do listening. O lado negativo é que deixamos a gramática um pouco de lado e ficamos sujeitos a cometer vários erros gramaticais. Pensando assim, decidi que era hora de desenterrar aquela vontade que vinha desde os meus tempos de adolescente e me dedicar a um curso de inglês num dos países onde a educação é considerada de excelência.

Como esse era um desejo meu desde que eu tinha, sei lá, uns 16/17 anos, eu achava que fazer intercâmbio na Austrália fosse coisa de garotada super jovem, recém saídos da escola, sabe?! Mas para minha surpresa, a média de idade dos alunos da escola onde estudei é de 25 a 35 anos. Tem alguns alunos de 40 e conheci até uns estudantes na faixa dos 50, o que eu achei muito legal, afinal, nunca é tarde para pararmos de estudar.

SYDNEY intercambio ingles Harbour Bridge Opera House

• O PRIMEIRO PASSO

Na minha opinião, a primeira coisa a fazer é entrar em contato com uma agência de intercâmbio, de preferência, já com a cidade da Austrália que você gostaria de morar em mente. Paralelamente, sugiro pesquisar as opções de escolas de idiomas presentes nessa cidade para já ter uma ideia de quais te agradam mais. No caso das principais cidades da Austrália, como Sydney, Canberra, Melbourne, Gold Coast e Brisbane, há diveeeersas opções de escolas.

Fazer todos os trâmites iniciais através de uma agência de intercâmbio é fundamental, pois eles te fornecem sugestões de escolas e orçamentos, ajudam com o visto, orientam quanto aos esquemas da viagem e acomodações e podem te dar suporte caso você precisar, quando estiver lá do outro lado do mundo. E o valor que você paga de taxa para a agência é muito pequeno se comparado com o tempo e com as preocupações que você deixa de gastar e ter.

Mesmo morando na China, eu fiz tudo através da Australian Centre, uma agência de intercâmbio do Brasil. Não tenho o que reclamar deles, pois sempre foram prestativos e respondiam os emails com agilidade. Mas deixo como sugestão outras opções de escolas de intercâmbio no Brasil que são especializadas em levar estudantes para a Austrália e também Nova Zelândia, tais como: Hello Austrália; World Study e; Ozzy Study Brazil.

Outra dica legal é que várias escolas de idiomas tem sede em mais de uma cidade australiana. Geralmente o aluno pode começar estudando em uma cidade e continuar o curso na mesma escola, porem em local diferente e assim experienciar o estilo de vida em diferentes lugares da Austrália.

• VISTO

duas opções de vistos mais comuns nesse caso: o de turista e o de estudante.

Com o visto de turista, que tem duração de um ano e é de múltiplas entradas, é possível estudar durante três meses na Austrália. Depois, você deve sair do país, mas quando retornar, pode voltar aos estudos por mais três meses. Mas claro que nesse caso, seria melhor ter logo um visto de estudante. Além disso, o visto de estudante permite que você trabalhe por até 20 horas por semana. A grande maioria dos brasileiros que vai para a Austrália com o objetivo de ficar por mais tempo, solicita o visto de estudante.

Como meu curso seria de curta duração (optei por seis semanas), tirei o visto de turista. Meu visto, particularmente, demorou mais que o normal para ficar pronto, já que sou uma brasileira que reside na China, então tive que providenciar mais documentos que o “geralmente necessário”. Segundo a agência me informou, o visto de turista demora em torno de três semanas para ficar pronto, enquanto que o de estudante pode demorar de um a três meses. Mais informações quanto aos tipos de visto e valores, a agência de intercâmbio é a mais indicada para te orientar.

• O CURSO

Bom, a Australian Centre me passou sugestão e orçamento de cinco escolas de intercâmbio em Sydney (Langports, Greenwich, Kaplan, Embassy e ILSC) mas desde o início eu estava inclinada a me inscrever na Langports Language College, que tinha sido indicação de uma amiga e também por ser bem rankeada entre as escolas de idiomas do país. Dois dos pontos que mais me agradaram na Langports foi a metodologia de ensino e o fato de você pode começar o curso de inglês geral em qualquer segunda feira do ano (que na verdade também ocorre em outras escolas de inglês do país).

A Langports oferece todos estes cursos de inglês, sendo o UFO (referente ao General English) o mais procurado, além do IELTS e Cambridge. No caso do UFO, o aluno terá diferentes classes para cada skill – writing, listening, reading e speaking e poderá estar em um nível diferente em cada habilidade. Por exemplo, o aluno que sabe ler inglês melhor do que falar, ficará em um nível mais alto na classe de Reading do que na de Speaking. Compreende? Os níveis vão do 1 ao 6, sendo que o 1 é para iniciantes e 6 é o avançado.

No primeiro dia, é feito um teste de nivelamento referente a cada uma dessas skills. Portanto, são quatro testes diferentes no total. Os resultados são avaliados pelos professores e o aluno é direcionado ao nível de acordo com o seu conhecimento.

A primeira semana de aula costuma ser a semana de teste, para ver se o aluno se adapta ao nível de ensino, se estiver muito fácil pode passar para um nível acima ou mudar para um nível anterior, caso tenha dificuldades. No meu caso, comecei no nível 4 do UFO (General English) e logo mudei para o nível 5 . Geralmente, o tempo de permanência em cada nível é de oito a dez semanas, até passar para o nível superior. No meu caso, como sou o tipo de aluna nerd, que vai para estudar e aprender mesmo (afinal é o meu dinheiro e meu conhecimento que está em jogo) depois de três semanas no nível 5, mudei para o curso de Cambridge, com a permissão do meu professor, claro. Os cursos de Cambridge e IELTS são turmas fechadas, o professor é sempre o mesmo e a metodologia é um pouco diferente (não tem classes de habilidades específicas como acontece no General English). No de Cambridge ainda há bastante revisão de conteúdo, já o IELTS é mais focado nas técnicas para se fazer um bom exame, portanto indico apenas para quem quiser prestar o exame do IELST e claro, já tem um bom nível de inglês.

Na parte da tarde tem as chamadas Optional Classes, em que o aluno pode escolher a aula que irá participar de acordo com o assunto. Eu fiz aulas de Conversation, Business and Administration e Optional for IELTS. E para quem não cansou de estudar, ainda tem os Workshops. O mais popular entre os alunos é, com certeza, o de Aussie English and Slangs, em que o professor ensina gírias e expressões usadas pelos Australianos.

Sobre a Langports: a sede de Sydney tem boa infraestrutura e localização. Os professores são super gente boa. Ensinam, mas não cobram muito dos alunos. Não surpreendente, a maioria dos alunos são brasileiros, o que é um problema para quem vai lá para aprender inglês, porque querendo ou não, da porta pra fora, as conversas acabam sendo em português.

Quanto ao tempo de estudodepende muito do objetivo de cada um e do budget também. Eu fiquei apenas seis semanas, mas há muitos alunos que estudam quatro, seis, oito meses… Tem alunos que chegam lá sem falar nada de inglês e saem já sabendo desenvolver uma conversa inteligente com nativos da língua.

Australia Intercambio ingles SYDNEY

• TRABALHO

A grande maioria dos brasileiros que vai para a Austrália estudar, também trabalha. Afinal, se manter em uma cidade com altos custos de vida como Sydney, por exemplo, não é fácil. O que muitos não sabem é que, provavelmente, nossa experiência no Brasil não conta pontos na hora de arranjar um bom trabalho no país. A grande maioria faz trabalho braçal ou labor work. Começa como faxineira, garçom, ajudante de cozinha, ajudante de pedreiro, controlador de trafego, barista, etc… Dizem que os trabalhos braçais que mais pagam bem são como babá e controlador de trafego, que paga de 25 a 30 AUD por hora. Ambos exigem curso preparatório que é feito na Austrália mesmo, basta se informar com a sua agência de intercâmbio. Vale ressaltar que é bem comum montar um currículo diferente para cada tipo de vaga a qual você se candidatar. Ou seja, um currículo para a vaga de garçom, outro para a vaga de controlador de trafego…

• ACOMODAÇÃO

Viver na Austrália, especialmente em Sydney, não é barato… mas há solução para driblar os preços altos. Minha sugestão é viajar para o país já com a acomodação reservada para os primeiros 10, 15 dias. E de lá pesquisar uma moradia para passar o resto da sua estadia. Por que aí você já estará familiarizado com a cidade e provavelmente terá dicas valiosas de amigos e colegas que já moram mais tempo pela área.

Na Austrália é suuuper comum as pessoas dividirem casa (e até quartos), muitas vezes com roomies que mal conhecem. Então não é nada de se estranhar quando seu amigo brasileiro contar que divide o teto com um australiano, um asiático, um europeu, ou seja lá quais nacionalidades, que acabou de conhecer. Diversidade cultural bem interessante, não?! Os Aussies usam, especialmente, dois sites para anunciar moradias ou arranjar roommates: o Flatmates.com.au e o Gumtree.com.au.

Em ambos você cria um perfil gratuitamente e pode procurar por acomodações compartilhadas ou colegas para compartilhar uma acomodação. No Flatmates é preciso fazer o upgrade e pagar um taxa caso queira enviar mensagem para os perfis fechados (aqueles que só aceitam mensagem de quem tem conta paga) ou ver o contato de alguém. O Gumtree até onde eu sei é gratuito e ainda tem oferta de empregos.

Outra opção é pesquisar através de grupos fechados no Facebook, como o Brasileiros em Sydney.

As acomodações em Sydney ficam em tordo de AUD 150 a AUD 650, mas o valor varia muito de acordo com a localização e o tipo de quarto. A média costuma ser de 300 a 350 AUD para quarto privativo com banheiro compartilhado.

Nas minhas duas ultimas semanas em Sydney, aluguei um quarto na casa de um local que achei pelo AirBnb e também pelo Flatmates. Foi a primeira vez que fiquei na casa de um desconhecido, mas o dono era tão de boa, que me senti em casa e adorei a experiência.

E por fim, qual foi meu aprendizado com essa experiência? 

A melhor possível. Sydney é uma cidade incrível para visitar e para morar. As pessoas são educadas, bem receptivas, tudo funciona, a infraestrutura é ótima, o transporte público te leva para qualquer canto da cidade e todo lugar é seguro. Isso sem falar do clima ameno, da beleza das praias, dos inúmeros parques arborizados e das incontáveis opções de cafés, restaurantes e bares. Para mim, o lifestyle do australiano é demais! Conheci lugares incríveis e pessoas do mundo inteiro, reencontrei amigos que não via a anos (como disse, muitos brasileiros em Sydney) e fiz boas amizades que pretendo levar para a vida. 

Quanto aos estudos, meu curso durou apenas seis semanas, pois como disse anteriormente, meu objetivo principal era revisar a gramática. E posso dizer que valeu a pena. Improvisei meu conhecimento, corrigi erros gramaticais que eu nem sabia que cometia e voltei para a China muito mais confiante com meu inglês. 

Australia Sydney cenario praia

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SaveMe!
18 janeiro, 2017
Cingapura | Cultura e atrações turísticas
VIAGENS

Moderna, cosmopolita, multifacetada e multicultural. Esses são os principais adjetivos que definem a Lyon City, como é conhecida. Desde que me mudei para a China tinha muita vontade de conhecer Cingapura. Meu marido, que já esteve diversas vezes na cidade, sempre dizia que eu ia adorar. Ah, e não é que ele me conhece tão bem… para ser sincera, não há como não se encantar por um lugar onde tudo é bonito, bem cuidado e onde tudo funciona.

Cingapura Marina Bay Singapore flyer

A cidade-estado situado no sudeste da Ásia, definitivamente é um lugar onde há muito para se ver e para se fazer. Cingapura, talvez seja o país onde mais veremos culturas diferentes vivendo lado a lado. Para falar a verdade, a mistura de culturas e religiões foi o que mais me chamou atenção: ocidentais, chineses, indianos, árabes, malasianos e praticantes do islamismo. Cingapura é um país tropical e faz calor o ano inteiro. Por isso, é curioso ver boa parte da população com looks bem despojados como regata e short, outra parte vestindo sari (a vestimenta indiana) e uma terceira parte muçulmana, com mulheres usando roupas longas e véu ocultando o cabelo e o colo ou vestindo a burca que deixa apenas os olhos a mostra. Gente do mundo todo e cada um com suas crenças e tipos de vestimentas convivendo em harmonia e com respeito as tradições.

Dizem que cerca de 75% da população de Cingapura é chinesa e por isso, qualquer dos quatros cantos da cidade que você visite – seja hotel, restaurantes, lojas, parques… – você irá se deparar com os locais conversando em mandarim. A parte boa é que esses chineses também falam inglês. Isso porque, Cingapura foi fundada como colônia britânica em 1819 e o inglês se tornou o idioma principal. Muitos aspectos de Cingapura se assemelham à cultura ocidental. Caminhando pelas ruas da cidade, muitas vezes me esquecia que estava na Ásia e por isso, considero Cingapura um dos países asiáticos onde um brasileiro pode sofrer o menor dos choques culturais. E como todos falam inglês, raramente algum turista entrará em apuros por causa do idioma. Com certeza, é um bom destino para se começar uma aventura pela Ásia.

Desde que se tornou independente da Malásia, em 1965, Cingapura tornou-se um dos países mais prósperos e desenvolvidos e possui o porto mais movimentado do mundo. Estradas amplas e bem cuidadas, ruas limpas, transporte público moderno e acessível, segurança, educação de qualidade, arquitetura moderna, parques arborizados e uma grande variedade de atrações, bons restaurantes e vida noturna faz da cidade do Leão um dos destinos mais procurados da Ásia. E faz qualquer turista se encantar e ter vontade de se mudar pra lá na hora (eu não teria dúvidas)! Para não dizer que é o lugar perfeito, tem um único probleminha: o alto custo de vida.

Se você pretende aproveitar o lado bom que Cingapura oferece, prepare-se para gastar bem alguns S$ Singapore dollars. Mas vale a pena, pois é uma cidade-estado única. Além de sentir o clima e a mistura de culturas desse país surpreendente, segue abaixo algumas atrações imperdíveis:

Marina Bay

A região onde fica o famoso lago de Cingapura, recebe esse nome por causa do icônico Marina Bay Sands. O Marina Bay Sands é um complexo que funciona como hotel, shopping center, cassino, museu e centro de convenções e tem entretenimento para a família toda. Aquele mesmo com o topo em formato de barco e onde fica a famosa piscina de borda infinita, uma das mais altas do mundo.

Marina Bay hotel Singapore flyer roda gigante cingapura

Marina Bay sand hotel piscina borda infinita infinity pool

Ficamos hospedados alguns dias nesse hotel e além da piscina (que só é aberta para hóspedes), o que mais gostei foi a diversidade de restaurantes de chefs renomados. Muitas opções excelentes, inclusive o Bread Street Kitchen, com menu assinado pelo Gordon Ramsay, do Master Chef USA. Ou seja, só come mal quem quer… E para quem gosta de jogar, não pode deixar de ir no Cassino, situado no térreo.

Gardens By the Bay

Anexado ao Marina Bay Sands, o eco-parque de 101 hectares é um dos highlights imperdíveis de Cingapura. O jardim abriga dois enormes conservatórios, diversas árvores gigantes chamadas de Super Trees, entre outras atrações. Durante o dia o cenário é lindo, mas a noite as Super Trees se iluminam e num jogo de cores e luzes, se tornam coloridas e mudam de cores constantemente. É praticamente um show aos olhos dos visitantes.

Gardens By The Bay jardim cingapura

Gardens by the Bay Cingapura luzes coloridas

A entrada no jardim é gratuita, mas para entrar nos observatórios ou subir até a OBCB Skyway, uma passarela de pedestres que fica entre as Super Trees, é preciso pagar uma taxa. Mais informações e valores no site do Gardens By the Bay.

Singapore Flyer

Uma das principais atrações da cidade-estado é considerada a maior roda gigante do mundo. São 30 metros a mais de altura se comparada a London Eye. A Singapore Flyer foi construída de acordo com os princípios do Feng Shui e oferece uma vista panorâmica de boa parte da cidade. Além de ser um bom passeio e uma aventura para quem tem medo de altura, a Singapore Flyer contribui para deixar o skyline da cidade ainda mais mágico.

Merlion Park

O parque fica a beira do lago e é casa da estátua símbolo de Cingapura, o Merlion. Uma figura mitológica que tem cabeça de leão e corpo de peixe e quase 9 metros de altura. O leão, Singa, representa o animal avistado na região pelos primeiros imigrantes. Já o peixe remete ao tempo histórico em que Cingapura era conhecida como cidade marítima. O nome é dado devido a junção das palavras em inglês “marmeid” e “lion”. É um passeio legal para fazer durante o dia ou no fim da tarde, quando os prédios em torno do Marina Bay começam a se iluminar.

Merlion Marina Bay Singapire cingapura

Merlion park fonte leão cingapura

Cavenagh Bridge

Ainda que não seja uma das atrações tão imperdíveis assim, a imponente ponte datada de 1868 é bem interessante. Sua construção começou em 1858 e foi finalizada em 1867. Aproveitamos o passeio para tomar um delicioso café no The Fullerton, um dos hotéis mais antigos e tradicionais de Cingapura e que tem vista para a ponte. Próximo da ponte há várias esculturas de bronze retratando cenas da era colonial que valem uma olhada e alguns cliques.

Cavenagh bridge The Fullerton hotel cingapura

The Fullerton hotel cafe Cavenagh bridge cingapura

Marina Bay estatua de bronze cingapura

Clark Quay e Boat Quay

O histórico cais as margens do rio de Cingapura teve seus prédios reformados na década de 90 e hoje é uma famosa área de entretenimento para adultos. Com certeza a região mais indicada para quem curte vida noturna agitada ou procura um bom lugar para jantar. São inúmeros bares e restaurantes especializados na culinária do mundo inteiro: tailandesa, chinesa, japonesa, vietnamita, indiana, italiana, francesa, alemã, turca, americana, mexicana… só para citar algumas que me recordo de ter visto. A região do Riversides começa a ficar mais agitada no cair da noite, onde as pessoas saem em busca de um bar para reunir os amigos e aproveitar o happy hour. Na madrugada, a balada Zouk é uma das mais famosinhas da região.

O Clark Quay é boa parte a céu aberto, mas existem refrigeradores de ar gigantes por toda parte (lembrando que Cingapura é sempre quente) e os restaurantes que ficam na beira do rio oferecem uma vista linda. Especialmente a noite, quando as luzes ao redor estão acesas. E mais uma dica, o lugar é bem despojado, por isso, nada de looks muito elaborados e mulherada, podem dar prioridade às flats e rasteirinhas. O salto alto não combina muito com o ambiente.

Clark Quay restaurants bars rio cingapura

Um passeio que parece bacana é fazer o cruzeiro pelo Singapore. O pequeno barco sai do cais e os tickets podem ser comprados ali mesmo.

Bairros étnicos (Chinatown, Little India e Arab Quarter)

É claro que uma cidade tão multicultural como Cingapura teria comunidades formadas por povos de mesma etnia. A visita a cada um dos bairros é muito interessante, cada um com suas particularidades e evidências do modo de vida de cada povo. O Chinatown é o maior dos três bairros culturais, claro, já que grande parte da população de Cingapura é chinesa. O Little India tem alguns templos hindus bem interessantes e bastante frequentados pelos indianos locais e ainda um dos maiores mercados de Cingapura, o Mustafa Center. Já o bairro árabe é o menor deles, mas o que mais me surpreendeu positivamente. Há algumas mesquitas e uma das ruas mais modernas e descoladas da cidade. Estou preparando um post com mais detalhes sobre os três bairros culturais.

Praias

Cingapura é tão eclética que tem até praia, que ficam situadas na ilha de Sentosa, cerca de 20 min de carro do Marina Bay. No total, Sentosa conta com sete praias, todas construídas por trabalhadores, com areia trazida de países como Malásia e Indonésia. Mas são três praias principais e que talvez mais valem a visita: Palawan Beach, Tanjong Beach e Siloso Beach, sendo esta última a mais agitada. Há vários bares na beira da praia e alguns beach clubs. Embora as praias sejam artificiais, é notável o esforço e o trabalho tido para deixar o ambiente tão natural e relaxante. Na minha opinião, vale a pena a visita.

Siloso beach style praia sentosa singapura

Beach club siloso praia sentosa singapura

Importante avisar que é preciso pagar uma taxa para entrar na ilha de Sentosa e o valor varia de acordo com o horário de entrada e o tempo que pretende permanecer na ilha. A taxa é isenta para quem ficar hospedado em Sentosa. Para chegar lá use táxi ou metro.

Universal Studios e Resort World Sentosa

Também na ilha de Sentosa, o Resort World Sentosa é um complexo de parques, hotéis e restaurantes bem semelhante aos de Orlando. Além do Universal Studios, que tem ótimas montanhas russas e outras atrações divertidas para adultos (destaque para o 3D dos Transformers e para as montanhas-russa Cylon e a da Múmia) e também para crianças, o complexo conta com um dos melhores aquários do mundo, o S.E.A Aquarium (realmente incrível e rico em espécies marinhas, inclusive tubarões) e ainda o Adventure Cove Waterpark, um parque aquático, onde é possível nadar com os golfinhos (desembolsando alguns bons trocados a mais). Mas é uma experiência muito legal.

Montanha russa cylon universal studios cingapura

sea aquarium peixe tubarao cingapura

Ficamos hospedados alguns dias em um dos hotéis do Resort, o Hotel Michael, e realmente parecia que estávamos em um parque americano. Através do Booking, pegamos um pacote que inclui duas diárias no hotel e dois ingressos para cada uma das atrações do resort, no total, seis ingressos. Todos os parques temáticos ficam a apenas 5 minutos de caminhada dos hotéis do complexo, que ainda conta com estabelecimentos como Starbucks, Dunkin Donuts e Hard Rock Café. Outra opção é se hospedar no Hard Rock Hotel.

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Dá para se ter uma boa ideia do tanto de atrações que tem em Cingapura, não é?! Isso que nem citei alguns museus, como o National Museum ou o ArtScience Museum e nem os prédios históricos, como o Esplanade Theatre (um dos principais), pois foram atrações que não tive tempo de conhecer pessoalmente. Anota aí: duas outras atrações super populares em Cingapura são ainda o Zoológico e o Night Safari, que podem ser interessantes para você turista, mas que eu tive que deixar para uma próxima visita à cidade. Também não posso esquecer de falar da Orchard Road, uma das maiores ruas de compras do mundo. São centenas de lojas lado a lado, com certeza a melhor região de compras da cidade.

Viu só, é tanta atração que não acaba mais… Cingapura é o tipo de cidade que é preciso de 4 a 5 dias para conhecer o que há de mais interessante, mas ainda assim, se tiver condições de ficar 10, 15 dias.. sempre terá novidades para desvendar.

E a pergunta que muitos fazem: quando ir? Como na Ásia muitos países passam pela temporada de seca e a de chuva, é sempre bom prestar atenção a época do ano que está preparando a viagem. Mas no caso de Cingapura, a cidade não tem essas temporadas muito definidas. Normalmente faz calor o ano inteiro e as pancadas de chuva caem no fim de tarde. Portanto, sempre é uma boa hora para visitar a cidade do leão :)

 

06 outubro, 2016
Cote d’Azur | De Nice à Monaco, contemplando as belezas de Villefranche, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail
Cote d'Azur, DICAS, Europa, VIAGENS

Viajar pela Riviera Francesa, além de encantador, pode ser bem prático, pois existem cidades lindas, uma coladinha na outra. São apenas 25km que separam Nice do Principado de Mônaco e entre ambos destinos, passamos por pequenos paraísos com belezas naturais imperdíveis: Villefranche, Cap Ferrat, Èze e Cap D’Ail. Esses nomes podem não soar tão conhecidos, mas na minha opinião, são o crème de la crème da Cote d’Azur (depois de St. Tropez, of course).

Saímos cedinho de Nice em direção à Monaco, já com o roteiro do dia montado. Como já comentei nesse post, fizemos toda a viagem com carro alugado, mas é possível chegar a essas cidades de trem ou ônibus. De carro, existem quatro possibilidades para chegar até Mônaco: a primeira (e a mais sem graça delas) é a A8, a auto estrada, que é indicada para quem quer evitar muito trânsito (especialmente na alta temporada). As outras três opções ficam por conta das Três Corniches, ou seja três estradas diferentes, com visuais pra lá de incríveis. A Basse Corniche (Corniche Baixa), como nome já diz, é a mais baixa e a que vai costeando o litoral. A Mayonne Corniche (Corniche do Meio) dizem ser a mais veloz das três e é a que nos leva até o vilarejo de Èze. A Grande Corniche (Corniche do Alto) fica a cerca de 50 metros de altura e de lá temos uma vista panorâmica de todas as corniches.

Saímos de Nice pelo Porto e pegamos a Basse Corniche até chegar a primeira parada: Villefranche-Sur-Mer. A vista da praia a partir dessa Corniche é sensacional. O dia estava ensolarado e o mar de um azul esverdeado inacreditável. Parecia uma pintura.

Villefranch sur mer Cote d'Azur Riviera Francesa França

Praia vista mar azul Villefranch riviera francesa Cote d'Azur

Deixamos o carro em um estacionamento e caminhamos uma longa descida em direção à vieille ville, o centro antigo. O centrinho é pequeno, formado por algumas ruelas, escadarias e casas coloridas com arquitetura de época, um charme só! Depois de passarmos por diversos cafés aconchegantes, restaurantes italianos e franceses, galerias de arte, pequenas lojas de lembranças e um mercado de rua, finalmente nos deparamos com o mar. A praia é ampla e mais aberta (comparada com as outras que conhecemos pelo caminho) e o mais curioso é que não é de pedras, como a de Nice. Na beira da praia há uma mistura de areia com pedrinhas bem pequenas. Você pode escolher entre estender sua canga na parte pública ou alugar uma cadeira e guarda-sol no único beach club da praia, o Déli Bo. O valor do aluguel é salgado, em torno de 20 euros por casal, mas com o sol torrando do jeito que estava, não tivemos outra opção. O lugar é bem aconchegante, com música lounge de fundo e cadeiras de praia bem confortáveis. Almoçamos por ali, de cara para o mar de águas cristalinas e depois de um banho de mar, partimos para a próxima parada. Gostaria de ter ficado mais, mas tínhamos muito o que conhecer ainda.

Villefranche centro cidade arquitetura lojas

Centro Villefranch charmoso beira mar

Villefranche Cote d'Azur centrinho

Villefranche beach Club Deli Bo. ceviche

Voltamos a Basse Corniche em direção a Saint-Jean Cap-Ferrat, uma pequena península. O principal ponto turístico da cidade é o Villa Ephrussi, o palacete construído na Belle Epoque, que já foi casa de Béatrice Ephrussi de Rothschild e hoje funciona como museu. O destaque fica por conta dos nove lindos jardins da propriedade. Nove!!

Como o dia estava maravilhoso, passamos pelo centro da cidade – também super charmoso, cheia de ruas estreitas, com cafés aconchegantes e arquitetura característica da região – e fomos direto para a praia. Há quatro praias em Cap-Ferrat, a mais famosa delas é a Plage Paloma. A praia não é muito grande, é de pedras e o mar é calmo. Vale a visita.

Plage Paloma Praia Cap Ferrat Nice Cote d'Azur

Do ladinho da Plage Paloma descobrimos a Plage Fossettes, ainda menor e, praticamente, deserta. Muito linda!

Plage Fossettes Cap Ferrat praia Nice Cote d'Azur Frances

Voltamos alguns km em direção a Nice, para pegar a Mayonne Corniche, que nos levaria a Èze. No meio do caminho, é impossível não parar o carro e admirar a vista.

Bayonne Corniche vista mercedes conversivel

Èze é uma pequena aldeia formada por rochas, onde a atração principal é o vilarejo medieval, que esconde casas de pedras, pequenos cafés e restaurantes, galerias de arte e lojas de souvenirs, entre suas estreitas e sinuosas ruas. Além de ruínas de um castelo e uma igreja antiga. O vilarejo fica no alto e o caminho para chegar até lá é uma subida longa e, devo dizer, cansativa. Mas vale totalmente a visita! Me senti em outra época andando pelas ruelas antigas do vilarejo. É um passeio muito diferente e agradável.

Eze vilarejo medieval lojas antigas galeria arte

Eze vilarejo ruas rochas look do dia HM

Eze Cote d'Azur colina igreja antiga

No topo da colina fica o Jardin Exotique d’Èze (não esqueça de fazer biquinho para falar como os franceses rsrs), um jardim com plantas exóticas, que está situado a mais de 500 metros de altura do nível do mar. Há plantas diferentes das mais variadas partes do mundo: América do Sul, México, Estados Unidos, Texas, Madagascar… Mas o que mais chama a atenção no jardim é a vista. Lá do alto podemos avistar as águas cristalinas do mar mediterrâneo. Se você já chegou lá em cima perdendo o fôlego depois de subir tantos degraus, prepare-se para perder mais ainda.  A entrada custa 4 euros por pessoa.

Jardim exótico plantas Eze Nice Cote d'Azur

Jardim exótico Eze topo colina vista praia

As lojinhas de Èze são tão fofas e convidativas, que aproveitamos para comprar nossas lembranças da Cote d’Azur por ali mesmo. Saindo do jardim, damos de cara com um café que vende os melhores azeites trufados da terra, produzidos em Nice e da marca A L’Olivier, fundada em 1822. Ainda trouxemos para casa as famosas ervas finas de Provence, os cheirosos sabonetes Savon de Marseille (sabão de Marselha) e alguns quadrinhos com imagens das belezas naturais da região.

De volta à Basse Mayonne, faltava só mais uma parada até chegar a Mônaco: Cap D’Ail. Outra cidade pequenininha, passamos pelo centrinho e fomos a caminho da praia mais conhecida, a Plage Mala. A praia é de difícil acesso, por isso, dizem não ser tão turística. Depois de encontrar uma vaga para estacionar o carro, é preciso descer uma longa escadaria para chegar até a areia – quero dizer, pedras – e claro, subir tudo de novo na volta. Mas o visual… o visual é de cinema mesmo!

Plage Mala Nice Cap Dail Cote d'Azur

Fim de tarde, enfim, chegamos em Mônaco. A segunda menor cidade-Estado do mundo respira riqueza. É chic… muito chic! Conhecemos o Porto de Monte Carlo e então fizemos o que muitos homens sonham – dirigimos pelo circuito do Grande Prêmio de Fórmula 1, nas ruas de Mônaco. Depois, estacionamos o carro e fomos passear no centro da cidade. Não dá para negar que o palácio do Grand Casino é o que mais chama a atenção. Uma construção imponente e linda, digno de realeza. Em frente ao palácio, a mais famosa curva do GP de Fórmula 1.

Além disso, reparei nos belos e bem cuidados jardins da Place du Casino e babei na vitrine das lojas de grife, todas com a mesma arquitetura, moderna e com um toque futurista. Um happy hour no famoso Café Paris fechou o dia com chave de ouro!

Monaco palacio riqueza ferrari

lojas de grifes Dior Monaco look do dia Zara

Conhecemos pouco de Mônaco, mas o suficiente para ver que além da ostentação, das lojas de luxo e dos desfiles de Ferraris, Lamborghinis e outros carrões importados, é um lugar de beleza e cuidados exuberantes e ideal para um passeio agradável.

Voltamos à Nice pela Grand Corniche, já era noite, escuro e não deu para ver muito da vista. Montei o roteiro de carro com base neste post do blog Viaje na Viagem. Ao longo do dia fomos alterando alguns caminhos, de acordo com o GPS. Aliás, GPS é item essencial caso você queira desvendar a Cote d’Azur de carro.

Para mim, esses foram os highlights da Riviera Francesa. Amei cada cantinho que visitamos, me encantei com as belezas naturais, com as praias, com o charme das pequenas cidades, com a arquitetura. O dia mais inesquecível dessa trip, com certeza!

 

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06 abril, 2016
El Nido | O paraíso na ilha de Palawan – Praias, paisagens e estilo de vida
Filipinas, VIAGENS

Para mim El Nido é um dos lugares mais lindos do mundo! Da vida! Tá bom, admito que em quase todas as viagens que fiz pela Ásia nesses últimos anos, voltei falando isso. Aconteceu com Bali e mais recentemente com a Tailândia. A verdade é que depois de conhecer Railay e Koh Phi Phi, pensei que não iria me surpreender tanto com as praias das Filipinas. Mas acontece que quando conheci ao vivo e a cores as praias escondidas e as lagoas de cor azul turquesa do arquipélago de Bacuit, me apaixonei completamente.

El Nido Palawan Filipinas.001

A pequena vila de pescadores no norte da ilha de Palawan é o ponto de partida para explorar as 45 ilhas que formam o arquipélago de El Nido. Apesar de ser um dos destinos preferidos dos turistas que vão às Filipinas, é um paraíso ainda pouco explorado. Por isso, El Nido ainda mantêm as características de uma vila de pescadores, com construções humildes e moradores que parecem levar uma vida tão tranquila e não se incomodar com a presença de turistas. Um lugar onde a eletricidade e os caixas eletrônicos são artigos de luxo. Wi-fi? Esqueça! Os hotéis tem geradores para dar conta da luz, mas sinal de internet somente se o 3G do seu SIM card filipino funcionar (eu comprei um no aeroporto por USD 20). Assim que cheguei em El Nido e me dei conta da situação do lugar, meu primeiro pensamento foi: como um destino já tão turístico não tem uma infraestrutura adequada para receber os visitantes?

Mas a magia do lugar é exatamente essa. Mesmo com tantos turistas, El Nido consegue manter sua personalidade e estilo de vida. Grandes redes de hotéis e resorts ainda não se estabeleceram por aqui, o que evita aquela multidão de turistas que estamos acostumados a ver nas praias mais famosas da Tailândia e de Bali, por exemplo. Algumas já bem poluídas, infelizmente. Como comentei no post anterior, o acesso a El Nido é um pouco trabalhoso e esse é, provavelmente, um dos fatores que contribuem para que seja um destino turístico tão incomum (saiba como chegar nesse post). Em El Nido, raramente vemos carros. O meio de transporte é o triciclo, que nada mais é do uma moto com uma caçamba acoplada na lateral, ou a motocicleta (nós alugamos uma, claro, para explorar a região).

Mas por suas belezas naturais, El Nido é considerado um dos lugares mais bonitos do mundo e já foi nomeado, por dois anos seguidos, como a ilha mais bonita do mundo, pela revista Condé Nast Traveler. Mas o que esse arquipélago tem de tão especial?

As praias de El Nido são lindas. Logo que chegamos ao vilarejo, vindo de Puerto Princesa, é possível avistar do alto a praia de Marimegmeg, para mim, a mais bonita da vila. Ela é mais conhecida como Las Cabañas Beach, pois é onde fica o Las Cabañas Resort. Pela manhã a maré é baixa, o que prejudica um pouco a beleza do lugar. Mesmo assim, já é possível ver a cor d’água, mar cristalino, lindo. Mas perto do meio dia a maré começa a subir e a praia começa a encher. Mas não lota, apenas notei que o movimento estava maior. Há alguns bares na beira da praia que dispõe de mesas e cadeiras. E que também tocam um som ambiente agradável, pop, reggae ou qualquer outro ritmo que combine com o clima da praia. Se você quiser calmaria total, pode ir caminhando para Dolarog Beach que fica a esquerda da ponta de Las Cabañas, é quase deserta. Ou você pode se aventurar na tirolesa, o Zipline Adventure fica na beira da praia mesmo. Las Cabañas parece ser o point da vila de El Nido e passamos uma tarde deliciosa por lá. Na saída da praia, diversos “táxis” estacionados esperando os turistas. Lembrando que os táxis de El Nido são os triciclos, cada um pintado a sua maneira, muito curioso.

Vista praia Marimegmeg Las Cabañas El Nido tirolesa
Vista da praia de Las Cabañas e a tirolesa ao fundo

Las Cabañas marimegmeg beach El Nido Palawan

 

Eu e Dolarog
Eu e Dolarog

triciclos tuk tuk el nido palawan

Próximo de Las Cabañas fica Corong Corong, uma praia bem menos movimentada, mas com um pôr do sol tão lindo quanto a anterior. O bar-restaurante mais descolado de El Nido fica na beira da praia, o La Plage Sunset Bar & Restaurant. Não deixe de ir curtir o fim de tarde por lá.

Corong corong por do sol bar restaurante beira praia El Nido Palawan

A praia central fica bem pertinho da rua principal do centro de El Nido, apenas separada por ruelas de poucos metros. A maioria dos hotéis, guesthouses e outras hospedagens da vila ficam nessa região. A rua principal tem alguns poucos restaurantes, cafés e bares, agências de turismo, lojas de mergulho e casas de massagem. Tudo muito simples. Confesso que nem me recordo o nome da praia central, pois ela não é muito turística, ninguém vai para nadar ou pegar praia. Serve mais como “estacionamento” para os barcos que fazem os passeios turísticos.

Praia centro El Nido barcos passeio turismo Palawan Filipinas

Quando perguntei aos locais qual seria a melhor praia da vila, todos me falaram que eu deveria conhecer Nacpan Beach. A praia fica longe do centrinho, a mais de meia hora de moto ou triciclo. Eu não sei se parei no lado errado da praia, mas não a achei tão linda quanto Las Cabañas. Mas é bonita, cheia de coqueiros e bem mais tranquila. Se tiver tempo, vale a pena conhecer.

Nacpan beach praia coqueiros El Nido Palawan

Mas nenhuma praia da vila, nada, se compara a beleza das demais ilhas e praias espalhadas pela Baía de Bacuit. São cenários de outro mundo, tão lindos que fica até difícil achar adjetivos adequados para descrevê-los.

Chegamos nessas ilhas através de passeios de barco denominados Tours A, B, C e D. Eu pretendia falar dos tours nest post, mas é um assunto tão especial e tenho tantas dicas boas que decidi que vale um post exclusivo só para falar dos tours e das minhas maiores aventuras por El Nido! Fica para o post de amanhã, prometo…

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Além das paisagens estonteantes e das belezas naturais inenarráveis outro fator contribuiu para eu me apaixonar por El Nido: o povo.

Filipinos povo feliz El Nido ilha Palawan

No caminho percorrido de Puerto Princesa até El Nido já sofri um choque. As pessoas moram no meio do mato, no meio do nada, em pequenas casas feitas de bambu e palha. E quando chegamos em El Nido, a coisa não muda de figura. Surpreendentemente, o estilo das casas são iguais. As vezes víamos um família inteira, de cinco, seis ou sete pessoas morando em uma casa que aparentava ter, no máximo, dois pequenos cômodos. E mesmo no meio de tanta pobreza, o povo parecia ser muito feliz. Pobres, na verdade, só em condições financeiras. Mas ricos em espiritualidade e boas energias. Fomos muito bem tratados por todos os filipinos que conhecemos pelo caminho, sem exceção. Sempre sorrindo, amigáveis, dispostos a ajudar, sem querer tirar vantagem dos turistas (o que costuma acontecer muito em destinos turísticos). Fiquei muito comovida e encantada com o povo de lá. Pessoas simples e humildes, mas que parecem ter um coração enorme.

Corong Corong beach casas locais filipinas
Casas de palha na beira da praia de Corong Corong
Vida filipinos El Nido Palawan
Cozinha de uma das casas que conheci. E a galinha na porta?!
Por fim, espero ter conseguido passar um pouquinho da vibe desse paraíso. Se você também se encantou por El Nido, espere para ler o post sobre os tours por Bacuit Bay no próximo post. Essas ilhotas são as responsáveis pela fama de El Nido ser um dos lugares mais lindos do mundo…
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05 abril, 2016
Filipinas | Roteiro de viagem, ilhas e praias paradisíacas
Filipinas
Dica de viagem Filipinas praias
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Se há uns três anos atrás me perguntassem sobre El Nido, eu nem saberia onde apontar no mapa. A verdade é que antes de vir para a China nunca tinha me passado pela cabeça viajar para a República das Filipinas, muito menos tinha ouvido falar sobre Palawan e Boracay, duas ilhas famosas do país. Mas graças a bate-papos descontraídos com amigos que também estão deste lado do mundo, descobri que as Filipinas era um país repleto de belezas naturais inacreditáveis, praias paradisíacas e paisagens de tirar o fôlego. Pronto, o destino foi para o topo da lista das minhas próximas viagens. Conversando com uma amiga filipina que mora na China, ela me recomendou: quando viajar às Filipinas pela primeira vez, vá para Boracay e Palawan.
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Sugestão dada, é sugestão aceita. É claro que nas Filipinas há outros lugares tão lindos quanto estes para se conhecer, afinal estamos falando de um país com mais de sete mil ilhas!! Isso mesmo, Filipinas é um arquipélago formado por 7.107 ilhas, a grande maioria ainda inabitadas. Entre os destinos mais conhecidos ainda se destacam a ilha de Cebu, a capital Manila, as praias Puerto Galera e Roxas em Mindoro e outras ilhas menos conhecidas, como Bantayan.
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Desde o início estava decidida a ir para El Nido, uma vila de pescadores no no norte de Palawan, considerada um dos lugares mais lindos do mundo. Quando comecei a pesquisar mais sobre o destino, descobri Coron, também no norte de Palawan, mas há oito horas de barco de distância de El Nido. O passeio de barco que leva de El Nido a Coron (e vice-versa) parece tentador, pois o barco vai parando em vários spots no meio da caminho, o que é uma boa oportunidade para chegar a ilhas desertas e remotas e conhecer mais paisagens desse país tão maravilhoso. Infelizmente, não tinha tempo hábil para fazer ambos os destinos, já que eu não abria mão de ir à Boracay. Também fiquei um noite em Manila, mas conheci muito pouco de lá (apenas a região próxima do aeroporto), numa próxima vez, tentaria ficar umas duas noites, para conseguir passear com calma pela cidade.
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Em El Nido sugiro ficar de três a quatro dias. Na verdade, em El Nido mesmo não há muito o que fazer além de relaxar e curtir as belas praias. O mais legal são os passeios de barco pela Baía de Bacuit que partem da praia central de El Nido. Os tours A, B, C e D te levam para ilhas desertas (se você conseguir chegar antes que os demais turistas), praias escondidas, cavernas formadas no meio do oceano e lagoas de um azul turquesa inacreditável. Passeios realmente inesquecíveis!
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Las Cabanas praia El nido Palawan
Las Cabañas, uma das praias mais bonitas de El Nido
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Tour A El Nido Matinloc Shrie baia bacuit palawan
Vista da Baía de Bacuit de uma das ilhas inabitadas próxima de El Nido
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E como todo lugar com natureza bonita e bem preservada costuma ser de difícil acesso, para chegar em El Nido pode ser um pouco trabalhoso. Até tem aeroporto na região, mas sua estrutura é pequena e só comporta aviões pequenos, portanto os voos são restritos e caros. E costumam ser cancelados com frequencia, devido ao tempo (qualquer ventinho mais forte, o aviao já não consegue pousar). A maneira mais comum de chegar em El Nido é pegar um voo de Manila para Puerto Princesa, a capital de Palawan, e depois uma van para El Nido, que custa cerca de 700 pesos filipinos por pessoa. Não se preocupe em reservar van com antecedência. Assim que você sai da porta do aeroporto de Puerto Princesa já verá lojinhas e vendedores ambulantes oferecendo a viagem de van até El Nido. Mas é preciso ter paciência, pois a viagem dura em torno de 4 a 5 horas e van só sai depois que estiverem todos os assentos vendidos. No meu caso, tanto na ida quanto na volta de El Nido, fiquei uma hora dentro da van passando de hotel em hotel para arrecadar passageiros e só depois partimos para a viagem. A estrada, surpreendentemente, é bem boa. Não tem buracos, mas, infelizmente, também não tem acostamento. Na viagem durante o dia, o motorista ia buzinando com frequência para chamar a atenção das crianças brincando no meio da rua. A estrada também é cheia de curvas, o que torna a viagem um pouco assustadora. Mas apesar de chegar cansada e com a bunda dura, foi tudo tranquilo.
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E se eu quiser ir para Coron? Se você estiver em El Nido, é fácil. As agências de turismo, localizadas na rua principal, oferecem viagens diárias de barco para Coron. A passagem custa em torno de 1200 pesos por pessoa. Há também a possibilidade de pegar um voo de Manila ou Cebu direto para Coron, já que há aeroporto na região.
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Depois de Palawan fomos para Boracay. Infelizmente, não há voos diretos, o que é uma pena, já que estamos falando das duas ilhas mais turísticas das Filipinas. Pegamos um voo até Manila e de lá partimos para Boracay. É possível ir de uma ilha a outra de barco, mas são mais de 16 horas de viagem e nós não tínhamos esse tempo todo para gastar em alto mar. Surpreendentemente, a locomoção dentro das Filipinas foi mais tranquila do que na Tailândia (leia sobre a trip Thai). Por ser um arquipélago com milhares de ilhas, achei que a locomoção seria mais trabalhosa. Fizemos tudo pela Philippine Airlines, as passagens foram compradas com antecedência pelo site da empresa. Outras opções de companhias aéreas são: Cebu Pacific Air e Air Asia, que são low cost, ou seja, costumam ser mais econômicas.
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Palawan Boracay viagem Filipinas Philippine Airlines
E lá vamos nós de avião a hélice
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Boracay é uma ilha razoavelmente pequena, conhecida pelas praias com areia branca e mar azul turquesa. Bem mais turística que El Nido, por isso tem uma estrutura melhor para receber os turistas, bons resorts e uma grande variedade de bares, restaurantes e passeios. Na minha opinião, foi o itinerário de viagem perfeito: primeiro muitas aventuras em El Nido. Passávamos o dia inteiro passeando de barco, parando de ilha em ilha e mergulhando em alto mar para conseguir chegar nas praias de difícil acesso. Experiências muito legais, mas cansativas. E como a ilha é bem simples e as hospedagens idem, digamos que El Nido não é o mais lugar indicado para quem procura por conforto. Por último, curtimos toda a comodidade e entretenimento que Boracay oferece. Foram quatro dias relaxando e curtindo as praias da ilha. Voltamos das férias realmente descansados. Mas se você não tem interesse de ficar esse tempo todo no relax, acredito que duas a três noites são suficientes para ficar em Boracay, já que a ilha não é muito grande.
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Boracay white beach areia branca mar cristalino

Quando ir? Essa é uma questão muito importante. Estatisticamente falando, as Filipinas é o país que mais sofre com fortes tufões, furações e tempestades tropicais, por isso, fuja da época de monsões, que ocorre de junho a dezembro, especialmente, em setembro. A fase seca é de janeiro a março e por isso, é alta temporada. Fomos no fim de fevereiro e pegamos dias lindos e ensolarados em El Nido e um pouco de chuva fina em Boracay. Como os próprios locais dizem, o clima do país é imprevisível. Mas nada que pudesse atrapalhar nossa experiência maravilhosa nesse país tão lindo e cativante.

09 março, 2016
Destino China | As passarelas mais altas e emocionantes da China
Destino China

Responda rápido: você gosta de aventuras? E da sensação de estar nas alturas? Bom, pelo jeito, os chineses gostam muito! Isso porque, três das 10 skywalks consideradas as mais emocionantes do mundo estão na China. Sente só:

Tianmen Mountain

A mais top delas, a montanha Tianmen fica no Tianmen Mountain National Park, na cidade de Zhangjiajie, no noroeste da Província de Hunan. O que mais chama a atenção na atração turística é a passarela construída ao redor da montanha, a mais de 1.300 metros acima do nível do mar!! De um lado, um paredão de rochas. Do outro, o céu. E apenas uma estreita passarela entre ambos. E como se isso não bastasse para deixar qualquer um intimidado (para não dizer, apavorado), a passarela é toda de vidro, cristalino, permitindo uma visão clara de tudo que há montanha abaixo. A caminhada de pouco mais de 60 metros de distância não é muito indicada para os fracos do coração ou para quem tem medo de altura.

Mas a vista lá do alto é de tirar o fôlego. E o cuidado para manter o vidro limpo e cristalino é tanto, que os turistas devem usar capas nos sapatos enquanto caminham pela ponte.

montanha tianmen zhangjiajie china altura vidro

montanha tianmen passagem de vidro

Montanha Tianmen Zhangjiajie China paisagem

Oriental Pearl Tower

A Pérola Oriental de Shanghai é um dos símbolos mais famosos da China. A torre tem 468 metros de altura e é a sexta mais alta do mundo. Foi inaugurada em 2004 e sua plataforma de observação está aberta ao público desde 2009. A plataforma tem piso e paredes de vidro,  o que possibilita uma visão panorâmica de boa parte da cidade. A vista do alto da torre é realmente linda, (confesso, dá um medinho) mas, na minha opinião, não é mais encantadora do que a beleza da torre toda iluminada, quando cai a noite. Posso ficar horas admirando….

shanghai torre oriental pearl tower observation deck

Skywalk X, Torre de Macau

A Torre de Macau, com exatamente 338 metros, tem uma atração adorada pelos visitantes, a Skywalk X. É possível caminhar ao redor do deck de observação externo da torre onde, pasmem, não há corrimão ou qualquer outro apoio para os turistas se segurarem. Claro que esse povo não é tão louco assim, os turistas ficam presos ao arnês, que é aquele equipamento usado pelos escaladores, uma espécie de cinto de segurança. O passeio de 360° ao ar livre no alto da torre oferece um visual incrível de Macau.

Torre de Macau Skywalk X

HuaShan Mountain

O monte HuaShan, situado próximo de Xi’an na Província de Shaanxi, pode não estar entre os mais altos da China, mas sua trilha é considerada a mais perigosa do país e uma das mais temidas do mundo. A HuaShan é uma das cinco montanhas sagradas da China e está associada ao Taoísmo. Para escala-lá é preciso de coragem e bom preparo físico. São cerca de 6km envolvendo muitas subidas, escadas íngremes esculpidas nas pedras e estreitas pontes de madeira junto as rochas. A montanha está na lista das mais perigosas do mundo! Mesmo assim, milhares de turistas visitam o monte em busca de aventura e belas paisagens. E também para conhecer o templo taoista, do século 2 A.C., que fica no topo. Segundo as estatísticas chinesas, não há registros de turistas que morreram nessa caminhada, mas há informações de órgãos não-chineses que mostram um número alto de mortos, chegando a 100 pessoas por ano. Teria coragem de encarar essa? Na dúvida, leve todos os equipamentos de segurança necessários, eles não exigem, mas eu não pagaria para ver. Mas mesmo parecendo super perigoso, o monte despertou muito meu interesse. Já está na bucketlist. Imagine trilhar uma das montanhas mais temidas do mundo? Seria uma grande realização…

Templo Monte Huashan china

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Monte Hua shan China aventura

Montanha Hanshan trilha escalar pedra

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Imagens: Flickr, acervo próprio e Google

E quanto mais eu conheço esse país, mais me encanto com as surpresas que ele esconde. Aqui tem de tudo e tem espaço para todos, inclusive para os mais aventureiros e para os malucos que buscam adrenalina e belos visuais.

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19 fevereiro, 2016
Koh Phi Phi | A badalada ilha da Tailândia, suas praias e passeios
Tailândia

Com certeza você já ouviu falar de Koh Phi Phi algumas vezes, a ilha mais badalada da Tailândia. Situada na província de Krabi, a ilha ficou famosa por causa das suas praias com mar cristalino e outras belezas naturais. E é o destino escolhido por milhares de turistas todo os anos. E se tem turistada, tem agito. Mas o mais legal é que Phi Phi Don pode ser bem democrática. Ou seja, fazer a felicidade de todo tipo de turista. Tem praia agitada, frequentada, principalmente, pela galera jovem. Há a praia mais tranquila, mas ainda assim, com certo movimento e há a praia super calma e mais preservada.

A ilha é formada por três praias principais: Loh Dalum Bay (a agitada), Ton Sai Bay (a meio termo) e Long Beach (a calma). E é importante citar que o acesso à ilha é só por barco, vindo de Ao Nang, Railay (como foi o meu caso), Pukhet ou outras ilhas próximas. Em Phi Phi não tem aeroporto. A ilha é, consideravelmente, maior que Railay, mas o meio de transporte é o mesmo: na pernada rsrs

Loh Dalum é onde ficam concentrados a maioria dos bares de beira de praia. É aqui onde os jovens se reunem para fazer festa e onde acontecem as principais nights da ilha. Algumas pousadas até organizam pool parties. Mas por causa desse agito todo, confesso que fiquei um pouco decepcionada com a praia, pois na areia, vi muitos tocos de cigarro e embalagens de comida (uma pena que há pessoas que não respeitam a natureza). E a água do mar, na parte próxima dos bares, é meio turva. Mas ainda vale a ida, e para quem procura agito, esse é o canal. Assistimos ao show de fogos de artíficio na virada de Ano Novo nessa praia e foi sensacional.

Ton Sai Bay é a praia mais próxima do Pier de Koh Phi Phi e é onde ficamos hospedados. Nosso hotel, o recém inagurado PP Nice Beach Resort fica na ponta oeste da ilha, onde é mais tranquilo. Adorei o serviço do hotel na beira da praia e sua localização, fora da muvuca da parte central da ilha, mas a menos de 10 minutos de caminhada do centrinho e dos melhores restaurantes.

Long Beach, no leste da ilha, sem dúvidas, é a praia mais linda de Phi Phi Don. Bem tranquila e preservada, tem o mar super cristalino e a água morninha. A melhor para tomar banho, nadar e fazer snorkeling. O acesso é somente por barco, mas é fácil alugar um long tail para te levar até lá.

long beach koh phi phi tailandia

O centrinho de Phi Phi é uma gracinha. São varias ruazinhas repletas de lojas, restaurantes e bares. Comércio, camelôs vendendo artigos tailandeses, souvenirs, camisetas estampadas e vestidos de tricot é o que não faltam. Achei curioso que há muitos estúdios de tatuagens na ilha.  A cada esquina, praticamente, tinha um. E o pior: sempre com alguém na cadeira do tatuador. Acho que a onda do momento entre os turistas da Tailândia, é fazer tattoo em Koh Phi Phi rsrs 

Em alguns bares, a festa começa cedo, pelas 9 horas da noite. As partir das 2 horas da madrugada, horário que os bares começam as fechar suas portas, não é permitido som alto. Por um lado acho muito bom, afinal, o melhor é aproveitar as maravilhas da ilha durante o dia.

Centro Koh Phi Phi tailandia krabi

Em Phi Phi ainda tem um viewpoint, super recomendado, que fica no leste da ilha. Do nosso hotel só até a base do viewpoint seria mais de meia hora de caminhada para ir e mais meia hora para voltar, isso sem contar a subida e a descida. Acabamos não conhecendo :/

Quanto tempo ficar? Para conhecer toda a ilha, três a quatro dias são ok. Eu ficaria um mês, mas como não temos esse tempo todo, sugiro mais ou menos três dias. Pois não podemos esquecer dos passeios de barco para as ilhas vizinhas de Phi Phi Don, que costumam durar uma manhã ou tarde.

O passeio imperdível (diria, da vida) é alugar um long tail ou speed boat para Phi Phi Ley, uma preservada ilha próxima de Phi Phi Don. Ali não há opção de hospedagens, apenas turistas que vão passar o dia (ou quem sabe dormir uma noite nos barcos ancorados ali próximo).

Preferimos alugar um speed boat para otimizar nosso tempo e sair cedo pela manhã do hotel, para tentar pegar a praia mais vazia. Saímos as 8 horas e em 20 min estávamos em Maya Bay, a principal atração de Phi Phi Ley. Mas parece que todos tiveram a mesma ideia de ir cedo. A praia já estava cheia. Claro, todos querem conhecer e ver com seus próprios olhos esse paraíso. O funcionário que nos atendeu na agência para alugar barco disse que tem turistas que saem as 6 horas da manhã para ir a Maya Bay.

Mas não importa… A praia é simplesmente maravilhosa, com imponentes falésias cercando-a e o mar, incrivelmente, cristalino. Ainda no barco, é possível ver as pedras no fundo do mar, mesmo com dois ou três metros de profundidade. Maya Bay é de cenário de filme, literalmente. O destino ficou super famoso depois do filme “A Praia”, de 2000, com Leonardo Di Caprio.
É cobrada uma taxa em bahts tailandeses para entrar na praia, que equivale a, mais ou menos, USD 10 por pessoa. Os próprios barqueiros que cobram, segundo eles, é para ajudar a manter o local preservado.
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passeio barco phi phi maya bay tailandia
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maya bay praia phi phi ley paraiso tailandia
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maya bay destino paraiso tailandia phi phi
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maya bay mar cristalino phi phi tailandia
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Bom, depois de conhecer essa maravilha da natureza, partimos para a próxima parada. Se você optar por um passeio particular, é possível fazer sua própria rota e decidir quanto tempo ficar em cada lugar, dentro do horário combinado com a agência, que pode ser de 4 horas a 6 horas. Se optar pelo passeio em grupo, o itinerário é padrão e o tempo de cada parada é mais cronometrado.
Passamos pela Viking Cave, uma caverna da ilha de Phi Phi Ley e paramos próximo de Phi-Ley Bay para fazer snorkel e tomar banho de mar. Deixamos para o motorista do speed boat e seu assistente, que conhecem cada detalhe da ilha, nos levar para a melhor área de banho. A cor da água é simplesmente inacreditável. Muito lindo mesmo!
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viking cave caverna phi phi krabi tailandia
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passeio barco phi phi ley tailandia

passeio barco maya bay phi phi tailandia

snorkeling maya bay phi phi Tailandia

De lá, andamos mais um pouco até a Monkey Beach, a praia dos macacos. É uma praia pequena e preservada, onde esses pequenos seres andam soltos entre os turistas. Na verdade, nós é que invadimos o habitat natural deles. Achei os macacos mais simpáticos e menos agressivos que os de Bali, mas mesmo assim é preciso ter cuidado, porque eles são verdadeiros pickpockets de comida e bebida. Um deles, deve ter sentido o cheio do creme do meu cabelo e enquanto eu me aproximava para tirar fotos, ele se grudou no meu cabelo e subiu na minha cabeça. Na hora foi engraçado, mas não podemos esquecer que esses bichinhos mordem sim. Então, cuidado com os abusados. Mas nada de medo, vale a pena a visita!
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paraiso natureza phi phi ley tailandia
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monkey beach praia macacos phi phi tailandia.

Monkey beach praia dos macacos phi phi tailandia

macaco monkey beach praia phi phi tailandia

Como estávamos de barco de alta velocidade, ainda sobrou tempo para irmos para a ilha ao norte de Phi Phi Don, a Bambu Island. Mais uma vez, a cor da água é transparente e a natureza, de tirar o fôlego. Você pode ainda dar um pulinho até Mosquito Island, que é outra ilha próxima. No meu caso, curti tanto Bambu Island que fiquei relaxando e tomando banho por ali mesmo.
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bambu island phi phi krabi tailandia mar transparente
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Não tem mistério para agendar esse tipo de passeio. Há várias agências espalhadas pela ilha que oferecem esse tipo de serviço. O preço do passeio de speed boat particular pode ser um pouco salgado, afinal, o dólar está nas alturas, mas ir de long tail também é uma boa pedida.
Minhas dicas estão dadas. Se você curtiu, dá um like e deixe o seu comentário :)
26 janeiro, 2016
Destino China | O festival de gelo e neve de Harbin
Destino China

Harbin é aquele tipo de cidade encantadora. Localizada no nordeste da China, recebe influência direta dos ventos congelantes da Sibéria, por isso, é uma das cidades mais frias do país e no inverno chega a fazer -25° celsius!!! Consegue imaginar tanto frio? Eu não. Mas é aí que entra a beleza do lugar.

A cidade sedia o Harbin International Ice and Snow Sculpture Festival, também conhecido como Ice Lantern Festival ou Harbin Ice Festival, o maior festival de esculturas de gelo do mundo! O festival acontece todo os anos, de 5 de janeiro até fim de fevereiro. Além de lotar de turistas, a cidade fica repleta de luzes coloridas e verdadeiras obras de arte esculpidas no gelo, espalhadas por quatro atrações imperdíveis.

Uma das principais atrações é o Ice and Snow World, um mundo de mais de 750 metros quadrados de esculturas de gelo que consomem mais de 300 mil metros cubicos de neve. As esculturas são inspiradas em contos tradicionais chineses e em famosas obras arquitetônicas mundias, como a Muralha da China e as Pirâmides do Egito. E assim que escurece, em torno das 4 horas da tarde, as esculturas ficam iluminadas e coloridas, o que dá um efeito ainda mais lindo. Além de apreciar essas obras de arte, o turista ainda pode participar de eventos culturais e praticar esportes de inverno, como esqui.

Repara na réplica da Muralha da China feita com gelo. Incrível, não?!

ice snow park neve gelo cor harbin china

Ice and snow escultura gelo e cor harbin castelo

ice snow park templo de gelo neve harbin china

ice snow park muralha da china gelo harbin

ice snow park gelo e luz colorida harbin china

Outro parque temático, é o Snow Sculpture Art Expo que fica no The Sun Island Park. Tem o maior museu de arte em neve do mundo e muitas esculturas esculpidas maravilhosamente. Tipo, quase inacreditável de tão perfeito. A exposição tem diferentes temas a cada ano e costuma expor esculturas que representam outros países, como Rússia, França, Japão e Coréia do Norte. O parque é todo branquinho, coberto por neve, uma paisagem realmente linda.

snow expo parque neve beleza inverno harbin

snow sculpture escultura neve harbin china

snow sculpture expo park escultura neve harbin

snow sculpture museu escultura neve desenho harbin

Próximo do rio Songhua, o Zhaolin Park é outro lugar imperdível de Harbin. Um parque agradável, com um lago artificial, algumas belas pontes e jardins e, no verão, fica repleto de flores coloridas e perfumadas. Já no inverno, é aqui que acontece o Ice Lantern Show. As lanternas de gelo são feitas com água congelada, gelo natural do rio Songhua e luzes e então esculpidas. Foram as ice lantern que deram origem ao festival. As obras são divididas por temas que retratam obras clássicas chinesas, prédios históricos e costumes. Igrejas no estilo europeu, flores, jardins, leões, dragões e tantos outros objetos esculpidos em gelo são expostos aqui. Durante o dia, algumas esculturas até parecem reais (!!), digo, parecem ser templos, prédios e pontes de verdade.

Zhaolin Park Harbin templo entrada gelo

Zhaolin park ice lantern festival harbin

zhaolin park harbin templo gelo neve inverno china

zhaolin park esculturas de gelo flores luzes harbin china

zhaolin park festival inverno china dragao coloridoAcredita que esses dragões são feitos de gelo? Quanta beleza!

A atração mais recente do festival é a Songhua River Ice and Snow Happy Valley, que fica sob o congelado rio Songhua. Além de esculturas de gelo, todas as atividades de inverno que você pode imaginar tem aqui: futebol na neve, bicicleta especial, patinação, karting e tantas outras. 

rio songhua escultura colorida gelo harbin china

rio Songhua congelado esportes de inverno ski patinacao harbin

rio Songhua congelado harbin china

Fonte imagens: acervo próprio, Flickr

E mais do que uma exposição de esculturas em gelo, o Ice and Snow Festival é também uma amostra da arte e cultura chinesa e também internacional. E além de turistas, a cidade recebe artistas e especialistas de esculturas em gelo, do mundo todo, que participam de competições. Durante o festival, há também competições desportivas, como ski, patinação no gelo e trenó.

Desde a primeira vez que ouvi falar desse festival, fiquei doida para conhecer Harbin. Ainda não tive a oportunidade de ir, mas está na minha wish list de viagens. Uma amiga, que tinha o mesmo desejo que eu, acabou de voltar maravilhada de lá (e congelada também). Essa é outra dica mega importante: levar roupas apropriadas para a neve e frio extremo. Claro que se você vai viajar para um lugar que faz -20° graus, você vai pensar nisso. Mas no caso dessa amiga, ela ganhou a viagem de surpresa do marido. Vestiu todas as roupas mais quentes que tinha no ármario e foi. Não foi suficiente, afinal, não é todo dia que temos casacos e acessórios tecnológicos, recomendados para essas temperaturas, no nosso closet.

Você pode chegar nas atrações de táxi, ônibus ou transfer do próprio hotel. Em Harbin você encontra grandes redes de hotéis para ficar hospedado, como o Kempinski, Holiday Inn, Ibis Hotel, Shangri-lá, entre outras ótimas opções que você encontra aqui.

Se você também se encantou por Harbin e pretende conhecer o Festival de Gelo e Neve, neste site tem várias informações pertinentes, como horários de funcionamento, valor do ingressso, como chegar por meio de transporte público e até tours turísticos de três a seis dias.

Agora vista o seu casaco de neve, seu gorro e manta térmicos e curta as belezas de inverno de Harbin! 

21 janeiro, 2016
Ko Pha Ngan | A ilha, onde ficar e as melhores praias
Tailândia, VIAGENS

Famosa pelas festas, especialmente, a Full Moon Party, Ko Pha Ngan é um dos destinos tailandeses preferidos entre os jovens turistas. A ilha fica no leste da Tailândia, no Golfo da Tailândia, entre as ilhas de Ko Samui e Ko Tao.

Mas uma das maiores ilhas da Tailândia, com mais de 120 km², vai muito além de festas. Ko Pha Ngan tem praias lindas (muitas praias, na verdade), templos, cachoeiras e uma região mais tranquila, para aqueles que viajam com a família e procuram descanso.

Para escolher onde ficar hospedado, é preciso ter em mente o que você deseja. Thong Sala, no lado oeste, é onde fica o Pier. E você só consegue chegar em Ko Pha Ngan de barco (enquanto o aeroporto não fica pronto). Se quer festa, fique ao sul de Thong Sala. Se quer praias bonitas, fique ao norte de Thong Sala. E se quiser ficar retirado em um resort tranquilo de frente para o mar, fique no lado leste da ilha.

Os mochileiros e viajantes com budget apertado, costumam ficar em Hat Rin, praia no extremo sul da ilha, onde acontece a Full Moon Party. Há guesthouses e outras hospedagens com preços mais em conta do que no resto da ilha, mas em compensação, são mais simples e a região não tem tantas belezas naturais.

Como nosso objetivo era curtir as praias, além de aproveitar a noite de lua cheia para conhecer a famosa Full Moon Party, ficamos em Hat Chaophao, mais ao norte do lado oeste da ilha, que é de fácil acesso. O meio de transporte no lado oeste é a moto. É muito tranquilo e barato de alugar moto e de conseguir combustível. Eu não indico andar a pé, pois a ilha é grande e cheia de lombas, fica beem complicado, demorado e cansativo ir de uma praia a outra caminhando.

por do sol sunset piscina hat chaophao ko phangan ferias tailandia
Sunset no hotel com vista para Hat Chaophao
meio transporte moto ilha ko phangan tailandia
Nossa motinho e dois elefantes que encontramos no caminho

O mais divertido é passar o dia montado na motinho, se aventurando pelas estradinhas da ilha e parando de praia em praia. Adoro esse tipo de aventura e no fim da viagem, o saldo de lugares visitados é maior do que se estivessemos a pé. Com o aluguel da moto, conseguimos conhecer e aproveitar várias praias em um mesmo dia. E ainda fomos em cachoeira, sunset bar e restaurante.

As praias mais lindas, na minha opinião, são Ko Ma, Ao  Chalok Lam e Secret Beach (pertinho de Hat Chaophao). Na verdade, Ko Pha Ngan é considerada uma ilha de praias paradísiacas, mas em algumas delas, o mar não estava tão cristalino como nas fotos que vimos pela internet. Pegamos algumas noites com chuva e um local nos disse que a água do mar estava um pouco turva naquela semana. Acho eu não demos tanta sorte…

KO MA

Ko Ma praias paradisiacas Ko Phangan Tailandia

AO CHALOK LAM

Ao Chalok Lam paraiso ilha ko phangan tailandia

Ao Chalok Lam praia paraíso Ko Phangan Tailandia

SECRET BEACH (após uma chuva no fim de tarde)

secret beach hat chaophao ko phangan tailandia

A Ao Chalok Lam, ao norte, foi a que mais nos surpreendeu. Era a praia menos movimentada de todas que visitamos (acho que não é tão conhecida pelos turistas) e era onde o mar estava mais cristalino. A areia branquinha e os coqueiros inclinados pela força do vento completam o cenário paradísiaco, que é digno de filme. Do pier de Ao Chalok Lam você pode pegar um long tail para Hat Khuat, mais conhecida como Bottle Beach, uma praia que só acessível por barco. Limos alguns reviews falando que a praia é linda, ideal para relaxar e fazer snorkel. Realmente é super tranquila, mas no dia que fomos, o mar não estava dos mais divinos.

Eu ainda indico conhecer as praias Hat Salad, Hat Yao, que é mais cheia e com vários resorts à beira da praia e Hat Son, que é menor e mais calma. As três ficam uma ao lado da outra.

BOTTLE BEACH (HAT KHUAT)

Bottle beach barco long tail ko phangan tailandia

HAT SALAD

vista hat salad praia ko phangan tailandia

Hat Salad praia mar Ko phangan

Ko Pha Ngan ainda esconde muita natureza e cachoeiras maravilhosas. As mais famosas são a Nam Tok Than Sadet e Nam Tok Phaeng. Eu conheci a Paradise, que fica pertinho da praia Ao Chalok Lam e é simplesmente linda. O acesso é bem fácil, pergunte como chegar em algum estabelecimento local, que os tailandeses ficam felizes em ajudar. A cachoeira fica escondida entre grandes árvores e muito verde e o cenário é encantador. Uma paz. Vale a pena o banho!

cachoeira paradise waterfall natureza ko phangan tailandia

cachoeira Paradise waterfall paz banho ilha ko phangan

Eu fiquei hospedada no Sunset Hill Boutique Resort. A área de lazer é ótima, mas os quartos são bem simples. Aliás, a não ser que você fique no lado leste da ilha, não espere encontrar muito luxo e conforto em Ko Pha Ngan. Próximo da data da Full Moon Party, a ilha lota de turistas e o preço dos hotéis e pousadas dispara e é aconselhável reservar hospedagem com antecedência. Nas praias do leste da ilha eu não cheguei a ir, pois não são acessíveis de moto. Mas é ali a região mais tranquila e onde ficam os melhores resorts, como o Anantara (rede de resorts que eu amo).

Curtiu? Amanhã tem mais post sobre Ko Pha Ngan, fique conectado! :)

15 janeiro, 2016
Bangkok | Os melhores shoppings e mercados para fazer compras
Compras, Tailândia, VIAGENS

Mulherada, prepara o cartão de crédito, ou melhor, os bahts tailandeses, porque Bangkok é o paraíso das shopaholics (depois da China, claro). A casa de um dos maiores mercados de rua do mundo, surpreende qualquer turista com a quantidade de barracas montadas nas calçadas, em contrapartida com lojas de luxo e shopping centers modernos com as melhores lojas de departamento internacionais.

Como no primeiro dia em Bangkok já tínhamos visitado os principais templos da cidade e outras atrações turísticas, deixamos os dois dias seguintes para a apreciar a culinária eeee…. ir as compras!!! Claro que em poucos dias não dá para conhecer tudo, mas dá para conhecer muita coisa. Anota aí as dicas e aproveite seu shopping day!

Khao San Road

Começando pelo mais simples e barato. A Khao San Road é a rua conhecida dos mochileiros. Aqui você vai encontrar pequenas lojas com artigos tailândeses, lembrancinhas, como elefantes de madeira e cartões postais, e roupas – vestidos e macaquinhos estampados, regatas e camisetas com logo da cerveja local, calças largas e batas com estampas budistas e blusas de crochê e renda. Tudo custa em torno de 250 bath, ou seja, menos de U$ 8. Isso, sem barganhar, que é ato quase que obrigatório. As coisas que você encontra aqui, você vai encontrar, praticamente as mesmas, nas lojinhas centrais de Phuket, Phi Phi, Koh Samui, etc..

Terminal 21

Localizado na Sukhumvit, na saída da estação Asoke, este é um dos shoppings mais famosos de Bangkok. H&M, Sprit, Nike, Oakley, entre outras marcas internacionais e também nacionais, estão presentes aqui. E se bater a fome, opções de restaurantes é o que não faltam, tem até um Tony Roma’s. E o legal é que é um shopping temático, cada um dos sete andares corresponde a uma cidade. O andar de São Francisco – Califórnia tem até uma réplica, tamanho grande, da Golden Gate.

Terminal 21 shopping compras bangkok tailandia

Siam Square

Muito mais do que um shopping center, a Siam Square é uma região onde você respira compras. É aqui que estão concentrados boutiques e grandes detinos de compras em Bangkok, entre eles o MBK Center, o Siam Discovery Center, o Siam Center e o Siam Paragon. Para chegar na região, é só pegar o BTS até a estação Siam.

MBK Center

Este é um dos destinos mais famosos de compras entre os turistas e quer saber por quê? Variedade de produtos e preço bom. O MBK está mais para camelô do que shopping center. Na verdade, são diversas barracas e lojas pequenas espalhadas por mais de 5 andares de shopping. Nos três primeiros andares você encontra roupas, sportwear, acessórios, lingeries e sapatos. O 4º andar é o paraíso para quem procura eletrônicos baratos. As lojas ali vendem telefone celular, laptops, computadores e outros acessórios, inclusive aparelhos usados. O 5º andar é reservado para venda de equipamentos de fotografia e olha, tem muita coisa por preço justo. No 6º andar fica uma enorme praça de alimentação, com todos os tipos de pratos que você pode imaginar.

mbk shopping compras bangkok siam square

Siam Center e Siam Discovery Center

O Siam Center é um shopping bem bacana, com algumas lojas de marcas famosas, como Forever 21, Levis, Armani Exchange, Lacoste, Kipling e Havaianas. Ele é interligado com o Siam Discovery Center através de uma passarela.

Centerpoint of Siam Square

Esse shopping não é muito popular entre os turistas, tem lojas bem mais simples, mas foi um dos que mais gostei. Aqui encontramos roupas e acessórios de designers locais. Coisas bem diferentes do que vemos nos demais shoppings e por não ser marca famosa, o preço é baixo. Eu fiquei encantada com os vestidos, as saias e shorts de renda, um trabalho realmente lindo e barato.

Siam Paragon

O maior e mais luxuoso shopping de Bangkok é mais um parque urbano do que um shopping center. As grifes Prada, Dior, Louis Vuitton, Cartier, entre outras, você encontra por aqui. Mas para quem não pretende desenbolsar tantos baths assim nas compras, tem Zara, H&M e outras fast fashions.

siam paragon shopping compras marcas grifes bangkok

Chatuchak Market

O maior mercado aberto da Tailândia, só acontece nos fins de semana, e é imperdível. Preciso confessar que tanto eu quanto o Rodrigo ficamos impressionados com a organização do lugar. É todo dividido por setores, de acordo com os produtos a venda e logo na entrada você recebe um mapa impresso (não deixe de pegar, é super útil).

Neste mercado você encontra de tudo, mas tudo mes-mo! Tudo o que você puder imaginar, tem aqui: Camisetas estampadas, vestidos, camisas, calças e shorts jeans, entre outros tipos de roupa, sapatos super diferentes, souvenirs, sabonetes coloridos, velas, quadros e outros itens de decoração, roupas para crianças, livros, instrumentos, acessórios, insetos e outras comidas esquisitas e mais. Tem uma seção só de coisas para pets, onde eu encontrei até qipao (o vestido tradicional chinês) para cachorro!! E por ser mercado de rua, os preços são muito bons e ainda vale barganhar. Nossa, quase fiquei louca quando encontrei umas lojas com os shortinhos jeans mais estiloso ever, pela barbada de 180 bath cada, ou seja, 5 dólares!! E a qualidade? Não fica devendo, não.

chutuchak market compras bangkok

acessorios tailandeses chutuchak market

chutuchak market bangkok sapato tenis botao

E se você pretende passar por todos os setores e olhar tudo com calma, prepara-se para gastar um dia inteiro (o mercado fica aberto das 9 horas às 18 horas). Infelizmente, eu não tive todo esse tempo, mas com certeza, voltarei lá um dia. É realmente muito coisa, por isso, é preciso ter foco. Ps: para chegar lá pegue o BTS até a estação Mo Chit.

Ah, e para quem é ligado em eletrônicos, computadores e demais equipamentos, no Pantip Plaza, você faz A festa.

E a notícia boa é que depois de fazer todas essas compras, você ainda recebe parte do valor gasto, que é restituído. Por isso, não esqueça de passar no VAT Refund quando estiver de saída do país.

» Anotou as dicas? Então boas compras!! 😉